Publicado por amizadepoesia em Janeiro 21, 2007
A eternidade é o dia de hoje,
a hora de realizar, seja o que for, é agora,
não dá para prever o futuro, que pode nem chegar, por isso, viva livre de amarras,
esqueça qualquer tipo de preconceito,
viva o presente como presente mesmo,
que chega a cada manhã, com seu nome escrito, com laço de fita e papel bonito.
E já que o tempo é curto para tantos sonhos;
se for amar, ame intensamente,
se for se divertir, ria até chorar,
se for trabalhar, aplique-se até realizar,
se for para ser pai, seja o melhor companheiro,
e se for para ser mãe, seja doce e protetora,
se for para ser amigo, seja irmão,
se for para ajudar, estenda a mão,
e se for para ser feliz, insista mais um pouco,
felicidade sempre vale a pena…
E já que a vida e breve, se é para deixar marcas, seja uma marca das melhores, quase invisível, e de tanto amor pela vida e pelas pessoas, seja você uma pessoa especial, seja INESQUECÍVEL!
Paulo Roberto Gaefke
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 21, 2007
Na praia deserta e silenciosa,
o mar se mostra calmo e a lua
clara deixa a noite branca…
Que delícia o ar da noite!
Doce saudade…
Numa cadência trêmula e vagarosa
do ir e vir das ondas, fico melancólica…
Ouço um ruído arrastado, tímido e triste…
É o sopro do vento da noite a beijar-me,
Saudoso…
Naidaterra
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 21, 2007
Nos meus delírios mais eloquentes
É frequente eu perder-me em certezas,
E é por isso que me sinto um demente,
À procura de suas vãs incertezas.
Sou muitos num só, diversos aliados,
Que em vindo a agrura do tempo
Logo se transformam em degenerados,
Deixando-me a sós e sem alento.
Vento norte que cala no meu rosto
E dá-me a primazia da escolha.
Sou como um soldado em seu posto,
Que tem o direito e o dever acrescido
De saber que o papel é uma folha,
Onde escrevemos o que nos é oferecido.
Jorge Humberto
20/01/07
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 21, 2007
Ouça, ó Grande Espírito,
as palavras do último de um povo
que cavalgava orgulhoso
pelos campos e precipícios.
Meu mustangue hoje é triste
os pastos já se acabaram
seus irmãos os brancos caçaram
sómente a lembrança resiste
Somos os últimos das raças
somos totens vivos do passado
na madeira do tempo entalhados
sobreviventes das desgraças
Aguardamos a hora de ir
cavalgar nos campos ancestrais
e lá enfim encontrarmos a paz
que deixou de aqui existir.
Jorge Linhaça
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