Publicado por amizadepoesia em Janeiro 22, 2007
Meu tempo se esgota,
mas não tenho pressa.
Cada um tem a sua cota
seja para si ou em partilha.
Há o tempo da ilusão,
que encanta as horas.
Também a decantação
dos amores perdidos.
Sejamos como os gatos
que aguardam pacientes
o desvelar dos seus atos
pelo puro instinto natural.
Ainda que nuvens escuras
ameaçem alicerces da alma,
no âmago do ser, colunas seguras
trazem à criatura, a temperança.
Em ambas as mãos a ampulheta,
olhar focado no pó que desce.
Certeza de que toda a colheita,
será conforme a semeadura.
A fantasia do tempo esconde o véu,
da existência a ser desvelada.
Sejam os caminhos para o céu,
degraus de aprendizado interior.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 22, 2007
Porque se de todo breve dia,
Bebo o verbo do crepúsculo.
Bebo sim, no fim de toda noite,
A magia contida no teu ósculo.
A luz linda que me propicia
Ver-te em pleno esplendor.
Sentir-te ao vento e ao sabor,
Do encanto imenso, o amor.
Que ama tanto a incerteza,
Amando-se e enamorando,
De todo sentido de beleza.
Pois a ti foi confiado o belo.
Para influir em toda vida,
E o complicado virar singelo.
Gerson F. Filho.
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 22, 2007
Olhos fixos no horizonte, segue em frente…
Não se abate com a dor, busca o amor…
Na face séria, o vermelho do sol quente,
nos passos firmes, o retrato do destemor.
Sua busca pode ser em vão… ou não…
Sempre há esperança, por isso não desiste,
ainda encontrará e salvará sua civilização,
que se deixou envenenar de forma triste.
Sua gente foi enganada pela mentira
que, sem controle, transformou-se em ira,
disseminando entre eles a falsidade.
Mas sua chegada poderá mudar tudo…
Sua palavra doutrinará o mal, pois terá conteúdo
e, sem piedade, vencerá com a arma da verdade..
Marise Ribeiro
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