Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 2, 2007
Quando eu envelhecer, quem cuidará de mim?
Não quero ficar qual vegetal
O que eu quero afinal
É uma dócil mulher aqui
Que veja a minha solidão
E me dê a sua mão.
Quero com os meus companheiros
Trocar riso
E alguém com siso
Que me mostre os pinheiros
As águas cristalinas e as flores
Perfumadas com seus olores.
Crisântemos e reminiscências
De um mundo que já não volta
E que tudo dê uma reviravolta
E me faça ter incoerências,
De velho caduco
Que deixou de ser astuto.
Quando eu for velho, quem cuidará de mim?
Morrerei qual vegetal
Feito animal
Que já não sabe de si.
Pobre de quem é velho
Caduco e relho.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 2, 2007
Já muito viajei por este mundo a fora,
Conheci religiões, costumes e filosofias,
Quem me diz quem sou eu agora,
Depois de tantas e crentes fidalguias?
Fui no mundo à descoberta sem hora,
Cheio de empenho e galhardias,
Até que joguei a chave e fui-me embora,
Convencido que conhecia as hierarquias.
Não sei de nada, muito tenho a aprender,
Por isso escrevo o que minha alma dita,
Até que por ela eu me possa convencer,
Que já não há no mundo a inocência,
Que trouxe à nossa vida a cruel desdita,
Que nos faz seres e à sua incoerência.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 2, 2007
Neste mundo mágico da telinha
inúmeras pessoas por aqui passam
algumas com apenas uma linha
outras, lindas mensagens repassam
vinculadas as mesmas afinidades
muitas delas sempre permanecem
um oi, um olá, nunca se esquecem
e se demoram deixam saudades
presença real em nosso coração
que chegam mesmo para ficar
trazendo a alegria e a emoção
para uma boa amizade edificar
Sueli do Espírito Santo
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 2, 2007
O amor esse doce algoz
a corroer nossa razão
a mortificar o coração
fazendo doce o atroz
amor que cega, engana
em tolos olhos de não ver
amor que esfria na cama
em desculpas de não querer
amor que pazeia e mata
e aos poucos morre também
amor que adula, maltrata
amor cego que nos convém
até que a verdade retrata
o que esse amor não tem
Jorge Linhaça
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