Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 9, 2007
Em vão são as minhas promessas…
Chorei mais uma vez neste dia…
Sinto tanto a tua falta e as lembranças
parecem luzes bailando a minha volta…
Pétalas de rosas amarelas deslizam
com suavidade na minha pele como
eram teus beijos, lábios macios e
um aroma de sedução…
Hoje, ainda sinto o sabor do último beijo…
As lágrimas são por conta da
mensagem que ficou nítida no teu olhar…
Adeus meu amor…
Naidaterra
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 9, 2007
Que palavra tão triste…
Indubitavelmente muito doentia,
Que estremece, enfraquecendo o malfadado,
Que por sua vez se vê confrontado,
Na dita, conspurcada ilusão…
Fica atordoando os seus sentidos.
Viciando alguns sonhos perdidos.
Na sensibilidade interior.
“Despertai”.
Fazendo dela a dupla rectro-inspecção,
Aclamando tal leveza da exteriorização.
Jamais colar-me-ei a esta palavra
“Ilusão”.
Que é maldita… E anda descalça.
E eu quero andar muito bem calçado,
Nunca sofrer como um desgraçado.
A “Ilusão” que rompe sempre a comunhão
Habita no mundo sem direcção,
Só arranja perniciosa confusão.
Deixo ela solta ao vento… Em desuso
Para não ficar confuso
E andar de cara alegre.
Suplicando ao Divino
“Afasta de mim este cálice”
Pinhal Dias - Amora/Portugal
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 9, 2007
Apaga em nós qualquer impulso à violência
unge-nos o espírito nas fontes vivas da caridade
inclina-nos ao amor e à tolerância
e embora trilhemos ainda o carreiro obscuro
de velhas imperfeições
deixa que te possamos repetir:
Senhor as nossas almas endividadas
a caminho de tua bênção
te glorificam e te saúdam!…
Emmanuel
Beijos de alegria
meu carinho
Lucia Trigueiro
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 9, 2007
Nas lágrimas carregadas pelo minuano
penoso e dolorido n’alma é este pranto
descem vermelhas sobre negros panos
em opaco ébano é triste e solitário manto.
Em nuvens sombrias, lentamente fogem
nas revoltas ondas são oleosas espumas
duras rochas que com fel se cobrem
na dolorosa lembrança que não se exuma.
É escaldante areia em dunas frias a esvair
Pernícies amontoados na vastidão
Mar e terra confusos no destino a divergir.
Árvores rangem ao som deste turbilhão
volteando infesto em forças a subjugar
o já extinto corpo no pernicioso nada a sangrar.
Milamarian
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 9, 2007
Não é difícil
Nem é fácil
Porque poema
Faz-se fazendo
E de preferência
Faz-se com palavras
Preciso não precisar
De violetas violentas
Numa paronomásia
Mas preciso ler
Haroldo de Campos
Para entender a metonímia
Augusto é águia
Nas metáforas
Entro ou fico de fora
Pela porta
Passa o pé
Pisando
Passando
Passo a passo
Pela porta
Passa a perna
Prende o pé
Parei o pai
Perguntei
Pai quer pão
Pai pão não quer
Passo o pão
Pro Paulo
Pro Pedro
Pro Plínio
E reparto o Pão
Pedaço a pedaço
Pela graça do pão
Proliferarão
O poema
Pão
Aliteração
ABittar
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