Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 13, 2007
O tempo passou
Meu encanto acabou
Meu coração se calou
Minha alma se fechou
Pra que continuar
Por que voltar
Difícil de acreditar
Não quero te amar
Você foi do nada
Andou na calada
Deixou-me abandonada
Completamente desconsolada
Quer me amar
Quer voltar
Não adianta implorar
A paixão não vai voltar
Como irei te amar
É adeus pra
nunca mais voltar…
Fafá Lima
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 13, 2007
Mulher…
Não só mulher… gata…. pantera…
Um ser felino escondes em teu corpo!
Brincalhona (que és) também és fera
E passas da mansidão à luta
A Paz desfazes… fazes a Guerra!
Ah… mas não é a luta que aniquila
Nem a guerra (insana!) que destrói e mata!
É o jogo ardente de Amor e Cio
Do Desejo que os Sentidos arrebata…
Te solto em pêlo pela sala assim… gata-mulher - de estimação…
Foges de mim… te escondes… ris… ronronas e gemes… o dorso (angorá!) em minha mão!
E nessa intimidade que permite a solidão gostosa de nós dois
Somos crianças (de repente!)… de repente a meninice
Volta aos nossos olhos… a estes sedutores jogos de adultos:
Sou teu velho Amor e és meu Amor antigo…
Não me dispo! Apenas tu completamente nua!
Depois, as mãos dadas… olhar lânguido… bocas caladas por prolongado beijo
Vamos para a alcova que nos espera e silenciosa conhece nosso afeto…
Depois, (bem depois, ainda!), me despes, me abraças, me dizes: te quero!
E eu te respondo, (mais uma vez!), que também te quero (e muito!)
E no leito de luar e de almíscar
Cavalgamos (selvagens!) nossos corpos
Entregamos (prazerosos!) nossas Almas!
J.J. Oliveira Gonçalves
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 13, 2007
Vedes a minha mão, toma-a com apreço,
Ela levar-te-á a conhecer novos mundos,
Não receies, aceita o que aqui te ofereço
E levanta-te Homem só tu tens os fundos
E os alicerces para mudar alguma coisa.
Pedofilia e fome grassam no planeta,
Doenças vagam como ao vento a loiça,
Não deixes que vingue aqui o proxeneta.
O aborto exige-se, como medida de higiene,
As vacinas são precisas em todo o mundo,
Cuidado com os terroristas que não têm gene.
Acabe-se com a pena de morte nacionalizada
O que precisamos neste planeta imundo
É de gente assaz forte e bem formada.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 13, 2007
Abstrato meu concreto
para sonhar.
O irreal é mais lúdico
que o esperto
mundo do desequilíbrio.
Astronauta-cibernético,
viajante telepático,
não sei se apalpo
e acaricio a realidade
ou se transmito
pensamentos no ar.
Abstrato meu concreto
todas as manhãs
para poder versejar.
Todas as tardes,
para rimar.
Todas as noites,
para sobreviver.
cláudia villela de andrade
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 13, 2007
Caminha, erroneamente, sobranceiro
Às árvores, o homem, despojado
De tudo. Antes um ser altaneiro,
Hoje um ser vagante e desequilibrado.
Não se vislumbra nenhuma luz ao fundo,
Não há acordo com a mãe natureza,
E nisto a que chamamos de mundo
É que nos fica a profícua certeza,
De que já não há lugar para nós aqui.
Os recursos ambientais vão-se reduzindo,
A população cresce como eu nunca vi,
E a capacidade de certos países,
Para terem uma bomba atómica vai indo
De encontro aos meus pesadelos como raízes.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 13, 2007
Gostam de saber
Tudo que vai acontece
Mulheres
Gostam de pensar
Que são as donas
Do lugar
Mulheres
Gostam de mandar
De dar ordens
De serem obedecidas
Mulheres
Gostam de comprar
De ter
Pelo prazer
De ter
Mulheres
Gostam de possuir
De usufruir
Mulheres
Gostam de tantas coisas
Queria poder
Todas essas coisas a elas dar
Mas nem tudo é possível dar
Algumas se têm que conquistar
ABittar
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 13, 2007
Com uma saudade
Louca de você
Queria falar
Do meu amor
Queria colo
Queria ser ninado
Queria ser mimado
E você não estava aqui
Quando acordei
Hoje eu tenho tanto
Pra falar
Pra dizer
Que já
Não vivo sem você
Que eu quero
Eu preciso
Muito de você
E não sei como fazer
Pra você voltar
Pra você ficar
Eu não quero
E não posso lhe perder
Só porque
Eu amo muito
Muito você
ABittar
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