Todos nós guardamos a dívida geral de amor
uns para com os outros,
mas esse amor e esse débito se subdividem,
através de inúmeras manifestações.
A cada ser, a cada coisa, paisagem, circunstância e situação,
devemos algo de amor em expressão diferente.
A criatura que desconhece semelhante impositivo
não encontrou ainda a verdadeira noção
de equilíbrio espiritual.
Valiosas oportunidades iluminativas são relegadas,
pelas almas invigilantes, à obscuridade e à perturbação.
Que prodigioso éden seria a Terra se cada homem
concedesse ao próximo o que lhe deve por justiça!
O homem comum, todavia,
gravitando em torno do próprio “eu”,
em clima de egoísmo feroz,
cerra os olhos às necessidades dos outros.
Esquece-se de que respira no oxigênio do mundo,
que se alimenta do mundo e dele recebe o material imprescindível ao aperfeiçoamento e à redenção.
A qualquer exigência do campo externo,
agasta-se e irrita-se, acreditando-se o credor de todos.
Muitos sabem receber, raros sabem dar.
Por que esquivar-se alguém aos petitórios
do fragmento de terra que nos acolhe o espírito?
Por que negar respeito ao que comanda,
ou atenção ao que necessita?
Resgata os títulos de amor
que te prendem a todos os seres e coisas do caminho.
Quanto maior a compreensão de um homem,
mais alto é o débito dele para com a Humanidade;
quanto mais sábio, mais rico para satisfazer aos impositivos de cooperação no progresso universal.
Não te iludas…
Deves sempre alguma coisa ao companheiro de luta,
tanto quanto à estrada que pisas despreocupadamente.
E quando resgatares as tuas obrigações, caminharás na Terra recebendo o amor e a recompensa de todos.
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier