Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 21, 2007
São memórias de tempos passados
Que nos levam a crer no futuro,
Com quanto estejamos enganados,
Mostrando um homem ainda imaturo.
Memórias daquilo que não fomos
Não voltam atrás, viver o presente
É o que no sonho pomos,
Para que o mundo seja diferente.
São resquícios aquilo que temos
Doravante, e não importa o subtil
Quando temos e não o sabemos.
Sobra-nos por isso o sonho revelador
Em que deitamos fora o inútil,
E conservamos em nós apraz o amor.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 21, 2007
Borbulhem na nascente de amor
e o sussurro dos trigais prateados
ouvir-se-á nos campos aprimorados
pelas sementes do sagrado orador.
Uma miríade de centelhas vibrantes
convergida enfim à mesma janela
na adormecida noite daquela capela
honrará o panteão que se vê adiante.
Reverenciem, pois as divindades celestes
na clareira entoarão o canto de glória
e o universo será uma só prece,
ouvindo das brisas o urgente chamado
das tribos que lutam por sua história,
no vôo do pássaro livre e indomado
Milamarian
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 21, 2007
Aveludado manto em vestal orvalho
no sorriso de amor somente a jura
espelhando neste quadro a pintura
de duas formas em um único solário.
Volta o olhar à fina seda na janela
no sibilar do mar junto aquele monte
acariciando as gotas de tal fonte
de una onda que no ar se encapela.
Pede ao oceano ser o casto ninho
jurando às estrelas eterna espera
num dedilhar tecendo o alvo linho
do favo de um verso que exala
o néctar que por si já se modela
unindo a ponte à última seara.
Milamarian
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 21, 2007
Querer-te é um desejo indelével,
sentimento que caminha em meus sentidos…
Quero-te tanto, como quer o sol o girasol,
luz divina que o mantém vivo…
Querer-te e não tê-lo é mais que
uma dor, é uma coisa profunda,
um inverno que nunca finda…
Querer-te assim, e não poder gritar
ao mundo que te amo, inexisto
e me faço fantasia entregando-me
ao doce enleio, de nunca, nunca acordar…
Naidaterra
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 21, 2007
Não há mais espaço em mim, para errar
renascerei em nova alma, de luz e cristais
de retalhos do que amei, o verde dos matagais
o cheiro da natureza, que não vejo mais…
Quero a borboleta azul, que tanto corri atrás
quero as raízes, no meu corpo a embrenharem-se
quero as folhas de outono, a cobrir minha nudez
quero meu rosto sereno, como só vi uma vez…
Eu quero e vou conseguir! Renascer, ser bem mais
do que fui, do que sou, do que sonhei
serei a força que vem da terra, que suporta a guerra
que planta a paz, semeada com o meu olhar.
Quero ser mais gente, não me prender à quimeras
ser húmos, água que banha a encosta, hera…
quero ser o coração da terra, natureza, beleza
nunca mais chorar pelo que fui, pelo que era…
Então sim… eu serei realmente feliz!
Tere Penhabe
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