amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Arquivo para Fevereiro 22nd, 2007

Quão tola fui eu…

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 22, 2007

Quão tola fui eu…

Confiando em sonhos de um amor sem fim,

Acreditando que teus versos, eram só pra mim.

Achando-me tua estrela mais amada, quando

Na verdade fui apenas mais uma, hoje desprezada.

Quão tola fui eu…

Permitindo às entrelinhas reverberar ilusão,

Hoje, sangram elas em meu triste coração.

Bebes, pois desse amor, taça vazia,

Depois, sorri da tua hipocrisia.

Quão tola fui eu…

Fazendo-te destino de lugar nenhum,

Farta mesa num dia de jejum.

Embuça teus sorrisos e teus abraços parcos,

Depois, cala teus pobres hiatos.

Quão tola eu fui…

Hoje, a ti entrego as talas da solidão…

Sentirás a dor do flagelo pagão.

Seguirei esquecida deste passado agreste,

Mas para sempre, serei teu leste.

Sandra

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A Arte do Ser

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 22, 2007

Ser mulher é ser arte única.
Uma obra de rara beleza.
Qual guerreira nórdica
Em sua suntuosa realeza.

Despe-se de sua fortaleza
Para ser mundana e pudica.
Qual guerreira nórdica
Em sua suntuosa realeza.

Por muitas vezes cínica
Porém, com fugaz sutileza.
De uma vontade mágica
Para transcender com nobreza.
Qual guerreira nórdica
Em sua suntuosa realeza.

Luis Carlos Mordegane

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ALGEMAS PARA QUÊ?

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 22, 2007

Algemas para quê
se o mundo é vasto
e os campos
são verdejantes
e férteis?
Se a semente germina
e sai fora da terra?

Algemas?
Por que razão
se as aves voam
e são felizes
e cantam?

Se as flores são belas
e brilhantes
se a natureza tem canções
e melodias
que nós não entendemos?

Para quê algemas
se a luz do sol é húmus
que vem fecundar a terra
e a terra é nossa
como o espaço é das aves…
e dos homens?

Orlando Caetano

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AS GUERRAS

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 22, 2007

Ah, mas aqui, onde o meu aparo fala
            E eu sou mais eu, escrever não cala,
            E eu sigo delineando o que mi alma
            Dita, em sobressalto ou com calma.

            Quem espera por mim senão a desdita,
            Se não me preparo para vida ora contrita?
            Vejo mundos conturbados diante de mim,
            Guerras e mais guerras, até que, por fim,

            Não restará nada no cimo deste mundo,
            Que não seja a natureza morta a um canto
            E o homem perdido e infecundo.

            Queria falar de amor nestes meus versos,
            Mas o que eu vejo é apenas pranto,
            Que são os nossos muitos reversos.

            Jorge Humberto

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O PODER DE NOSSAS ESCOLHAS

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 22, 2007

Coisas ruins não são o pior

que pode nos acontecer.

O que de pior pode nos acontecer

 é NADA.

Uma vida fácil nada nos ensina.

 No fim,

é o que aprendemos o que importa:

o que aprendemos

e como nos desenvolvemos.

Traçamos nossas vidas

pelo poder de nossas escolhas.

Quando nossas escolhas

são feitas passivamente,

quando não somos nós mesmos

que traçamos nossas vidas,

 nos sentimos frustrados.

Uma pequena mudança hoje

 pode acarretar-nos

um amanhã profundamente diferente.

São grandes as recompensas

para aqueles que têm

a coragem de mudar,

mas essas recompensas

acham-se ocultas pelo tempo.

Geramos nossos próprios meios.

 Obtemos exatamente

aquilo pelo que lutamos.

 Somos responsáveis pela vida

que nó próprios criamos.

 Quem terá a culpa,

a quem cabe o louvor,

senão a nós mesmos?

Quem pode mudar nossas vidas,

a qualquer tempo,

senão nós mesmos?

Deus sabe que isto é verdade.

Richard Bach

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UM ENCONTRO…

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 22, 2007

Após uma tarde de sol, o céu azul claro

lentamente vai mudando a sua tonalidade

sendo tingido com a cor que antecede o

anoitecer, uma visão inebriante…

Já se ouve os seresteiros que cantam

suas mágoas e seus amores sob

a luz da lua prateada…

No peito, um ardor e o intenso desejo

de se tornar presente o passado,

reviver um grande amor…

A emoção do momento anula a realidade

dos limites e eu vou para o além das estrelas,

um encontro com o meu amor…
Naidaterra

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Augusto e Baudelaire…

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 22, 2007

A Vida - esse poema insuportável
Que dói tanto que a pele arrepia
Que a Alma arrebata e nos crucia
É o Desígnio de Deus mais insondável!

Se nasce e se cresce e se morre
Buscando para o passo algum Sentido…
A mão esquálida… o pé apodrecido
Ah, a Vida: atroz charada ou belo porre?

Poetas, minha Lira não se engana
Se a Vida é assim Sagrada é igual Profana
Eis que ela é feminina: cruel mulher!

No Teatro da Existência os braços abro:
A Vida é uma peça em tom macabro
Escrita por Augusto e Baudelaire!

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E agora cigana?…

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 22, 2007

Ah cigana… teus olhos brilham de amor…
Levas estrelas cintilantes no olhar…
Quem diria que o amor seria tão forte?
Quem diria que tanto assim, irias amar?

Treme teu corpo inteiro de paixão…
Falha tua delicada voz de emoção…
Teu riso é largo… cheio de malícia…
Teu cigano, incendeia teu coração…

Na dança dos corpos, grita o desejo,
Lábios se colam… qual um furacão…
É o abraço… o amasso… o torpor…
Almas entrelaçadas… em ebulição…

E agora cigana… que fazer da paixão?
Tua vida inteira está nas mãos dele…
Já não tens vontade própria ou orgulho,
Teu cais… teu porto é ele… ele… ele!…

A voz que te arrepia e faz escrava…
Feliz como uma criança inocente…
Que te toma nos braços com volúpia
E te faz mulher… completamente…

Ah cigana apaixonada… deixa o fogo arder…
A vida girar.. rodar loucamente, acontecer…
O sangue queimar… crepitar nas veias…
Deixa teu corpo se entregar… pra valer…

Que venha o dia.. a noite… a madrugada…
Que a lua venha… teu corpo nu banhar…
O que importa cigana… é amar…amar!…
Mary Trujillo

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