amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Arquivo para Março 1st, 2007

Não dá para fazer poesia!!!

Publicado por amizadepoesia em Março 1, 2007

Como ser feliz… viver… fazer poesia?…
Se vejo meu povo morrer de fome e agonia?
Como falar de fraternidade, de amor, do belo?
Se em cada esquina… vejo tanto flagelo?…

Não… não dá pra ser feliz… fazer poesia…
No jornal vejo a guerra, assalto em pleno dia!
Lá fora vejo crianças morrendo, urubu esperando,
É tanta dor, tanta injustiça, mentira e covardia!

Não… não… não dá para se fazer poesia!…
Vendo sangue nas ruas, fogo de artilharia
Meu povo, tendo o pavor como companhia…
Seres inocentes, sendo alvos de cruel pontaria!

Não!… - Não dá para fazer poesia!…
Sabendo que quem pode estudar, é minoria…
Vendo grades em todas as portas e janelas…
Meninos tristes, de pé no chão e barriga vazia!

NÃO!… - NÃO DÁ PARA FAZER POESIA!!!
Mary Trujillo

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Quase

Publicado por amizadepoesia em Março 1, 2007

Um pouco mais de sol - eu era brasa,
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa…
Se ao menos eu permanecesse aquém…

Assombro ou paz? Em vão… Tudo esvaído
Num baixo mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho - ó dor! - quase vivido…

Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim - quase a expansão…
Mas na minh’alma tudo se derrama…
Entanto nada foi só ilusão!

De tudo houve um começo… e tudo errou…
- Ai a dor de ser-quase, dor sem fim…
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou…

Mário de Sá-Carneiro

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Liquidação de Valores : - Luz e Sombra!?

Publicado por amizadepoesia em Março 1, 2007

Nas figuras ambulantes dos ‘astros’ doentios
      Vêem-se, adormecidas as caídas olaias sulcadas
      Olfativas; -  cheiro de algozes secos pelos ares.
      Pululam, vinculadas de estampada ironia vil, nas
      S(alas),  nas alamedas, nos prantos… Sombras.

         Aos incautos, não é dado ver.
       Aos sórdidos, muito menos.
      Que dirá dos per(seguidores)?
      - Atores contempla(dores) e dissimu(lados),
      Vítimas incoer(entes) na externa fachada.

      

       Pela ‘Liquidação de Valores’, lastimável e cruel,
      Copiosas lágrimas vertem do firmamento intuitivo,
      Venturoso e  garboso; - Cabisbaixo em sentenciar.
      Torrentes aquosas anulam em labuta o rito maldito,
       Naquele bento olhar cinzelado e nobre de absolvição.

      Veste-se o inquilinato da imensa vastidão do repouso
      Perfumado de lavanda no contemplado desembaraçar!
      Recolham-se verdugos aos seus lug(ares) em contrição,
      Deixando os inauditos na paz em comiseração respeitosa.
      Querubins sobrevoam, pacificando em cantinela de candura!

      Em estilo orado, libertos do alarme lúgubre da impunidade sentida
      Neste Impasse humano, plenos de condescendências próprias da
      Essência, quiçá, as análgicas falanges ; - Manifestam-se Benditas,
       No ‘Terreno Trecho’, alarmado, onde o pano desce sem aplausos!
        - Quem sabe, Heráclito conclui este ‘quebra-cabeças’ de luz e sombra?

      Véra Lúcia de Campos Maggioni®
      Vera&Poesia®

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Estou só…

Publicado por amizadepoesia em Março 1, 2007

  “…Nesta  solidão
                  busquei a mão,
                  mas me faltou…
                  Busquei o amor,
                  mas não o encontrei!
                  
                  
                  Estou só…
                  Num eterno desencontro,
                  meus sentidos contidos,
                  sentimentos banidos!
                  
                  
                  Estou só….
                  Meu cansaço me atira,
                  nesta cama vazia…
                  uma saudade sem jeito,
                  que caminha vadia!
                  
                  
                  Estou só…..
 Ciducha

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Melancolia

Publicado por amizadepoesia em Março 1, 2007

Em papel perfumado meu poema desliza,

 em flor de maracujá se abrindo em exóticas cores,

misteriosas curvas sedentas, palavras ocultas vagando na mente.

Mapeando corações, divagando nas entrelinhas,

 formosura das noites enluaradas, a nos espiar.

Nossas aspirações profundas, desejos num breve amarfanhado enlace.

A chuva e o vento balanceiam corpos,

no triste poema, lançam redes ao mar, pescando emoções.

Circula em mim, envolto em lágrimas as algemas do amor,

queimando cada centímetro meu.

O choro quente desce, crucificando minhas dores,

 gotas pingam no solo, o céu revela em densas nuvens.

Melancolia na luta desigual foram-se os anos,

 serena névoa do meu pensar, bebe o cálice amargo,

desfalecida no meu silêncio.

 Águida Hettwer

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Anjo dos meus desejos!

Publicado por amizadepoesia em Março 1, 2007

Anjo dos meus desejos, falar com você é como
renascer e reviver….


Criar nova esperança para mais dias esperar…
Depois que você se foi, fiquei aqui pensando,
como é maravilhoso te amar e esperar.

Embora muitas vezes, fique difícil entender o porquê
de tantos desencontros nossos, mas quando você chega,
parece que nada aconteceu e eu fico boba
igual adolescente, sem saber o que falar,
para que você nao se vá…

Como te amo amor, e como sei
o quanto você sofre por nós com toda esta espera e
não poder com tudo isto acabar …
para sempre ficarmos  juntos e nada  mais nos separar

Me vejo pedindo toda a hora à DEUS, para que acabe
com nosso sofrimento, e possamos ter
nosso cantinho e nossa paz,
para terminar nossos dias bem velhinhos nos
amando como dois adolescentes
sem nada a nos atrapalhar e
de preferência bem junto do mar!

É tudo que mais desejo amor dos meus sonhos …
tão esperado e tão amado.

Vera Jarude

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Que fazer

Publicado por amizadepoesia em Março 1, 2007

minhas noites são um sufoco

meus dias são vazios
sentIndo falta de ti,
vontade de estar contigo
te recebendo por inteiro
dando todo meu amor.

que fazer…

não sei, estou perdida…
não queria me sentir assim,
jamais imaginei
que o amor
fosse me pegar de novo
sem saber o que fazer
nem ter como fugir
me entrego por inteira
a esse louco amor.

Marly Meneghetti

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