Publicado por amizadepoesia em Março 5, 2007
Chegaste com o sol do verão
aquecendo todo o coração.
Mas em qualquer estação,
pareces sempre só emoção.
Trazias encantos poéticos,
e me pareceu seres bem ético,
teus versos não são quilométricos,
mas de grande valor estético.
Me fizeste olhar a linha do horizonte.
Ainda que eu quizesse olhar o ontem,
pegaste a minha mão e fomos à fonte,
que faz jorrar a água debaixo da ponte.
E ali mesmo sentados na grama,
contemplamos a natureza em sua gama
de cores e belezas em filigranas,
até ouvirmos o soar da campana.
Então nos demos conta,
de que o amor só desponta,
a concretizar sonhos de monta,
quando o destino une as duas pontas.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Março 5, 2007
Nos queixamos da dor.
Mas ninguém sofre sem causa.
Todos sofremos:
O rico. O pobre.
O bom. O mau.
O justo. O ladrão.
A dor nos desperta.
Ela nos faz compreender
O que nos trouxe ao mundo:
A provação!
Tem hora é tão amarga
A escolha
Que se pensa não mais poder viver
Já sem forças para sofrer!
Mas a paz,
Só a encontramos
Depois de termos resgatado
Os mistérios do ser!
A dor que sinto
Me traz saudades
Da doce alma,
Da afeição que ficou
No imenso deserto
Que é o meu coração!
Apesar de tudo,
Da nitidez da lembrança,
A angústia que vivo,
Não é uma ilusão
Dos meus sentidos!
O que sinto agora,
É dominador.
É eterno.
É a saudade do amor!
(Delasnieve Daspet)
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Publicado por amizadepoesia em Março 5, 2007
(À Memória do amigo José Luís Barros)
José Luís, agora estás nas Alturas,
Tanto quanto aqui, mostrando teu valor…
Por ajuste às Leis do Plano Superior,
Tu deixaste os vivos, ganhando as Canduras.
Subiste de posto na escalada a Deus,
Deixando o amor ao próximo como templo;
Nesta vida, tua passagem foi exemplo
Que trouxe fé e abrigo aos amigos teus.
Imagino que os anjos tocam sirenes,
Saudando, num uníssono, tua chegada,
Anunciando que estás em nova morada,
Mais próximo de Deus, com elos perenes.
Que vazio deixaste no “Mundo Virtual”!…
Faz falta teu senso conciliador.
Nesta Rede em que campeia o desamor,
Eras como um antídoto natural.
Até mais ver… meu grande amigo, meu guia!
Ainda eu tenho muito que aprender contigo.
Por ora, minha missão aqui prossigo,
Convicto de que te abraçarei um dia.
Ógui Lourenço Mauri
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Publicado por amizadepoesia em Março 5, 2007
Ao entardecer
A beira do lago
Ergo meus olhos…
O brilho do sol que se vai ao horizonte
Sua luz parece
Enfeitiçar-me, não consigo!
Tirar meus olhos…
Seu reflexo bate na água
Deixando-me fascinada
Trazendo lembranças
Dos momentos que nos amamos
Que ali ficamos
A contemplar o cair da tarde
O chegar da noite
O raiar do dia.
São tantas…
Agora me sinto só
Você partiu, deixando saudade,
Lembranças, recordações, emoções!
Seu sorriso meigo,
Sua maneira delicada de ser
De viver, amar!
Você é minha
Mais doce, mais terna!
De todas as recordações.
Fafá Lima
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Publicado por amizadepoesia em Março 5, 2007
Dragônico coração pulsante, inquieto
em sanguíneo e brilhante rubi esculpido
quantas dores e dissabores tens sofrido
como não fosses mais que mero objeto
Quem te manda bater no peito do dragão
cujo rugido ainda que seja inconsciente
causa o espanto e o medo em tanta gente
como fora o seu fado trazer a devastação
Quiçá se soubessem os viventes entender
o amor que reside no teu peito escamoso
deixassem de temer o teu pseudo-poder
Percebessem o quanto és fiel e amoroso
e novamente fizessem-te alegre o bater
eclodir no teu âmago em amor dadivoso
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Março 5, 2007
A vida era menina e me sorria
eu, irmã gêmea da vida, amava
todos os sonhos que me acompanhavam
convicta, em todos eles acreditava.
Vivi cada um deles como se fosse o último
ou o primeiro, quando os descobria
todos eles tiveram primazia
da princesa à colombina…
O tempo, senhor da vida e de todos nós
reservou-me o silêncio das cinzas
apagando todo e qualquer alarido
tirou da melodia, todo o estribilho.
Altercando a teoria da teimosia
fui em frente me negando a desistir
de repente, no horizonte, eu vi
vinhas de longe para sermos felizes!
Novamente os sons tomaram conta
da vida e de mim, encantadores
pisoteei na avenida todos os mil amores
junto a eles, foram-se também os temores…
Mas quando tudo passou, e amanheceu de novo
pouco me sobrou, só uma fantasia amarrotada
tal qual um sonho, que não se realizou
seguem em frente, Colombina e Pierrô.
Mas apenas no meu novo sonho…
Na indomável realidade
tudo acabou…
Tere Penhabe
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