Publicado por amizadepoesia em Março 10, 2007
Tarde
Acordo
Tarde
Já é tarde
O dia se foi
Perdi o dia
Dormindo
Que desperdício
Sem ver o início
Já estou no fim
E é assim
Que entro na noite
Dou boa noite
Acendo a luz
A fome aparece
Estou com fome
Meu estomago ronca
Avisa que quer comida
Abro a lata gelada
Nada há
Pra digerir
Dirijo-me
Então para o carro
Corro
Quase morro
Descendo o morro
Correndo
No empanada paro
Peço uma
E uma gelada
De um gole desce
A gelada
Com duas dentadas
A empanada
Peço mais
E mais uma peço
Continuo sentado
Ao meu lado falam alto
Mesmo se fosse baixo
Eu escutaria
Meu ouvido
De tuberculoso
Funciona tanto de noite
Quanto de dia
Sem saco
De ouvir
Papo furado
Pago a despesa
E vou até
O Franz Café
Posso ler
Enquanto tomo
Um café gelado
Falam do lado
Mas é inevitável
Preciso jantar
Comida de verdade
Vou até o Estadão
Lá tem uma feijoada
Já que perdi o dia
Posso ganhar
A madrugada
E que eu não tenha
Pesadelos
Porque a feijoada
Do Estadão
É da pesada
ABittar
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Publicado por amizadepoesia em Março 10, 2007
Eu sozinho
Aqui neste cantinho
Visualizo meus sonhos
Tentando agarrar
Um pensamento
Que me faça realizar
Transformar em realidade
Tantos sonhos
Mas, sem saber como.
Divago, pulo de um.
Pra outro pensamento
Fico disperso
Não me concentro
E sem estar atento
Sou levado, arrastado.
Pra outros sonhos
Que não sonhei
Que apareceram
Sem eu saber
De onde vieram
E pra onde me levarão
Estranha roda
Na qual giro
De sonho em sonho
Parece mais
Um pesadelo
Em que mudamos
A cada instante
De ambientes
Uma hora aqui
Outra ali
E logo depois lá
Mas, onde é lá.
Sei lá
Já me perdi
Plumblack
Uma porta bateu
Voltei pra realidade
E eu estava acordado
Acordado sonhei
O sonho que sonhei
Acordado
ABittar
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Publicado por amizadepoesia em Março 10, 2007
Cai a noite sob o meu olhar silente
Hades engole a Hélio, antropofágico
e eu imerso num estupor letárgico,
me deixo viajar para além do poente
Sombras da noite, névoa de saudade,
pensamentos que voam em revoada
como fossem o migrar da passarada
quando se esconde a luminosidade.
Ó Eos, deusa da Aurora, não tardes,
chamai a Panacéia em meu favor
deixa-me regressar de minha katábasis
Desperta em minh’alma novament’o vigor
resgatai o meu espírito do hades
deixai-me alvorecer em puro amor.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Março 10, 2007
É a mulher, do universo, arte única!
Sorriso delicado e inebriante,
N’uma voz suave e melódica
Brilha um olhar sensual e cativante.
Sorriso delicado e inebriante,
Na tez serena e romântica
Brilha um olhar sensual, cativante.
Que a beleza, a perfeição unifica.
Na tez serena e romântica,
Sedutora, sensual e apaixonante,
Que a beleza a perfeição unifica,
Vibra a força da amante.
Sedutora, sensual e apaixonante,
Na mulher guerreira e lírica
Vibra a força da amante
Que luta e também pacífica.
Este ser absoluto e exuberante
N’uma voz suave e melódica
Encanta de forma fascinante!
É a mulher, do universo, arte única.
Luís Carlos Mordegane
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Publicado por amizadepoesia em Março 10, 2007
Companheira certa das horas incertas.
desmascaras, refletindo
em meus pensamentos
aquela verdade,
que dentro de meu coração guardei,
supondo que, ali, à salvo,
ninguém iria encontrar.
Mas, a tristeza fecunda,
que traz a lágrima ao olhar,
possui a chave da alma
e em meu cofre resolveu,
sem licença, penetrar,
deixando esta saudade doída
a minha solidão espelhar.
Entre cobertas e travesseiros,
renasce o meu desespero
por contigo ,
agora não mais estar.
Schyrlei Pinheiro
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Publicado por amizadepoesia em Março 10, 2007
No cais do porto o menino triste
Olha seu mar lusitano,
Que em breve será saudade…
Lembranças de um terno canto…
Lágrimas banham seu rosto,
Parte sem esperanças de volta,
Deixa avó, mãe Maria, sua vida…
Sua infância livre, leve e solta…
Deixa seu mar, seus pescadores,
O sol lindo e dourado alumiando…
Noites de luar, cantorias e fados…
Chora o menino seu desencanto…
Parte com um nunca mais…
Nunca mais voltará, nunca mais,
Nunca mais verá seus verdes prados,
O cheiro bom do mar… do cais…
Parte o menino inocente, parte
Sem queixa, voz embargada…
Silenciosamente se despede…
Adeus minha pátria linda e amada!
Mary Trujillo
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Publicado por amizadepoesia em Março 10, 2007
Faz tempo !
Tanto tempo que tu saíste da minha vida …Mas, em mim faz tempo que te guardo cá dentro , querida !Nunca te esqueci ,também nunca tentei ..Foram tão lindas as lembranças ,que pensando……muito te amei!Quero lembrar com carinho do nosso amor-passarinho .Com asas grandes de sonhos,por tantas noites sem fim …No imaginário, iludir-me ,que esse amor não teve um fim! Faz tempo ! Tanto tempo …Que já floriram os gerânios !Passaram-se estações do ano e muitas outras por vir…Espero-te silenciosamente ,cheio de planos… Que possa por aquela porta surgir !Faz tanto tempo! Tanto …que tu saíste da minha vida !Que te guardo cá dentro , querida ,em minha alma e pensamento ,com o mesmo encanto.Medíocre seria o meu amor se não vencesse o tempo…..José Geraldo Martinez
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