Publicado por amizadepoesia em Março 23, 2007
Se um dia você voltasse
Esta agonia se apagaria
No calor dos teus abraços
A luz da lua surgiria
Enquanto você não volta
As estrelas
A lua no céu vagueiam…
No dia que você voltar
O céu todo se iluminará
As promessas se cumprirão
E nosso amor ressurgirá
Como uma estrela no céu a brilhar
Fafá Lima
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Publicado por amizadepoesia em Março 23, 2007
Na ponta da língua eu já tenho
Todas as palavras prontas
Pra falar quando encontrar você
Sobre tudo já sei e o que não sei
Posso muito bem imaginar
Fértil é a imaginação
Onde tudo posso só não posso
Você encontrar com a imaginação
Pra lhe falar pra lhe dizer quanto
Eu preciso de você pra me apoiar
Pra me ninar me dar carinho
Fazer cafuné, coçar minha cabeça,
Até que o mal completamente
Desapareça da minha frente
Mãe você continua a ser um grito
Nas noites dos meus pesadelos
Já não a sinto mais ao meu lado
Mesmo estando do outro lado
Da vida minha que vivo agora
ABittar
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Publicado por amizadepoesia em Março 23, 2007
Eu pedi a Deus para tirar a minha dor.
Deus me disse não.
“Não cabe a mim tirá-la, mas a você desistir dela”.
Eu pedi a Deus para fazer com que meu filho deficiente físico fosse perfeito.
Deus me disse não.
” Seu espírito é perfeito e seu corpo é apenas provisório”
Eu pedi a Deus para me dar paciência.
Deus me disse não.
“A paciência é um derivado de tribulações não é doada, é conquistada.”
Eu pedi a Deus para me dar felicidade.
Deus me disse não.
“Eu lhe dou bênçãos. A felicidade depende de você.”
Eu pedi a Deus para me proteger da dor.
Deus me disse não.
“O sofrimento lhe separa dos conceitos do mundo e lhe traz mais perto de mim.”
Eu pedi a Deus para fazer o meu espírito crescer.
Deus me disse não.
“Você tem que crescer sozinho, mas eu lhe podarei para que você possa dar frutos.”
Eu pedi a Deus todas as coisas para que eu pudesse gostar da vida.
Deus me disse não.
” Eu lhe dou vida para que você possa gostar de todas as coisas. “
Eu pedi a Deus para me ajudar a AMAR os outros, o tanto que Ele me ama.
Deus me disse:
“Ahhh, finalmente você captou a idéia!”
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Publicado por amizadepoesia em Março 23, 2007
Cavalgo montes e planícies, e, o meu sonho,
É mostrar ao homem, que é possível viver aqui,
Onde o que tiro sem medidas também ponho
E reponho com o que tenho de melhor de mim.
Nas encruzilhadas da vida sempre tropeçamos,
Para logo nos levantarmos e seguir em frente,
Para mais além de nós, onde o que escutamos
É o som da nossa voz, que nos fala de repente.
Um rio pode ser tortuoso com suas pedras, enfim,
Mas se soubermos desviar-nos delas, na hora
De as enfrentarmos, escolheremos o nosso fim,
Que ditará se somos fortes o suficiente para seguir
Mais à frente, quando o tempo exige sem demora,
Que saibamos de nós e de tudo o que está porvir.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Março 23, 2007
Ah, que coisa é esta, que tem tanto
De irracional como de saudável,
E nos faz cair em prolongado espanto
Com o que tem de inimaginável?
Ah, quem dera, descobrir os segredos
Que nele encerra e nos faz diminutos,
Ser o que arde sem quaisquer medos,
Na espera tardia dos largos minutos.
E assim, a demora, se faria presente,
Sem quaisquer limitações ou torpor,
Porque, o que queima, só é carente
Se não houver o que alimentar a chama,
Que se chama de eterno e louvado amor,
Que por nós, assim, queimando, clama.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Março 23, 2007
Tanta paixão vivida, tanta emoção,
Tanta perda sentida, tanta ilusão;
Tanta cumplicidade, tanto o amor,
Tanta afinidade, tanto o desamor.
Tanto o bem querer, tanta a leveza,
Tanto sol a nascer, tanta a certeza;
Tanta perdição, tanto vasculhar,
Tanta indignação, tanto desabrochar.
Tantos os afagos, tantas as ternuras,
Tantos os Magos, tantas as alturas;
Tanta recordação, tanto coração,
Tanta sublimação, tanta superação;
Tanto jogar fora, tanto correndo atrás,
Tanto agora, de tudo o que nos apraz.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Março 23, 2007
Eu sei que vou te amar…
Por toda a minha vida…
Além desta vida…
E por todas as vidas…
Que ainda hei de viver…
Almas gêmeas são metades
Que se encaixam e jamais
Serão uma… quando separadas…
Mas metades…
Mary Trujillo
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Publicado por amizadepoesia em Março 23, 2007
Ao porto brindo com porto
Que veio da uva e vinho virou
Da melhor qualidade e sabor
Ao mar
Saúdo com o pé
Fincado na areia
Que a maré
Vem beijar
Com carinho
No porto
Do pôr-do-sol
A vela retorna
A gaivota voa
Ao redor da vela
Em dado momento
Ao fazer uma volta
Em volta da vela
Que volta pro porto
Sua silhueta
Fica recortada
Sobre o sol
Ver o que eu vi
Não verás jamais
Não estavas lá
Quando aconteceu
Eu vi e quem viu, viu,
Quem não viu não verá mais
Não a silhueta da gaivota
Não à vela retornando
Nem aquele sol se pondo.
ABittar
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