Publicado por amizadepoesia em Março 26, 2007
Fita desveladamente
A carne em deliro
Que te chama…
Observa a expressão indecifrável,
Entorpecida, abandonada,
Do meu olhar
Que lhe aguça o sentimento…
Os lábios trêmulos,
Lívidos,
Revelam sem receios
Vontades incontroláveis…
E o imprevisto desejo
De ser amada, de vibrar
Como mulher cativa
Nos braços de um homem
Dominador…
No instante supremo
Da comunhão carnal dos corpos
Que se unem e se fundem
Num só amplexo de súplicas
Soluços
Vicitudes
E desatinos
Cometidos por um grande amor!
Leticia Marques
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Publicado por amizadepoesia em Março 26, 2007
Encontro-me
Na imensidão dos sentimentos
Vivendo em estado de graça
De espírito
As nuvens se foram
O sol voltou
Trazendo a paz
Encontrando a luz
Achando as respostas
Achando o caminho
Chega a ser divino…
É divino poder saber
Pra onde ir
Por onde andar
O que encontrar
Poder sentir
Sem tocar
É o sabor da paz
Do amor
Da consciência…
É divino sim
Poder agradecer
Por tudo isso
Hoje sei que nada
Foi em vão
Cada coisa tinha sua razão
Seja sonho, ou ilusão…
Seja amor ou paixão
Que seja coração
Que seja nossa realização
Fafá Lima
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Publicado por amizadepoesia em Março 26, 2007
Você é o fogo que me queima
Que me consome
Em fração de segundos
Transporta-me a outro mundo.
Com você vou
A lua
As estrelas
Sem mesmo vê-las
Você me faz sentir
O gosto do pecado
O desejo inacabado
Será que alguém
Conseguirá entender
Esta mania que tenho
De te ter.
Você é a minha chama do prazer
A loucura no anoitecer
A vida ao amanhecer.
Quando a noite chegar,
Em seus braços,
quero estar…
Em seus desejos
Quero me saciar.
Fafá Lima
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Publicado por amizadepoesia em Março 26, 2007
O verso
Ver só
A palavra
Alinhada
Na linha
Pautada
Ver só
O verso
Tornar-se
Poema
Ser poema
Enquanto seus olhos
Rapidamente o lêem
Transmitir
Comunicar
Com palavras
Impregnadas
De sentimentos
Um sentimento
Que faça sentir
Que faça pensar
Que é fácil fazer
E mais fácil ler
Mas nada é fácil
Embora possa parecer
Agora só posso
Agradecer
Por você ler
O que escrevi
Pra ser lido
Só por você
Que entende
O que eu quis dizer
Obrigado
ABittar
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Publicado por amizadepoesia em Março 26, 2007
Sou tudo aquilo que há e o que não há,
Génio incompreendido, entre os demais.
Ah, não ser eu, como o verme, que está
Para a terra como a terra para os animais.
Se dou não digo que dou, se tenho não
Digo que tenho, sou toda esta música
Inaudível, que, ao longe, tem seu senão,
Se escutada imparcialmente como música
Em si, e não como uma orquestra inteira,
Que nos dá a sensação de não estarmos,
Quando em realidade estamos em sua esteira.
Muito se apoquentam os falsos heróis,
Génios do mal. se com eles falarmos,
Das flores enrubescidas dos girassóis.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Março 26, 2007
Um contraste de sentimentos…
A escuridão revela problemas que atormentam a alma, tirando a calma, a tranquilidade. São dramas… circunstâncias da vida.
Causam tormento? Mas passam… Como passam as tempestades, como a
escuridão cede espaço para a luz…
As chispas de luz que surpreendem, ofuscando a visão, é o amor que surgiu de inopino, iluminando a vida, minimizando os efeitos da escuridão,
ajudando e dando forças para superar traumas e problemas…
Dessa surpresa… vem a paz que seu coração buscava sem encontrar…
Marcial Salaverry
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Publicado por amizadepoesia em Março 26, 2007
Por que será que
a dor quando dói mesmo,
quando é de uma intensidade maior
não se consegue parar de chorar?
Será que a causa é a força motriz,
que ordena maltratar,
que fica feliz observando
elas cairem?
Mas, não pratiquei mal algum,
a não ser amar,
e com tal força que agora,
nem sei mais quem sou.
E assim vivendo,
não sei se existiram sonhos,
se um dia neles vivi, se
a esperança algum dia
foi minha companhia.
Nesse tempo de procura,
também não sei,
se houve alguém que tenha
saciado minha sede..
Se compartilhou
do meu caminhar, se com mãos
ternas tentou direcionar
meus passos para fora das veredas,
que conduziam ao voraz sorvedouro.
De repente, uma rajada de vento,
levando minha alma para
algum lugar longínquo,
tal qual o esvoaçar da areia
branca do deserto,
que caminha sem destino,
assim como eu..
Wilson de Oliveira Carvalho
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Publicado por amizadepoesia em Março 26, 2007
Hoje é meu dia
Sol e calor
Tranqüilidade
Mate a sede
Com um mate
Grita quem vende
O mate gelado
Um é um
Três são dois
Pra ficar freguês
Quem quer comprar
Sigo em frente
Sem parar
Pra comprar
Vou pro mar
Dar um mergulho
Pegar uma onda
Sem parar de olhar
Pras mulheres
Que desfilam
Pra lá e pra cá
Principalmente
Pras bonitas
Que sabem
Que são e dão mole
Cheguei no molhado
A primeira onda contei
Faltam mais seis
A sétima veio
Eu me atirei
Já passei nadando
Pela arrebentação
O mar esta irado
Só tem onda boa
Vou nessa
E vou depressa
Pra não perder o embalo
Me dei bem
Não encaixotei
Na areia cheguei
No chuveirão
Uma ducha gelada
Um bronzeador
Com filtro solar
Estou pronto
Um choop gelado
Os caretas
E os malucos
Estão chegando
Pra pelada
Era só
O que faltava
Não quero
Mais nada
A vida é boa
Estou à toa
Mas to
Numa boa
O que tiver
Que ser será
ABittar
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