Publicado por amizadepoesia em Março 31, 2007
É pau, é pedra,
Ilusão
Que medra
Do chão,
Por sob
Estas árvores,
Onde repouso
O meu ser.
E vejo as moças,
A se parecer,
Colhendo açucenas
Nas tardes amenas.
Junto à foz,
O mar é bravio,
E eu, só de olhar,
Sinto o cio
Das pedras,
Onde ele,
Por ele,
Vai desembocar.
Passa um barco
De pesca,
Com gente
Lá dentro,
Quem dera,
Ir com eles,
Em seu epicentro.
E assim,
Vou cantando,
A quem passa,
Junto à madraça,
Da antiga praça…
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Março 31, 2007
Preciso provar
Pra ela
Que eu sou
O homem dela
O único que pode
Faze-la feliz
O homem que sem saber
Ela sempre quis
Eu já me convenci
De que preciso
Convence-la
Argumentos não me faltam
O que me falta é calma
De dizer o que sinto
Olhando nos olhos dela
Sem gaguejar
E sem engasgar
Perto dela
Viro um menino
Que não consigo
Nem pensar
E nem falar
ABittar
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Publicado por amizadepoesia em Março 31, 2007
Eu nunca fiz segredo
que a minha alma é cigana
perambula pelo mundo
dança, canta, não engana.
Meu coração… esse já é português
tem sotaque e nostalgia lusitanos
das margens do Tejo ficou freguês
e fados vive cantando.
Enquanto ele canta fados
a alma toca castanholas
mas ambos se abraçam contentes
numa moda de viola.
No bolero são renitentes
não desprezam seu encanto
mas sonham noites e dias
com a magia do tango.
Ah! eu jamais trocaria…
minha alma ou coração
são livres como águias no céu
trapaceiam como irmãos.
Já estiveram na Grécia
também em Jerusalém
mas a pátria deles e minha
é a pátria que ninguém tem.
Amamos nosso Brasil
nosso samba, o candomblé
praias de Santos ou Rio
quem é que não gosta e quer?!
Mas falando em governantes
é saga que ninguém merece
por isso deixo minh’alma
fazer o que lhe apetece.
Ela vê a sua sorte
se assim o desejar
mas não lhe fala de morte
pois segue essa linear.
A minha sorte eu não sei
ver, eu nunca consegui
mesmo sendo tão cigana
não sei nem se eu já morri.
Se o meu amor foi na frente
se ainda espera por mim
tudo que eu sei e que eu canto
é só do que aqui vivi.
E da minha liberdade
que a prezo mais que tudo
pois cigana de verdade
não se prende nesse mundo!
Quem me conhece já sabe
gosto de vermelho forte
nas minhas saias rodadas
que dos dois lados tem cortes.
Pra facilitar a dança
nos volteios deslumbrantes
que me tomam nos meus sonhos
nos braços do meu amante.
Tenho uma rosa no peito
bem lá dentro tatuada
esteve nos meus cabelos
em outras vidas passadas.
Assim vou sendo feliz
do meu jeito tão singular
que pouca gente me entende
mas não lhes deixo de amar!
Tere Penhabe
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Publicado por amizadepoesia em Março 31, 2007
É pau, é pedra,
Ilusão
Que medra
Do chão,
Por sob
Estas árvores,
Onde repouso
O meu ser.
E vejo as moças,
A se parecer,
Colhendo açucenas
Nas tardes amenas.
Junto à foz,
O mar é bravio,
E eu, só de olhar,
Sinto o cio
Das pedras,
Onde ele,
Por ele,
Vai desembocar.
Passa um barco
De pesca,
Com gente
Lá dentro,
Quem dera,
Ir com eles,
Em seu epicentro.
E assim,
Vou cantando,
A quem passa,
Junto à madraça,
Da antiga praça.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Março 31, 2007
Pergunte a você.
O que eu sou para você?
Isto importa ? !
Ser eis me aqui :
Nua despida integra cristalina.
Quem eu sou ?
Pergunte ao vento.
Ao riacho.
À natureza.
Ao amor.
Ao tudo.
Ao nada.
Não se questione…
Sinta apenas,
Ai você saberá quem eu sou
Um pouco de você
Um pouco do nada
Um pouco do tudo
Sou…
Simples peregrino da vida.
Nossa essência tem valor.
Tento levar meu amor e paz
Meu ser em eterna transmutação
Meu lapidar e aprender de humano
Entender cada vez mais o desamor do mundo
Acreditando que somente o amor
Pode tudo transmutar quebrar todos os elos negativos
Sou apenas um simples caminhante em busca do amor e da paz´
SÓ…
Apoia o projeto Aprendendo a Viver
Zelisa Camargo
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Publicado por amizadepoesia em Março 31, 2007
Puxa ferro, malha e rala
fica bombado e musculoso
e desfila todo orgulhoso
pra mostrar o quanto malha
Passa óleo pelo peito
pra realçar o corpanzil
seu sonho é ser mister Brasil
ser um Apolo perfeito
Mas haja anabolizante
desses feitos pra cavalo
ou de gado engordante
prá poder cantarde galo.
O problema é lá embaixo
de tanto malhar e cansado
o bicho vive cabisbaixo
e não dá conta do recado.
É muito músculo inchado
prá querer aparecer
e o apêndice coitado
não consegue mais crescer.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Março 31, 2007
A cadeira gira suavemente
ao som da serenata ao luar
pelo palco assim a deslizar
encantando a toda a gente
Um parceiro em movimento
sobre as pernas a bailar
o bailado a completar
embevecido em sentimentos.
A platéia aplaude, chora
inebriada de emoção
A fraternidade aflora
Fala mais alto o coração,
o puro amor enfim vigora
nessa doce dança da inclusão
Jorge Linhaça
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