Arquivo para Abril 27th, 2007
Publicado por amizadepoesia em Abril 27, 2007
Vejo alma a verter versos caricatos
os quais dão à minh’alma, gargalhadas
fazem de suas vidas, anfiteatro
onde são, bobos da corte e mais nada!
Seus estros choram lágrimas de sangue
por dor que sentem, em meio ao Coliseu
bravios leões só não lhes põem exangues
porque nem sempre foram pigmeus.
A brava poesia luta incontinenti
disposta a escapar ao vil degredo
que rompe e a corrompe entre os dedos.
De sorte, que outras odes já criaram
causando tanto, doce levitação
senão decerto nem teriam mais perdão…
Tere Penhabe
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Publicado por amizadepoesia em Abril 27, 2007
Ter você foi magia…
O mar cantou e a noite nos
ofereceu música e poesia…
As estrelas bailaram, o luar nos
provocou e o tempo parou…
Fui tua fruta madura, macia de
morder, suculenta tirada de
uma terra agreste, completamente
irrigada…
Você, meu caminho sem volta,
meu impacto…
Eu no teu corpo, um banho
de mel delirante, quente…
Um passeio no céu…
Naidaterra
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Publicado por amizadepoesia em Abril 27, 2007
Jamais termina,
marca no tempo
o novo reencontro
sob a luz, que nos guia.
Eis a grande verdade
que o amar nos ensina.
Depois da noite,
antes da despedida,
a luz se faz
no horizonte da vida
Schyrlei Pinheiro
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Publicado por amizadepoesia em Abril 27, 2007
Sangra o sol
na madrugada vermelha.
Calor na areia.
Zumbido do vento
que fere os timpanos.
Cada raio que emana
do céu é espada
cravada no sol.
Sua luz fere a areia
e expulsa a noite
esconde a lua
num ponto qualquer
atrás das dunas.
Zumbido do vento
que canta uma estranha sinfonia.
Canhões judeus
ribombam como trovões
e estraçalham palestinos.
Bombas ianques
arrebentam o Taliban.
E uma descoberta mais do que óbvia
para quem vive a guerra,
e uma descoberta simplesmente banal
para quem apenas vê a guerra na TV:
O amanhecer é um parto doloroso
quando inocentes morrem
sem conferir o amanhã…
…………………………..
Corta!!!
Calem os canhões…
Parem o sol
nesse amanhecer de sangue.
Gritem; Bastaaaaaaaaa!!!
Apenas pinte o céu
com o azul da paz.
E o amanhecer já terá valido a pena.
Fatima Dannemann
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Publicado por amizadepoesia em Abril 27, 2007
Ei mulher, num afunda não…
Respira fundo e vai à luta.
Pensa no que gostarias
realmente de ser e fazer.
Pensa em todos os sonhos
que estão naquela gaveta..
Enterraste a chave? Procura…
abre a gaveta e joga tudo
em cima da cama…
Põe um cd de preferência
este “Vitoriosa” do Gonzaguinha,
e começa a vasculhar
teus tesouros enterrados,
tuas propostas de futuro,
tantas vezes postergadas;
teus devaneios de amor,
muitas vezes atravessados;
tuas esperanças vazias,
que emboloraram no tempo.
Não vale a pena
rodar a bolsinha na praça,
não vai te trazer alegria,
pelo contrário,
quando deres conta disso,
te sentirás muito mal,
e o que é pior, contigo mesma.
Nada se deve fazer,
contra nós mesmos,
que seja para afrontar,
ou provar alguma coisa,
a quem quer que seja.
Quem não nos valoriza,
não merece siquer
nossos pensamentos.
Apenas merece a indiferença,
o seguir sózinho o seu caminho,
encontrando os que lhe são afins.
As pessoas que realmente nos amam,
aceitam nossos defeitos e qualidades,
e sabem valorizar o relacionamento,
seja de amizade ou de amor.
Amar a Deus sobre todas as coisas
e ao próximo como a ti mesmo,
não te exclui e se você se amar,
saberá reconhecer teus valores,
e talvez nem precise de ninguém
que o reconheça em você mesma.
A vida é uma partilha em que,
da mesma forma que doamos,
de idêntica maneira recebemos
os nossos quinhões de amor.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Abril 27, 2007
Nada se parece à beleza que o mundo tem,
Vivificante ele nos transporta para além de
Tudo, dá-nos os rios, as árvores e também
O azul profundo do céu e as aves, como se
A Terra acaba-se amanhã e nada restasse
Para contar para depois. Quão bela ela se
Mostra, e mesmo que mais nada prestasse
Ficariam os amados, para nos mostrar que
Vale a pena viver, neste pequeno vitral.
Os namorados sabem bem do que eu falo,
Quando passeiam na rua como um casal,
Que respeita o que os rodeia e lhes cerca,
Por entre árvores, de intervalo a intervalo,
Como se isto fosse tudo uma porta aberta.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Abril 27, 2007
Vesti-me de azul a te esperar
sonhei sonhos de eternidade
ansiando por ver-te chegar
trazendo contigo a felicidade
nas pobres rimas de meu poetar
escritas em tinta também azul
esperava as horas ver passar
sonhando com tua vinda do sul
A noite veio e me encontrou
ainda crente a te esperar
o sol outro dia anunciou
a saudade veio me torturar,
quando a noite então voltou
deixei-me prostardo ficar.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Abril 27, 2007
Num dia qualquer…
Numa esquina qualquer…
Num caminho qualquer…
Encontrar com você…
Um dia, ao acaso
num cantinho deste mundo
ou de outro qualquer…
Encontrar com você…
Olhar nos teus olhos,
te abraçar e te dizer…
Como é grande o meu amor
por você…
Naidaterra
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Publicado por amizadepoesia em Abril 27, 2007
Mãe é mãe
Só você me ama
De verdade
Mãe é mãe
Só de você
Sinto saudade
Seu sorriso
Faz o dia amanhecer
Seu beijo
A noite tranqüila
Faz passar
Sua benção
Faz eu ir
E voltar
Em paz
ABittar
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Publicado por amizadepoesia em Abril 27, 2007
Do meu corpo p’ro teu…
mil emoções
se transportam
num gesto de ternura
porque num simples gesto
há sensações
que estão muito p’além
de uma postura
Do meu corpo p’ro teu…
quanta poesia
emerge em sintonia
meu amor
mas não pode ser falar-se
em heresia
quando amamos assim
com tal fervor
Do meu corpo p’ro teu…
quanta alegria
nos desejos brotados
de um olhar
porque num cruzar d’olhos
há estesia
é o prazer da vida
a se expressar
Do meu corpo p’ro teu…
quantos sabores
degustamos nos beijos
que trocamos
e nos sentidos ficam
os odores
das doçuras de amar
sempre que amamos
Eugénio de Sá
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Publicado por amizadepoesia em Abril 27, 2007
Mil vezes tentei seguir,
mas algo não deixava continuar..
Quando pensava estar solando,
um acorde me fazia despertar.
Claves esfarrapavam um ponto,
impossível de passar.
O Ré vibrava tanto
que não me deixava fluir
e me via chorar.
Por motivo de espaço,
o Mi aguardava um adagio
com só uma voz a solfejar..
Elohim, quantos anos!
A ’santa madre’,
Reis endividados
o engodo, maior dos enganos
onde vi
o mundo inteiro se calar!
Nenhum momento foi ‘piano’, ‘piano’,
que pudéssemos celebrar,
mas de ponto em ponto,
hoje temos Terra
onde somos donos
e agora
acenam com uma guerra
que não deveriam deflagrar.
Se não souberem
sobre o que eu conto,
eu
infelimente,
não consigo apagar..
Rivkah
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Publicado por amizadepoesia em Abril 27, 2007
Sonhos, escritos sobre grãos da areia,
no mar despertam, embalados por beijos,
em noite sem luar
Meio ao escuro, poetas escutam
os murmúrios das ondas a bailar,
sempre cascateando as promessas
eternas de um infinito amar
No vai e vem das águas,
a boa brisa começa a contar a lenda
das estrelas do mar.
Enfeitiçadas, elas rodopiavam no ar,
e na cadência, deixaram-se alcançar
pelas gotas serenas que subiam a todo vapor,
desvendando no céu os segredos do amor
A solitária, sensível e curiosa, predestinada a encantar,
mergulhou no mar, e, admirada com tanta beleza,
ela aprende a nadar,
e ao céu não pode, nem quer mais voltar
No mar profundo, descobriu o verdadeiro amor,
que transformou sua razão em paixão,
e hoje sua constelação é luz, a compor a eterna emoção,
que fez ascender o seu coração.
Schyrlei Pinheiro
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