Arquivo para Abril 30th, 2007
Publicado por amizadepoesia em Abril 30, 2007
Mar, repleto de ondas vibrantes,
umas pequenas, outras gigantes.
Quebrando-se à beira , espumam fantasias,
apagam as tristezas, trazendo, no seu amor,
um banho de alegrias
e também os beijos
salgados.
Segredos, vem buscar,
para, nas profundezas guardar,
onde ninguém
os poderá encontrar.
Mar revolto
e bravio, com a dor,
se põe a lutar,
curando com a maresia , a lágrima
que viu brotar.
Seu mistérios é pura magia,
um verdadeiro tesouro. Que Netuno,sabe guardar.
Em dias de calmaria,
lembra um abraço constante,
envolvendo, a vida
no berço da esperança
que nas suas ondas balançam,
e o vento a sopra,
levando ao porto seguro.
Mar…
Lar da saudade
e toda felicidade,
que nasceu para navegar na terra .
Schyrlei Pinheiro
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Publicado por amizadepoesia em Abril 30, 2007
Atraco na praia
encalho na areia
salto as ondas
corro, fugitivo
um rabo de arraia
cabeça tão cheia
tudo são sombras
cruel é o castigo
Me embrenho na mata
sem nenhuma trilha
somente a floresta
a me engolir
Solidão é chibata
paixão armadilha
nada me resta
apenas fugir
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Abril 30, 2007
Ah, ondas que me invadem
a praia de minha emoção
lembranças puras de paixão
ícones da minha solidão
lágrimas que se evadem
Ó mar profundo e silente
levai nas ondas a saudade
levai depressa, não tardes
livrai-me pois desta herdade
de dor que o peito ora sente
Ó tu, barca das ilusões,
navegai e levai em teu bojo
oe restos do meu despojo
as dores sentidas, o nojo,
do féretro de meu coração
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Abril 30, 2007
Tenho uma gatinha manhosa
que é muito brincalhona
usa laçinho cor-de-rosa
e adora fazer uma zona
Corre solta pela casa
e gruda na roupa da gente
quando esta bem dengosa
até ronrona de contente
Fica li bem deitadinha
como quem não quer nada
puxa a gente com a patinha
para ser acarinhada
Essa é a minha gatinha
gulosa, sapeca e inteligente
que me traz muitas alegrias
até parece que é gente
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Abril 30, 2007
De sangue, suor e lágrimas, se faz esta
Vida, não podemos distrair-nos com nada,
Não vá ela levar-nos o que nos resta,
Muito antes ainda de estar acabada.
Da força de nossos braços é que vem o pão,
Da consciência de cada um o fulgor,
E mesmo que batamos à porta do senhor senão,
Há que manter acesa a palavra amor.
É um sem fim de dificuldades e provações,
Que a cada esquina fugidia nos aguarda,
Para nos levar às muitas tentações,
Que o mundo de hoje tem para nos oferecer.
Por isso, meus senhores, ponham-se em guarda,
Não vá o passo silente se perder.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Abril 30, 2007
No ar, uma esperança solta, um gargalhar criança
um sopro de amor flautando a vida
uma brisa faceira outonando o novo dia.
Na imagem, um inverno de anseios
uma lareira, chá sobre a mesa
e no carinho que trepida, há labaredas acesas…
Há um olhar de céu, azul de estrelas pulsantes
uma primavera de sonhos verdejantes
[uma voz, alegria absurda] que acompanha a descida
de um riacho cantante.
Sonia R.
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Publicado por amizadepoesia em Abril 30, 2007
Cadenciado ritmo que fere a pedra!
Fios de prata que correm insistentes,
debruçando-se sobre verdes trevos!
Reluzir incessante de plena lua cheia,
suave, em brilhos, colore gotas d´água.
Lago que se forma, recebe em júbilo
o círculo que insiste em se espelhar!
Troca! Luar tinge crespas corredeiras
e a placidez das águas complacentes
servem agora da face lisa que retrata.
Água e luz, comunhão do belo!
Watfa A. Tannus Ramos
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Publicado por amizadepoesia em Abril 30, 2007
Cadeira azul e desconfortável, parede branca e alta
oprimindo a gentalha que não fala. Senhora da saia
florida, saia da frente desta muleta que ora lhe vaia
e vaia o chão, pranteia o mosaico à linha sem pauta.
Cadeira de rodas tem sede? Não, diz um bebedouro
quebrado soltando tal eco, gargalhada de ar no roto
negro dos aros que fala a todos dos contos do esgoto
e às memórias de madeira deste vivente logradouro.
Mulher dos estranhos odores, que semblante é este?
É a flacidez de tantos filhos e mais quantos abortos,
é a infecção corroendo este útero doente e tão solto?
É solidão, árido castelo da princesa, pó do Nordeste!
Então, um obelisco estandarte acena o pálido cartaz,
ele mal sabe falar e com uma Bíblia nas ávidas mãos,
prega um confuso evangelho para os falidos irmãos;
…dizendo ao mundo do fim, que já é chegada à paz?!
Sandra Ravanini
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Publicado por amizadepoesia em Abril 30, 2007
Um mimo deixei sobre a mesa
quando saí apressada sabendo
que nunca mais voltaria:
uma rosa ressequida
envolta em papel de seda
que me ofereceste jurando,
nunca deixar de me amar.
Nada mais de ti, tenho comigo,
decerto por aí, não tenho mais o amigo.
As horas em que te amei,
devem morar na tua memória
e o meu alegre sorriso garante
minha presença vitalícia na tua vida,
quanto mais o tempo corre…
elisasantos
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Publicado por amizadepoesia em Abril 30, 2007
Todos devemos, é mais curto o prazo agora…
Nós somos devedores de só um credor…
Se tudo tem seu preço, a cada nova aurora
Aumenta nossa dívida com Criador…
A vida não nos foi u’a dádiva gratuita;
O Pai nos deu Amor em troca de mais Luz…
Não nos foi perguntado aceitar troca fortuita,
Nem pudemos rejeitar nossa dor da cruz…
Encarnações… É em torno de cada vivência
Que a alma nossa se enriquece e mais produz…
A purificar-se ao solo essa nossa essência,
Burila-se… Aperfeiçoa-se no éter, flui…
É sua arte e é própria artista que a conduz…
Chega assim à perfeição… Então, evolui!…
Carvalho Branco
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Publicado por amizadepoesia em Abril 30, 2007
Quando virás lá de longe para me amar?
Quando serei teu, enfim, sem reservas?
Navego solitário e a sós neste imenso mar
Carregado pelo colo das sensuais servas,
Que Ódin fez descer à Terra para ouvir,
Os meus muitos lamentos mais grotescos.
Mas, se tudo isto, são só penas de carpir,
Acabam-se aqui os distintos parentescos.
Tão sozinho é como eu meu sinto agora,
E a minha alma contigo, enfim, namora,
Mais que tudo isto é quimera de verve.
E vou daqui para outro lugar, buscar-te.
E se quiseres saber qual o meu estandarte,
Eu sou só aquele que nada mas nada deve.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Abril 30, 2007
Virá o dia em que o homem sairá à rua,
Propondo-se a lutar pelos seus direitos,
Não haverá sangue nem a alma irá nua,
E todos se dignificarão sem preconceitos.
O bom carácter, trazido de outros tempos,
Vingará acima de tudo, a verdade reinará,
E sem despotismos fugazes e outros alentos,
Será a sua própria vida quem sobrevirá.
E neste reinado de paz, haverá crianças,
A brincar sem medos de sobreavisos,
Com as mãos sujas de subtis esperanças:
Pedrinhas de contar, que elas jogarão ao ar,
Para as apanhar à maneira de guizos:
Cuidado, daqui em diante, proibido brincar!
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Abril 30, 2007
Cuántos versos con mis sentimientos compuse para ti
durante todo este tiempo que nos conocemos
versos de pasión , de cariño, de enamoramiento, de deseo y de amor
También versos de nostalgias , de disgustos,penas ,de celos y de dolor .
Versos que rimaron, en todos nuestros momentos.
Compuestos , todos ellos, por mi corazón
y recuerdos de todos nuestros instantes …
Versos bien rimados, como también versos arañados.
Tu hiciste de mi vida, una poesía
contando . nuestro dia a dia
de las nostalgias , de las penas , del dolor y del amor
y que son las máss sentidas ,las más inspiradas
Digité, escribí muchas composiciones
Ellas reflejaban mis sensaciones y emociones
En ellas fuiste mi inspiración …
De lo que por ti senti, cariño, amor o pasión
Tu fuiste la que puso los versos en mis sentimientos
Escribiste con pasión en mi cuerpo
gravaste con calor en mi corazón
Hiciste poesías con mi pasión ,con mi amor
Momentos inolvidables , cuando en nuestro amar
en perfectas rimas, compuse excitantes poemas
Recitadas con ardor, de las caricias en el clímax
gravadas para siempre en nuestros recuerdos…
(c)Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Abril 30, 2007
O tempo que passa
O tempo que fica….
O tempo que nao obedece
que incondicionalmente acontece
O tempo que corre mais que nós
O tempo que fica atras de nós
O tempo que nao espera, nem acelera
cadenciadamente, inclementemente…..ocorrerá
Tempos de sentimentos..amantes
Tempos de sentimentos…beligerantes
Tempos de sentimentos…condicionantes
Tempos de sentimentos, conscientes
Indiferente… faz parte do tempo
e nós , pretendentes
de tempos a congelar…. a estacionar
inocentes….os tempos sao mutantes..
Como mutante é a vida…
Mutante é o corpo, no tempo
Como mutantes sao os sentimentos
e situações mas neste tempo, presente
O presente é voce…o eterno
o desejavel…. é meu sentimento
presente…sem contar tempo
porque ..completamente, é voce.
Meu tempo , sempre presente
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Abril 30, 2007
Vou pelas aguas desse rio da vida
na faixa para mim estabelecida
ao sabor das correntes e das ondas
da tolerancia e da transigencia
Flutuando, continuo pelo rio navegando
Sem destino vou, quase ao léu
nao sei se em algum porto vou ficar
ou se em algum dia ao mar vou chegar
Por muitos portos passei
em alguns me demorei
em outros nem desembarquei
imagino se em algum um dia ficarei
Em aguas calmas já vivi
de aguas turbulentas já sobrevivi
Em aguas mornas já me envolvi
em aguas destemperadas já sofri
Navegando continuo no destino
as vezes no controle do rumo
outras vezes nas aguas perdido
e a vida assim vai me levando
Mas sigo sempre buscando
nos ventos da paixão e do amor
sob orientação do coração
Um porto de paz e de felicidade.
Joe’A
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