Arquivo para Maio 26th, 2007
Publicado por amizadepoesia em Maio 26, 2007
Quando o segundo sol chegar
Para realinhar as órbitas dos planetas
Derrubando com assombro exemplar
O que os astrônomos diriam se tratar
De um outro cometa
Não digo que não me surpreendi
Antes que eu visse, você disse
E eu não pude acreditar
Mas você pode ter certeza
Que seu telefone irá tocar
Em sua nova casa
Que abriga agora a trilha
Incluída nessa minha conversão
Eu só queria te contar
Que eu fui lá fora e vi dois
sóis num dia
E a vida que ardia
Sem explicação
Explicação, não tem explicação
Explicação,
Não tem explicação
Explicação, não tem
Não tem explicação
Explicação, não tem
Explicação, não tem
Não tem
Juan
Cássia Eller
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Publicado por amizadepoesia em Maio 26, 2007
Tudo se passou tão fugaz…
Não percebi, sequer,
Os meus lerdos passos,
Deixei pelo caminho
O frescor da minha juventude,
Que se integrou,
Penso, ao viço das flores…
Rompi barreiras,
Consegui atingir metas e objetivos,
Desfrutei das láureas do sucesso,
O que fez de mim um credor…
Mas, quantas vezes,
Tomei caminhos errados,
Nisso, me transformei
Em um devedor…
Minha teimosia
Fez-me seguir por desvios…
Essa alternância
Do certo e do errado,
Que é o bem e o mal,
Deixou em mim as marcas
Do tempo…
Mas, foi o espelho que me expôs
À cruel realidade…
Vi a opacidade do meu olhar
E a tristeza do meu sorriso…
Minha alma teima
Em ser jovem…
Vejo no pensamento,
O que sinto nos meus sonhos…
Desconheço o final
Dessa caminhada…
Tudo há de diluir-se no nada,
Quando se desfará
As marcas do tempo.
Tarcísio Ribeiro Costa
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Publicado por amizadepoesia em Maio 26, 2007
Colhemos o que plantamos.
Precisamos estar conscientes que tudo
o que fazemos tem uma repercursão
um dia ou outro.
Mas colhemos também o que não plantamos.
Como estamos nessa terra imensa que gira,
gira e sempre volta ao mesmo lugar,
colhemos o que plantam outras pessoas,
feliz e infelizmente.
Colhemos o que plantam nossos filhos,
pais, amigos…
e a sociedade de forma geral.
Todos os caminhos que escolhemos
geram mudanças nas vidas de outras
pessoas e vice-versa.
Se fôssemos uma ilha,
tudo estaria centrado em nós.
Teríamos o mundo em volta
e sobreviveríamos.
Mas não…
não somos uma ilha e precisamos
uns dos outros.
Uma ilha, por mais bela que seja,
isolada no meio de um oceano,
sem dar e sem receber,
não passa de uma ilha solitária.
Não podemos viver sós, a sós,
só pensar em nós.
Não fomos feitos pra isso.
Precisamos de amor, compreensão,
do dar e receber,
de mãos estendidas e precisamos
compartilhar.
O convívio com outras pessoas
é enriquecedor e acontece de ser
também cheio de desapontamentos,
o que nos faz crer que seria melhor
evitar relacionamentos.
Muitas vezes é justamente quando
alguma coisa dói em nós que
nos sentimos vivos.
Percebemos que ainda temos sensibilidade,
emoções que se afloram e nos
fazem até chorar,
mas são elas que dão sentido
à nossa vida.
Precisamos sentir a vida e os corações
que pulsam dentro dela,
provar do amargo e do doce e ter
a certeza de não estarmos sós.
A solidariedade é a ponte que
vai nos ligando uns aos outros,
como uma grande corrente onde
mãos se tocam e se sustentam
e dizem ao mesmo tempo:
“preciso de você”
e
“pode contar comigo.”
Letícia Thompson
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Publicado por amizadepoesia em Maio 26, 2007
Eu sou o passado…
Estou estático, sem brilho e sem cores…
Ficaram comigo a sombra dos amores…
Eu sou saudade, sou contradição,
Vivo parado no limbo da ilusão.
Eu sou o presente…
Vivo a euforia da dinâmica da transformação…
Não quero viver ausente da conquista do futuro.
Sou a realidade, sou a esperança, sou a ação,
Sou a consciência da beleza, sou a vida, sou a emoção…
Sou a alegria, sou a confiança, sou o amor no coração.
Eu sou o futuro…
Sou a expectativa, dos ideais do “presente”…
Sou a incerteza, sou o medo, sou a insegurança,
Sou a luz incandescente, querendo iluminar o escuro…
Sou o mistério do horizonte,
Sou a ansiedade.
Sou passado, sou presente, sou futuro, sem nostalgia,
Sou o enlevo, sou o prazer, sou o regalo, sou a fantasia,
Sou um caminho linear, sou o jardim da rosa e do espinho,
Eu sou o produto do carinho…
Eu sou o tempo.
Tarcísio Ribeiro Costa
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Publicado por amizadepoesia em Maio 26, 2007
Não se impõe minha razão…
Meu coração é sensível, desconhece
qualquer tipo de negação…
Tudo é tão vago e efêmero que não
me incomoda ceder minha
boca para saciar a tua, quem sabe
aconteça o inesperado e eu goste
do sabor dos teus lábios…
Vamos nos sentir com o olhar, nos
tocar por alguns momentos e afastar a
solidão que nos abriga o peito…
Somos metades perdidas, almas
que buscam as mesmas emoções…
Mas não me perguntes nada sobre
o amanhã, só o agora será vivido
e o tempo já o consome…
Naidaterra
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Publicado por amizadepoesia em Maio 26, 2007
Menina… menina… ah menina!…
Que pena… a vida te cobrou tão caro!
Teus sonhos eram inocentes, tão lindos…
Cortaram-te as asas, faltou-te amparo…
Menina… menina… ah menina!…
Roubaram tua vida… tua alegria…
Jamais te fizeste entender…
Foste presa fácil da imensa covardia!
Menina… menina… ah menina!…
Em nome do amor, cruel e mentiroso,
Esmagaram teu futuro. Tuas ilusões,
Morreram nas mãos de um falso bondoso.
Menina… menina… ah menina!…
Era tão pouco o que tu querias!…
Mas extraviaram o teu caminho…
Ceifaram tuas aspirações e alegrias!
Menina… menina… ah menina!…
Agora é tarde… o tempo passou…
Não há quem tire de ti a dor…
A rebeldia que de ti se apossou!!!
Teria sido tão simples…
Se tivesses tido amor!
Mary Trujillo
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Publicado por amizadepoesia em Maio 26, 2007
… Amigos que são ou foram amigos…
Amigos que dei adeus, amigos…
Que sem adeus sumiram…
Amigos… com quantos chorei…
Amigos que do meu ombro… fizeram
Refúgio… remanso…
Com outros tantos… me diverti e gargalhei.
Quantos me decepcionaram?
Quantos decepcionei?
Amigos… quantos conheceram
A minha alma?
Quantos… a alma… sem querer… roubei?
A vida foi passando tão depressa…
Sequer tive tempo de notar…
Que os abandonei…
Hoje aqui… lembro tantos rostos,
Tantas algazarras…
A lanchonete, as brincadeiras,
Os lanches desenhados
Com ketchup e mostarda…
Outros me feriram tanto…
Que mal pude acreditar,
Foi tanta a dor…
Que nem é bom lembrar…
Mas nesta noite…
A saudade veio me visitar…
E fui revendo filmes e cenas…
Era tão fácil viver… sonhar!
Muitos… fiz bolinhas de papel
E pela janela atirei…
Outros… amei tanto…
Sequer percebi que me enganei…
Foram pedaços doloridos…
Que do meu carinho arranquei…
Alguns se fizeram fantasmas…
Lembranças de profundas mágoas…
Outros se aproximaram docemente…
Trazendo de volta a esperança destroçada.
Assim foi a vida passando tão ligeira…
Cheia de enganos… tropeços…
A traição sempre na dianteira…
Mas permitiu-me descobrir raros diamantes,
Flores de beleza impar… multicores…
Florescendo magistralmente…
Nas minhas lágrimas…
Graças aos amigos verdadeiros,
Voltei a confiar na vida…
No mundo … nas pessoas…
Voltei a ser gente…
E assim de mãos dadas…
Abraços afetuosos… tanto carinho…
Vamos plantando do amor, novas sementes…
Curando todas as feridas… desse mundão
Louco… desumano e inclemente!…
Mary Trujillo
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Publicado por amizadepoesia em Maio 26, 2007
Não!… Não foi este o Mundo Virtual
Que tempos atrás me deu boas-vindas!…
Tenho saudade daquelas atitudes lindas,
Predominantes no relacionamento pessoal.
Não havia este bulício no ambiente cibernético,
Prevalecia a amizade em todas as situações,
As mensagens sadias aproximavam corações,
Num intercâmbio menos ríspido e mais poético.
Vamos dar as mãos e retomar a fraternidade,
Devolver ao contato virtual o instrumento de paz,
Reeducar o internauta como um mediador eficaz
Para acabar com os conflitos e tanta atrocidade.
Façamos desta rede universal uma grande corrente.
Vamos dar as mãos!… A amizade pede passagem!
Deixemos a crítica contumaz em prol da homenagem.
Abaixo a maledicência, tão em voga, ultimamente!
Com toda certeza, não foi este o Mundo Virtual
Que nos deu tantos amigos logo à nossa chegada.
A nave está fora de rota e a tripulação desnorteada,
Queremos a paz de novo, tudo voltando ao normal!
Ógui Lourenço Mauri
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Publicado por amizadepoesia em Maio 26, 2007
Um homem de lata buscava
encontrar na vida um coração
muitos caminhos trilhava
em busca de sentir a emoção
O homem de lata o bem fazia
a quem pelo caminho encontrava
mas ainda assim não entendia
que o amor no peito já estava
Triste homem de lata, choroso,
espalhando o bem pelo caminho
sem perceber que era majestoso
sentia-se na estrada sozinho
Até que um dia lhe mostraram
o jardim vivo por detrás de si
duas lágrimas então rolaram
e o homem de lata hoje é feliz.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Maio 26, 2007
A realidade do homem é o seu imaginário,
Está no seu poder distante e contrário,
Chamar ao sonho uma nova realidade
E à razão a sua diversificada capacidade,
Para abrir caminhos para outro campanário,
Aonde a novidade é o seu secreto diário
E o extravasar de emoções a sua dualidade,
Entre o que está e não está na sua infinidade.
Homem algum é desprovido de sentimento,
O que ele faz é capacitar-se do alheamento
Requerido pelo sonho que na alma sossega.
Mas, ah, o solidário e restrito pensamento,
Só me serve de distinto e aprazível alimento,
Se mi alma cala no acto de sua entrega.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Maio 26, 2007
A terra galgou o mar
e foi nas areias líquidas
de manhã a despertar
que navegou o meu sonho
para escrever o teu nome
em convulsões e tremores
no epicentro da alma
desconexa magnitude
de comunhão vibratória
entre os seres e os astros
carícia suave magma
do mais sensível vulcão
que para sempre ficou
sintetizada de ti
neste fóssil que sou eu
joaquim evónio
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Publicado por amizadepoesia em Maio 26, 2007
Quando você partiu
Senti a dor do abandono
Tranquei as janelas do meu coração
Esqueci do mundo
Vaguei no tempo
Sem rumo perdido
Quis esquecer
Quem dizia me amar
Por muito tempo
Esqueci de sonhar
De amar…
Ontem foi impossivel…
Como a chuva de verão
Você chegou de mansinho
Apossou-se dos meus pensamentos
Meus sonhos
Como a brisa
Tocou minha alma
Como a chuva
Tocou minha pele
Como fogo
Tocou meu coração
Como brasa Tocou minhas feridas
Não supordando
Mais a dor
Entreguei-me
Os seus encantos
Dando uma chance a paixão
Fafá Lima
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Publicado por amizadepoesia em Maio 26, 2007
Eu te amo bela flor,
Bem mais do que penso e com isso entendo
Que transformo meus sonhos em sentimentos
Despertando as estrelas, acendendo minha chama
Para um antigo coração uma nova paixão
Teu sorriso vem para me balançar
Fazendo doce o meu caminhar
Pela noite com você desejo estar,
e entre seus braços apenas amar
Lua vem agora nos juntar,
Resumindo as palavras em um eterno olhar
Sendo para sempre meu amor
Pois hoje o tempo posso parar,
Para não mais deixar,
meu grande amor escapar.
dos Santos
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Publicado por amizadepoesia em Maio 26, 2007
Não sei se somos loucos
Ou se foi o nosso amor
Que nos tornou loucos.
Sem saber explicar
Essa paixão desenfreada
Acabou tornando nosso amor louco e faceiro
Lindo e audacioso
Por vezes até ocioso.
Encontramos em nossos caminhos
Pessoas maldosas tentando nos separar.
Lutamos e lutaremos feito guerreiros
Mantendo sempre acesa a chama do nosso amor.
Podemos afirmar que amor igual ao nosso
Jamais será encontrado…
Jamais será vivido…
Somos tão unidos
Que jamais seremos vencidos.
Sabemos que somos amados e apaixonados
Eu por você e você por mim.
Para nós tanto faz
Se incomodamos ou não…
O que importa é que nos amamos
Amor imenso…
Puro…
Simples…
Verdadeiro…
Que não há alguém nesse mundo
Capaz de nos separar.
Temos a certeza que nascemos um para o outro
Nascemos apenas para amar
Você a mim e eu a você.
Amamos tanto que nosso amor
Tornou-se louco e audácioso
Mas, para nós, maravilhoso!!!
Catarina
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Publicado por amizadepoesia em Maio 26, 2007
Ontem,
desejosa de reaver um passado em que
imaginei ter encontrado a felicidade,
subi as escadarias do sonho, vestida de uma credulidade criança, pois o amor ainda existia em mim, pulsava com o vigor de outrora,
e como tal fui buscar a outra metade,
o que seria, juntando as partes,
fazer o todo perfeito… Quanta ilusão!…
Ao chegar só vi destruição…Do que eu havia deixado, não havia mais nada,
no lugar, pedaços do que eu construíra e acreditara ser indissolúvel, espalhados pelo chão… Eu desejara apenas “dar um tempo”, confiará, sem levar em consideração o mesmo tempo, esse tempo que, sem comiseração, tudo apaga… Triste, desiludida comigo mesma,
desci a escadaria da desilusão…Conformada,
pois não dera o real valor para o que eu tinha, agora me restavam as lágrimas, a dor da perda, o vazio, a solidão!… Paguei o preço da displicência… Meu amor me esquecera, colocará outra em meu lugar… Com o coração aos pedaços, aprendi mais uma lição:
- Nem a tudo, devemos dar tempo ao tempo…
Carmen Ortiz Cristal
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