Arquivo para Junho 13th, 2007
Publicado por amizadepoesia em Junho 13, 2007
Namorar-te é uma doce arte
é saber pincelar com maestria
os matizes róseos de cada dia
sem ocultar as sombras destarte
Namorar-te é ser um escultor,
vislumbrar em ti toda beleza
ainda que não posta na mesa
oculta nos meandros do amor
Namorar-te é ver-te poesia
é descobrir-te nas tuas rimas
entre estrofes e alegorias
Perceber-te as cores em prisma
do amor ardente à nostalgia
das tuas fases mulher e menina.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Junho 13, 2007
Sereno lago de inefável sentimento
plácidas águas argênteas à superfície
ocultam o trabalho do amor artífice
na profundeza em constante movimento.
O brilho espelhado das águas dessa paixão,
capturando da lua o fulgor eternal,
traz consigo esse movimento sazonal,
das marés- do ir e vir- de nossa emoção
Silentes águas que nos acolhem no seio,
murmurantes águas das margens ondeadas
como que a cantar os nossos devaneios
Pela força dos ventos assim espraiadas,
revolvendo do sentiment’os entremeios,
aflorando em nosso leito nas madrugadas.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Junho 13, 2007
Se tu me amas,
sou tua..
Entrego
corpo e alma,
e nua
mato
tuas saudades,
sacio
teus desejos,
satisfaço
tuas vontades.
Sou teu chão,
teu céu,
tua morada,
conforto,
paz
e perdição.
Única
e exclusivamente
tua,
onde quer que vás.
Se não me amas,
paciência…
Não me terás.
Rejane (Mel) Britto -
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Publicado por amizadepoesia em Junho 13, 2007
Ser teu pedaço….
Pedaço do teu caminho,
Pedra no sapato ou todo o desalinho
Em que te perdes, por querer.
Pedaço do teu silêncio,
Quando em segredo viajas no meu corpo;
Pedaço do discurso que proclamas,
Nesse curso em que a vida te leva.
Pedaço do tempo em que te elevas…
Em que deliras a sorte de ser consorte do amor.
Leve lembrança, que só teu pedaço conhece,
Forte fragrância que reconheces entre todos os outros seres…
Ser teu pedaço é mais do que preciso.
Estar no teu espaço,
No espaço dos teus sonhos,
Dos teus desejos mais promíscuos.
Ser teu pedaço…
Nem ligo para o restante,
Se o instante em que eu estiver,
Puder ser todo o universo,
Que o teu verso puder compor.
Cassia Portugal
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Publicado por amizadepoesia em Junho 13, 2007
Sou Tua,
corpo e coração
longe do que é razão
perdida no que fui
me encontro no que sou.
Sou Tua,
fonte de inspiração
incitação dos teus atos
libelo da tua culpa limite do teu espaço.
Sou Tua,
invés delir
do tempo que chama
no encontro da alma que clama
o querer e a paixão.
Sou Tua,
aprendiz e anciã
pronta pra oferecer
o beijo no desejo da loucura introverter.
Sou Tua,
melodia e canção
piano afinado,
fazendo bailar notas de um duo desencordoado.
Sou Tua,
dulçor a sustentar
teus versos cantados
no palco de cenários que foram inveterados.
Sou Tua,
confidente e confissão
penitência dos seus erros
perdão dos teus pecados
Sou Tua,
Libélula e Perdiz
natureza que se agita
nascente de águas claras, confluência
Sou Tua,
menina e Mulher
réplicas de nostalgias
sonhos em fantasias
que satisfaz teus desejos
num beijo
conclamo…
Sou Tua.
Elizabeth Misciasci
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Publicado por amizadepoesia em Junho 13, 2007
Nas cercanias deste tempo irredutível,
Onde as flores crescem, à razão
De um só pensamento, dou por discutível
Tudo o que vai e não vai no meu coração.
O sol nasce, clareia o dia inamovível,
E das flores caídas colho a leve sensação
De que nada faz sentido imprescindível,
Como se tudo fosse só uma atracção.
Dois corpos unidos numa única canção,
Onde os derradeiros versos são este amor,
Em perfeita sintonia e rara união.
Por isso, amada, te digo sem contradição,
Assim como o rio corre em seu esplendor,
Também nós firmaremos a nossa paixão.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Junho 13, 2007
Mi enamorada, mi perdón,
Carabela surcando ríos distantes,
Maresias que en nosotros es sensación
De cuerpos unidos - equidistantes
Por donde anduviste tu que te perdí
en este mundo loco que nos atraviesa
Como en un intenso frenesí
llendo en mundo con frágil promesa.
Oh, vida mía, sentémonos aquí,
adonde esta piedra nos solicita
y apreciemos este bello jardín
Que en cascada cae de las sacadas
adonde todo es regio y se precipita
De la cima hasta el valle de las escaleras.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Junho 13, 2007
Você é isso e muito mais!
É um anjo de ternura aqui na terra,
cuja linda missão encerra
espalhar a alegria por onde passares…
Em teu olhar se percebe,
a brejeirice da sabedoria angelical,
que conhece dos corações, o cabedal
de sonhos e devaneios humanos.
Este teu jeitinho quase infantil,
derrete até mesmo almas mais rudes,
perdidas suas utopias, em açudes
escuros, cheias de desvarios.
Mas você, anjinho da doçura,
sabe como elevar os corações;
plantando neles sementes de emoções,
a desabrochar em florões de felicidade.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Junho 13, 2007
Leva-me Amor, contigo aonde fores!
Hei de seguir-te sempre co’ alegria…
Afastarei de mim todas as dores,
Porque estarei contigo em harmonia…
Haverá graça, luz e fantasia,
Por onde formos… Pela estrada em flores,
Leva-me Amor, contigo aonde fores!
Hei de seguir-te sempre co’ alegria…
Tem nossa vida nos seus bastidores
Painéis belíssimos de alegoria
À paixão, a seus beijos, seus amores,
E nos encanta com sua sinfonia…
Leva-me Amor, contigo aonde fores!
- Eire
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Publicado por amizadepoesia em Junho 13, 2007
Sublime inspiração que nos faz sonhar,
o Amor jóia rara de esplendor e beleza,
surge em corações que estão a buscar,
a completude do ser na maior realeza.
Quando ele surge, sente-se os eflúvios
de felicidade pairando na atmosfera,
como se mil sóis secassem os dilúvios,
que jorram das lágrimas de espera.
O Amor chega vibrante de energia,
arrebatando os corações sequiosos,
ao galope de mil corcéis da fantasia,
que desvelam sentimentos ditosos.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Junho 13, 2007
Enamorada sou da vida,
de tudo quanto me rodeia,
de lembrança antiga querida,
de uma noite de lua cheia;
quando ao nascer da aurora,
declaraste o teu profundo amor.
Recordações de tempos de outrora,
em que tudo era paixão e ardor.
E os anos foram passando,
enamorados da vida ficávamos,
a ver nosso jardim vicejando,
em mil cores, porque nos amávamos.
Mas o destino nos separou,
numa noite de quarto minguante,
onde o sonho por fim acabou,
tornando tudo um amargo levante.
Cicatrizada a ferida do coração,
voltei a me enamorar pela vida.
Deixando fluir uma nova emoção,
na esperança da certeira guarida.
Mas às vezes me vejo entretida,
em contemplação, olhando o céu,
pois busco numa estrela perdida,
o nosso amor dissolvido ao léu.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Junho 13, 2007
Tu cuerpo me envuelve cuando llegas
siento que me abrazan tus sentimientos …
y siento en mis venas recorrer
tu calor que me invade y me domina …
El mundo que me rodea se apaga y enmudece
para gravitar,solamente en ti …
la luz se introduce y nos envuelve
y entonces se instala tu fragancia
Tus sentimientos, tu cercanía que me roza , tus caricias
me elevan…y fluctúo en tu pasión
y paseamos, con las manos unidas
caminando por los horizontes que veo abrirse
En cada beso, en cada abrazo …a cada muestra de afecto
en cada promesa, en cada juramento de amor…
presiento que nuestros cuerpos se fundiran …
y nuestras almas se confundirán…
Entonces entonarán una música erótica
como sonidos inspirados en paraísos
orquestados..interpretados por instrumentos
con las notas del verbo enamorar …
del verbo apasionar…y del verbo amar
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Junho 13, 2007
Mesmo distante, mesmo ausente
é confortante estar no peito de um amigo da gente
mesmo que há muito tempo não se faça presente
a amizade verdadeira a gente sente
O abraço ao encontrar um amigo é quente
mesmo não se vendo há tanto tempo, é emocionante
Um amigo que está distante
é como no firmamento uma estrela brilhante
Para amizade o tempo da ausência é indiferente
tanto faz o quando está distante
nem quando foi a ultima vez que falou com a gente
Sentir a verdadeira amizade, é que é importante
A pura amizade é para sempre
ao tempo é resistente
na distancia a saudade a fortalece
as lembranças são consistentes
É como uma chama que nunca se apaga no coração
que consola, que compartilha, que conforta
É como um sol que ilumina nossa alma
que aquece, que ajuda, que estimula
`
Amizade é uma forma isenta, pura de Amor
Sem fogo, sem paixão, mas com muito calor
Um amigo afaga a alma, acaricia o coração
Seja na alegria ou na dor, no peito…um amigo
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Junho 13, 2007
Sim, dias não dia dos namorados
porque para mim todo dia sou seu namorado
do primeiro ao ultimo dia do ano,comemorando
no dia de San Valentino e também no doze de junho
A ansiedade diária pela hora de te encontrar
Com calor e paixão te abraçar e te beijar
As nossas coisas do dia a dia conversar
Deitar, namorar…e amar…
Depois te abraço até você ressonar
Durmo o sono do amor, na nossa paz
Te levo café na cama para te acordar
Juntos nos arrumamos para ir trabalhar
Diariamente, não como uma rotina
mas como um dedicado ritual
ritual respeitoso de carinho
consagrado ao nosso amor
E namoramos, namoramos sempre
Vamos ao cinema, com pipoca
saímos para jantar fora
de mãos dadas ao passear
Discutimos também, mas sempre nos entendemos
cada um cede na sua hora de cede
transigimos, toleramos, nos compreendemos
Um ao outro, do jeito que somos, nos aceitamos
Elogio sempre as coisas dela
o cabelo, as roupas, suas comidas
Formas de carinho, desde a troca de olhar
até o nossos corpos compartilhar
E assim todo dia namoramos
nessa nossa vida
no ninho que formamos
e do amor de paixão que cultivamos
Com o amor..do seu sempre namorado
desde a primeira vez que eu te vi
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Junho 13, 2007
Y sosegadamente
el reloj cuenta en la torre cada hora,
cuenta cada minuto, segundo a segundo,
y el vaivén del tiempo es su martirio,
dolor carnívoro de agujas que laten,
triple mortal que da la vida
y el circo se desmorona.
En la taquilla cuelga un cartel de:
¡No hay leones!
Nunca el trapecista humano
saltó sin red desde tan alto,
en el vaso, en la botella, en la bodega.
Nunca tanto payaso doloroso,
nunca tanta aritmética inexacta,
nunca tanto domador en paro
trabajó sin látigo y sin jaula.
Nunca, señor ministro de la nada, fue la vida
una carpa tan mortal
ni los enanos treparon sin cuerda hasta las sienes
con tanto desparpajo.
La serpiente se pasea con la manzana en la boca,
el elefante toca la trompeta para cambiar de tercio
mientras los monos agitan el pañuelo blanco
pidiendo la oreja.
Suenan los clarines, compañeros poetas,
aunque el toro ya lleva tiempo en el ruedo;
ríos de sangre ocultan la arena, el cielo,
y en el lomo del mundo ya no cabe
ni una banderilla más.
Suena el trombón del odio y el presidente en el palco,
al ver el estoque oxidado, ordena el descabello
a golpe de bomba atómica y suicidio global.
©Fernando Luis Pérez Poza
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