Arquivo para Junho 24th, 2007
Publicado por amizadepoesia em Junho 24, 2007
Abrem-se as cortinas da vida…
é hora do espetáculo.
Nas coxias cada um aguarda a sua vez…
As luzes iluminam o palco, reforçando as marcas dos atores.
A platéia aguarda o enredo afinal…
Monólogos, diálogos, dramas,
histórias de amores,
comédias, um alegre musical…
Ah, vida que te quero vida,
sob os aplausos eloqüentes ou o silêncio sepulcral.
E sob as luzes desta ribalta,
ora choro, ora rio, ora observo,
nesta lide de ator e protagonista,
de escada para humorista,
de coadjuvante da trama.
Mantendo sempre viva a chama,
da alma imortal e fecunda,
mesmo quando o medo no peito clama, e a tristeza nos engana,
em uma agonia profunda.
E quando as luzes se apagarem afinal, neste palco efêmero do viver, outro palco há de me receber, pois o show não pode parar, no peito de quem, há de sempre e sempre, amar.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Junho 24, 2007
Caminho pelas tábuas da ponte
lentamente ao teu encontro,
em minhas memórias remonto,
ao primevo beijo em tua fronte.
Um casal de cisnes namoradeiros,
dá o tom sereno ao romantismo,
a pulsar em meu coração menino
inspirando o meu cancioneiro.
Sereno o sol já enfim adormece,
em fulgurantes raios violáceos,
que meu corpo e alma aquecem
amplificando o pulsar cardiácio,
nos momentos que precedem,
nosso amor em tons rosáceos
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Junho 24, 2007
Sorrio das dores inquietantes
poeto a maquiagem na face
sou palhaço de mil disfarces
No peito as navalhas cortantes
Os versos são meu picadeiro,
as estrofes minhas acrobacias,
e neste circo passo meus dias,
rindo de mim mesmo no espelho
Poetalhaço, esse ser estranho,
a dar movimento às palavras,
rosto escondido, máscara de estanho
Versos dislexos de sua lavra,
viajando ao futuro e ao antanho,
quanto mais a dor no peito se encrava
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Junho 24, 2007
Deslizo minhas mãos nacaradas
pela pele macia do teu colo
teus contornos suaves exploro.
Tua respiração, entrecortada…
Suspiros suaves em gemidos
bocas unidas num ritual
beijos loucos de amor carnal,
afago teus cabelos compridos
Teu corpos estremece em avidez
tuas mãos me buscam, pidonas
buscando de mim a rigidez
como se tocasses uma acordeona
vais e vens mais de uma vez
e me devoras com ânsia glutona.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Junho 24, 2007
Sobre as ondas navega
minha escuna insolente,
numa alegria tão contente,
que o destino me cega
e a razão já me renega
por pensar em ti somente
Tua face me aparece
em meio às alvas nuvens
que a tua forma assumem
-carregadas me parecem-
das gotas de teu perfume
a acender em mim o lume
Navega escuna trigueira!
Leva-me já ao amado regaço,
que meu peito em descompasso
quer por logo os pés na areia
e beijar a prenda faceira
tomando-a, forte, em meus braços.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Junho 24, 2007
Em tudo o que fazes eu estou lá,
Se pensas eu já pensei primeiro,
Porque aqui mora tudo o que há
De mais belo, no mundo inteiro.
Se o teu coração bate, é no meu
Que ele se instala, batendo forte
No peito, que agora é meu e teu,
Subtil desejo etéreo à nossa sorte.
E se sorris meu trejeito é bonito,
Como quando a manhã alça voo
E retira à pedra todo o seu granito.
Se me dizes que me amas, então
É porque te amo ainda mais e sou
Doravante, o refulgir do coração.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Junho 24, 2007
No se quién soy o fuí,
Solo que viví como un loco.
Hoy en mí todo se diluye,
Pareciendo siempre poco.
En las calles y callejuelas me perdí.
De los amigos les guardé
La memoria, de lo que no vi,
Porque de mí les negué
La aptitud de mi respuesta.
Solo no quise que sufriesen
Como yo, era esa la apuesta,
Que me propuse a ejecutar:
Por más que me doliesen
Corazón y cuerpo, en el dealbar.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Junho 24, 2007
De una semillita, como por encanto
una yema afloró
que enseguida en lindo rosal se transformó
un milagro que me encantó
en un ramito nació
la plantita que se abrió
como la luz de la alborada…
pétalos niños, de seda vestidos
faldas anchas en hojas de rosa
de niña a niña mulher
mujer debutando…
a la vanidad entregandose
corazones enamorados
con pasiones perfumando
con su polen seduciendo
con su belleza extasiando
rosa madura…rosa mujer
flor para coger
amor para adornar
sueños, ilusiones para acunar
calor de una vida, de un hogar
en un jardín para poblar
como hogar dulce hogar
una flor para cultivar y amar
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Junho 24, 2007
O amor, é tão dificil de pronunciar,
mas tão dificil de sentir,
que quando de verdade o sentes
voce não o pode esquecer,
é uma alegria, como também uma dor,
que estremece sua alma e turva seu coração.
Pede sua personalidade,
lhee torna inseguro
e voce não tem como explicar essa conduta,
é como voltar a nascer,
como perder a memória e não recordar.
Desejas não amar porque com ele sofres,
mas ao mesmo tempo o deseja com toda alma,
já que te faz voar, te faz viajar
a lugares que nunca poderias visitar,
é como um conto feito realidade,
como um Romeu e Julieta,
cujo amor foi proibido cruelmente,
que esteve cheio de sofrimentos,
mas também de amor, puro amor,
amor apaixonado… amor a toda prova.
O amor não se planeja,
nem se pode evitar quando se queira,
o amor nasce como uma planta
e cresce a seu modo e com sua amplitude,
ao amor não se mandam nem se ordenam,
o amor se espera e quando por fim chega…
somente há que vive-lo… totalmente,
sem perguntar as razoes do hoje,
do que será amanhã e o que foi ontem.
Viva o amor sem perguntas..
somente viva-o!!!
lucy_anonima
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Publicado por amizadepoesia em Junho 24, 2007
Ah.. no meu tempo as coisas eram tão diferentes
Quando amadurecemos, tomamos consciencia
Do valor que tinha cada coisa no nosso tempo
Da nossa educação, da nossa diversão,
da nossa rebeldia
Do nosso dia a dia
e realmente era tudo mesmo bem diferente
Coisas que somente hoje aprovamos,
tomamos como referencia
Para comparar os atuais comportamentos
Poxa vida, como eram diferentes
as coisas no nosso tempo
E normalmente desaprovamos os comportamentos presentes
Dos individuos, da adolecencia, das crianças, politica
da moralidade, das instituições, enfim, de toda sociedade
Pensamos, como será o futuro dos nossos filhos, dos nossos netos
Perante tantas impropriedades,
tantas barbaridades, tanta banalidade
tanta injustiça, tantas diferenças, preconceitos
desvirtuados modelos, indignos meios
que justificam tudo e qualquer fim
a individualidade campeia, a desonestidade grassa
a corrupção é uma cronica chaga
Enfim, a sociedade está para implodir
Grandes verdade, cada uma a seu tempo na sua propria epoca
Verdades que mudam, que passam
conforme os interesses comtemporaneos
E hoje vejo, ja vi e ouvi,
´pessoas de gerações anteriores e posteriores a minha
Clamar… ahhh.. se fosse no meu tempo…
Faz me lembrar o discurso de Rui Barbosa no parlamento
Que um dia o homem teria vergonha de ser honesto
Isto dircursado há quase dois seculos…
Onde a maioria da população, vivia da agricultura
e pasmem, quase todos analfabetos
e tambem quase sem direitos
Todos nós temos nossos tempos,
todos nós reinvidicamos tambem
a volta do se fosse no meu tempo!!!
Mas como o tempo nao volta,
seguimos vivendo no tempo presente
que passara a ser um dia
o tempo saudoso das gerações presentes
Que tambem proclamará… Ah.. se fosse meu tempo…
Naturalmente, assim como nós lembramos saudosamente
Eles tambem lembrarão… seria tudo tão diferente
E assim vamos caminhando,
por este mundo cada vez mais diferente
daqueles bons tempos,
onde tudo era de fato tao diferente
Evoluindo em algums passos, regredindo em outros
E assim…caminha a Humanidade, inexoravelmente
Pelos caminhos do sem fim dos ciclos do tempo
Tropeçando nos segundos, levantando nos minutos
recomeçando nas horas, sonhando com melhores dias
Por novos anos dourados,
por seculos, em nome de Deus, abençoados
Com Esperança, amor e fé, novos tempos consagrados…
Mas, se fosse no meu tempo, seria tudo tao diferente…rs….
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Junho 24, 2007
Silêncio…
Este silêncio que me envolve
Na calada da noite
Ao brilhar da lua
Silêncio…
Que silencia na noite
O único som que ouço
As batidas do meu coração.
Que soluça e chora baixinho.
No silêncio da noite
Procuro-te nas lembranças
Busco tua imagem
De qualquer forma
Tento em vão…
Só encontro o silêncio.
Silêncio…
Por que tu és tão cruel
Quando tu chegas
Sinto-me perdida
Minha vida se torna vazia.
No silêncio ouço a voz do vento
que me chama…
Nem ele consegue
Tirar-me desta solidão.
A solidão me envolve,
Coração que chama por ti
Só tu não ouves
A voz do meu coração.
Fafá Lima
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Publicado por amizadepoesia em Junho 24, 2007
Perco-me nos sonhos
Que se foram
Nas noites que não voltam
Na lua que não surge
Na saudade.
Do que me adianta
Sonhar com algo impossível
Que jamais irá acontecer
Cansei…De esperar…
Cansei de lutar
Por um amor
Por um sonho somente meu
É triste, mas aconteceu.
Você jamais será meu
Seu mundo é outro
Outros sonhos
Sem fantasias
Sem amor
Sem alegrias
Este é seu mundo.
Então siga seu caminho
Que seguirei o meu
Quem sabe assim
Cada um será feliz
Em seus sonhos
Ou na escuridão
Ficarei com meus sonhos
Com a lua
Com as estrelas
Com a saudade
Esta será a minha realidade.
Fafá Lima
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Publicado por amizadepoesia em Junho 24, 2007
Seria maravilhoso poder navegar
Somente em águas calmas
Sem tempestades
Sem rumo certo
Seria bom ver o por do sol
Surgindo lentamente no horizonte
Seguir seu curso
Sem destino
Sem pressa
Ah que bom seria
Se a vida fosse esta calmaria
Não haveria tanta dor
Nem solidão
Seria a união.
Então vamos navegar
Não importa se haverá tempestades
Vamos nos unir e seguir
Rumo ao horizonte
De mãos dadas
Corações unidos
Somente nós poderemos
Conduzir nosso próprio barco
E nosso destino.
Fafá Lima
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Publicado por amizadepoesia em Junho 24, 2007
Foi numa tarde de verão
Que te encontrei
Olhei em seus olhos
Apaixonei-me…
Entreguei-me loucamente
A está doce paixão
Éramos somente nos dois
O céu o mar, a lua as estrelas!
Uma música a tocar
Os corpos a se colar
Era somente paixão
No beijo o doce sabor do licor
O fruto proibido de dois amantes perdidos
Uma paixão sem termos nem compromissos
Éramos sós nos…
Foi numa tarde de verão
Que te amei como jamais amei alguém.
Fafá Lima
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Publicado por amizadepoesia em Junho 24, 2007
Palavras já não revelam
O que sinto e penso
Serão sentimentos?
Várias palavras
Um único momento
Que tenta achar um caminho
Alguma direção
Que torne vivo o amor que tenho
Esperando assim tocar seu coração
Com versos e juras,
Tornar meu amor uma paixão
Pois a noite chega,
Traz consigo a solidão
Entre lágrimas e lembranças,
Torna meu mundo sem brilho,
Deixa frio meu coração
dos Santos
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