Arquivo para Julho 10th, 2007
Publicado por amizadepoesia em Julho 10, 2007
A morte é uma transformação,
deixamos na terra apenas a matéria,
instrumento que nos permitiu aqui estar
para cumprir mais estágio de nosso aprendizado.
Uma libertação às vezes temporária da alma,
que pelo tempo determinado
aqui cumpriu seu destino…
cumpriu mais uma etapa.
Que seja boa nossa passagem pela terra.
Que lancemos ao nosso redor,
só sementes de paz, de amor, confiança.
Que tenhamos boas amizades,
eternas alianças de amor maior…
Que não conheçamos o ódio, nem guardemos rancor,
para não temermos a volta…
Que tenhamos só amigos a nos esperar…
A vida aqui na terra é um grande presente,
pra quem souber aproveitar a chance divina…
Aprendizado constante para evolução da alma imortal.
Pra quem souber viver a vida,
a morte é apenas uma volta ao começo.
Fátima Moreira
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Publicado por amizadepoesia em Julho 10, 2007
A morte é um processo de transição.
Nós morremos todos os dias, uma única
vida contém milhares de mortes emocionais.
Morremos um pouco quando somos traídos
por um amigo ou por um grande amor…
Morremos um pouco quando desistimos
de sorrir, quando alguém que amamos
tem que partir para longe ou para o além…
A cada instante nossas células se degeneram
enquanto outras se formam, quantas vezes
só nesta existência já morremos
e quantas vidas já vivemos.
Não devemos temer a morte, e sim
a estagnação tormento para a alma na sua
jornada, deixar de evoluir…crescer…
A morte da matéria é a nossa realidade,
os nossos sentimentos e atitudes serão
a nossa passagem e a bagagem,
nossa própria sentença…
Naida
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Publicado por amizadepoesia em Julho 10, 2007
Somos todos viajores,
espíritos eternos,
em constante aprendizagem…
Cada dia é menos um,
nesta longa contagem…
Saber aproveitar esta estadia,
com amor e sabedoria,
já é uma boa garantia
de evolução espiritual.
O tempo requer urgência,
siga sua intuição,
deixe falar seu coração,
para não se arrepender depois.
Somos responsáveis por nossos atos,
cultive boas atitudes e hábitos.
Só assim podemos melhor aproveitar
o tempo que nos restar.
Acredite nesta certeza:
a morte é só da matéria,
a alma é eterna !
Ilze Soares
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Publicado por amizadepoesia em Julho 10, 2007
Começamos a morrer,
no dia de nosso nascer…
A vida é apenas uma passagem…
Façamos uma linda viagem,
aproveitando a paisagem…
Nunca perdendo a fé e a esperança,
nem o amor no coração,
mesmo que seja ilusão…
Basta o amor cultivar,
para a vida justificar…
Temos nosso destino…
Entendê-lo é preciso…
Vivê-lo é importante…
Saber viver é o bastante…
É preciso entender,
que é o corpo que vai morrer…
A alma vai continuar,
e depois em outro corpo retornar…
Deixemo-la pura,
para um retorno com ternura…
Marcial Salaverry
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Publicado por amizadepoesia em Julho 10, 2007
Amor… ele é o amor da minha vida…
Sim… ele é o meu amor… Senhor!
Mas só temos em nós… o amor…
Léguas de distância… e muita dor…
Grita nossa essência… nossa existência.
Todo o flagelo do mundo… nos atinge…
Um tempo sem esperança nos espreita…
O horizonte de vermelho sangue… se tinge.
Por que essa sina … assassina?…
Por que o querer… e não poder?…
Se são seus lábios… meu alimento?
Sua presença… minha vontade de viver?
Ele é o meu amor… minha metade viva…
É minha fonte… minha água bendita…
A sede louca… a fome que não sacio…
O meu luar, minha poesia mais bonita…
Calo na boca… seu nome tão amado…
O desespero… de tê-lo no peito trancafiado.
Sonhando com um encontro… que não chega,
E ele… ele sonha acordado… desesperado!
É a mim que ele ama… sou eu… o seu amor!
Sou a musa das suas poesias… sua rima…
Sou aquela… que o faz sorrir de verdade…
Ele é minha melhor poesia… minha obra-prima!
Quem nunca amou tanto… como nós dois?
Quem nunca amou sem querer e por querer?
Só quem amou… com tanta intensidade…
Poderá esse vulcão de desejos … entender…
Ele sou eu… eu sou ele… suas células…
Seu anoitecer… seu despertar… seu dia…
Ele é meu riso… meu sonho desesperado…
Minhas longas madrugadas… de agonia…
Ele é o meu pecado… meu terno menino…
Meu fruto maduro… doce… e proibido..
Somos os dois.. um só coração e alma…
Viver separados… é o nosso maior castigo!
Mary Trujillo
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Publicado por amizadepoesia em Julho 10, 2007
Viável é
Nosso amor
Embora tenso
Sem compungir
Vai sortido
Bem servido
Revirando
Sem revidar
A estrutura
Do verbo amar
E então
Devora-me o desejo
E sobre este digo que
Sobrevindo ao luar
Encontrado nos teus olhos
Suspiro…
E permito-me arrebatar.
Gerson F. Filho
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Publicado por amizadepoesia em Julho 10, 2007
Denegrir meu coração
Crestado na indiferença
Não seria difícil
Para seus jogos
Guardados no bornal de sortilégios
Sempre a sua disposição
Contudo eu
Que já naveguei
Na sordidez dos teus atos
Faço dessa escuridão o meu manto
Mesmo se na vontade morasse o pranto
Simplesmente represado
Na pura necessidade
Da sobrevivência
Uma vez que exposto estou
Aos seus delírios…
Gerson F. Filho
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Publicado por amizadepoesia em Julho 10, 2007
Queria escrever o poema mais lindo
Cantando hossanas ao nosso amor,
De um belo jardim ele seria advindo
Com as mais belas fragrâncias em flor.
Não contente com isso te levaria a ver
O mar, em toda a sua exuberância ali,
Onde o rio desagua sem esmorecer,
E os apaixonados trocam beijos assim.
Do nascer do sol te mostraria a manhã,
Rica de presságios e bem querenças,
E surgindo do céu um outro amanhã,
Olvidaríamos todas as nossas diferenças.
E quando, cansados, fizéssemos reparo
Na noite vizinha de nossos desejos,
Eu pegaria na folha alva e no aparo,
Para te cantar os mais lindos solfejos.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Julho 10, 2007
El amor nos consagra, la envidia nos mata.
Si te dicen que son tus amigos, entonces trata
De cuidarlos bién, pero si alguno te maltrata,
Perdonalo con el corazón abierto
Precipitación, pués no querrás ser juzgado,
Como ahora juzgas al otro. Deja que el amor crezca,
No lo encierres en seguida él te será mostrado
Como nunca, como a manhã precede el entardecer.
Y si amas haz de eso tu caballo de batalla.
No te justifiques mas defiendelo como nunca.
Que el amor, que ahora sientes, no es un inconveniente
Que se pueda inquirir superficialmente,
Como cosa parca y sin importancia,
Que se esparrama y torna todo tan breve.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Julho 10, 2007
Tengo más yos dentro de mí
Que yos propiamente confesados.
Y hay aquellos, que huyen de mí,
Completamente locos.
Y así me pierdo, en mis yos
Distraídos. Saber de mí, no se,
Solo que estos brazos no son míos
Y que todo lo que aqui está, lo soborné.
Duermo a la orilla del rio de mi sueño,
Que si este, que si otro, que se yo.
Es como si no fuera mi dueño,
En un camino en que todo era mío.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Julho 10, 2007
Pergunta ao luar, travesso e tão tafu,
quantas vezes meu pensar em ti pousou
cálido semblante a me fitar sorrindo,
entre as estrelinhas que a lua beijou.
Solitária adentro ao mar acolhedor.
De noite a chorar na onda toda azul,
relembro os momentos de sutil emoção,
em suave compartilhar do norte ao sul.
E a saudade invade um coração a espera
de que teus abraços não tardem a chegar.
Pergunta ao luar, do mar à canção
quantas vezes desejei ao teu lado estar.
Tão longe vai meu pensamento perdido
entre ânsias loucas e quimeras de ilusão.
Tantos são os enigmas do amor a desvelar
Qual o mistério que há na dor de uma paixão.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Julho 10, 2007
Que foi feito desta vida sempre em luta
por ideais elevados, abraçando causas,
ajudando gentes e consolando corações.
Porque é tão difícil realizar os sonhos,
quando tudo em volta parece não colaborar,
para que se encontre o próprio caminho.
Às vezes se vive em meio a pessoas,
que jamais conseguem realizar seus desejos,
e isso faz com que se tornem amargas.
E suas palavras são um desestímulo,
um constante convite a que se perca a esperança
e ouví-las é ceder o comando da nossa vida.
Ninguem pode nos dizer o que é melhor.
Sómente a nossa reflexão e sentimento,
podem nos indicar a melhor escolha.
Aquele que se deixa levar pelos outros,
se afasta cada vez mais de si mesmo,
podendo se tornar presa da desesperança.
Cuidai para que o filtro do bom senso
deixe de lado tudo o que é indesejável.
Orai e vigiai, para que razão e emoção
encontrem em você, o equilíbrio perfeito.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Julho 10, 2007
Noite comprida como o lamento triste
que corta a alma em dois pedaços.
Gotículas de suor percorrem o corpo,
e o sono arredio, tarda a chegar.
Qual bailarina dançando entre os lençóis,
ávida pelo suave abraço de Morfeu,
a insone hora percorre angustiante,
até que o cansaço cede lugar ao adormecer.
Na janela do sonho, um árido deserto
em que passos incertos avançam,
em busca de alguém ou algo que dê sentido,
à malograda existência solitária.
A príncipio passos lentos, que aceleram
até tornar-se uma desenfreada corrida,
em direção a algo brilhante no chão árido.
O que será encontrado? Qual seu significado?
Chegando bem perto, uma rosa branca
se abrindo esplendorosa, desabotoando-se,
oferecendo seu explendor ao olhar ávido do sentir
que a vida, pode ser tudo aquilo o que se deseja.
Contemplação plena, olhos extasiados de beleza
fazem despertar o ser interno, que acorda
antes que o amanhecer chegue e de um pulo,
salte da cama e abra as janelas do quarto e da alma.
A visão da rosa branca acompanha o ritual
em que o novo ser desabrochado sente que é hora
de renascer para a vida, reconquistando a felicidade
de sentir-se pleno de Deus, pronto a abraçar novos sonhos.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Julho 10, 2007
Te dei todo meu amor
Do meu jardim a mais linda flor
do mais inebriante perfume
de mais fulgurante cor
Te envolvi nos braços dos meus cuidados
te aqueci no calor dos meus carinhos
te envolvi nas paixões das minhas caricias
te protegi, com o respeito, na redoma do meu peito
Juntos vivemos fantásticos momentos
brincamos, passeamos, nos divertimos
nossas vidas dividimos
costuramos nossos destinos
De corpo e alma me dei
minha vida te entreguei
sonhei, devaneei, fantasiei
Por completo me iludi…me enganei
Pois todo meu amor você renegou
tanto tempo o regando, o alimentando
depois, indiferentemente, o abandonando
Um amor tão grande, no tempo, morrendo
No me coração o tempo fechou
a fonte secou, meu jardim murchou
sem luz, sem cor, sem perfume…ficou
A mercê da dor…dor da decepção, dor do desamor
Joe’A
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