amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Arquivo para Julho 14th, 2007

REFLEXOS DA AMIZADE

Publicado por amizadepoesia em Julho 14, 2007

A amizade reflete no espelho da alma
o que de mais puro podemos sentir.
É um espelho onde nos percebemos
como reflexo e como atores da vida.

Damos de nós o que melhor temos,
recebemos de volta a luz emitida,
damo-nos conta de nosso sentir e ver,
compreendemos melhor quem somos.

À cada palavra proferida nos ouvimos,
coisas que nem imaginávamos saber,
e nesse saber, nessa descoberta sutil,
edificamos e somos assim edificados.

Ainda que o falar seja contundente,
por vezes aparentando cobranças,
a amizade se perpetua nesses atos,
alertando, amando e vivenciando,
as qualidade e defeitos partilhados.

Amizade é mais que a aquiescência,
é, às vezes, saber renunciar o medo,
vasculhar nos baús os segredos,
e examinar a sua própria consciência .

Jorge Linhaça

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SÓ A FALTA DO AMOR SEPARA

Publicado por amizadepoesia em Julho 14, 2007

Vens sorrindo para mim, devolvo-te o sorriso,
Mundo encantado onde pouco mais é preciso
Do que o amor, que me dás tão gentilmente,
Fazendo-me sentir como a um qualquer crente.

E quando caminhas és qual dançarina, urdida
De caxemira e alecrim, retendo o sopro da vida
Em mil trejeitos alicerçados, quando danças,
Qual menina esquiva, em corrupios de tranças.

Teus passos tão serenos, teu jeito encantador,
De quem sabe o chão que pisa, traz consigo
Toda a candura, e em seu peito dorme o amor.

Que se abatessem aqui todos os cataclismos.
Que tu desaparecesses sem me levar contigo.
Ainda assim tudo isso seria apenas sofismo.

Jorge Humberto

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AJEITANDO A SOLIDÃO

Publicado por amizadepoesia em Julho 14, 2007

Teu sorriso adormeceu distante da face

Não te interessa usá-lo como disfarce

Essa ausência de jeito é fruto da solidão

Falta-te um amor pra te pegar na mão.

Ajeita-te com os descaminhos do vento

Permite-lhe te carregar como a uma folha

Que se aquieta muda e deita seu alento À espera que a terra seca a acolha…

Assim como em adubo a folha se tornou

Ofertando-te a flor que hoje quebras

Um amor por aí por certo te restou.

Deixa passar o frio que mora em ti

E na primavera loucamente tu celebras

Teu jardim que algum coração há de florir.

Marise Ribeiro

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MEU SER DESAJEITADO

Publicado por amizadepoesia em Julho 14, 2007

Meu ser desajeitado não tem um sorriso sequer,
Anda aos tropeços - alma lânguida - pelas ruas
Desta cidade, indo desembocar, porque quer
Não porque sou ou fui, nas esquinas mais nuas.

Viça uma flor, no jardim, pego-lhe pela mão,
Ei-la quebrada pela haste. Oh, ser gentío,
Quem te fez assim, louco e lúcido de antemão,
Caminhando na solidão, até que venha o frio?

Ah, antes ser louco! mas como ser louco aqui?
Minha vida nunca teve principio, meio ou fim.
E meu ser desastrado, sem um gesto sequer,

Caminha errante pela vida, como qualquer
Cousa de surrealista, que não parecesse mal,
A quem como ela no seu frémito fosse igual.

Jorge Humberto

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CUANDO EL AMOR VIENE

Publicado por amizadepoesia em Julho 14, 2007

   Si todo lo que me das regresa a ti,
            es sagaz amor, que no se puede dividir.
            Como si algo divino partiese de mi,
            Para las brumas oscurecidas hacer lucir.

            Cerejera en flor, con que repartimos
            el  día a día nuestro, de ternura y afecto.
            y es así, cuando no, que dividimos
            el  bien querer nuestro, aqui  de cerca .

            y si estoy contigo, nada mas importa,
            Gira el mundo al entretener el corazón,
            Que se presentía me golpea  a la puerta.

            Ven, amor, sigamos el  destino nuestro,
            Con buen sentido y tal vez alguna razón,
            en este mundo de ahora tan en desatino.

            Jorge Humberto

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Valores voláteis

Publicado por amizadepoesia em Julho 14, 2007

Tem tanta gente que se dá tanta importancia
Que exibe tanta arrogancia, intolerancia
Que se acha um iluminado
Um eleito para a imortalidade
Mas dando valor a tanta futilidade
Sem nenhuma generosidade
No tempo vivendo com inconsequencia
Parecendo que para ele o tempo nao passa
Que bebeu no calice de graal, da eterna juventude
Que nao necessita de nenhuma virtude
Se comporta com etiqueta, mas sem etica, sem moralidade
Ignora a fraternidade, a compaixão, a caridade
Seu mundo é o poder e o dinheiro
Desprovido de carinho, de atenção, de amor
Rodeado de amigos chacais
Invejado, detestado, odiado
Aparentemente se sente admirado, amado
Um dia se vai, levando somente pecados
Nao sabe que no tempo da vida até seu nome será apagado
Muitas vezes deixa até seus descendentes envergonhados
Vai morrer sem ter aprendido a viver
Sem ter deixado marcos ou lembranças
Pois quem vive sem amar, deixou por si a vida passar
Pois só o Amor é capaz de nos perpetuar

Joe’A

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CAMBALACHO

Publicado por amizadepoesia em Julho 14, 2007

Que o mundo foi e será sempre uma porcaria
isto eu já sei;
em quinhentos, seiscentos
e em dois mil também;
que sempre houve gatunos
maquiavélicos e trapaceiros
satisfeitos e amargurados
autenticos e dúbios,
mas o seculo vinte é um desdobramento de maldade insolente
já não existe quem negue;
vivemos envolvidos em um merengue
e no mesmo lôdo, todos, manipulados.

Hoje dá no mesmo
ser direito ou traidor,
ignorante, sabio, gatuno,
generoso, larápio.
Tudo é igual; nada é valorizado;
dá no mesmo ser um burro ou um grande professor.
Não há aplausos, nem escalões;
os imorais nos têm nivelados.
Se alguem vive na impostura
e outro rouba em sua ambição,
dá no mesmo se és um padre,
vigarista, trapaceiro,
descarado ou vagabundo.

Que falta de respeito,
que atropelo da razão;
qualquer um é senhor,
qualquer um é ladrão.
Mezclaos com Stavisky,
van Don Bosco e a Mignón,
dom Chicho e Napoleão,
Carnera e San Martin.
como na redoma irrespirável
dos cambalachos
se tem mesclado a vida,
e ferida por um sabre destemperado
vê chorar a Biblia frente a um inferno.
Século vinte, cambalacho
problemático e exasperado;
quem não chora, não mama,
e quem não rouba é um idiota.
Da-lhe uma esmola, dá-lhe que se vai,
que lá no inferno vamos nos encontrar.
Não pense mais, deixe para lá,
que a ninguém importa se nasceste honrado.
Tanto faz trabalhar
noite e dia, como um boi,
ou viver do trabalho dos outros,
que o que mata é o que cura
ou se está fora da lei.
Enrique Santos Discépolo.

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Amor transcendental

Publicado por amizadepoesia em Julho 14, 2007

Yo tengo el viento, tengo el sol, yo tengo el mar
yo tengo la naturalez ,
y toda su pujante belleza

Yo veo ,oigo y hablo
Yo temgo vida en todos los sentidos
Pueden aprisionarme y puedo perder
el viento, el sol y el mar,
asi como no poder apreciar
toda la belleza de la Naturaleza

Pueden mutilarme
y yo perder los sentidos
de oir, el habla ,el tacto

y no poder ver.

Pueden sacarme la vida
mi corazón dejará de latir …dejaré de respirar
y no perteneceré más a este mundo

Mas núnca , núnca , ninguno me va poder
podar, controlar o matar,mis pensamientos
Ellos pertencen, a mi esencia, a mi alma, a mi Ser…
Mi amor es eterno, ninguno me podrá impedir núnca …
Amarte …
(c)Joe’A

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LOUCO AMOR

Publicado por amizadepoesia em Julho 14, 2007

Nosso amor

Foi paixão

Foi ternura

Foi loucura…

Nosso caso de amor

Em seus altos e baixos

Teve momentos de paixão

Com sabor de loucura

Mas foi amor…

Nosso amor

Com o tempo esfriou

A paixão acabou

A distancia ajudou

Hoje em sonhos você voltou…

Por um momento sonhei

Em minhas fantasias viajei

Em seus desejos me entreguei

Em seu corpo me deliciei

Infelizmente foi neste momento

Que acordei…

A realidade é diferente do que sonhei

Do que busquei

Do que desejei

A como chorei…

Fafá Lima

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SILÊNCIO DAS PALAVRAS

Publicado por amizadepoesia em Julho 14, 2007

Em silêncio ficarei
      Com a dor
      Sem palavras
      Neste momento
      Do adeus…

      Guardarei em silêncio
      Minhas palavras
      Minha dor
      Minha saudade
      Meus versos
      Meu amor.

      Em silêncio continuarei
      Com minhas lembranças
      Meus segredos
      Em quanto viver.

Fafá Lima

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PERDIDA EM SONHOS

Publicado por amizadepoesia em Julho 14, 2007

Perco-me nos sonhos
      Que se foram
      Nas noites que não voltam
      Na lua que não surge
      Na saudade.

      Do que me adianta
      Sonhar com algo impossível
      Que jamais irá acontecer
      Cansei…De esperar…

      Cansei de lutar
      Por um amor
      Por um sonho somente meu
      É triste, mas aconteceu.

      Você jamais será meu
      Seu mundo é outro
      Outros sonhos
      Sem fantasias
      Sem amor
      Sem alegrias
      Este é seu mundo.

      Então siga seu caminho
      Que seguirei o meu
      Quem sabe assim
      Cada um será feliz
      Em seus sonhos
      Ou na escuridão

      Ficarei com meus sonhos
      Com a lua
      Com as estrelas
      Com a saudade
      Esta será a minha realidade.

Perco-me nos sonhos
      Que se foram
      Nas noites que não voltam
      Na lua que não surge
      Na saudade.

      Do que me adianta
      Sonhar com algo impossível
      Que jamais irá acontecer
      Cansei…De esperar…

      Cansei de lutar
      Por um amor
      Por um sonho somente meu
      É triste, mas aconteceu.

      Você jamais será meu
      Seu mundo é outro
      Outros sonhos
      Sem fantasias
      Sem amor
      Sem alegrias
      Este é seu mundo.

      Então siga seu caminho
      Que seguirei o meu
      Quem sabe assim
      Cada um será feliz
      Em seus sonhos
      Ou na escuridão

      Ficarei com meus sonhos
      Com a lua
      Com as estrelas
      Com a saudade
      Esta será a minha realidade.

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REENCONTRO

Publicado por amizadepoesia em Julho 14, 2007

No entardecer te reencontrei
Na calada da noite te amei
Como sempre desejei…

Hoje no silêncio da madrugada
Busco teus lábios
Teus carinhos
Teu amor…

Nosso amor andou por caminhos desencontrados
Hoje caminhamos lado a lado
Nosso amor é realidade.

Como um toque mágico
Nossos corpos se buscam
Amam-se e se completam

A tristeza ficou lá atrás
É passado…
A sua imagem não busco mais
Ela é uma realidade adormece
E amanhece ao meu lado.

Fafá Lima

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Túnel de Luz

Publicado por amizadepoesia em Julho 14, 2007

Penetrou
Num túnel escuro
Que pensou
Não mais sair

Quando já
sem esperanças
avistou uma luz
ainda tênue
que anunciava
o clarear do dia!

Tudo se banhou
De esperança
Ao ver
Que muita coisa
Jazia perdida

Mas havia outras
Para colher
No alvorecer
De um novo dia!
m.s. cardoso xavier

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