Arquivo para Julho 22nd, 2007
Publicado por amizadepoesia em Julho 22, 2007
Nos dias atuais quando o capitalismo, o consumismo e a prática de todos nós, indicam que se vale, ou o que se têm, ou os contatos que se têm. Em que por mais que brademos tomados de indignação, fazemos todos nós um belo discurso…
Vivemos e carregamos a tatuagem de uma sociedade egocêntrica, hipócrita e indiferente à miséria humana. Sucumbimos, sem distinção, aos impérios da neurolingüistica e do network, nos quais seus papas aconselham que só teçamos relações com pessoas bem sucedidas ou que nos elevem a tal patamar.
Num universo humano em que assistimos a escalada da violência e onde todo dia temos um referendo à impunidade, à falta de ética e a degradação dos velhos e bons valores. Onde a regra é vencer, ser bem sucedido, ou parecer ser. Num contexto social onde não há limites e dignidade parece coisa ultrapassada…
N’um poético lamento, leva o poeta com seus versos os seres humanos à refletirem nos valores que acicatam suas vidas.
Traz a poesia, no seu bojo, a beleza e a pureza que existe incrustada em todo ser humano. Emergem através da sensibilidade do poeta todos os sentimentos. Assim, desencadeia ela, a conscientização, buscando atingir a maior quantidade de pessoas possível.
Acrescenta a poesia, de forma eficaz e melódica, a valorização da vida e do ser humano. Não importa se lida ou ouvida, desde que o seja. Tampouco importa se ecológica, política ou romântica. Importa sim, que o poeta traga à si o compromisso de só a usar quando para através dela, ser agente formador ou de transformação. Não pode perder o poeta o referencial de que o afinizar leva à reflexão, ao auto-conhecimento. Mesmo que seu leitor faça uma releitura, que seus versos ganhem outra dimensão, ainda assim, não abuse, não minorize, não subestime. Seja o porta voz confiável!
Quiçá consigam os poetas, com seus versos, tocar a ínfima parcela da essência humana onde residem os verdadeiros sentimentos de fé, resistência, persistência e esperança. E que seus versos propagados à todos os recantos do mundo, iluminem obscuros corações com lampejos de carinho, ternura e amor.
Pois assim, talvez atinjamos a compreensão de que é urgente um resgate de valores para que tenhamos um mundo mais justo onde exista e coexistamos em paz.
Inicie a mudança, no texto e no contexto!
Luís Carlos Mordegane
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Publicado por amizadepoesia em Julho 22, 2007
Sabe o que
Eu gosto de você
É o seu jeito
De olhar de sorrir
E de falar
De olhar
Com olhar carente
De sorrir
Esse sorriso
Maroto
De falar
Com voz
Aveludada
E sensual
Sabe porque
Eu gosto de você
Eu gosto
Porque eu gosto
E isso me basta
E assim
Eu sou feliz
Tendo você
Perto de mim
ABittar
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Publicado por amizadepoesia em Julho 22, 2007
Sou covarde sim:
Falta-me a coragem
para abandonar os amigos
para desistir do amor
para deixar meus conceitos
para calar diante do mal
silenciar ante os engodos
emudecer ante o descaso
fingir que tudo vai bem
esquecer minhas crenças
Sou covarde sim !
Falta-me a coragem
para aceitar os desmandos
compactuar com a hipocrisia
esconder minha agonia
ocultar a minha dor
disfarçar a minha ira
afastar a luz do dia
render-me ao medo infundado
esconder os meus pecados
sob a égide do torpor.
Sou covarde sim!
Falta-me a coragem?
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Julho 22, 2007
Por mais que queiramos o tempo
Não volta atrás nem se compadece
Com as horas que vão no vento,
Só porque o relógio incauto carece.
Quem inventou o relógio não tinha
O que fazer e criou esse empecilho,
Que nos castra a vida, lendo a linha
Da palma de nossas mãos, como linho
Que nos veste dos pés à cabeça
E nos faz estorvo de noite e de dia,
Reclamando a sua dúbia sentença.
Onde a liberdade aqui, ó rectidão,
Dos espaços vazios!, fútil cirurgia,
Que nos rouba os laços do coração.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Julho 22, 2007
Teu sorriso rasgado me encanta,
Tua voz tranquila me acalma,
E no teu rosto é que vejo quanta
Verdade há nele - como a palma
De minha mão, que te acaricia,
De manhã à noite, emprestando
Ao néon das luzes a robustez do dia,
Lindas figuras aí desenhando.
Teu cabelo farto, lembra a tez de uma
Cigana, caminhando audaz pela rua,
Movimento qual fosse uma pluma,
Que, dada ao vento, buscasse no ar,
Que a sustenta, a dança semi-nua,
Que ela cede aos deuses a lembrar.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Julho 22, 2007
Esta vida sin norte, tan cruel conmigo,
Me hace andar por las calles hecho un mendigo,
Buscando algo que ni siquiera existe,
Esquinas donde perdí lo que aún había.
Intenté abrir las puertas de la percepción,
Fuí más allá del conciente de mi ser ausente,
Manteniendo intacto mi débil corazón,
Aún que caminando del todo inconciente.
Me entregué a todo con extrema devoción,
Renegué a diós y a sus enseñanzas,
¿Por que me espargieron la extrema unción?
Agnóstico soy, pués creo en la ciencia,
¿De que me sirvem mis lamentos,
Si ni cuidaba da mi apariencia?
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Julho 22, 2007
Si te sueño, si te espero y desespero,
Más grandes son las ganas
De tenerte, en mis brazos, como
Si la mañana
Fuese una simple consecuencia de nuestro amor.
Pero nada ni nadie puede aquí suponer,
A bién de la verdad y de los hechos,
El tamaño de nuestro amor.
Y, aún que
Separados, por este oceano, que nos frustra y
Mantiene, día tras día, en la convulsión de
Nuestros deseos más íntimos, es él que nos eleva
A otras dimensiones, que muchos quieren negar.
Pero, verdad sea dicha que yá no puedo pasar
Sin tí,
Y es con tu rostro
Que juego, viendome otra vez niño,
A tu espera, a tu espera.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Julho 22, 2007
Como dizer-te que te amo com palavras
simples, claras e convincentes, que não
deixem dúvida alguma.
Como dizer-te que te amo, quando
meus olhos não sabem ver-te de outra
maneira, mais que amorosamente.
Como dizer-te que te amo, se sabes
que não sou capaz de ferir-te, nem demonstrar
minha perturbação diante de teu silêncio culpável.
Como dizer-te que te amo, adivinhes
que meu futuro não posso vislumbrar-lo sem ti
e meus passos são quase um eco dos teus.
Como dizer-te que te amo, quando sei
que sou prisioneiro de tuas promessas
e teus braços, de teu olhar e de teu sorriso.
Como dizer-te que te amo
quando minha vida faz muitos anos
consiste em formar parte com a tua
para sempre e por sempre.
Como dizer-te que te amo,
se constas que o simples
pensamento de perder-te
me tira a respiração.
Como dizer-te que te amo,
sem fazer-te prisioneira deste
sentimento e que minha força
reside em amarte como o faço.
Como dizer-te que te amo mais que a mim mesmo
que foste que pôs ese formoso sentimento
em meu peito, o qual sempre florecerá em meu
coração.
Sobra dizer-te que te amo porque…
Tu és minha lua e meu sol
o ar que respiro, parte de minha alma,
e o mais que agradeço a Deus.
Como dizer-te que te amo…
Quando tu és tudo que sou!
Bebo
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Publicado por amizadepoesia em Julho 22, 2007
Un dia, al despertar
y abrir los ojos al día
vas a volver a ver el sol
que brillará especialmente para ti
Entonces en este dia percibirás
que a pesar de todo lo que pasaste
siempre algo quedó
aunque siempre lo dejabas atras
Quedó todo , lo que has hecho
fuerabn los dolores de tristeza
o los colores de la alegría
valores heterogeneos en sentimientos homogeneos
Y en ese instante te darás cuenta del valor real
que retornó todo tan simple
porque conociste perfectamente tu interior
y es bastante ya, así entender el exterior
el estar bien contigo misma
y al mismo tiempo con la vida
y la vida graciosamente te acogerá
por haberte conocido en la humildad
que es la mayor belleza del Ser
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Julho 22, 2007
O amor que você plantou, cultivou em mim
A cada dia mais intenso, mais exuberante
De robustas raízes, resistente
A ventanias, terremotos ou tempestades
É um amor que sombreia minha paz
Um amor que me completa, que me satisfaz
Que toda agonia da vida com ele se desfaz
Um amor que abraça a paixão, no calor de suas chamas
Chama que não se apaga
Que aconchega o coração
Mantém acesas as brasas da paixão
Fervente sedução, vulcânico tesão
Um amor de ciúmes, de possessão
De aconchego, de compreensão
De prazeres, de satisfação
De magoas, de perdão
Um amor com todos componentes da paixão
Cheio de emoção, de sensações,
Um amor com razões
Ou em paixão sem nenhuma razão
Um amor que avassala,
Que se entrega
Que exige, que recebe
Que compartilha, altruísta ou egoísta
Um amor
com erros e defeitos
com acertos e atributos
Um amor de coração…em toda sua extensão
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Julho 22, 2007
Nossa luz aquele espelho
Sem lenço ou documento
Teus olhos nossos momentos
Magia de segundos
Amor que move o mundo
Louco para te ver voltar
Tão perto para não mais partir
Infinito e sem medidas, belo e esplêndido.
Sinônimos,
Do amor que tenho por ti
Teu sentimento meu capricho
Uma luz meu caminho
Por todo instante e para toda vida
Minha alma gêmea,
Metade de um mesmo brilho
dos Santos
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Publicado por amizadepoesia em Julho 22, 2007
Tomado por saudades que me chegam agora
Voltando ao passado e revivendo fatos
Alegria e amores, sonhos e dissabores
Um destino muitas escolhas
Teu sorriso meu equilíbrio
Quem dera pudesses,
Anunciar lembranças doces
Para um sentindo escondido
Uma emoção sem abrigo
Um amor sem destino
Que bate em minha porta
Mostrando-me fatos, entre cenas ao acaso
De lugares distantes belos e singelos
De uma vida
Da nossa história,
Para sempre e por agora
Recordações,
Por toda a vida para toda a hora
dos Santos
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Publicado por amizadepoesia em Julho 22, 2007
Aos amigos conto agora
Uma história, nossa saudade
Com lágrimas e sorrisos
Re-lembrando aquilo que ficou adormecido
Entre sonhos perdidos
Simples e incontidos
Uma vida,
Em prosa e verso
Com sentimentos simples e modestos
Por uma moça, tão bela dama
Que vi entrar para não mais passar
Por isso guardo com cuidado
Lembranças de beijos molhados
Sinceros e delicados
Que contam momentos
Eternos e verdadeiros
De um amor simples
Mas bonito por inteiro
dos Santos
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Publicado por amizadepoesia em Julho 22, 2007
Pérolas imaculadas dependuradas
Nas estrelas do Cruzeiro do Sul
Lágrimas de luz que contam uma história
Mais antiga que o latim
Sobre a vulnerabilidade do homem
Frente a intocabilidade da mulher
Lábios apaixonados não mentem
Desejos de fogo em nossas veias
Pode a escuridão do cimento
Envolver nossas faces animais
Os olhos de Vênus brilham
Frias luas de inverno
Continue cantando sua ode
Enquanto pode arrastar a espada
No campo de batalha das avenidas
Em noites chuvosas desabam cabeças aéreas
Raios ! Trovões ! Explosões!
Ainda a amo,diz este coração de pedra…
Carlos Assis
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