Arquivo para Julho 26th, 2007
Publicado por amizadepoesia em Julho 26, 2007
El Condor passa sobre os Andes
E abre as asas sobre nós.
Na fúria das cidades grandes
eu quero abrir a minha voz.
Cantar, como quem usa a mão
Para fazer um pão, colher alguma espiga;
Como quem diz no coração:
- Meu bem, não pense em paz
Que deixa a alma antiga!
Tentar o canto exato e novo
que a vida que nos deram nos ensina,
pra ser cantado pelo povo,
na América Latina.
Eu quero que a minha voz
saia no rádio e no alto-falante;
pra que Ines possa me ouvir,
posta em sossego a sós,
num quarto de pensão,
beijando um estudante.
Que vem de trabalhar bastante
Escute, aprenda logo a usar essa dor
Quem teve que partir para um país distante
Não desespere da aurora,
e recupere o bom humor!
Ai! Solidão que dói dentro do carro!
Gente de bairro afastado,
Onde anda o meu amor?
Moça, murmure:
Eu estou apaixonada!
E dance, sem nenhum pudor!
E, à noite, quando em minha cama
For deitar minha cabeça
Eu quero ter daquela que me ama
O abraço que eu mereça;
o beijo, o bem do corpo em paz,
que faz com que tudo aconteça;
e o amor que traz a luz do dia
E deixa que o sol apareça
sobre a América, sobre a América
sobre a América do Sul
Jessé
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Publicado por amizadepoesia em Julho 26, 2007
Tem sido raro se conversar
E a dura estrada nos deixou insensíveis ao fato
De que somos amigos fiéis
Sem diferenças reais
Ah, vem me acompanhar
Nessa aventura a gente se ajuda
Tem sido raro se conversar
Cada atitude mostra nítida necessidade
Cada lágrima é um ponto final
Cada aceno de adeus mais cruel
Ah, vem me acompanhar
Nessa aventura a gente se ajuda
Cá entre nós qual é o valor
De um jogo de idéias a nos dividir
Se preferir algo melhor
Eu posso estar ao seu redor
Tem sido raro se conversar
Somos pessoas que precisam e não têm companhia
Quando alguma palavra mentir
E qualquer pensamento agredir
Ah, vem me acompanhar
Nessa aventura a gente se ajuda
Cá entre nós qual é o valor
De um jogo de idéias a nos dividir
Se preferir algo melhor
Eu posso estar ao seu redor
Jessé
Guilherme Arantes
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Publicado por amizadepoesia em Julho 26, 2007
Deja que se deslice tu sendero
por el lado salvaje de mi vida,
y adéntrate en la lúbrica guarida
de mi complicidad; allí te espero.
He dejado de ser apeadero,
y ahora soy, a mi edad reverdecida,
estación terminal, sin despedida,
en la que no me siento forastero.
Me veo como el hombre que regresa
a sus orígenes, y al fin se expresa
con claridad que otros dirán maldita.
Soy quien soy, quien debí haber siempre sido
y a su albergue sensual se ha recogido;
te espero allí, no faltes a la cita.
Francisco Álvarez Hidalgo
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Publicado por amizadepoesia em Julho 26, 2007
Meu doce amor,
minha doce poeta
Amor de mil loucuras.
Simplesmente amor.
Você descreve em versos e prosa
a beleza natural.
Do céu, das estrelas da flor.
Descreve com perfeição sobre a
vida, do cotidiano e até da luz
que envolve o ser humana.
Só não consegue me descrever.
Falar do amor que sinto.
Do quanto te quero, da minha
sensibilidade por ti.
Consegues versejar sobre o buquê de
flores que te enviei, com frases de efeitos.
Mas eu não recebo tua palavras.
Se tens o desejo e esse ainda não
aflorou com intensidade, deixa-o
eclodir, porque vou permitir
que sintas o que é o amor.
Paulo Mello
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Publicado por amizadepoesia em Julho 26, 2007
Sou poeta…
Encanto-me com o belo e
inspiração nunca me falta…
Se vejo uma rosa, descrevo sua
beleza, seu aroma e sua cor…
Se vejo um pássaro, descrevo seus
tons e até os sons do seu cantar…
A lua, as estrelas e o mar, me contam fábulas
de outros mundos, é tanta a emoção que eu
descrevo com perfeição, as minhas sensações…
Meus momentos são ternos, me amo,
fico leve, fluídica…me elevo…
Amo, e há algo de eterno neste meu amar,
e eu descrevo o desconexo, o indecifrável
estado de um coração apaixonado que
nunca niguém entende, só sente…
Sou poeta…
Estou a namorar a tua boca, posso até
descrever o contorno, mas não posso
descrever qual o sabor que brota dos lábios teus…
Beija-lo, seria uma solução…
Você deixa?
Naidaterra
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Publicado por amizadepoesia em Julho 26, 2007
Anoitece…a chuva cai incessante.
Gotas sobrepostas, seqüenciais,
a cobrir o solo. relva, matagais,
Indolente chuva, pranto constante.
A melodia monótona e nostálgica,
faz a alma mergulhar no passado,
relembrar os sonhos almejados,
florescer as memórias atávicas.
Chove, goteja, molha, encrudesce
sentimentos já agora adormecidos
arquivados sonhos de sua benesse
Lágrimas extintas, avatares perdidos.
Chuva que minh’alma entristece,
conturbando assim meus sentidos
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Julho 26, 2007
Hoje vou escrever palavras ao vento,
Sem qualquer siso ou discernimento,
Apenas pelo prazer de escrever
O muito que ainda tenho por dizer.
Não serão palavras veladas a eito,
Aquelas que transporto no meu peito,
Mas um rol de frases que satisfaçam
A curiosidade dos que por aqui passam.
No entanto não calarei o grito mudo,
Nem deixarei que castrem a poesia,
Rima a rima, verso a verso: e é tudo.
E com tudo isto vou para outro lugar,
Construindo a noite, dando vida ao dia,
Onde as pessoas possam lá estar.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Julho 26, 2007
Tudo cabe na mesma rima,
Da sílaba ao verso popular,
E o poema é como a esgrima,
Fresta por onde corre o ar.
O sol se põe e se levanta,
Num ritual bem ancestral,
E é minha a voz que canta,
A natureza do reino animal.
Eu sou o poeta da natureza,
Aquele que vê sem ver decerto,
Pois duma coisa tenho certeza,
Só vê quem tem o livro aberto.
Aprendi muita coisa, aqui e ali,
Acautelei-me dos inimigos,
E, hoje, porém, dou por mim,
Cercado de meus amigos.
Nesta trova com ou sem rima,
Procurei dar o melhor de mim,
Vivemos num mundo sem estima,
Onde cada um quer saber de si.
Uma palavra de esperança
Vos deixo, como balões no ar,
Guardem o sorriso da criança,
Para que a podeis estimar.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Julho 26, 2007
Planté en mi jardín, a la orilla del agua,
La más bella flor que yo recordé,
Saliente era la piedra donde la sembré
Con nenúfares para irrigar el agua.
Hoy, viendote crecer, eres el orgullo
De todos nosotros, que te miramos absortos
Vislumbrando los pequenos tallos,
Que nacem poco a poco en la marejada
De las aguas del río, que plácidamente
Corren cuesta abajo, de la naciente
Buscando su refugio ampliamente.
Esa flor eres tu, Nan, mujer amada,
Que lozana estás hasta donde hay nada,
Lista para ser cogida y rescatada.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Julho 26, 2007
Información, radio, periódicos, televisión,
¿Donde está nuestra lucidez?
Si somos blanco para cañones,
Se debe eso a nuestra insensatez.
Revistas color de rosa, fotógrafos,
Niñas paseando sus cuerpos
Para masturbadores retrógrados,
Que no son más que unos cerdos.
Que prometem mundos y dinero,
Para que las niñas deslicen
Por las passerelas o por las cloacas.
Todo esto me da asco, me revuelve
Las entrañas, y, no me dicen,
Por qué el vómito siempre vuelve.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Julho 26, 2007
Un amor como el nuestro
fue plantado en sentimientos tan fuertes
que haja o que houver
no terminará jamás
Puede vivir al sol inclemente
neviscas con frios congelantes
vendavales de grandes tempestades
con relámpagos, truenos y tifones
Un amor como el nuestro
nada lo puede destruir jamás .
Ni la intriga, ni la envidia
ni la infamia, ni la calumnia
Este amor, ninguno puede separar jamás …
Ni todas las más difíciles dificuldades
ni todas las provaciones de la vida
un amor como el nuestro no sucumbira jamás
(C)Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Julho 26, 2007
Amar você
É se dispor a sofrer
você não sabe dar, nem amar
somente quer ser amada, receber
Lutou para conquistar
mas não sabe manter
fica alerta apenas se sente
que pode perder
Se tem a posse
mantém a guarda somente
deixa passar fome e sede
de alegrias, de felicidade
Sem cuidados, sem carinhos
sem viço, sem brilho
Angustia, ansiedade
por insaciedade
Por mais que lhe dê
você sempre mais quer receber
Sem nunca ou pouco corresponder
nem ceder, nem compreender
Meu amor não tinha medida
sinto que já tem alguma divisa
Somente tinha primavera
A paixão está no fim do verão
O amor sentindo o outono
A paixão com receio do inverno
Desejando com você nova estação
As cores e perfumes da primavera no coração
Joe’A
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