Arquivo para Agosto 4th, 2007
Publicado por amizadepoesia em Agosto 4, 2007
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Gonçalves Dias
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 4, 2007
Há tempos atrás
Amável cavalheiro
Sentia imenso prazer em ser meu amigo
Eu, por displicência ou por
falta de inteligência
Não consegui lhe dar esse prazer imenso
Hoje, estou dominada por uma
sensação de remorso
Revolta contra mim mesmo
Deveria no mínimo ser mais educada
Agradecendo pela intenção da amizade
Nestas linhas delicadas e atenciosas
Resolvo pedir desculpas
Mas…paro pensativa
Quando o amável cavalheiro receber,
Terá prazer em ler
Em me responder?
Ou aquele prazer de ter-me como amiga
Era apenas transitório
Com data e hora marcada.
Se eu continuasse calada
Ou quem sabe concordasse com suas palavras
Isso lhe daria prazer?
Ou consideraria-me uma pessoa
sem personalidade
Que aceita tudo calada
e nada responde!
Seria certo agir dessa maneira?
Lamento não ter conseguido manter
a troca de dar e receber
Pensando bem, chego a uma conclusão
O cavalheiro é que fique sem explicações
Afinal, tentei manter a troca
E se leio o que não gosto,
Não sou obrigada a responder o
que gosta de ler.
Uma coisa estive pensando
Como é profundamente egoísta
Este hábito mundano
De marcar hora, data e também estar dentro
da ética
Para dizer a um amigo te amo.
Se eu amo meus amigos , pronto!
Eu simplesmente amo, sem precisar receber
nada em troca
Amo, porque acredito no amor
Se sou ingênua por acreditar no amor
Em nome do amor
Corro os riscos.
E a cada dor, me renasço , mais forte
O amor é parte essencial do meu viver.
O ideal seria que se alguém
Nos escolhe como amigo
É ser amigo de fato
E se o amor que declaro o incomoda
Basta dizer na lata
Eu não, portanto…
Nada haverá em troca,
nem mesmo esse amor lindo que aqui você retrata.
NELIM MONTI
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 4, 2007
Esculpido texto de um verso
silêncio da madrugada
ar inspirado
sinfonia coro do vento
tênue brisa folhas dançam
passo lento direção do cominho
eco do anjo despertando estado d’alma
introduz no espaço divino
essência da rosa exalando perfume de Jesus
encanto da palavra
lâmina fina da alma
morada da paz
infiltra acalentando o Ser
seiva do amor de Deus
plasma superfície solar
luz do dia irradiando energia
bendita aurora despontar da vida
nascendo da luz
amando ao próximo
Lucia Trigueiro
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 4, 2007
Escrevo com minh’alma nua
Assim posso mostrar-me tua
Tu és em minha vida, euforia!
Faz-me libertar o amor fantasia
E quando a deusa do amor desce
Em delícias meu corpo se despe
Incorpora-se tua amante perfeita
E teus desejos me são doce prece
Em rimas meus versos de amor
Com malícia e sem falso pudor
Por ti mostram os meus desejos
Na ânsia por receber teus beijos
E quando os versos se encontram
Formam-se nós de luz e calor canto
Abrem-se em mim clarões de amor
Cingindo volúpias ao meu corpo
Luli Coutinho
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 4, 2007
Os pensamentos
são profundas verdades
que os pensadores deixaram para nós.
Por ser importante para todos,
deixo o que está escrito no alto,
como grande segredo para reflexão.
O que?
Não vai me dizer que não entendeu
só porque vai na alma?!
Aaah, porque está em Hebraico?
Está bom, vou traduzir,
mas só dessa vez
rss
“A JUVENTUDE É UMA DOENÇA DA QUAL TODOS SE RECUPERAM”
Beijo meu,
Rivkah
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 4, 2007
Se sua vida te oferecer.
Dor, suporte.
Se alegria, ria;
Se amor, ame;
Se tristeza, chore;
Se raiva, exploda;
Se lição, aprenda;
Se fraqueza, fortaleça-se;
Se música, dance;
Se luz, veja;
Se escuridão, escute;
Se prisão, sonhe;
Se liberdade, goze;
Se atração, junte;
Se paixão, entregue-se;
Se morte, renasça;
Se ’simplesmente’ vida,
Agradeça.
Sah Elizabeth
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 4, 2007
Por toda a vida… E além desta vida…
Os anjos disseram amém… Amém!
Foi esse… O nosso belo juramento…
E nosso amor foi muito… Muito além!
Não… Não respiro sem tua presença…
Sem teu beijo… Sem tua cumplicidade.
Teu olhar é sombrio… Sem o meu olhar.
Teu minuto… Um século de saudade!…
Tu és o sol… Sou a flor que o espera…
Para desabrochar na bela primavera…
Sou o teu motivo maior… Tua inspiração,
Aquela que tua existência exalta, venera!
É o teu amor… A minha oração, minha fé…
Minha voz… É a tua vontade de viver!…
Juramos… Sim… Juramos sem saber…
Que nosso juramento jamais iria prescrever!
Juramos meu amor… Juramos bem sei!
Sabemos os dois da força que nos liga…
Seguiremos prometidos, apaixonados…
Sempre… Vida afora… Por toda a vida!
Mary Trujillo
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 4, 2007
Quando foi que trocamos um beijo
D’aqueles de incendiar até a alma?
Há quanto tempo não somos companheiros
D’aqueles que podem e partilham segredos?
Quando foi que trocamos olhares
Que não fossem de raiva ou indiferença?
Há quanto tempo não rimos juntos
Uma boa e sonora gargalhada?
Quando foi que necessitamos começar
Um do outro a esconder-se?
Há quanto tempo não sei o que se passa consigo
Nem tu sabes o que se passa comigo?
Quando foi que nossos silêncios aumentaram
Simplesmente por medo de falar?
Há quanto tempo preciso ter medo de ti
E tu precisas temer-me… a mim?
Quando foi que começamos a acusar
Um ao outro da própria infelicidade?
Há quanto tempo nós não fazemos
Nada que faça o outro feliz?
Quando foi que começamos dormir juntos
Ambos calados em nossa solidão?
Há quanto tempo deixamos de ser “um”
E passamos a conviver como estranhos?
Quando foi que começaram os segredos
Que não ousamos revelar um ao outro?
Há quanto tempo não fazemos amor
Quinze dias, quinze meses ou quinze anos?
De que me acusas?
De que te acuso?
Sinceramente… não sei.
Mas sei que dói demais!!!
Imaculada Catarina
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 4, 2007
Por mais que digas que não é por ti
Que espero. Sei que me amas, sim
Quão longa, a espera, não sei dizer.
Só que tudo será a nosso belo prazer,
E, quando nos amarmos, não sobrará
Pedra por sobre pedra, e o mais que há.
Somos dois românticos sem ter cura,
Numa tremenda e enorme desenvoltura,
Que nos faz dois pouco mais que loucos.
Combinemos pois caminhar aos poucos,
Num curso sinuoso de um belo rio
E atravessemos o mundo de fio a pavio.
Vestiremos as nossas melhores roupas,
Para atenuar estas vozes roucas,
De nos chamarmos insistentemente,
Como quem chama ardentemente
O seu ente querido e não obtém resposta,
Para a sua breve e intrépida proposta.
E, assim, dou por findo este poema,
Que correu limpo sem qualquer esquema,
Pois que o nosso amor não tem igual.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 4, 2007
Ainda não estou preparado para perder-te!
É que a lua ainda encerra em si a beleza da madrugada
E o orvalho, que pende das folhas,
São o meu choro, nas águas o marulho,
Que verte sem sentido de destino ou chegada.
Ainda não estou preparado para perder-te!
Pois os campos encerram em si os braços dos homens,
Os braços que eu gostaria de ter um dia se a poesia
Se me escapasse pelas mãos, como ampolas de sangue,
Vestindo meus dedos delicados e refinados.
Ainda não estou preparado para perder-te!
Pois todos os sonhos são aqui possíveis e tu, embora
Tímida, vens com eles, para me enlouquecer os sentidos,
Com o teu ventre amistoso e desejado,
Pelos homens pobres da aldeia que eles guardam com afinco.
Ainda não estou preparado para perder-te!
E há luz mortiça do castiçal vejo a tua sombra no espelho,
Correndo para cá e para lá, como que procurando algo
Que tivesses perdido e não lhe achasses o sentido.
Mas, e o que fazer de mim, se sou aquele que te diz do amor?
Ainda não estou preparado para perder-te!
Ah, quem dera aqui, todas as aves viradas ao futuro,
Sobressaindo-lhes a vontade de um querer irreversível,
A mesma vontade férrea que eu tenho a cada instante meu
Que faço nosso por nos amarmos.
Ainda não estou preparado para perder-te!…
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 4, 2007
Podem levar-me tudo, até a própria vida,
Porque sem ti sou nada e nada anseio.
Oh! Alma impura, que fizeste da divina
Colheita, que o amor te trouxe com enleio!
Não como, não durmo, meu pensamento
É contigo e eu sinto que desfaleço aqui,
Sem saber sequer o que me traz o alento,
Porque não te tenho mais junto a mim.
Sim! Errei mas quem não erra, enfim!…
E eu, que queria cuidar de nossas ânsias,
Vi-me sozinho neste deserto sem fim.
Que faço eu agora de mim, nada importa!…
Foram-se as batalhas e as militâncias,
Sobrando-me a clausura ou uma porta.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 4, 2007
Não existem silencios
quando a olhamos,
porque a alma pulsa,
porque o céu
estala
e porque a lua
esta cheia de amores,
e o amor palpita,
o amor derruba
silencios escuros,
con sua sinfonia
de lua engastada
no céu branco,
da noite negra.
Que tua lua cheia,
seja meu plenilunio…
Que minha lua branca
seja tua branca lua…
E tua lua crece,
e minha lua mingua…
E tua lua mingua
e a minhaa cresce…
E minha lua nova,
é tua luna cheia…
E tua lua nova,
é meu plenilunio…
e tua lua cheia
é minha lua cheia…
Porque, nesta noite,
nossas mãos juntas,
moldam a lua,
para torna-la nossa.
E, nossa, sorri
seu branco sorriso,
de lua engastada
na noie branca,
de seu céu negro.
Nossas mãos juntas,
formam uma lua,
que apertam a lua
para conquista-la:
lua prisioneira,
de almas juntas
-como nossas mãos-
de almas cheias
-como nossa lua-.
Perdoa-me, amor
meu rei enluarado,
que sob os olhos,
do céu estrelado …
Sem soltar tuas mãos,
no céu imenso
de teu amor,
e olho a lua,
a lua infinita,
a lua imborravel
de teus olhos que amo…
Eileen .
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 4, 2007
La mujer..de cualquier tipo, raza o color…..
nada tiene mas promoción con tanto ardil y arte
Apela, con gracia, para todos o unico que sea el atributo
con mucha propriedad, intuición y criatividad
Cada promoción es individualizada, personalizada
cada predicado es avalado con apuro
cada atributo debidamente realzado…
cada deficiencia habilmente disfrazada
Apelando para todo y cualquier artificio
sea una joya o un bello vestido
que realce las porciones atrayentes
que substantive las partes estimulantes.
Nunca subestima la concurrencia
que con sutileza desprecia
Nunca en ninguna confía
Convive con estrategia y astucia.
Todo enfeite adquiere vida
con sensualidad instintiva, danza
la danza de la seducción, de la conquista
del alma. del corazón del cazador de la pasión
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 4, 2007
Se discute tanto a necessidade de educação
Mas o estado promove, mal, apenas a formal
não ressaltando o todo da educação
Como a educação, moral, a cívica, a social…
Já não se vê a devida educação no seio do lar
A própria família já não é bem educada
A cada dia que passa mais desarticulada
menos amada , mais desrespeitada
Célula social em plena degeneração
sociedade doente, sem educação
sem princípios, sem representação
Sem moral, sem tradição
O Estado indiferente, ausente
em estado de deterioração
caminha sem solução
Políticas ambivalentes
Filosofias divergentes, dissonantes
Povo indiferente, distante
Sociedade sem participação
Sem interesse nem união
Sociedade do Estado dissociada
se omitindo de sua responsabilidade
míope para sua própria realidade
que não cobra nem é cobrada
Compondo uma tecido social cada vez mais ignorante
cada vez mais mal educados, sociedade truncada
Pais sem educação, não sabe dar orientação
Escolas que mal sabem dar instrução, muito menos educação
Caminhamos sem princípios sem filosofias
Sem cultivar os valores morais
Nem religiosos nem espirituais
Caminhos sem sentidos, nem fins…
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 4, 2007
Quantas vezes nos perguntamos como será o amanhã…
Será que encontramos a resposta certa…
O amanhã deveria mudar para o agora, neste momento.
O mesmo pode acontecer em nossos lares,
com nossos amigos, companheiros.
Quantas vezes erramos por achar que o amanhã
seria um novo dia, deixamos por comodismo
ou quem sabe até por preguiça
Não demos um abraço amigo
Não perdoamos quando devíamos ter perdoado
Não fomos honestos nem com nós mesmo
nem com nosso próximo.
Por que era mais fácil deixarmos para amanhã.
Só que muitas vezes o amanhã foi tarde demais
Para nos acalentar
Para nos orientar.
É o amanhã deve ser o agora neste momento
Então nunca deixe para amanhã
o que você pode fazer agora.
Vá de seu ombro amigo
Seu abraço
Seu sorriso
Seu perdão
Suas palavras de carinho
Seja companheiro
Seja amigo acima de tudo.
Quem sabe desta forma
Quantos dissabores deixaram de existir
Quantas lágrimas deixaram de cair.
E se houver de cair lágrimas
Que sejam lágrimas de alegria
De emoção.
Ser companheiro e honesto consigo mesmo
exige forças muitas vezes além dos nossos limites, mas vale a pena.
Quando este companheirismo nasce de dentro pra fora, ele nasce com muita força e amor.
Com o amor, companheirismo, honestidade nada é impossível.
Com o amor construímos uma humanidade melhor,mais humana com nossos semelhantes.
Quando o amor, honestidade unidos
com o companheirismo andam juntos
conseguimos servir e construir
um mundo bem melhor.
Fafá Lima
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