Arquivos para Agosto 14th, 2007
Publicado por amizadepoesia em Agosto 14, 2007
Os habitantes daquela casa
Falam uma língua estranha
A menina ouve as estrelas
E sua mãe tece teias
Iguais a da aranha
O pai daquela família
Tem um belo aperto de mão
O filho tem a tempestade nos olhos
E a brisa no coração
A casa deles não tem alarme
Só tem uma varanda
Com uma cadeira de balanço
Tudo parece tão plano
E no canto da sala
Tem um piano
Que todos eles tocam
Os habitantes daquela casa
Só se entendem entre si
E fora dali
Os outros são todos invisíveis
Por isso elas são tão incríveis
Grandes almas pequenos egos
Porque são uma família de cegos
E só enxergam um ao outro
Andre Luis Aquino
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 14, 2007
“… Não é amor
de chuva de verão;
nem de dois na cama
numa tarde chuvosa;
tampouco paixão tardia
de mulher descasada…
É amor de curtição,
de amoração,
de perdição,
de salvação…
Amor que bate e rebate
na rocha do nosso passado.
Amor que não tem hora,
que faz o tempo diluir
e escorregar pelas mãos,
feito ouro arenoso…”
Soni@ Pallone
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 14, 2007
Todo poema tem fotos do teto piso e paredes
Tem certidão de nascimento destino e porta de saída
Todo poema cansa de se revirar em um quarto escuro
Aves dia e noite atravessam a barreira de som da mente
Todo poema traz pesadelos ou sonhos a céu aberto
Parte direto de um coração sem gaiola para outro alguém
Será fruto de um mundo excepcionalmente amorfo?
Rosangela_Aliberti
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 14, 2007
digo,
meu filho,
que só sonhar
não constrói
vida alguma
é preciso arar a terra,
domesticar a semente
e fazer de cada amanhecer
um recomeçar
digo,
meu filho
que só palavras
não constroem
poema algum
é preciso moldar o barro
pacientemente
e tirar da emoção
a forma do dia ideal
digo,
meu filho,
que viver
não é só abrir a porta
e ir pela estrada
que se desenha
diante dos nossos pés
há que se equilibrar
a esperança
na linha do horizonte
e ensaiar cada passo
com a determinação
de um bailarino
em noite de gala
no teatro nacional
digo,
meu filho,
que é preciso regar
o sonho
com o orvalho
das manhãs de primavera
e semear amor
e esperanças de dias melhores
para que quando a noite
se fizer sombra
possamos todos
dormir em paz
© Ademir Antonio Bacca
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 14, 2007
Amor
Só amar
Não vale à pena
É preciso
Ser amado
Mas,
Nem sempre
É assim
Amamos
Quem amamos
Sendo ou não amados
Em sentimento
Não se manda
Apenas sentimos
O que sentimos
E pronto
Não há explicação
Pro amor não há não
ABittar
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 14, 2007
Sabe as palavras
Que você falou
Quais eram mentiras
E quais eram verdades
Agora, não importam.
Você as pronunciou
E como pedras atiradas
Elas não voltam
Pra onde vieram
Sabe a chuva que caiu
E pela rua escorreu
Ela também não volta
Como a chama da vela
Que se consumiu
E apagou
Tal qual a rosa
Que foi botão
Desabrochou
E por fim
Despetalou-se
Não mais será botão
E nem mais rosa será
Assim é
E assim será
Sabe os pensamentos
Que pensastes
Quais se realizaram
E quais ficaram perdidos
No labirinto
Da sua mente
Agora não importa
O que foi, foi.
O que não foi não foi
E é assim
Agora e sempre
Pra sempre
Amem
ABittar
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 14, 2007
De todos os caprichos da natureza
É a natureza o seu próprio capricho!
O homem é um invólucro de incerteza,
Que faz dele pouco mais que um bicho.
Sentir é reparar nas coisas como se
Não o fizéssemos, é como olhar mais
Que a própria vista alcança, até que,
Não sobrando mais nada, só os ais
Restassem aqui, debaixo deste céu.
Brincamos com o fogo e com a vida
E admiramo-nos por tanto escarcéu,
Que faz com que ela seja indevida.
É preciso aqui a voz e a divisa etérea,
Acabar com todos os falsos padrões,
Termos da Terra uma vista férrea,
Que nos trouxesse novas sensações.
Mas não nos demos por vencidos ainda,
Muito já não tem volta, bem o sabemos!
E apesar de tudo e de todos e inda
Que não o saibamos, a nós o devemos.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 14, 2007
Que toquen las campanas a repíque,
Que los de la aldéa salgan a la calle,
Mi amor, llegó para quedarse,
En las noches más frías y desnudas.
Fueron días de ansia e indecisión,
Aquellos que vivimos, repartiendo
Nuestro amor a la vil distancia,
Cuando, uno del otro partiendo,
Quedó solo la desdicha de la añoranza.
Y nosotros, sin poder hacer nada,
Sufrimos en silencio lo que el alma
Quiso, a lo lejos, hacernos entender.
Hoy estamos juntos otra vez
Y nada nos separará de aquí en adelante,
Somos hechos uno para el otro,
De manera firme e agasajante.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 14, 2007
Dejame volar junto a tí
Cuantos horizontes podremos conocer
Cuantas noches podremos perseguir
A cuantas diversiones podremos nos entregar
O cuantos días podremos perpetuar
Volando siempre en dirección a nuestros soles
Dejando todas las sombras detrás del horizonte
Viviendo en la luz, en nuestra luz
Volando libres en los cielos de la pasión
Amandonos en cualquier continente
preferiblemente en las primaveras
Donde tendré siempre flores para ofrecerte
Hierba suave con apacibles sombras
solamente para amarte , hacerte mujer, darte placer
Donde cojeré los frutos de estos momentos para calmar tu hambre
Fuentes cristalinas para tu sed aplacar
Paisages paradisíacos , para que puedas soñar
Solamente con el cielo como testigo
Nuestro compromiso firmado, acordado
que apenas a una cosa nos obliga…
Locamente, apasionadamente
con toda libertad…
A amarnos
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 14, 2007
Voce mulher que já amou
Voce mulher que já se apaixonou
Voce mulher que já sofreu
Voce mulher que sentiu as dores do desamor
Mas as esperanças no amor nunca perdeu
mesmo sofrida, mesmo caida…
pelo amor sempre lutou
Pois no seu coração quem palpita é o amor
Mulher que vive da emoção
Que pensa com os sentimentos
Que sua razão é a razão do coração
Que busca pelo amor sua realização
Mulher de pele e voz macia
de corpo arredondado
que articula com jeito
com a diplomacia do carinho
Que coloca o coração a frente razão
Que dá o colo, que afaga com a mão
Que dá aconchego, que dá perdão
Que dá a luz, que é parte da criação
Faz em nós sua poesia
nos dê paixão e alegria
que os nossos desejos sacia
E que inspire muito amor em nossos corações
Mulher…somos mais razão
mas voce é muito mais que emoção,
é arte, é poesia, é canção…
animos do seu coração
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Agosto 14, 2007
Pelos caminhos da alma
Vou sempre desconfiado
Riscando cruzes nas paredes
Andando com muito cuidado
Os abismos estão amontoados
As sombras passeiam ao meu lado
Tudo o que faço se desfaz em um lago de lágrimas
As nuvens brancas trazem a chuva
E se você chegar de repente
Toda molhada e tremendo
Se era para por um sorriso em meus lábios
Esqueci completamente
Abri os braços feito uma velha porteira
E meus fracos ossos rangeram
Nem tudo são flores
Estes versos não nasceram para serem mancos
Bato o pé no chão, marco o ritmo da guitarra
Para lembrar que estou firme
Meu coração também brinca de tambor
Hoje não bebi nem um trago
E estes meus lábios de pedra tem saudades
Nem embaixo
Nem em cima
Vamos ficar
Quando formos
Iremos para outro lugar
Pensar não me faz
Ficar de boca fechada
carlos assis
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