Arquivo para Agosto 15th, 2007
Publicado por amizadepoesia em Agosto 15, 2007
No espaço ilimitado da paixão
Há sempre uma alternância singular
E a claridade após a escuridão
Vem de mansinho o coração iluminar
Explode a alegria desmedida
Pulsando como pulsa a ventania
Com zelo acalma a dor e a ferida
Que nos castiga em tempos de agonia
Surge assim a mística aliança
Que aproxima, acolhe e vicia
Um misto de amor e esperança
Que sana, fortalece e alivia
Assim se une alma e coração
O céu, a terra e o mar
A natureza em toda sua extensão
O fogo em brasa, a água e o ar
E vamos então tecendo a unidade
Que consolida o nosso querer
Embora entrelaçados, temos liberdade
E a liberdade, em verdade, é viver!
Priscila de Loureiro Coelho
Publicado em poesia | Sem Comentários »
Publicado por amizadepoesia em Agosto 15, 2007
Noite cinzenta,
pensamentos vagueiam…
Ao som da melodia
sinto o amor distante…
Os sonhos em devaneios
espera infindável
já nem sei mais o que faço…
O coração não me diz
se é desejo paixão ou loucura
a espera deste amor
que não tem mais fim…
Adelia Mateus
Publicado em poesia | Sem Comentários »
Publicado por amizadepoesia em Agosto 15, 2007
Embarcação do eterno
perfeito estímulo sublime
potência do espírito santo
nuvem eletrizada caminho do amor
emana raio abençoando perdão
renovando caminho
compreendendo processo de viver
navegando no prazer de servir
flutuando entre revoada dança sublime
acorde do Universo interior
notas soando emoção energia celestial
sonhando levada pelas ondas
retorno à consciência
liberta das marcas do tempo do desamor
acordando para vida espiritual humana
Lucia Trigueiro
Publicado em poesia | Sem Comentários »
Publicado por amizadepoesia em Agosto 15, 2007
Amanhece e meus olhos de vigília,
Seguem os escuros se desfazendo
No éter, logo tudo será luz outra vez…
Só eu ainda estou aqui chorando…
Querendo amanhecer também,
Voar alto como os pássaros,
Cantando… num eterno vai e vem.
Que a dor de ontem se desfaça
E que eu possa crer ainda…
E não encontre no caminho
Essa desdita amarga e infinda…
Quero meu Pai Amado, confiar,
Amar sem pontos obscuros…
Perdoar ainda que não entenda,
Ainda que a vingança clame resposta…
Esquecer como uma criança
E em meio ao pranto sorrir.
Levanta-me senhor!
Ilumina-me Senhor!
Preciso ainda acreditar na bondade
E banir do coração qualquer rancor!
Se é que eu mereço, tirai de mim tanta dor!
Eu ainda sou boa, ainda há tempo…
Tenha piedade de mim Senhor!
© Mary Trujillo
Publicado em poesia | Sem Comentários »
Publicado por amizadepoesia em Agosto 15, 2007
Nas águas do mar
banhou-se o mestre,
deixando, no vento, o eco,
que o mar murmura,
polindo as pedras
atiradas ao léu,
condenando o amor
a viver sobre as ondas
que vêm, e se vão,
pulsando o perdão,
contando a história
do corpo e da alma,
que falou a verdade
a todos que têm
um só coração,
exaltando a vida
com sua paixão.
Schyrlei Pinheiro
Publicado em poesia | 2 Comentários »
Publicado por amizadepoesia em Agosto 15, 2007
Que não deveria ter
Mas, tem o que fazer.
Tem e com elas
Temos que conviver
Não podemos ignorar
Mas não precisamos só lembrar
De tanta coisa
Que não deveria ter
Mas, tem o que fazer.
Há quem sabe de tudo
Há quem sabe a resposta
Eu como não sei de nada
Fico num canto calado
Pensando e pensando fico
Horas e horas assim
Parado, num canto calado.
Quem sabe
Se as coisas não são assim
Por eu estar
Tão calado
ABittar
Publicado em poesia | Sem Comentários »
Publicado por amizadepoesia em Agosto 15, 2007
Pra compor e cantar
Tem poemas
Pra escrever e declamar
Tem a vida
Pra viver
E o sol
Pra aquecer
Tem o amor
Pra amar
Tem eu
E tem você
Temos a nós
E nos bastamos
Só eu e você
ABittar
Publicado em poesia | Sem Comentários »
Publicado por amizadepoesia em Agosto 15, 2007
Outra vez
De novo
Tudo outra vez
Recomeçar
Do começo
Começar
Começando
Tentando
Dessa vez acertar
Tudo certo
Tem que dar
Ao menos
Dessa vez
Que é a vez
De nos darmos bem
Chega de mancada
Chega de cabeçada
A vida é coisa séria
Não é piada não
Embora
Em algumas horas
Até pareça
Mas antes
Que de novo aconteça
Quero que esqueça
Como se nada antes
Houvesse acontecido
Porque o que vale
É o agora
E o agora
É sempre
ABittar
Publicado em poesia | Sem Comentários »
Publicado por amizadepoesia em Agosto 15, 2007
Parei de sorrir
Emudeci, páreo de falar.
Ao ver você
Vi num instante
Tudo que sonhei
E o sonho que sonhei
Em realidade se materializar
Ao ver você
Vi que nasci
Pra esse instante
De ver você sorrir
E é só isso
Que consigo falar
ABittar
Publicado em poesia | Sem Comentários »
Publicado por amizadepoesia em Agosto 15, 2007
De todas as provações porque passei,
Cabe ao homem as inconcebíveis
Palavras, a mim dirigidas, pois só eu sei,
O que é ser rotulado por palavras falíveis.
E mantive o meu coração sempre puro,
Contra as injustiças que me quiseram
Imputar, é que, se alguma vez fui duro,
Fui-o comigo e aos que me impuseram
Palavras vãs, virando mentira na minha
Boca, pois que cedo soube ao que viria
Quando em realidade não sabia ao que vinha.
Hoje sou um homem consciente - feliz,
Que cedo ou tarde veria o nascer do dia,
Colhendo só das nuances a melhor matiz.
Jorge Humberto
Publicado em poesia | Sem Comentários »
Publicado por amizadepoesia em Agosto 15, 2007
Querem-me calado, ligado a um passado
Sombrio, mas eu sobrevivi e, da poesia,
Ganhei a força da palavra, qual renegado
Que saiu de suas masmorras em pleno dia.
Não tenho orgulho do meu passado mas
É com ele que tenho de viver, dia após dia,
Não me sentindo um coitado, e seus afãs,
Que não vingaram por falta de cortesia.
Fiz tudo em plena consciência, caí, levantei,
E tive a força de vontade dos que não calam:
Hoje sou eu e mais eu, e tudo o que semeei.
Não me queiram mal, pelo que fui ou deixei
De ser, bem sei que à minha volta mal falam
De mim, pela vida atroz que então levei.
Jorge Humberto
Publicado em poesia | Sem Comentários »
Publicado por amizadepoesia em Agosto 15, 2007
A cena é breve e bucólica:
Um moinho de eólica,
Não cessa ao fragor
Do vento.
Mais adiante um par
Faz promessas de amor
E de alento,
Como se desvendasse
Um véu,
No imenso firmamento.
Jorge Humberto
Publicado em poesia | Sem Comentários »
Publicado por amizadepoesia em Agosto 15, 2007
Diz-me por favor…que o amor que
sentes por mim…é insaciavel…
que os beijos que prometeste os
sentirá minha pele…
Diz-me que nao me deixará sem tua presença
diz-me por favor…que virás
tu acendeste em mim uma fogueira de
paixao que somente meu corpo conhece, tu
deste essencia ao meus sentidos e verdade
a minha vida
Que sonhos febris tenho contigo que
nao posso mais que desejarte
és a sêde agônica desta pessoa que
te ama…
diz-me se em um cantinho de sua alma habita
minha outra alma, e como incansável viajante
virás a meu porto para acalmar meu rio
de ansias…
Diz-me por favor que me amas tanto que
nao haverão mais noites frias sem ti, nem
mais dias sem sol….
diz-me vida minha que me necessitas
como necessito eu
Ama-me quero que me beijes passo a
passo por minha pele, que corras com tuas
maos cada ponto fazendo-me
estremecer
sou teu amor, toma-me seu,
beija-me e faz
que meu corpo e teu corpo se funda num só
Quero que sintas meu aroma e prove
meu gosto, faz de teu amor, meu amor
e deixa pousar meus beijos em teu sorriso
diz-me por favor, que nao sonhei , que me
tomas completamente, que me ama além
das fronteiras que nos separam…
Ama-me sempre… que te amarei eternamente…
dama01pr
Publicado em poesia | Sem Comentários »
Publicado por amizadepoesia em Agosto 15, 2007
Porque sempre vem dor
quando há paixão ou amor
Como os espinhos sob a flor
Como o fogo que queima e dá calor
O amor necessita dor?
O amor quer sacrifícios por amor?
Ou é uma pedra pelo cinzel lapidado
Ao vivo, sangrando é cortado e polido.
Pedra que se fissura, não é amor.
Paixão…pedra que muito brilha, sem valor.
Pedra sofrida, lapidada, perfeitamente talhada
Limpa , polida, brilhante como um diamante
Joia preciosa, no peito como pingente
Sofrida, geométrica, muitos quilates
Pulsante, no peito palpitante
Pedra de inestimável valor…jóia preciosa de Amor
Pelas dores do cinzel passou
Pela lavra do buril sofreu
No calor do esmeril chorou
A tudo resistiu…por Amor…
Joe’A
Publicado em poesia | Sem Comentários »