Arquivo para Setembro 16th, 2007
Publicado por amizadepoesia em Setembro 16, 2007
Um inverno que não traz bromélias
Teu sorriso que passa na janela
Tentando calar a dor
Lembranças de um tempo bom
Sentimentos de um caso pensado
Nosso amor,
Logo ali do lado
Entre rosas colhidas,
Neste jardim dourado
De gestos simples e tão bem sonhados
Que rabisca estrelas enquanto fala de amor
Paixão alegre que se apagou
Sonhos inteiros
Que a vida transformou.
Uma alma gêmea que parte,
Deixa lágrimas e saudades.
dos Santos
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Publicado por amizadepoesia em Setembro 16, 2007
Viver sem aquele amor
Era quase morrer
lentamente
Era um pesadelo
um vazio
E se vivesse
Com ele como seria?
melhor ou pior?
Amar ao longe
tem a vantagem
de não desgastar
o amor
Na ilusão
na miragem
do ideal
que todos imaginam
um dia alcançar.
m.s. cardoso xavier
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Publicado por amizadepoesia em Setembro 16, 2007
Um dia vou olhar para meu passado
para tantos momentos felizes lembrar
pois todos maus momentos ou lembranças,
até as da despedida, vou apagar…
Vou me lembrar
de como nos beijávamos
de como de mãos dadas passeávamos
da hora de no aeroporto te encontrar
Vou recordar de quando juntos
por tantos lugares passamos
pelas estradas que viajamos
e dos lugares que pousamos
Vou na minha memória reviver
o quanto nos abraçamos, namoramos
dos vinhos, que brindamos
do quanto nos apaixonamos
Vou sonhar os carinhos que trocamos
das caricias que nos excitamos
o quão sofregamente nos despíamos
e de como namorávamos quando nos amávamos
Reviver o prazer que nos dávamos
do quanto esse prazer segurávamos
que exponenciavam nossos orgasmos
E tanta atração, tanto tesão, que cultivávamos
Não vou saber porque nos despedimos
se chorei, se chorou, ou se choramos
se sofri, se sofreu ou se sofremos
Porque debilitarei todos tristes e dolorosos momentos
Mas de uma coisa saberei
que não mais sofrerei
que nunca vai sair de dentro de mim
pelo tanto que te amei
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Setembro 16, 2007
Que quer
Me fazer
Feliz
Vem que a hora
É agora não demora
Vem que eu quero
Você também
Quer o que quero
Pra que perder
Tanto tempo
Com burocracia
Vem amanhece o dia
Vamos começar
Esse dia
Numa cama de cetim
Você dizendo sim
ABittar
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Publicado por amizadepoesia em Setembro 16, 2007
Onde estive, toda a minha vida?
Não sei onde, me perdi pelo caminho…
Me procurei por horas, dias, meses e anos
E não me achei!
De tanto amar você
perdi minha identidade…
Em toda esta procura só encontrava você!
O meu EU, deixou de existir e se transformou…
Me doei por inteiro, me perdi…
Depois de me encontrar, descobri:
Eu precisava de mim, de volta…
Redescobrir-me, me amar, me admirar…
E foi o que fiz.
Hoje, sou eu mesma!
Voltei, mas não pra você…
Voltei para o amor…
Voltei para mim!
E nesta volta encontrei o amor…
De quem realmente sabe amar!
E sou novamente feliz…
Amo e sou amada!
Desta vez, serei eu mesma
Pois, amo com a razão…
Que vive agora
Dentro do meu coração!
Gena Maria
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Publicado por amizadepoesia em Setembro 16, 2007
Isso de mim que anseia despedida
(Para perpetuar o que está sendo)
Não tem nome de amor. Nem é celeste
Ou terreno. Isso de mim é marulhoso
E tenro. Dançarino também. Isso de mim
É novo. Como quem come o que nada contém.
A impossível oquidão de um ovo.
Como se um tigre
Reversivo,
Veemente de seu avesso
Cantasse mansamente. *
*Não tem nome de amor. Nem se parece a mim.
Como pode ser isso?
Ser tenro, marulhoso
Dançarino e novo, ter nome de ninguém
E preferir ausência e desconforto
Para guardar no eterno o coração do outro. *
**
* Hilda Hilst
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Publicado por amizadepoesia em Setembro 16, 2007
Como uma promessa és tu, és tú,
como uma manhã de verão,
como um sorriso és tu, és tu,
assim, assim és tu.
Toda minha esperança és tu, és tu,
como chuva fresca em minhas mãos,
como uma forte brisa és tu, és tu,
assim, assim és tu.
És tu
como a agua de minha fonte,
És tu
o fogo de minha lareira.
És tu, algo assim como
o fogo de minha fogueira
algo assim és tu, algo assim és tu…
Como un poema és tu, és tu,
como uma guitarra na noite,
como o horizonte és tu, és tu,
assim, assim és tu.
És tu
como a agua de minha fonte,
És tu
És tu, algo assim como
o fogo de minha fogueira
algo assim és tu, algo assim és tu…
És tu
como a agua de minha fonte,
És tu
Mocedades
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Publicado por amizadepoesia em Setembro 16, 2007
Fomos chuva de amor
tempestade de paixão
faíscas de elétrico desejo
amando até a exaustão
em nosso leito acolhedor
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Setembro 16, 2007
Na urgência do amor
fomos tempestade !
Depois que relampejamos,
ficamos cintilando
até adormecermos…
Eme Paiva
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Publicado por amizadepoesia em Setembro 16, 2007
Caminar por la vida…
Son tantos los caminos
caminos suaves… también los…
leves y alegres caminos.
así como los caminos difíciles
caminos tristes, o sinó
aquellos que dañan los piés
o los sombríos, que encurralan el alma
Caminos que cambian, de la noche al día
caminos con brisas que acarician
a los caminos de los vientos frios
con gotas de lluvia que parecen agujas
Caminos que elegimos,
sin saber como serán, o qué nos reservan
antes de las primeras curvas,
o el camino después de la linda colina.
Serán buenos, serán malos
Serán de tristezas, serán de alegrías
de depresiones o de euforias,
quien sabe de felicidad… o de lágrimas
Son los caminos de la vida
¿destinados o elegidos?… quien sabe…
Desde que no se vaya solo
Será soportable, sea cual fuere la bajada
Por esto sigo mi camino
al lado de quien me quiere
pues siempre nos daremos las manos…
Manos de amor, de comprensión… manos del corazón…
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Setembro 16, 2007
Saudade é força
que te busca,
mas não te trás!
Vejo teu rosto,
te vejo me beijar,
mas não sinto o gosto
nem consigo te tocar!
Saudade…
Sem piedade
se aloja
e insiste em ficar!
Por que machuca
desse jeito?
Não suporto esse
choro contido no meu peito!
Por favor,
vai embora
ou
faz ele voltar.
rivkahcohen
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Publicado por amizadepoesia em Setembro 16, 2007
Meu melhor remédio
Anuncia o dia
Basta uma foto, minha estrela guia
Que diz frases loucas, hoje tão perdidas
Um amor simples que te contraria
Versos ásperos cheios de magia
Amor!
Por ti quero ter!
Lá vou eu tentando
Esquecer a dor,
Ao sabor do vento pensar momentos
Lembranças doces, um único sentimento
Por ti, por você!.
dos Santos
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Publicado por amizadepoesia em Setembro 16, 2007
A Deusa Tripla, a Cornuda, desceu à terra.
Não achando, de seus discípulos, a correcta
Ligação, com os astros, que a vil megera,
Que com tanto afinco, lá dos altos, projecta,
Mil difamações não se coagiu de verberar,
Contra o povo estarrecido, por tal crueldade.
E mais fez ela, pondo-se a difamar,
Quem por sua lei disse mal de sua santidade.
Só a falta de amor desune (disse ela, em tom
Firme), o que eu uno jamais separa.
E, dizendo isto, afastando-se, alto e bom som
Foi ao encontro do que a trouxera até aqui:
Dois jovens apaixonados ela prepara,
Para unir na santificação druida, como até ali.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Setembro 16, 2007
Estou aqui , cheguei agora,
trazendo o verde do meu olhar,
vim depressa, sem demora,
atravessei montanhas e o mar
Eis-me aqui, doce senhora,
vamos os sonhos desenhar
em cada suave brisa, lá fora
envoltos em um doce luar
Eis-me aqui, em minha penhora,
dancemos a melodia do amar,
valsemos pelo mundo afora
a alegria que em nós aflora,
juntinhos a assim namorar.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Setembro 16, 2007
Gostava de te ter aqui…
Embriagar-me no verde do teu olhar…
Desvendar as secretas paisagens
dos teus silêncios em cada murmúrio do vento…
Gostava de ter aqui…
Viajar contigo nos mesmos horizontes
deslizando nos perfumes das auroras
e desenhar flores de sonho
em cada suspiro do pensamento.
Gostava de ter aqui…
Deixar-me levar pela música do alvorecer
até àqueles instantes mágicos de eternidade.
E nunca mais te deixar partir!
Fanny
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