amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Arquivo para Setembro 20th, 2007

AMOR MADURO

Publicado por amizadepoesia em Setembro 20, 2007

      Meus cabelos tingidos

      insistem em revelar

      suas brancas raízes.

      Apesar das rugas

      ainda sonho com o amor.

      Espero pelo príncipe,

      que também vivido,

      mostrar-me-á,

      as belezas do amor maduro.

      Seguiremos pela estrada da vida,

      trocando experiências

      e buscando o amor sereno

      que somente a vivência permite.

Neida Wobeto

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AMOR MADURO

Publicado por amizadepoesia em Setembro 20, 2007

Ainda que no tempo demores a chegar,
estarei sempre te esperando, aqui nesta janela,
que por enquanto é a nossa mágica ponte.

O inverno em breve, cederá espaço à primavera.
A natureza vai explodir em cores e formas,
deliciando os olhares, alegrando os corações.

Mas nós estaremos muito distantes físicamente
e nem sabemos quando nos veremos de novo.
quando desfrutaremos deste sonhar amoroso .

Mas sabemos que o amor assim como os frutos,
tem as suas variações naturais, antes do seu ápice.
Um amor ainda verde, representa doce promessa,
até o momento em que desvelar-se amadurecido.

Então seus doces pomos trarão as delícias do prazer
a ser compartilhado por corações que se comprazem
em fazer a felicidade um do outro. Um tesouro valioso
descoberto, que traz quietude interior e paz de espírito. 
Guida Linhares

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AMAR É

Publicado por amizadepoesia em Setembro 20, 2007

      Decorre, de cada um, o carácter apelativo,
      Que o amor requer. para seu apogeu.
      Uns são que o acham por demais sugestivo,
      Outros, simulando, não alcançam o céu.

      Amar é, sobretudo, amar-se a si próprio,
      Sem medo de vingar, junto da pessoa amada;
      Torna-se, por isso, desnecessário e impróprio
      Dar-se espaço à intriga, pérfida. e calculada.

      Quem ama consente, deste o seu território,
      Como quem desmente, de força sua,
      O terrível e profícuo opróbrio, de algo irrisório.

      Quantas vezes o amor não foi aqui mal visto,
      Só porque concedeu ao verso, a palavra nua,
      Tornando-se assim, por infortúnio, mal quisto?

      Jorge Humberto

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BRAVO SOLDADO

Publicado por amizadepoesia em Setembro 20, 2007

 Nas casernas da vida aquartelado
      a pena em riste, fiel ordenança,
      descreve a vida, valente soldado,
      as guerras , a paz, as mudanças.

      Amigos perdidos nas batalhas,
      alegrias de novos companheiros,
      a verve poética não lhe falha,
      tudo descreve em versos certeiros

      Velho soldado coberto de cãs,
      tantas batalhas vistas, vencidas,
      ainda entregue ao seu afã
      de cantar em verso a vida.

      As dores sentidas na jornada,
      os momentos de pura felicidade,
      na tinta do papel fazem morada,
      retratos de pura realidade.

      E assim nosso soldado poeta,
      maestro de tantas emoções,
      vai tocando na dose certa,
      as notas de suas canções.

      *****
      Feliz aniversário, amigo e companheiro,
      que a vida te traga muitas alegrias ainda,
      que te sorria a felicidade por inteiro,
      poeta maestro, soldado guerreiro,
      - que não te falte também o dinheiro-
      Seja tua obra sempre infinda.

      abraços fraternos
      Jorge Linhaça

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MINHA LUTA !

Publicado por amizadepoesia em Setembro 20, 2007

 Ah, meus amigos!
      Festejo mais um ano, iguais a tantos outros,
      no fio da navalha!
      Qual um velho soldado ainda em campo
      de batalha.

      Perdi alguns amigos nesta luta,
      Cuja vida  enluta de repente!
      O coração que chora a ausência,
      Doendo na alma da gente!

      Cá estou ainda em batalha,
      Nesta vida que me chama a lutar!
      Com novas rugas pelo rosto,
      Vacilo no meu caminhar…

      Deixei amores pelos caminhos,
      Com as almas cravadas de balas…
      Igualmente as recebi, sobrevivemos,
      Neste grande campo de batalha …

      Bebi na poça de lágrimas,
      Daquelas que derramaram por mim suas
      desilusões…
      Beberam elas das minhas, todinhas,
      Das aventuras vividas em falsas emoções!

      Em alguns abrigos tentei repousar.
      Plantar ali os sonhos de uma eternidade…
      Até que a neve cristalizou o futuro,
      Derretendo o gelo à realidade!

      Sigo com minhas batalhas diárias,
      Afinal, somos da vida os recrutas!
      Encontro mãos que ainda me levantam,
      Dos amigos na mesma luta…

      Lá se vai mais um filho embora…
      Quiçá retorne feliz e realizado!
      Um neto que chega, aleluia,
      Aos braços deste soldado!

      A filha que casou…
      Lá se vai em lua de mel !
      Quiçá não seja esta união tão frágil,
      Igual a minha, barquinho de papel…

      Ah, meus amigos !
      Festejo mais um ano com felicidade.
      Ainda luto no campo dos vencedores,
      Caminho forte à terceira idade !

      Vivo com muito pouco…
      O bastante é a pura verdade !
      Tenho munição o suficiente,
      De pura simplicidade!

      Duas estrelas condecoradas,
      No peito deste soldado:
      A bravura de um pai nesta luta e a outra,
      Os amigos , só ter amado !

      Descobri ao final,
      Nas andanças por este mundo inteiro,
      Que os derrotados, tão pobres, tão pobres, tão pobres…
      Que a única coisa que possuíam, o dinheiro!

     José Geraldo Martinez

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EPÍLOGO

Publicado por amizadepoesia em Setembro 20, 2007

   O último capítulo escrito

            no livro de meus sentimentos

            há de ser de um desejo contrito

            de espalhar amor e alento.

            Com a pena da minha emoção

            descreverei as minhas alegrias

            dando à minha alma expressão

            das venturas di dia à dia.

            Rasgado o véu da memória

            cenas de belos momentos

            que permearam a minha história

            deixando de lado os tormentos

            pretendendo receber a glória

            de não cair no esquecimento.
           
  Jorge Linhaça

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A ÚLTIMA PÁGINA

Publicado por amizadepoesia em Setembro 20, 2007

 Se eu escrevesse

            a última página da minha existência,

            agradeceria cada instante vivido.

            Não impediria a lágrima de rolar,

            testemunha da solidão.

            Permitiria que a memória rasgasse

            o voal das lembranças

            que encobrem minhas renúncias.

            Saberia agradecer

            as marcas da alma,

            frutos do riso e do choro.

            Finalmente,

            permitiria ouvir a melodia

            cadenciada da eternidade,

            refletida na luminosidade

            da minha esperança.

  Neida Wobeto

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TERMINOU

Publicado por amizadepoesia em Setembro 20, 2007

Terminou a minha ansiedade
finou-se a insegurança
levou com ela a felicidade
abraçada com a dona esperança

Esperar pelo inatingível
sofrer a partida a cada dia
acreditar no intangível
Foi essa a minha agonia

Eram dois pra lá, dois pra cá
a valsar pelo lindo salão
Hoje é um pra lá, um pra cá

Restou sómente a solidão,
dioturnamente a machucar
meu flagelado coração

Jorge Linhaça

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ACABOU…

Publicado por amizadepoesia em Setembro 20, 2007

Acabou, já não dá mais
Eu perdi o meu sossego
Onde eu vá, não tenho paz
Penso só no teu chamego
 
Acabou, chegou ao fim
Nada mais é como antes
Quero você só pra mim
Não essa vida de amantes
 
Acabou a nossa estrada
Faço agora um juramento
Enquanto fores casada
Só te tenho em pensamentos
 
Acabou, está acabado
Pois não consigo fingir
Se sofro, é sempre calado
Pois quero estar ao seu lado
Para nunca mais sair

Tadeu

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Espere-me…

Publicado por amizadepoesia em Setembro 20, 2007

Até quando eu não sei,
      Um dia eu voltarei!
      Espere-me pelas manhãs vazias
      Nas tardes e nas noites frias
      E outras vezes quando o calor voltar
      Nunca querido deixe de me esperar.

      Espere-me…
      Ainda que em tuas mãos
      Minhas cartas já não cheguem mais
      Ainda que o ontem for esquecido
      E o amanhã já não tiver sentido.

      Espere-me,
      mesmo que no meu lar
      Todos se cansem de me esperar.
      Não de ouvido nunca por favor
      Aqueles que te dizem que o amor
      Não poderá os mortos reviver e
      Que é bem melhor você me esquecer.
      Deixe que os amigos que um dia
      Brincaram comigo,
      A você digam que acabou a brincadeira
      Deixe-os beberem seus vinhos amargos
      E magoados e sombrios falarem
      De heroísmo ou de glória
      Erguendo uma viva a minha memória…

      Espere-me tranqüilo sem sofrer
      E não te sentes também para beber,
      Esperando-me, tu serás mais forte.
      Sendo esperado eu vencerei a morte…
      Só nos dois querido, saberemos o sentido
      De alguém morrer sem ter morrido
      Só porque tu me esperas se além da esperança
      Por aquilo que fui e que não mais sou
      Como ninguém nunca me esperou…

      Marilena Pessôa

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A ESPERA

Publicado por amizadepoesia em Setembro 20, 2007

Nos arcos do alpendre
      o limo cresce silente
      Minha dor ele entende
      parece que a sente

      A saudade se acende
      minh’alma se ressente
      Nos arcos do alpendre
      o limo cresce silente

      Clamo por ti, ardente,
      e tu, longinquamente,
      meu clamor não atendes
      E o limo cresce silente
      nos arcos do alpendre

 Jorge Linhaça

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O BLEFE

Publicado por amizadepoesia em Setembro 20, 2007

O amor é um jogo de pôquer
      onde esperamos as cartas certas
      que por vezes não vem…
      Que fazer se a mão é fraca?
      Buscar a força no blefe ,oras
      Apostar todas as fichas
      convencer ao outro de nossa força.
      Um beijo silenciador…
      Um abraço reconfortante
      Um sussurro ao pé do ouvido
      um carinho malicioso
      Rejeição?
      Faz parte do jogo…
      Resta sempre uma outra rodada…

   Jorge Linhaça

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Blefando

Publicado por amizadepoesia em Setembro 20, 2007

Uma imagem, um rosto,
      lembranças vagas que deixei em ti
      pensamento que pego blefando,
      como se estivesse advinhando,
      que te esqueci …
      Um vai e volta de imagens,
      fatos vividos, horas corridas, sofridas
      tanto carinho que dei
      já não dói, são lembranças,
      sepultei …
      Sei que meu rosto ficou guardado,
      como se estivesse tatuado
      em cada amanhecer e adormecer sem mim…
      Tem gente assim,
      quando abre os braços perde os abraços
      que estão guardados em si
      depois, ah, depois fica no frio, sentindo o vazio
      do fim …
      Eu me lembro,
      era amor puro de virgem assustada,
      desgarrada da saga, separada
      sopro de sonho e ilusão
      como se de fada …
      Mas como se um raio invadisse o espaço
      rasgando, sangrando, queimando
      blefaste e eu senti teu medo
      e meu coração parou, se trancou, emudeceu
      depois, ah depois ele morreu …

      Cel

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