amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Arquivos para Outubro 20th, 2007

UMA HISTÓRIA DE VIDA

Publicado por amizadepoesia em Outubro 20, 2007

Sinto-me comprometido com a vida
Assalta-me um desejo de a ter comigo
Como se fosse uma bonita rapariga
Que me quisesse para seu amigo

Já lá vai o tempo das dúvidas atrozes
O mar se fez calmo em sua enseada
Das pernas distendidas tirei algozes
E a vida não mais me foi aqui negada

Hoje voltei atrás no tempo, à criança
Que habita em mim e me faz mui feliz
Responsável por toda a minha esperança

Ter saudade é fazer do passado mais
Do que o presente tem de útil e nos diz
Que o hoje é um barco num relho cais

Jorge Humberto

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Liberdade…

Publicado por amizadepoesia em Outubro 20, 2007

Um toque de ousadia

agita a eternidade

provocando a calmaria

Priscila de Loureiro Coelho

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Pantum da Criança Inocente

Publicado por amizadepoesia em Outubro 20, 2007

 Vivia maltrapilha qual indigente
Nos doces momentos a lembrar
Seguia aquela criança, inocente
Somente a um sorriso buscar
 
 
Nos doces momentos a lembrar
Naquele burburinho de gente
Somente a um sorriso buscar
N’um semblante sério, silente
 
Naquele burburinho de gente
Tentando bondade encontrar
N’um semblante sério, silente
Não via a ternura no olhar
 
Tentando bondade encontrar
Aquela miniatura de gente
Não via a ternura no olhar
Tampouco um gesto decente
 
De uma sociedade falimentar
Seguia aquela criança, inocente
Solitária em sua busca d’um lar
Vivia maltrapilha qual indigente
 
 
Luis Carlos Mordegane

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APRESENTAÇÃO (?)

Publicado por amizadepoesia em Outubro 20, 2007

Nem sei direito como me apresentar…
      Sinto-me como um alguém, quase ninguém
      Aprendiz de aprendiz … desejando poetar
      Nesse ciclo chegar a ninguém, quase alguém…

      Buscando nesta vida de tropeços
      Entre quantos sofrimentos e desencantos
      Encontrar-me com infindáveis recomeços
      Transformar lamentos em possíveis acalantos

      Há quem me chame “Doce Monstrinho”
      Há também quem me diga um Troglodita
      Pois se bravo me julgam, recebem meu carinho
      Sou alguém que só deseja livrar-lhes da desdita

      Se muitos são dotados de curto pavio
      Eu nem mesmo disso fui dotado não !
      Pois com certeza, aquela que me pariu
      Dotou-me de um simples eficiente botão !

      Sou, dos mais sinceros, um amigo
      Procuro sempre fazer por merecer
      A confiança de quem me entender
      Dedicando-lhes aconchego e abrigo

      É difícil falar de mim mesmo
      Prefiro de outras pessoas ouvir
      Ficaria aqui eu rodando a esmo
      Só busco o meu verdadeiro porvir

      Por isso é que encerro este texto agora
      Deixando a vocês todo o meu julgamento
      Seguirei meu rumo aprendendo por ai a fora
      Poetar para vocês é e será meu maior acalento

      Heraldo Lage

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Eu,Você e uma cama redonda

Publicado por amizadepoesia em Outubro 20, 2007

Escrevo e não fico satisfeito
Neste campo de batalha
Onde os guerreiros se despem
Da compaixão e da razão
E apenas a lei da sobrevivência
Se sobresai na carnificina

Do princípio ao fim
Árduo tormento
Uma linha pode ter nostalgia
Ardiloso intento
Mexer as palavras
No tabuleiro da poesia

Você tem de ser o que pode ser
Alcancar o pulso da respeitabilidade
Conquistar os degraus escorregadios
Cheios de limo da fama
Todo poema começa no coração
E germina semente na mão

Os melhores momentos de um homem
Num dia quente de verão
Quando ensina o passarinho a cantar
Maravilhosa sensação
Nasce  quase do nada
Voar em nunvens de prazer

carlos assis

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ENAMORADO DE TI

Publicado por amizadepoesia em Outubro 20, 2007

Se vivo para ti
Porque hei de negar?
Se és tanto meu sofrer
Porque hei de ocultar?

Não sei viver separado, não,
eu quero estar ao teu lado
Viver a vida ou morrer.

Eu vivo enamorado de ti
porque tens o perfume de uma flor.
Eu vivo enamorado de ti
porque guardas de uma virgem o candor

Eu vivo enamorado de ti,
poruqe levas em tua alma uma canção,
porque guardas teu carinho para mim
no fundo do teu manate coração.

Porque falam o citilar dos teus olhos
e também teus labios roseos
de uma limpida ilusão.

Eu vivo enamorado de ti
porque tens o perfume de uma flor.
Eu vivo enamorado de ti
porque guardas de uma virgem o candor

Eu vivo enamorado de ti,
poruqe levas em tua alma uma canção,
porque guardas teu carinho para mim
no fundo do teu amante coração.

Porque falam o citilar dos teus olhos
e também teus labios roseos
de uma limpida ilusão.
(c)José Luis Rodríguez

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E o amor?

Publicado por amizadepoesia em Outubro 20, 2007

Ja vi falar tanto de amor no mundo
            Nos lugares que fui, nas revistas, filmes e livros
            Como é apresentado, é tão bonito
            Nos romances, nas musicas, nas poesias ou nos quadros

            Cada ser humano sabe o que é o amor
            Todas as sociedades sabem
            Todas culturas o cultuam
            Todas as religiões o pregam

            Não entendo porque tão pouco se pratica o amor
            Amar e ser amado não é o sonho de todos?
            Será que foi a poucos instantes reservado?
            Ou será que a poucos o reservamos?

            Pois o que vemos é tao distante, tão distinto
            Vemos a morte pela mão do irmão ou dos filhos
            Vemos apropriações indébitas de toda sorte
            Vemos o homem ao homem humilhar, explorar

            Vemos nações a outras submeter
            Vemos povos a outros discriminar
            Vemos economias a outras sangrar
            Vemos potencias a outras violentar

            E todos estão a procura de um amor
            E o amor?

            Joe’A

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Carta a um Amigo

Publicado por amizadepoesia em Outubro 20, 2007

Yo te entiendo… ¿te entenderé?… Entiendo la necesidad de tener
amigos.
Cuando la vida  nos pesa, son ellos el pilar, el áncora que nos  abraza
y ancora, manteniendo firmes convicciones y alimentando sueños. O cuando
dicen que estamos haciendo bién las cosas, que tengamos calma,
en fin… todo eso, o mostrandonos el error.
Yo entiendo las carencias, sean afectivas,  sociales o – también esas -
económicas.
Entiendo que el mundo es muy injusto, de  entre lo que cada uno de
nossotros tiene por justo
y juzga ser derecho suyo, y que la injusticia
se haga recompensar, de la manera que sea, porquanto sea este nuestro
entendimiento.
Entiendo que amigo y amistad, que es de él por nossotros, y a quién le
damos, no se exige ni se cualifica, se conquista por entre errores y
éxitos, que la humildad se queda  con el Hombre. Yo entiendo todo…
¿entenderé la mentira, el ultraje, los fines justificando todos los
médios?…
No! Nunca! Jamás! Entiendo todo… entenderé  hasta algún subentendido,
jamás lo que se mueva por debajo de la tierra, qual gusano que allí
estuviera,  saboreando el humus de su exígua existencia.
Yo entiendo todo… ¿entenderé?
Vade retro, oh impuro! ven conmigo,
oh honestamente humano! que, así, seré contigo!

        

          Jorge Humberto

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Rosa Neruda

Publicado por amizadepoesia em Outubro 20, 2007

Ainda que
insana
profana
imagino
o dia
o ano
o talvez
a minha vez.
Estudo as cores
classifico as flores
coleciono canções
que falam de amores
que cutucam as dores.
Tivesse eu nascido
junto contigo!
Rosa chilena
mudaria esta cena.
Pablo,
casarias comigo?

Rosa Pena

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Sinfonia angelical

Publicado por amizadepoesia em Outubro 20, 2007

Me deixo levar por este mundo encantado,
      nas asas da música que eleva a alma,
      para as esferas celestiais onde anjos,
      tocam a lira dos sonhos, envoltos em luz.

      Imagino quantos planetas rodando
      pelo espaço cósmico na dança do tempo,
      finito para os humanos, mas quem sabe
      na eternidade, hajam portais de entrada.

      Onde possamos descansar das horas
      atordoadas e rotineiras do dia a dia.
      Quem sabe o ritmo e compasso desta valsa,
      desprenda um sentido maior de euforia.

      E vamos todos em parceria perfeita,
      harmonizar o corpo, catedral da alma,
      para que possamos ir além das estrelas,
      por poucos segundos apenas,
      embalados nos braços desta sinfonia.

Me deixo levar por este mundo encantado,
      nas asas da música que eleva a alma,
      para as esferas celestiais onde anjos,
      tocam a lira dos sonhos, envoltos em luz.

      Imagino quantos planetas rodando
      pelo espaço cósmico na dança do tempo,
      finito para os humanos, mas quem sabe
      na eternidade, hajam portais de entrada.

      Onde possamos descansar das horas
      atordoadas e rotineiras do dia a dia.
      Quem sabe o ritmo e compasso desta valsa,
      desprenda um sentido maior de euforia.

      E vamos todos em parceria perfeita,
      harmonizar o corpo, catedral da alma,
      para que possamos ir além das estrelas,
      por poucos segundos apenas,
      embalados nos braços desta sinfonia.

Me deixo levar por este mundo encantado,
      nas asas da música que eleva a alma,
      para as esferas celestiais onde anjos,
      tocam a lira dos sonhos, envoltos em luz.

      Imagino quantos planetas rodando
      pelo espaço cósmico na dança do tempo,
      finito para os humanos, mas quem sabe
      na eternidade, hajam portais de entrada.

      Onde possamos descansar das horas
      atordoadas e rotineiras do dia a dia.
      Quem sabe o ritmo e compasso desta valsa,
      desprenda um sentido maior de euforia.

      E vamos todos em parceria perfeita,
      harmonizar o corpo, catedral da alma,
      para que possamos ir além das estrelas,
      por poucos segundos apenas,
      embalados nos braços desta sinfonia.

 Guida Linhares

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RELEMBRANÇAS

Publicado por amizadepoesia em Outubro 20, 2007

Lembra-te, ó alma cansada,
      das tuas alegrias já sentidas
      dos cantares pelas estradas
      no percorrer desta tua vida

      Se hoje não encontras nada
      e ficas assim esmaecida
      Lembra-te, ó alma cansada
      das tuas alegrias já sentidas

      Renova os contos de fadas
      Segue adiante, minha amiga
      desperta em nova alvorada,
      das tuas alegrias já sentidas
      lembra-te, ó alma cansada

Jorge Linhaça

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ODE AO IDOSO

Publicado por amizadepoesia em Outubro 20, 2007

Tantos anos de experiências
tantas lutas pelo caminho
aprendizados de coerência
entreveros e mil querências
a formar a sã consciência
de que não andamos sozinhos

Tanta sabedoria adquirida
tantas lições a serem passadas
aulas dadas ao longo da vida
tantas coisas já aprendidas
outras a serem ainda sentidas
no percurso desta jornada

Cada vez mais a humanidade
vê o redespertar glorioso
dos que, já na melhor idade,
desenvolvem mil atividades
honrando a nossa sociedade
por isso canto hoje o idoso

Os  são “jovens há mais tempo”
e muitos exemplos nos dão:
Na tristeza nos dão alento,
nas alegrias contentamento,
companhia em todos momentos.
Amizade sem impor condição.

Por isso faço minha homenagem
aos amigos já mais vividos
que com a sua grande coragem
em toda e qualquer paragem
passam a preciosa mensagem
de estar cada vez mais vivos.

Jorge Linhaça

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COMO MATAR UM POETA

Publicado por amizadepoesia em Outubro 20, 2007

Para matar um poeta
      pouco é preciso fazer
      desprezo na dose certa
      abandono nas horas incertas
      deixar aos poucos de o ler

      Alijá-lo de sua utopia
      cobrar maior realidade
      matar suas fantasias
      apagar suas alegrias
      eis a causa da mortandade

      Ainda que morto o poeta
      vive a letra que o ilumina
      na sua obra incompleta
      de emoção tão repleta
      que a outros contamina.

Jorge Linhaça

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