amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Arquivos para Outubro 22nd, 2007

SIMPLESMENTE CRIANÇA

Publicado por amizadepoesia em Outubro 22, 2007

Quero cantar e dançar, fazer tropelias
      Como uma qualquer criança distinta
      Quero que meus riscos sejam poesias
      Sem que aqui aja a palavra contrita.

      Quero subir às árvores, subir às janelas
      Rasgar os joelhos, puir minhas roupas
      Rebolar no chão, olhar por detrás delas
      Aos gritos de adultos, palavras moucas.

      Quero jogar ao peão, saltar a fogueira
      Ser um endiabrado menino sem condição
      Ser o que arde como toda a madeira.

      Depois em casa cansado de tanta rebeldia
      Ouvir o descompasso do meu coração
      Como se escrevesse a mais bela poesia.

      Jorge Humberto

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QUEM SABE…

Publicado por amizadepoesia em Outubro 22, 2007

Quem sabe…

Se hoje a brisa morena do anoitecer
não venha à minha face acariciar
e palavras de amor ciciar,
prenunciando sonhos de amor!

Quem sabe…

Se nesta noite, nos meus sonhos,
não virás me dizer a expressão
o que mais quero ouvir:
- Eu te amo

Quem sabe…

Se amanhã, ao romper da aurora,
eu não acorde, pensando nos teus carinhos!

Quem sabe…

Se da janela do meu quarto, no amanhecer,
não ouça os passarinhos,
Como se estivessem a comemorar
 o meu sonho!

Quem sabe …

Se o meu sonho
não seja a antevisão de uma realidade!

Tarcísio R. Costa

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Passa depressa

Publicado por amizadepoesia em Outubro 22, 2007

Tento novo despertar
              Tudo passa depressa
              Para a vida acordar
              Meu tempo nao passar
              Joe’A

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MAIS UM DIA

Publicado por amizadepoesia em Outubro 22, 2007

Cerrou a noite depois de mais um dia
      Morcegos saíram à rua investindo
      Nos insectos em total e vera agonia
      E da janela que tem o prédio mais lindo

      Debruço-me no parapeito da janela
      Em total sintonia com o vasto universo
      E a noite fala-me de mim e também dela
      Mostrando-me o seu assimétrico reverso

      Ah, como é bela, toda esta subtil natureza
      Que nos fala com uma total certeza
      Do que é para nós filhos pouco dignos

      De sua magistral condição entre nós
      E assim vamos no mundo um pouco sós
      Porque não aprendemos a ser benignos.

      Jorge Humberto

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Mãe, Seio da Humanidade

Publicado por amizadepoesia em Outubro 22, 2007

Com amor semeada
            Por Deus abençoada
            No ventre fecundada
            Pelo coração agraciada
            Pela alma festejada
            Para alegria da Natureza
            Que a transforma numa Deusa
            A senhora de toda beleza
            Uma extensão da Criação
            Brotando uma vida
            Nascendo uma mãe
            Germinando um milagre
            Uma vida gerando
            Um filho brotando
            Seu sangue alimentando
            Seu amor cultivando
            Mais uma flor do amor
            desabrochando
            em um fruto se transformando
            que na sua Luz vai nascer
            No seio alimentado
            no colo aconchegado
            Num coração que palpita com emoção
            Que transborda de amor e proteção
            Por toda sua vida, sua eterna criança
            Cheia de Fé e de Esperança
            Seja da dor, na tristeza ou na alegria
            Mãe, que vida e amor irradia
            Mãe, o lar de nossa alegria
            O aconchego certo do dia a dia´
            A luz do amor que nos cria, nos guia
            Que a Sabedoria confia
            A perpetuação do Amor
            que o Senhor nos ensinou
            Na busca da Paz, da Felicidade e do Amor
            E assim , nos corações das Mães,
            Caminha a Humanidade
            Rumo a Eternidade
            Joe’A

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Enfim contigo

Publicado por amizadepoesia em Outubro 22, 2007

Cairá um dia do céu
            uma bela e brilhante estrela.
            Viajarei noite e dia nela
            até encontrar-te, meu amor,
            esperando ansioso por ver-te.

            A Lua iluminará esse encontro
            rodeados das mais formosas luzes,
            escutando as mais apaixonadas melodias
            que aceleram nossos corações.

            Junto ao mar nos uniremos
            e brilharão todos os holofotes,
            para que o mundo inteiro aplauda
            por duas almas que tanto se hão desejado
            e que afinal
            em um belo sonho
            se hão encontrado.

               Chorarei cada dia de sua ausencia….
            mas permita-me que siga sonhando.

            Con cariño
            @g

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DE NOVO ABRIL

Publicado por amizadepoesia em Outubro 22, 2007

Somos todos iguais de braços dados
Como naquela manhã de Abril novo.
À janela dispostos cravos encarnados
Despoletaram a alegria de todo um povo

Farto de um déspota, corvo inquisidor
Que atrasou todo um país amanhecido
Ao som da rádio e um distinto trovador
A chave de um Portugal adormecido

Nos deixou, para alegria de todos nós
E nesse dia não caminhamos mais sós
Com a força das armas como um pendão

Erigido qual bandeira erguida no varal
De todas as casas onde um gentio casal
Deu largas ao som impune de seu coração.

Jorge Humberto

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BOM DIA

Publicado por amizadepoesia em Outubro 22, 2007

“O Cristo não pediu muita coisa,
não exigiu que
as pessoas escalassem o Everest
ou fizessem
grandes sacrifícios.
Ele só pediu que nos
amássemos uns aos outros.”  

“Agradeço todas as dificuldades que enfrentei;
não fosse por elas, eu não teria saído do lugar…
 As facilidades nos impedem de caminhar.
Mesmo as críticas nos auxiliam muito.”          

“Emmanuel sempre me ensinou assim:
 Chico, se as críticas dirigidas a você são verdadeiras,
não reclame;
 se não são, não ligue para elas.”

CHICO XAVIER

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VARAL DE LUZES

Publicado por amizadepoesia em Outubro 22, 2007

Vem, dá-me a mão princesa, o mundo é belo!
            Deixa uma estrofe escrita sobre a estante,
            Descalça os teus pezinhos do chinelo
            E vem comigo caminhar adiante!…

            Se o azul combina o tom com o amarelo
            E o arco-íris se inclina em céu distante…
            Por que tu vives dentro do castelo
            Se a vida te ilumina a todo instante?

            Ajunta estes teus sonhos cor de mel,
            Nas rimas de um soneto bem escrito,
            E vamos ser  felizes no papel…

            Colore neste dia um tom bonito,
            Que a noite põe estrelas no teu céu,
            Como um varal de luzes no infinito!

            José Antonio Jacob

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Além do vento

Publicado por amizadepoesia em Outubro 22, 2007

O vento canta docemente,
Uma melodia quente,
Aquecida pelo sol…
Sinto a brisa leve acariciar minha face,
Sinto seu perfume no ar,
Misturado ao de flores do campo.
A fragrância visita minha alma,
A imensidão a frente,
Chego a levitar…
Sinto você…
Como se estivesse ali presente,
Converso com o vento ,meu confidente.
Vento que tem no som segredos,
Recados de amantes apaixonados.
Vou pedir ao vento;
Que fale a você de minhas saudades,
Dos meus anseios.
Ah… se o vento me levasse até você!
Eu levaria,
Meu coração cheio de amor.

Candy Saad

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14:02

Publicado por amizadepoesia em Outubro 22, 2007

Uma cidade é uma cidade
Não interessa seu nome real
Seus entrocamentos,encanamentos
Nem em qual ponto do mapa ela fica

Centenária ou bilionária
Com milhões de pessoas
Cheia de fantasmas,encantamentos
Mística ou nostágica

Uma cidade é uma cidade
Não importa as cores das árvores
A arquitetura dos edifícios Niemeyerianos
Ou o traçado das avenidas enfumaçadas

Pequena,média,gigantesca
Num oasis,planalto,ou numa depressão
No meio das montanhas européias
Na beira do mar mediterrâneo

Uma cidade é uma cidade
Imunda,suja,radiotiva
Poluida,imundada,bombardeada
Coberta de cinzas vulcânicas

Presa nas retinas da memória
Nas escadarias da lembrança
Estampada nas cortinas dos hotéis
Desenhada nas paredes dos restaurantes’

Uma cidade é uma cidade
Embora quem viva nela
Não saiba
Ela é minha casa

Carlos Assis

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Casinha Pequenina

Publicado por amizadepoesia em Outubro 22, 2007

Era ali no pé da serra, que morava
 a felicidade por nós dois acalentada,
entre os vôos da libélula encantada,
com tanta paixão que então reinava.

Sob o crepitar do fogo na lareira,
sentíamos aquecer nossos corações.
Foram tantos momentos e emoções.
Pareciam eternos, para a vida inteira.

Daquele piano, teu enérgico dedilhar,
desvelava das teclas todo o esplendor
das canções que refletiam nosso amor,
de tantos anos juntos, a compartilhar.

Um café quentinho, fumegante, delicioso,
fazia das nossas noites, uma suave ponte,
entre o delírio do dia e a linha do horizonte,
onde nela eu vislumbrava teu olhar guloso.

Nestes sutis instantes, o xale abandonado,
no banco lá da sala, refletia a doce alcova,
num encantado ritual que era toda a prova,
de que jamais nosso amor estaria terminado. 

Não percebi os sinais, quando ele começou a  morrer. 
Foi numa tarde de setembro, que em lugar da tua rosa,
deixaste uma triste carta selando o fim e eu chorosa,
implorei a Deus a tua volta. Sem você, não saberia viver!

Guida Linhares

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NOSSAS NOITES

Publicado por amizadepoesia em Outubro 22, 2007

As nossas noites são doce insanidade,
      loucura de um não querer mais se acabar,
      corpos amalgamados, beijos a trocar,
      Doce desejo que as almas invadem.

      Palavras ditas, carregadas de paixão…
      As carícias benditas a nos envolver,
      tornando-nos, aos dois, em um único ser.
      Mãos percorrendo corpos em exploração.

      Trago-te comigo onde quer que eu ande,
      – lembranças, memórias, reminiscências,-
      meu membro ao recordar-te, se expande

      Tentando compensar essa tua ausência,
      – vazio no peito, que se torna tão grande-
      marcando na carne esta minha carência 

Jorge Linhaça

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Fênix do Amor!

Publicado por amizadepoesia em Outubro 22, 2007

E venho de outros tempos a carregar o fardo,

momentos que pude compartilhar as forças do universo

deparei-me com um amor que castigava-me

ao mesmo tempo que idolatrava-me…

 

Fugi entre as embrenhas deparando-me com anjos

que passam a cuidar de meus  ferimentos profundos,

marcas de uma perseguição sem limites…

De um amor que se impunha através da força

e da arrogância…

 

Passei, então, a esconder-me entre seres de luz,

eles preparavam-me para poder enfim…

reencontrar tal força

e sobrepor em definitivo a ela…

 

Lançado fui novamente ao mundo de expiações…

Escrevendo meus dias com a pena do amor,

Foi-me colocado à frente, por forças ocultas,

a senhora violência…

E, com ela a morte…

Senhora que retirou-me à força

seres que eu amava profundamente…

 

Difícil era o caminhar agora em futuro incerto,

mas deveria continuar

pois, se ao meu lado estava o amor prometido

nele advinha minhas as forças

que necessitaria para alcançar a vitória…

 

E, pisando entre a brasa,

enfrentando a doença, a inveja, a mentira, a falsidade,

prosseguindo fui entre seres de luz…

Entre as letras, e com o bastão que poderá difundir o amor,

fui alcançando horizontes jamais conquistados…

Tocando corações que antes se fechavam atrás das portas do medo,

e calcando e vencendo as barreiras

fui transformando ao redor de mim onde era charco;

em jardins encantando

onde poderia ver novamente entre flores,

pássaros e anjos a bailar…

Até…que a minha frente uma destas provações vindas do passado

machuca-me…

Porém, desta vez, a lança pontiaguda fere ao coração,

mesmo assim apego-me a estas forças que ao me redor sempre estiveram para enfim apresentar-me como o grande Fênix do Amor!

 

Paulo Nunes Junior

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