Arquivos para Outubro 23rd, 2007
Publicado por amizadepoesia em Outubro 23, 2007
Descubra o corpo, a vida, mostra-me o céu,
enquanto quebro pedaços dos meus dias,
misturo paixão e lhe ofereço,
prova, traz a boca que levo o prazer.
Dê-me suas mãos, enrole-as as minhas,
segure devagar o sabor que deixo na boca,
role sobre meu peito, faz-de-conta, feche os olhos
e suba minhas pernas arrastando saliva.
Descanse seus lábios nos meus, deixa que te beije,
fica o gosto do meu corpo misturado aos seus,
o perfume invade nossos sonhos de amor,
a fome não passa, o desejo não passa, o prazer enlouquece.
Abrace minhas pernas, mesmo de joelhos,
sinta o perfume que exala da pele quente,
sugue devagar o prazer dividido, em dois, em mil,
desde que fique entre nós, e eu em você.
Depois de tudo, vire, revire nossas loucuras de amor,
vem sentar aqui pertinho, deita no meu colo,
não estamos mais à procura do desejo, do sexo,
solte seu corpo sobre o meu, relaxa e me ama.
Caio Lucas
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Publicado por amizadepoesia em Outubro 23, 2007
Cuando se ama
todo el cuidado,
y toda la atención ,
consiste sólo en pensar
en la persona amada
Cuando se ama
se desea estar juntos,
queremos la presencia
necesitamos la cercanía,
se quiere la esencia
y se siente el deseo constante
de estar siempre abrazados .
Cuando se ama
se desborda en cariños
queremos sentirnos mimados
queremos estar siempre cerca
Cuando se ama
todo se hace ,
para no contrariar,
para agradar
Cuando se ama
se cede, se transige y tolera
se oye, comprende y acepta
y todo es para conciliar
Cuando se ama
uno se da por entero
quiere ser deseado y desear
quiere ser amado y amar
Cuando se ama
se conjuga con pasión, el verbo amar,
desde el fondo del alma
Y se siente todo el calor del amor, en el corazón
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Outubro 23, 2007
Às vezes queria um pouco de sossego
Para entender as pessoas, suas nuances
Mas não há nada aqui por teu segredo,
Que faz com que de longe as alcances.
Vive-se num mundo frio e desgarrado,
Onde ninguém porém conhece ninguém
É um mundo de ofertas, desconcertado,
Em que, por tua força, tentas ser alguém.
Bicicletas paradas, em jardins de aço.
Crianças computorizadas, de celular.
Onde, aqui, que não vejo, a força do braço?
Que o homem se erga, de uma só vez,
Que nos traga pergaminhos com que pensar,
Quando se exigir que lhes mostremos a tez.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Outubro 23, 2007
Eu pisei numa borboleta num sonho
E o destino ruiu
Sombra ácida manchada na parece
Lembranças vazias ,furiosas
Ontem derramei muitas lágrimas
Faça que valham a pena
Qual palavra nasce no coração
E desaparece antes de chegar no papel
Você pode pensar em adeus
Na pedra dos deuses
Escrevo seu nome
Com o sangue de um dragão
Tanto quero estes lábios de poeta
Bem precioso
Quero liberta-la para dentro de mim
Carlos Assis
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Publicado por amizadepoesia em Outubro 23, 2007
“A vida é um aprendizado…
Cair e levantar…
É recomeçar a viver…
Descobrir novos caminhos…
Aprender coisas que não nos demos conta
na primeira lição”.
Mary Trujillo
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Publicado por amizadepoesia em Outubro 23, 2007
Num caldeirão de signos
a alquimia do poeta
é verter verbo em verso…
Ricardo Mainieri
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Publicado por amizadepoesia em Outubro 23, 2007
Como posso viver em paz recolhida
Se todos os dias morre gente de fome?
Como qualquer vida aqui definida,
Se nem sequer nem isso lhe sei o nome?
Como ter esperança na vida igualitária,
Se os povos são tratados como minorias?
Como tirar do baú minha indumentária,
Se o que vejo todos os dias são patifarias?
O homem é um bicho de tenaz costume,
Mostrando da tez o seu alienado azedume,
Para com os outros, que lhes são iguais.
Não há nada a fazer aqui neste universo,
Todos por todos mostram o seu reverso
E comportam-se como pobres animais.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Outubro 23, 2007
Abri portas e janelasda minha alma,da minha vidaescancarei meu coraçãodeixei extravasar toda emoção,não vou esconder mais nada…vou deixá-lo saber do meu amor,da tentação que é vê-lo esaber que ainda não és meu… Quem sabe! Assim você reparaem mim! Me olha…me nota…Você penetra nos meus segredos,descobre meus miteriosos desejos. Minhas longas noites,emcontemplação com a luapensando em como faze-lonotar minha paixão… Decidi, desnudar meus segredosconfessar meus anseiosque é te-lo nos meus braços. Beijar sua boca gostosa,afagar seus cabelos,deslizandominhas mãos em seu peito,sussurando baixinho,te quero! Plasmei minha almaabsorvendo a suae em noite de luame entrego toda nua,em oferenda aos deuses. Esperando seus carinhosdeixando meus cabelos emtotal desalinho.Minhas roupas amassadas,impregnadas pelo cheirodelicioso que emana de você. Fiz um pacto com as estrelaspara quando você,chegar demansinho, elas brilharem maise mais,para que a luz dos olhosmeus,penetrem nos olhos seus. E sem que eu precise articular nenhuma palavra… você possaentender que eu te amo, que tequero e que ainda vou ser sua…sob os aplausos da lua. Nessa cumplicidade femininaque escuta meus segredos,que conhece meus arroubosque penetra no meu “eu”…enquanto lhe desejo todo meu!
Arneyde T. Marcheschi
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Publicado por amizadepoesia em Outubro 23, 2007
Ficaremos pela noite assim abraçados
ouvindo as batidas do nosso coração
em compasso ritmado de doce canção
a agitar levemente os corpos colados
Deixemos que o prazer chegue pleno
nas delícias de um sentir juntinho
como é bom se ter alguem com carinho
que desperte um bem querer sereno
Na intensidade deste abraçar me sinto
protegida pelo teu acalentar amoroso
e jamais será derradeiro, assim pressinto
Materializando nosso sonho venturoso
possamos beber na taça do amor o absinto
que alucina os apaixonados em seu gozo
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Outubro 23, 2007
Solidão, nem sempre
um escuro espaço na trajetória.
Às vezes se precisa,
ficar a sós por um tempo,
rever nossa estória.
Das roupas se despir,
colocar-se diante do espelho,
olhar fundo nos olhos,
a si mesmo se descobrir.
Precisa-se do outro,
não para aplacar a solidão,
mas sim compartilhar,
sejam palavras, gestos, sonhos
afagados com emoção.
Quando em espelho certeiro,
os olhares se refletem,
seja por amor ou amizade,
ao outro me assemelho…
então me sinto inteiro.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Outubro 23, 2007
Só, triste… Nua…
Vestida de mim…
Sonhos a ermo,
coração enfermo.
Devaneios dispersos
em dores imersos.
Só, sem nada…
Divagando na escuridão
de uma estranha estrada,
repleta de encruzilhadas.
Só, contrito coração
querendo um abraço.
Só, desejando atar-me
em laços perfeitos,
que dissipem este meu cansaço.
Querendo um corpo amigo
que me cubra,
descubra-me
e decifre essa alma,
que ora em fuga,
precisa de um abrigo.
Anna Peralva
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Publicado por amizadepoesia em Outubro 23, 2007
Noite comprida como o lamento triste
que corta a alma em dois pedaços.
Gotículas de suor percorrem o corpo,
e o sono arredio, tarda a chegar.
Qual bailarina dançando entre os lençóis,
ávida pelo suave abraço de Morfeu,
a insone hora percorre angustiante,
até que o cansaço cede lugar ao adormecer.
Na janela do sonho, um árido deserto
em que passos incertos avançam,
em busca de alguém ou algo que dê sentido,
à malograda existência solitária.
A príncipio passos lentos, que aceleram
até tornar-se uma desenfreada corrida,
em direção a algo brilhante no chão árido.
O que será encontrado? Qual seu significado?
Chegando bem perto, uma rosa branca
se abrindo esplendorosa, desabotoando-se,
oferecendo seu explendor ao olhar ávido do sentir
que a vida, pode ser tudo aquilo o que se deseja.
Contemplação plena, olhos extasiados de beleza
fazem despertar o ser interno, que acorda
antes que o amanhecer chegue e de um pulo,
salte da cama e abra as janelas do quarto e da alma.
A visão da rosa branca acompanha o ritual
em que o novo ser desabrochado sente que é hora
de renascer para a vida, reconquistando a felicidade
de sentir-se pleno de Deus, pronto a abraçar novos sonhos.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Outubro 23, 2007
Pergunta ao luar, travesso e tão taful,
quantas vezes meu pensar em ti pousou
cálido semblante a me fitar sorrindo,
entre as estrelinhas que a lua beijou.
Solitária adentro ao mar acolhedor.
De noite a chorar na onda toda azul,
relembro os momentos de sutil emoção,
em suave compartilhar do norte ao sul.
E a saudade invade um coração a espera
de que teus abraços não tardem a chegar.
Pergunta ao luar, do mar à canção
quantas vezes desejei ao teu lado estar.
Tão longe vai meu pensamento perdido
entre ânsias loucas e quimeras de ilusão.
Tantos são os enigmas do amor a desvelar
Qual o mistério que há na dor de uma paixão.
Guida Linhares
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