amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Arquivo para Outubro 27th, 2007

O SOL, DE NOVO…

Publicado por amizadepoesia em Outubro 27, 2007

A escuridão da longa noite se vai…
      A mulher vê que a madrugada agoniza,
      A espera está no fim, sua alma regozija:
      O Sol está de volta; Glórias ao Pai!

      Com as trevas, não foi fácil se imiscuir,
      Sentiu a falta do “astro-rei” de sua vida…
      Na ausência dele, teve a maior ferida,
      Ao ver um dos tesouros, de ambos, partir.

      Assimilou o baque de forma rara…
      Foi pura provação desta sua Passagem!
      Porém, dando mostras de muita coragem,
      Seguiu à risca o que Deus lhe reservara.

      Quanta expectativa!… Desespero, até!…
      O Sol está a caminho, é a luz novamente!
      Com a idéia fixa no retorno iminente,
      Ganha o presente por não perder a fé…

      Dele, ela vai sentir outra vez o calor,
      Contará de novo com sua proteção.
      Afagos, de coração pra coração…
      Nova alvorada… continuação do amor!

      

      Ógui Lourenço Mauri

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Rotinas…rituais

Publicado por amizadepoesia em Outubro 27, 2007

Não permita que seus dias
se tornem insossas rotinas
Cada dia , cada hora cada instante
Tem sua própria graça e magia

Faça que seu beijo de hoje
seja o beijo desejado do amanha
Que o calor do seu abraço
seja o aconchego sempre ansiado

Deêvalor a cada expressão de amor
um carinho, num olhar, numa caricia
numa palavra amiga, num ombro para chorar
e os alimente com seus sentimentos

Atos diários tendem a serem maquinais
podendo perder sua essência
atos contínuos sem consciência
sem o sabor do essencial

Que perde todo seu valor
Se torna vulgar, perde o interesse
enfadado, tedioso, imposto
Não se permita o desgosto da rotina

Mesmo o diário caminho
tem sua própria magia a cada dia
tem seus momentos, situações próprias
Uma nova flor, um novo perfume, uma nova cor

Tenha olhos para ver, ouvidos para ouvir
Coração para apreciar e sentir
a magia de cada instante do seu dia
consagrando-os como divinos rituais

Louvando seu meios e suas companhias

Tornando sua vida uma cerimônia
de sensações, emoções, alegria
que a todos e tudo reverencia, aprecia
Vivendo dando valor ao seu dia a dia
Joe’A

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És Tu…Companheira

Publicado por amizadepoesia em Outubro 27, 2007

Sem saber como
                  numa encruzilhada de destinos,
                  apareceste,
                  nem me fixei em teus olhos,
                  nem tu tão pouco,
                  somente que começamos a conversar,
                  a nos escutar.
                  O tempo nos deu uma piscadela de
                  cumplicidade,
                  brincamos,
                  começamos a ser amigos,
                  começamos brincando.
                  Mas tu estavas perdida,
                  lagrimas de tristeza,
                  eu vivia em meu mundo
                  mágico de cores,
                  me descubria,
                  me sentia,
                  Vivia.
                  Sem dar-me conta  transmiti o que meu
                  coração sentia,
                  sem dar-me conta do que ansiava o teu,
                  corações de prata que se aproximaram
                  cheios de sonhos,
                  almas gemeas que começaram amando
                  em um mundo mágico,
                  inventamos carícias,
                  iinventamos de novo o amor,
                  onde seguiu sempre,
                  jogando com nossos corações.
                  As vezes,
                  ainda que me sinta perdido de amor,
                  quero que saibas que vôo somente de vez em quando,
                  quando menos esperas, a espera,
                  e ainda que com o tempo tu já me
                  conheces melhor que eu,
                  sabes companheira amante,
                  companheira de minha vida,
                  que somente saio a voar,
                  para saudar as estrelas,
                  para brincar com os entardeceres,
                  para indagar nos meus silencios,
                  em minha própria história,
                  mas teu coração sabe que para sempre
                  apareço,
                  que volto a brincar com a magia de tuas carícias,
                  com a cumplicidade de teu olhar.
                  Aí estas sempre companheira,
                  olhar do meu próprio olhar,
                  tu que me ensinas,
                  me entregas a cada segundo,
                  tu que  me fazes sentir sempre,
                  o amor que nunca tive,
                  aí estás,
                  eterna,
                  como o é semrpe nosso amor,
                  nossa amizade,
                  o olhar mágico de teus olhos,
                  cheios de entardeceres, de mar de
                  estrelas,
                  de pequenos detalhes que fizemos
                  imensos como os sonhos de nossa
                  vida,
                  carícias que crias a cada dia,
                  tua doce voz sempre falando com meu
                  coração.

                  Te quero companheira,
                  te quero meu amor
                  nunca  esqueça …

enrique martinez

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As Dores da Escravidão

Publicado por amizadepoesia em Outubro 27, 2007

Eles vieram de tão longe, traziam consigo o medo,

                                As incertezas eram suas companheiras desde cedo.

                                Traziam o sofrimento antecipado dos seus receios

                                E as dores dos açoites, que já sentiam nos navios.

                                Mal chegavam, já eram analisados como animais,

                                Vendidos como meras mercadorias, artigos banais.

                                Trabalhavam duro e sofriam o peso da escravidão,

                                A cada chicotada e a cada açoite, a dor da solidão.

                                A cada ano as esperanças da liberdade se dissipavam,

                                Os seus filhos nasciam e naquele regime continuavam.

                                Enquanto os mais velhos as dores do flagelo sofriam,

                                Os ecos da noite nos traziam os sons dos que gemiam.

                                Ao longe era refletida desses ecos a repercussão

                                E o reflexo do som trazia a forte dor da servidão.

                                Pelo negro, no nosso país, através da escravidão

                                De terras longínquas a saudade do seu natal torrão.

                                Mais navios negreiros que aportavam e a história se repetia

                                Movimentos no Brasil a escravidão, aos poucos, se extinguia.

                                Castro Alves o poeta abolicionista que os seus ideais escrevia,

                                Vozes da África, Navio Negreiro, Os Escravos, primeira poesia.

                                O poeta abolicionista marcou época com sua primeira poesia

                                Mais um nordestino que com força e garra, nascido na Bahia,

                                Seus estudos de Direito na Faculdade de Recife realizaria

                                E o seu grande apogeu no Rio de Janeiro, ele consolidaria.

                                Vinte anos se passaram após a morte do grande Poeta

                                Para se realizar seu almejado sonho, seu grito de alerta,

                                Decretada extinta a escravidão e o grande Brasil desperta

                                Na Lei Áurea está implícita a nobreza da alma do poeta.

 Mercêdes Pordeus

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De coração para coração

Publicado por amizadepoesia em Outubro 27, 2007

Poucas vezes foi real
      Quase sempre ficcional
      (…ganhar a carícia essencial
      reclamada pelo coração!
      ah!, sonho pouco alcançado
      muito pouco vivido!…)

      Mas se fez presença um dia…

      (Carícias vulcânicas! oceânicas!)

      Deixaram lembranças fortes
      Marcaram candente saudade!

      Nem foi preciso a posse física
      (nesta pouco se ganha
      é bem verdade!…)

      …a carícia entregue a outrem
      com tudo quanto a alma sente
      …a carícia mais íntima, recôndita
      que avança sempre mais longe
      feita na entrega sem limite
      de coração para coração!

      Lígia Antunes

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ESSAS COISA DE AMOR…

Publicado por amizadepoesia em Outubro 27, 2007

Essas coisas de amor são todas muito loucas:

      palavras por dizer, suspiros às metades;

      mentiras mascarando as dores das verdades;

      mortes a perseguir as vidas - já tão poucas;

      

      omissões usurpando o lugar das vontades;

      silêncios sepulcrais entre as frases mais ocas;

      ecos de viva voz para as orelhas moucas;

      olhares que preterem suas liberdades

      

      - porque a loucura, em nós, foi mal configurada:

      é sempre uma alucinação, um desatino,

       uma síndrome espúria a ser erradicada.

      

      E seria tão outra a nossa realidade,

      se, admitindo o amor por natural destino,

      incluíssemos o amar em nossa identidade.

Aurea Pinto de Miranda

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Carícias do último entardecer

Publicado por amizadepoesia em Outubro 27, 2007

O sol nas últimos acordes
      antes de mergulhar no horizonte
      ainda réstias de um ameno calor

      A lua cheia de meiguice aparece
      silenciosa e serena.
      O vento suavemente sopra sobre todas as águas
      Os pássaros num vôo harmônico colorem o adeus
      em verdaderas sinfonias

      Sensações palpitam em buscas de tantas carícias
      conjugam em conspiração com a natureza
      movimentos lentos de pensamentos lentos
      entre perfumes
      de orvalhadas flores
      abandono em lembranças
      no corpo que a alma invade
      em sonhos
      vivas lembranças
      de carícias de um último crepúsculo

Maria Thereza Neves

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NADA EXISTIRÁ

Publicado por amizadepoesia em Outubro 27, 2007

Nada entre nos existirá
      Para que se faça a magia
      Deste momento único… Impar!
      Por nós há tempos esperado.
      Nesta volúpia de desejos
      Seguiremos nossa busca
      Aprofundando cada vez mais
      Carícias até alcançar o ápice
      A plenitude do sexo por inteiro
      Sem mais lembrar as barreiras
      Que impediram até agora
      Nosso desejo se realizar…

   ANA KILESSE

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Caricias ao luar

Publicado por amizadepoesia em Outubro 27, 2007

Sob  os lucíferos raios do plenilúnio
      Deixamos fluir os encantos do amor
      esquecemos os antigos infortúnios
      mergulhamos num desejo abrasador

      Minhas mãos percorrem os teus mistérios,
      tuas mãos desvendam os meus segredos,
      percorremos os nossos hemisférios

      o mar testemunha os nosso brinquedos
      torna-se enfim o nosso batistério
      desse amor vivenciado sem medos.

 Jorge Linhaça

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ROSA VERDADEIRA

Publicado por amizadepoesia em Outubro 27, 2007

Borboletas revoloteiam travessas
            Sem se importarem com o que se determina
            Mas de você depende continuar a vê-las
            Não deixe proliferar as ervas daninhas
            Não deixe morrer as flores sem fim
            Não afugente as lépidas andorinhas
            Não pense mais assim

            A poesia sempre será companheira
            Tão suave como uma doce melodia
            Esteja certo, nunca vai  nos abandonar
            Não se deixa morrer ao findar a luz do dia
            Porque o poeta sonha e jamais pode calar

            Isso não pode acontecer
            Não deixe abandonado o teu jardim
            Sempre renascerá a esperança, podes crer
            As pragas serão varridas até o fim
            Se secará totalmente o pranto
            Por ação da rosa verdadeira…
            A que embala sonhos e nosso canto
            Que existe e persiste a qualquer barreira

Malu Otero

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ADEUS ÀS BORBOLETAS

Publicado por amizadepoesia em Outubro 27, 2007

Digo adeus as borboletas..
            Que voem para o infinito
            Levando meu grito de agonia.
            Se possivel alcance uma estrela e nela deposite
            Todo a saudade de meu ser já quase sem esperança

            Na minha poesia já não encontro as rimas
            Ficaram naquele adeus..
            Se assim for, para sempre será
            Se a luz acender, nunca mais se apagará
            Se encontrar a rima que o poeta escreveu
            A poesia é você e a poetisa sou eu !

            E no azul desse infinito céu um colorido brilhara
            Meus olhos cheios de lagrimas e cansados veram
            as borboletas voltaram para trazer
            O aroma desse amor infinito
            E a lua que tantos segredos guarda
            Um dia podera te dizer

           Flor de Seda

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ADEUS MEU AMOR

Publicado por amizadepoesia em Outubro 27, 2007

Era, no final das contas,
            para que eu te cobrisse
            com os raios do sol
            no início da primavera.

            Só assim eu poderia plantar
            sorrisos coloridos e ingênuos
            no teu rosto de menina.

            Mas na tarde preguiçosa de verão,
            esse sol frio, produz uma sombra
            mesclada e calma na janela
            e emoldura teu rosto,
            em um espelho que não é meu,
            em um sonho que não me pertence.

            Hoje a Lua vai dormir
            nas folhagens da tristeza,
            levando com ela as flores
            que ficaram pelo caminho
            e essa esperança leve, quase morta
            de um dia poder olhar dentro te teus olhos.
            Pois o puro amor nunca morre.

            “Apenas adormece”.

            Giovanni Leandro

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ADEUS BORBOLETAS

Publicado por amizadepoesia em Outubro 27, 2007

Digo adeus…borboletas
            deixo-as voar em outros jardins.
            Despeço-me em agonia
            que morra todas as flores.
            Que o limo e a tristeza
            levem os passarinhos
            a cantar em outras paragens.

            Adeus versos…Adeus poesia
            que as borboletas
            que vivem
            em um canto do meu coração
            se encontrem um dia
            no alvoroço da manhã.

            Cala-me a voz
            silêncio na alma
            não tenho mais nada a falar.
            Morreu a poesia.

            Quem sabe um dia
            voltem as borboletas
            e em meu jardim.
            Brotem flores de alegria.

 Luiza Porto

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ADEUS ÀS BORBOLETAS

Publicado por amizadepoesia em Outubro 27, 2007

Digo adeus às borboletas
      deixo-as à voar  ou a morrer.
      Despeço-me do meu jardim:
      que o entulho o recubra enfim.
      Que os cardos e os espinhos
      afugentem os passarinhos,
      tingindo o chão de carmim.

      Adeus  versos…adeus poesia,
      -borboletas saídas de mim-
      quem sabe encontrem um dia
      refúgio nalgum outro jardim
      Cala-me a voz a agonia,
      silencia-me a alma a covardia
      dos que tanto exigiram de mim.

      Quiçá um dia brote deste pranto
      um canteiro de flores verdadeiras
      não as de sorrisos plásticos, mancos,
      a esconder o desamor na algibeira.

 Jorge Linhaça

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