amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Arquivo para Outubro 29th, 2007

NOCTURNO EM SETEMBRO

Publicado por amizadepoesia em Outubro 29, 2007

Hoje a lua nasce muito mais tarde
Nesta tristeza que trago comigo
Rompe farrapos do céu sem estrelas
Prata que não tange os sinos da aldeia
 
Dormem os poetas da minha rua
E os cães ladram sem saber porquê
Enquanto mais além é o silêncio
Que governa o tempo e o espaço
 
E eu observador intemporal
Prisioneiro de minhas verdades
Deitei-me logo   a adivinhar
 
Se mais tarde quando o sol nascer
A lua lhe vai dizer em segredo
A solidão que passou esta noite
 
joaquim evónio

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UM DENTISTA ACUDA

Publicado por amizadepoesia em Outubro 29, 2007

Pois semelhante foi a minha experiência
Às vésperas de uma viagem fui me inspirar
Pra trocar amálgama, coisa sem urgência
Me arrependi pra valer de tanta dor suscitar

Caí na mão de outro dentista pra reverter
Com olho azul, cor do mar, aí fui mergulhar
Muito tratamento de canal tive que fazer
Parecia que o mal já não ia se solucionar

Por fim, terminou todo o padecimento
Tudo porque mais bonita eu quis ficar
Agora penso bem pra evitar sofrimento

Eu viajei bonita e já sem nenhuma dor
Porque toda ela passei antes de viajar
Depois disso, encontrei um lindo doutor

Malu Otero

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ENCONTRO DE PRIMEIRO GRAU

Publicado por amizadepoesia em Outubro 29, 2007

Hoje tive um encontro imediato com um dentista
Logo por sua iniciativa armou-se em anestesista
Aplacou-me o dente co uma ferramenta sarnenta
E vai daí foi bom de ver quem aqui e ali aguenta

As dores insuportáveis que este douto fantasista
Fez-me sofrer a bom sofrer parecendo alquimista
De antes ver para crer com sua poeira pestilenta
Que no seu vil dizer - prova dada - nos acalenta

Sei dizer de um dois errantes dentes lá descobriu
Um juntinho ao outro como siameses bem cotados
Meteu alicate bem aplicado e um de dois me partiu

Que fazer com um desgraçado destes sem piedade
Que aos meus dentes tão lindos e bem alicerçados
Para todo sempre deixaria uma enorme vil conclave

Jorge Humberto

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DIRECTRIZES

Publicado por amizadepoesia em Outubro 29, 2007

Sonho com um mundo justo, igualitário,
      Prezando a verdade de nosso legado.
      Acabar com todo o estado totalitário,
      Que nos rouba impune nosso predicado.

      Sonho com crianças e velhos felizes,
      Que a raiz dos problemas acabe de vez.
      Que o que falas hoje não cicatrizes
      Por puro medo teu ou triste timidez.

      Chama-se a isso carácter e certo carisma,
      Volteiam mil pessoas ao teu redor;
      Inda que te norteies pelo mesmo prisma.

      O importante é ser-se flexível e resoluto,
      Pôr em cada coisa todo o teu amor,
      Falar-se em inteligência é ser-se astuto.

      Jorge Humberto

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CELEUMA

Publicado por amizadepoesia em Outubro 29, 2007

Enciendo un cigarrillo
      Pasa de largo un coche distinto.
      Otra vez estás en ese asunto
      Y más ahora que ya no estamos juntos

      Esto todavía va a matarme
      Bueno. yo intento conformarme.
      Si ya te lo hice ver tantas veces
      Me decías que eran pequeñeces

      No es que no aprecie la vida
      La encuentro bien de vida.
      Ah.. menos mal que la aprecias
      Ojalá no sean palabras vacías

      Golpeo callado el cenicero
      Y voy en un lujoso crucero.
      Terminas así, desde siempre
      Entre un cigarrillo y un café

      Talvez vaya para las Caraibas
      A hacer surf en las avenidas.
      Alumbrarás las oscuras calles
      Más que el Faro a Colón, con tus detalles

      Rayos! otro cigarrillo!
      No es de admirar el súbito catarro.
      Pues yo ya me lo imaginaba
      Tu pulmón de ayuda necesitaba

      Y así acaba el sueño aduanero
      Pues me falta el dinero.
      Por supuesto, malgastas tus horas
      Entre los tragos y el tabaco te agotas

      Prometo. cigarrillo nunca más!
      Pero ¿porque digo yo. jamás?
      Oye, no lo vuelvas a prometer
      Dirás: existe una razón por conocer

      En este intervalo de un poema
      Levanté la mayor celeuma.
      La soledad la llenas así
      Porque te despediste de mí

      Y ni así gritando
      Dejé de fumar.
      No sigas penando
      Ven a buscarme

Jorge Humberto
      Malu Otero

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Apenas um sonho

Publicado por amizadepoesia em Outubro 29, 2007

Sonhei que subia
      as escadarias de uma ruela
      própria de cidade rústica,
      entremeada de casarios antigos,
      onde debruçavam-se trepadeiras
      a exalar perfume de flores,
      onde a tranqüilidade fazia morada,
      na paz que preenchia a minh`alma.
      
      Escutei uma voz
      atrás de mim que dizia:

       “Manda-me Amor que cante docemente
      o que ele já em minh`alma tem impresso
      com pressuposto de desabafar-me..”
      
      Estes versos eu conhecia
      Canção IX de Luiz de Camões…
      Mas quem os estaria recitando,
      não conseguia enxergar, havia uma névoa.
      
      Parei no alto da escadaria,
      e procurei em todos os cantos,
      nas janelas escancaradas e
      mesmo nos olhares da gente
      que debruçada olhava a calçada.
      
      “Eu cantarei de amor tão docemente,
      Por uns termos em si tão concertados…

      Sussurrava a voz em meus ouvidos.
      Prontamente respondi, sem mais demora:

      “Que dos mil acidentes namorados
       Faça sentir ao peito que não sente…”
      
      Então teus braços me enlaçaram,
      com um doce beijo na nuca.
      Virei pra ver teu rosto… Acordei!
      Estava sonhando!

      Guida Linhares

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Amor…na rede do coração

Publicado por amizadepoesia em Outubro 29, 2007

Vem, vem logo para mim
meu coração não agüenta mais
de tanta vontade de você
Pega a primeira nuvem
Ao sabor da brisa que passa
seguindo o farol do meu amor
na direção do meu coração
saltando de nossos sonhos
nossos anseios em realização
em meio a tantas flores
coloridas, perfumadas
cheias de vida, de viço
desejos desabrochando
Nos realizando
Nossos corações em transfusão
nos doando, circulando
os fluidos de nossa paixão
palpitando nas mesmas sensações
numa só poção,… sentimentos e emoções
uma só corrente de amor
como lavas ferventes, delirantes..
pulsam paixão, circulando amor…
seu, meu,
de coração para coração
Joe’A

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Se a lua não fosse tão indiferente…

Publicado por amizadepoesia em Outubro 29, 2007

 Se a lua não fosse tão indiferente…
      Se o mar falasse… um dia desses…
      Se as areias da praia ficassem para sempre
      naquele mesmo lugar…
      
      Se a madrugada não fosse fugidia…tanto!
      Se a paixão não fosse tão fugaz!
      
      Ah!
      Quantos versos de amor
      meu coração faria…
      tonto,
      seduzido,
      envolto em carícias proibidas
      desse teu jeito único de amar!
      
      Yeda Araujo Pereira

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Carícias ao Luar

Publicado por amizadepoesia em Outubro 29, 2007

As carícias são penas de virtudes
      que dançam ao Luar
      com a frescura das flores
      por entre a paixão verdadeira

      Dançam por entre as sereias
      num mar sonolento
      com a criatividade do homem
      no silêncio da humanidade

      As carícias esquecem a guerra
      são ternas como as rosas
      com seu aroma sorridente
      para uma humanidade sedenta de paz.

 Pedro Valdoy

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As borboletas

Publicado por amizadepoesia em Outubro 29, 2007

  Quando o vento entre as arvores solfeja,

                  Dizendo adeus às borboletas que se vão,

                  Como lírica música que a arvore boceja

                  Quando as pétalas são jogadas no chão.

                  

                  Borboletas são as luzes bruxuleantes

                  Das amareladas e moribundas folhas,

                  Não mais flores com odores inebriantes

                  E multicoloridas arvores em desfolhas.

                  

                  Borboletas murmuram ao rio melancólico,

                  Quando as estrelas se protegem do sol

                  Acenando e montadas no vento eólico

                  Executando linda sinfonia em si bemol.

                  

                  As borboletas são como folhas caídas,

                  São as lágrimas da vida de rara beleza

                  Nos jardins de belas flores amarelecidas

                  Ciclo harmonioso do mundo da natureza

  Quando o vento entre as arvores solfeja,

                  Dizendo adeus às borboletas que se vão,

                  Como lírica música que a arvore boceja

                  Quando as pétalas são jogadas no chão.

                  

                  Borboletas são as luzes bruxuleantes

                  Das amareladas e moribundas folhas,

                  Não mais flores com odores inebriantes

                  E multicoloridas arvores em desfolhas.

                  

                  Borboletas murmuram ao rio melancólico,

                  Quando as estrelas se protegem do sol

                  Acenando e montadas no vento eólico

                  Executando linda sinfonia em si bemol.

                  

                  As borboletas são como folhas caídas,

                  São as lágrimas da vida de rara beleza

                  Nos jardins de belas flores amarelecidas

                  Ciclo harmonioso do mundo da natureza

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DIGO ADEUS ÀS BORBOLETAS

Publicado por amizadepoesia em Outubro 29, 2007

  Asas em furtacor, no etéreo azul
                  vão as borboletas do meu Self
                  poesia num jardim primaveril
                  serenidade da alma - liberdade.

                  Borboletas minhas vão e vem,
                  enfeitam caminhos petrificados
                  vão pousar em solo infecundo
                  colorir um olhar desencantado.

                  Deixo-as partir sem contestar
                  sei que aqui voltarão a adormecer

                  não há morte, nem fim do mundo:
                  No meu peito renascem as borboletas

                  Aprisionamento é morte em vida

                  Faça-o como as borboletas,

                  adormecer para renascer.

                  Soltem as borboletas porque elas nasceram

                  para a liberdade, e viverem eternamente.

Marlene Constantino

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NEM BORBOLETAS NEM FLORES

Publicado por amizadepoesia em Outubro 29, 2007

De borboletas e flores
                  Quase não sei falar.
                  Sei mesmo é contar das dores,
                  Que o amor me faz passar.

                  Borboletas voam livres,
                  As flores tem seu perfume.
                  Mas o meu amor só vive,
                  A me ferir de ciume.

                  Por isso não quero deles,
                  Nem liberdade ou olor.
                  mesmo as achando tão belas,
                  Pois elas lembram minha dor.
Grazi Henriques Ventura

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Adeus às Borboletas

Publicado por amizadepoesia em Outubro 29, 2007

 Para onde foi borboleta, se nem disse adeus?

                  Já não vem mais alegrar o meu jardim.

                  As flores choram de saudade a sua ausência

                  Esse jardim só tinha alegria e

                  Cores com sua presença.

                  Voas em outro jardim que não é o meu

                  Afastou-te sem razão deixando a dor

                  E a saudade do seu voar.

                  O verde da esperança já está a desbotar.

                  As cores da alegria estão acabando.

                  Volta aqui borboleta, o meu coração

                  É o seu jardim.

                   Venha, devolva as cores que você levou.

                   Pousa seu beijo na rosa que morre

                  Sem alegria com sua ausência.

                  Volta borboleta, devolva alegria ao jardim

                  Do meu coração.

                  

                  Regina Silveira

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QUANDO OUTRO ALGUÉM TOCAR TEU CORPO.

Publicado por amizadepoesia em Outubro 29, 2007

Quando outro alguém tocar teu corpo;
      Cuidado para não te traíres,
      e os carinhos meus tu sentires,
      ainda que esteja para ti morto.

      Quando outros lábios te tocarem,
      e na volúpia de um desejo,
      calarem-te a boca num beijo,
      não penses nos meus tocares…

      Quando adentrarem teu segredo,
      em ritmados movimentos,
      Não deixes aí que os teus medos,

      Tuas lembranças e sentimentos,
      te recordem nossos brinquedos,
      nem de nosso tesão os momentos.

 Jorge Linhaça

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