Cantiga
Publicado por amizadepoesia em Novembro 6, 2007
Em minha rua mora um anjo
dono da situação.
não se chama solidão
e faz-se, ao som de banjos,
puro espargir sedução.
Em minha rua há uma espera
do tamanho do horizonte,
cinzentas são as quimeras
mas, em minha rua há uma fonte
que às vezes lava mares
de malabares quebrantos
e banha recém nascidos
ao primo canto, ungidos,
no feitiço de outros ares
contra males de outros cantos.
Sou vizinha de uma jura
que briga com a razão
um alongado perdura
num resquício de emoção
Meu olhar emoldurado
pelo quadro da janela
cotovelos tão calados
silêncio de tanto ver
do parapeito encantado
o anjo a passar por ela.
Elane Tomich





isabella disse
gostei muito da poesia
miguel neto disse
gostei muuuuuuito da caatinga
miguel neto disse
nao gostei