Arquivo para Novembro 8th, 2007
Publicado por amizadepoesia em Novembro 8, 2007
Tener pena de los otros es cosa de petulante,
Pero pareciéndose con un veraneante,
Fotografiando aquí y allí a desgracia ajena,
Llenos de gracia descabida y verborrea.
En fin hay muchos allí que se juzgan los tais,
Que todo pueden, tratando como animales
Los que les son iguales, anti congruencia
Reinando incólumne - y en permanencia.
Criaturas pidiendo atención son repelidas,
Por estas gentes sin corazón impedidas
Por el egocentrismo que las pierde de todo.
Y regressando a casa llenas de vil ánimo,
se pone a fumar ciertas flores de cáñamo,
Para así olvidar sus casas de lodo.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 8, 2007
Quando ando nas ruas
Vejo fantasmas cinzas
Enfilerados nas calçadas
Observando o trânsito caótico
Feito gerânios balançando ao vento
Ou então acompanhando as pessoas
Nas plataformas dos trens
Ninguém percebe a companhia
Enquanto a amargura da vida
Desfaz os castelos de cartas
Todos os pássaros cantam
A beleza de um amor impossível
O desejo deixa um peso
Âncora afogada num oceano azul
Presa aos corais
Navios despedaçados
Criei raizes nas nuvens
Na terra da loucura
Fiz uma limpeza
No tecido espiritual
Com agua e sabão de glicerina
Apenas os sonhos perdidos voltaram
Fiquei vazio mas tanto
Que nada mais importa
A batida do coração
Tambores de guerra
Traz lembranças fatalistas do futuro
O reinado da poesia se foi no ralo
Outras perfomances são esperadas
Algemas místicas prendem-me ao destino
O fruto da paixão é uma existência dentro do céu
Talvez você esperasse mais algumas linhas
Mas o que esta feito apenas esta feito
A mão flutua no verso
Vozes falam de cometas
Sentimentos são auroras
Carlos Assis
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 8, 2007
A dor… cinzel cruel
corta a alma
corta a carne
corta o coração
esculpindo, cinzelando
cortando arestas
boleando as formas
ferindo, cicatrizando
torturando erros e pecados
boleando as virtudes
domando as paixões
cimentando pedaços
e da dor
já em cinzas
a Fenix esculpida
renascerá
em direção ao sol
voará
pronta
para a exposição
da Vida
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 8, 2007
Fez tanto luar que eu pensei em teus olhos antigos
e nas tuas antigas palavras.
O vento trouxe de longe tantos lugares em que estivemos
que tornei a viver contigo enquanto o vento passava.
Houve uma noite que cintilou sobre o teu rosto
e modelou tua voz entre as algas.
Eu moro, desde então, nas pedras frias que o céu protege
e estudo apenas o ar e as águas.
Coitado de quem pôs sua esperança
nas praias fora do mundo…
- Os ares fogem, viram-se as água,
mesmo as pedras, com o tempo, mudam.
Cecília Meireles
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 8, 2007
Nesta vida inteira vi muitas definições de “amigo”
nenhuma tão verdadeira quanto esta,
que tenho agora comigo.
Não foi uma definição escrita, lida, ou mesmo falada.
Foi sua atitude bonita, sem ter pedido nada.
Não poupou as palavras, ditas com sinceridade.
Foi leal, foi fiel, sem nenhuma maldade.
Abusou da franqueza dizendo o que achou que devia,
mas mantendo a fineza, que uma dama merecia.
Mostrou-me o caminho que eu não deveria tomar,
pois, como um pássaro cego, eu tentava voar.
Na profundidade desse seu gesto, pude compreender:
Você sabia muito mais de mim,
do que eu deveria saber.
E nesse seu ombro amigo eu pude, inteira, me apoiar.
Eu que só queria sua mão para segurar.
Para “amigo” não busco mais nenhuma definição,
porque carrego esse seu gesto bem
guardado no coração.
Sílvia
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 8, 2007
Amor eterno que permanece em cada palavra
que minha boca pronuncia em cada carícia
que o vento arrasta…domina..
faz que o sentimento para voce se abra
Sensações das lembranças que vivemos
pensamentos de que permaneceremos unidos
através dos tempos e do espaço
me deixarei levar por ti por muitas estações
O desejo por voce a flor da pele
que me queima que me deixa com seu sabor
porque somente em minha memoria te posso trazer
a meu leito, e em cada noite fazer um amor de enlouquecer
Desperto necessitando de voce cada vez mais
desesperado por amar voce sem me importar
nos que os outros possam pensar
se dirão que estou aqui e voce lá
Nao mais que dizer que voce é para mim
esse amor tão belo que não tem fim
que para sempre estarei junto a ti…
Martha F de C
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 8, 2007
“A quien yo quiero, no me quiere
quien me quiere yo no lo quiero”
Gravados a sangre y fuego en el corazón
y en el sentimiento de tantos en este mundo.
Es tanto amor, tanta ilusión tirados
tanta desdicha, tanta tragedia
en el día a día de quien ama
y fué dejado.
Corazón que duele, corazón que llora
por fantasiar en sus propias ilusiones
por embriagarse en sus propios sueños
por no caminar en los pasos de su propia realidad.
Que su musa, su amada,
por amado no lo tenía ni lo quería,
estuvo con él por el tiempo que le convenía
Fuera por atraccion, o por admiración, nó por pasión.
Fué apenas por querer, nó por amar
Quien tiene amor en el corazón
desea formar pareja, unión
Acción que no cuaja con la reacción.
Sentimientos y sentidos
atropellados por el nó, recordando del
“Yo hice lo mismo con quien me quería”
sintiendo en el alma el dolor que antes no sintió.
Cuando dijo el nó a quien lo amaba
un nó que hoy dilacera su corazón
que sangra en el amor mortales sentimientos
en las heridas que no cicatrizan en su propio corazón.
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 8, 2007
É mais ou menos isso…
se livrar de velhos e antigos vícios,
se entender como seu mais importante compromisso.
É desatar nós…
estar de bem com você, à sós!
Passar por vários vendavais
e ainda curtir cada gota de chuva que cai nos temporais.
É se permitir chorar
sabendo que amanhã o sorriso vai chegar.
É por todos os amores sofrer…
é amar pra valer!!!
É sempre voltar forte ao início…
encarar o tempo sem perder o viço.
É….
Acho que liberdade é isso!
Andréa Maia
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 8, 2007
O olhar artesanal atazanando o artesão
…sobre pares de vasos
As duas metades iguais seriam tão igualáveis?
Como os doces quadros de São Cosme e Damião
Com(o) os modelos das meninas de Renoir…
Trovões nas nuvens! Gritam bem alto
Com o azul e o rosa desembaraçado nos panos
quando o povo na seca está morrendo de sede
- Onde há Pólux sempre haverá um Castor
Às partes aparentemente semelhantes:
Somente a ironia encara melhor de frente a dor
“O tio da “Divina” de Machado de Assis:
proibira-lhe o namoro, há muitos anos atrás,
com o conselheiro, que o chama de “velha alma aleijada”,
pois este usa Quintilha como “muleta”.
Sim, ha_verão anos adiante na sala de cirurgia…
Para quem tira pedrinhas das estradas
Catando cacofonias
como quem explora versos oriundos de uma SÓ palavra
há alunos que não desejam aprender
há professores que não se deixam ensinar
o brilho do pedestal não é o dos reis e rainhas,
Salomão,
para quem distribui pedacinhos de pães aos pombos
(possivelmente se pode estar redondamente enganado)
A certeza nunca é absoluta para a senhora Incerteza
Relativa é a mente… para dois pesos a mesma medida?
A amargura do mal é tão forte quanto doçura do bem
Paraíso e o Inferno no meio do Purgatório de Dante
Como uma abelha num instante beija uma flor no espelho
As asas batem no mesmo ritmo ao amanhecer o dia?
Tal qual a divisão de um triângulo equilátero partido
Tudo que é expressamente proibido surpreendente e vivo
Armadilhas formar-se-ão a seu critério pessoal
Poderia ser imparcial mas nem todo jornalista o É
Poderá aprender o discernimento aprendiz dos juízes
Tendo os olhos críticos de um crítico de Arte
Apenas se cria fotografando… minuciosos detalhes
Fatos reais nem sempre são tão verdadeiros.
Rosangela_Aliberti
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 8, 2007
Dizem que sou um gato
um gato em cima de dois pés
só por que sou bem pacato
e gosto de colo de mulher
mas to mais é pra tigrão
tipo tigre de bengala
mas eu não ligo não
para o que o povo fala.
Vou levando minha vida
assim meio devagarinho
esperando uma menina
que me cubra de carinhos.
Que me faça ronronar
deitado no seu colinho
e as nossas noites passar
enroscados em nosso ninho.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 8, 2007
“Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos.”
Luiz Vaz de Camões
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