Arquivo para Novembro 9th, 2007
Publicado por amizadepoesia em Novembro 9, 2007
Tenho medo…
das encruzilhadas da vida,
dos desvios inesperados,
da interrupção do caminho,
de deixar de sonhar,
de perder meus ideais,
do abalo da minha fé,
da hipocrisia,
da injustiça,
da traição,
das dúvidas do destino,
do que esconde o horizonte,
do desconhecido,
do fim de tudo,
do vácuo…
Tarcísio Ribeiro Costa
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 9, 2007
Meus medos estão na sombria vastidão de sentimentos
onde se perdem muitas emoções já vividas e sentidas
num espaço pequeno de tempo, tendo envolvimentos
e depois ele me tira tudo, até as sensações já vividas
Frios e tenebrosos medos, que entranham na alma
fazem sentir agonia, sensação de mal estar e gelo
nos tiram o ar de alegria, entorpece e, tira a calma
de repente tudo deixa de ser colorido, falta o belo
Meus medos estão na antemorte, pior que a morte
coração em desalinho,oco, me sinto um estorvo
não vejo luz no fim do túnel, onde foi minha sorte
os medos levaram minha vontade de tentar de novo
Vou tentar recomeçar do marco zero de minha vida
renascer feito fenix, de onde nem cinzas restaram
fazer acontecer de nôvo e caminhar nessa lida
trazendo de volta ao coração as coisas que sobraram!
SUELYDAM
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 9, 2007
Em nosso íntimo, sempre algo tememos,
repetir dores passadas que sofremos…
ou problemas que nos prejudicaram,
e que ao desespero nos levaram…
Pode ser aquelas perdas, tão sentidas,
mágoas que não queremos ver repetidas…
São temores que nos assolam,
que nossa paz atrapalham.
Apenas a paz queremos ter,
já nos cansamos de sofrer…
e para esses medos evitar,
não devemos em aventuras entrar…
Aventuras com futuro incerto,
é um problema quase certo…
Vamos manter os pés no chão,
tranquilizar o coração…
Não mais aquela louca aventura,
que poderá nos renovar a tortura…
trazendo de volta aquela sensação
que nos causou tanta desolação…
Continuar por trilhas conhecidas,
que estão sendo em paz percorridas…
Viver com a sensação de medo,
é fazer da vida apenas um arremedo…
Marcial Salaverry
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 9, 2007
Não tenho medo.
Posso lutar contra as trevas,
seguir em frente,
despencar das alturas,
quebrar as pedras que aparecem
em meu caminho,
tentando impedir-me
de prosseguir vivendo,
e dizer, com todas as letras,
que amo e creio na força
do poder divino
colocado em minhas mãos,
com a liberdade de usar a palavra
da verdade, e a emoção
de arriscar, errar e levantar,
sempre com a cabeça erguida,
honrando o mérito de ser quem sou.
Não tenho medo;
entretanto, receio
não saber se deixarei
ao meu legado a coragem
de não temer os espinhos
das rosas que plantei
na terra dos homens
sem paz , sem lei,
sem fé, sem justiça!
Schyrlei Pinheiro
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 9, 2007
Ah! esses medos
Essa minha Alma amendrotada
já tão machucada
já tão cansada
que se esconde de si mesmo
desses medos por ela vivenciadas
Medo de Amar…
O medo da dor presenciada
a cada passo que dou
medo de outras dores que não são minhas
mas me fazem temer a dor do outro em mim…
Ah! essa Alma tão sofrida tem medo de se felicitar
pela perda inexorável
a cada encontro que tenho
encontro com o amor…
encontro
com a gargalhada ingenua… sincera …inteira
Ah! esse medo da perda antes mesmo
do ganho alcançado
Essa minh’alma em frangalhos caminha medrosa
sangrando
e se pergunta o porquê de tantos medos
se nada mais tem a temer…
ou perder… !!
Angella Tavares
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 9, 2007
Medo que assola
Me enrola em seus braços
Trazendo tantos tormentos
E lamentos em tantas gargantas.
Medos de tantas caras
De muitos ritos
Nos gritos esbugalhados
Escorrendo por toda parte.
Medos escuros e turvos
Impregnados nas entranhas
Voraz em sua sede
Dolente por tantas vezes.
Medos que arrasam
Que se prostram incisivos
Tira a paz
Traz grande martírio.
São tantas as formas
E tão disformes…
Nas tempestades que carrega consigo
Deixando a vida em extremo pavor
Exterminando tudo.
Medos…
Tantas caras!
Fecho minhas portas prá ti
Prefiro assim…
Fique longe de mim!
Marcos Sergio T. Lopes
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 9, 2007
Não vejo o que temer
Estamos aqui para ensinar e aprender
Plantamos a semente do bem
Não fazemos mal à ninguém!!!
Não é fácil compreender
Vamos tentar ao menos entender
Nesse eterno vai e vem
Quem é quem para julgar alguém!!!
Justiça está a chegar
É vista em todo lugar
É a separação da raça
A limpeza será quase em massa!!!
Verdades duras e puras
Estão escritas nas escrituras
Questão apenas de tempo
É só ler o que diz o vento!!!
Eu? vou continuar a semear
Sei que não vou à todos agradar
Sei que sou capaz
Serei um mensageiro da Paz!!!
Sei o caminho que faço
Por nada me embaraço
Mentes evoluidas comigo estão
Vem…dê-me sua mão!!!
JRonaldo-JR
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 9, 2007
Ah tenho medo…
da fome que assola os povos;
da descrença dos homens;
da perda da pureza;
dos vícios que tomam os jovens;
da solidão companheira dos anciãos;
Ah tenho medo…
dos falsos amigos;
dos falsos profetas;
dos governantes facistas;
da tentação;
da traição;
Ah tenho medo…
dos demônios vestidos de anjos;
Aos meus medos…
Respondo com amor.
Esta fonte inesgotável
que me é dada sempre
pelo rei do universo!…
Paulo Nunes Junior
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 9, 2007
Ele me desnuda!
Fico sem vergonha, sem reserva, sem pretensão de ser algo mais que não seja ser a fêmea dele.
Ele me desnuda!
Nele sou simples, quinta-essência, plenitude sem camuflagem, sem pudor e sem parábola, sem pressa e sem tempo, sem ontem e sem amanhã.
Ele me desnuda!
Viro lama e dama; verdade e mentira; defeito e qualidade; direita e torta; feia e bonita; aplauso e vaia; comédia e drama.
Viva a antítese!
Ele me desnuda de mim e me cobre inteira dele.
Ele se desnuda!
Fica sem vergonha, sem reserva, sem pretensão de ser algo mais que não seja ser meu macho.
Não somos mais uvas soltas. Somos um cacho.
Quem se desnudou primeiro? Fui eu ou foi ele?
Rosa Pena
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 9, 2007
Um mundo melhor…
Em uma de suas mais preciosas frases, Madre Tereza de Calcutá pedia a Deus:
- “Senhor, permita-me que, quando alguém falar comigo, ao se afastar de minha presença tenha se tornado uma pessoa melhor.”
A profundidade de tão simples palavras revela bem o significado de nossa presença neste mundo: que tratemos nossos semelhantes como gostaríamos de ser tratados, que sejamos veículo de exemplos dignificantes e fontes de influências positivas, contribuindo para que do mundo se torne um lugar cada vez melhor.
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 9, 2007
Aquel momento de placer
que me deja sin sentido,
con tu mórbida escultura
atrapada en nave celestial,
hasta las nubes me remonta
con canción de ruiseñores,
salpicando nuestro amor
al sol, la luna, las estrellas
que en total complicidad,
gozosos velan día y noche
en perpetuar aquel momento…
aquel momento de placer.
©SKORPIONA
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 9, 2007
Era feito de quimera
de sonho e divagação,
o chão daquele lugar,
onde ancorassem tranqüilas
de sua navegação,
as almas mais cristalinas,
afeitas às coisas belas,
quer na arte das palavras,
ou manuseio de imagens,
ou nessa combinação.
Sob o sígno de uma flor
dos mais belos tons lilás
e toda espiritualidade
da amada cor Violeta
e seu dom transformador,
começou a criar Vida
nosso Clube de poetas!
Logo fará um ano
desde a sua fundação,
onde se encontram os amigos
poetas de coração:
os que manuseiam palavras
e os que fazem a ilustração!
Do sonho à realidade,
mostramos nossa emoção
nos dons da fraternidade,
que desse espaço é meta,
rogando em oração
as bênçãos por proteção,
a este Clube de Poetas!
Eme Paiva
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 9, 2007
Meus gritos mesclam-se ao silêncio
das respostas jamais proferidas.
Tempestade de vento a soçobrar
a nau da minha frágil tranqüilidade.
Sombras que me envolvem enquanto
as gotas frias da chuva invadem meu peito.
O coração é apenas uma chaga aberta,
mutilado, lutando para se recompor.
Massa disforme do que um dia foi belo.
Os raios das mágoas me dilaceram,
rasgam em tiras as membranas,
misturando sangue venoso e arterial.
Os trovões me ensurdecem os ouvidos
do espírito, espoliando-me o raciocínio.
As sombras da dor cegam-me os olhos
já tão cansados de procurar e não ver.
Silêncio…um silêncio inquietador me
envolve…
Cessam os raios e os trovões…
Apenas o salpicar das últimas gotas
de chuva no chão se fazem ouvir.
Imobilidade…o torpor do meu corpo
é o mesmo de minh’alma…a pálida luz
adiante é o que me faz pensar em prosseguir.
Medo…esse medo atroz de me recompor…
de me soerguer e seguir para, adiante,
estar novamente no olho do furacão.
Tempestade…bonança…
Gêmeas xipófagas nascidas do ventre
de minha dor.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 9, 2007
São teus beijos cor de rosa
que me fazem assim sonhar
que um dia ainda eu possa
os teus lábios enfim beijar
Morangos doces e frescos
a prejetarem-se de tua boca
teus lábios, lindos afrescos,
a depertar-me a ânsia louca
Quem sabe, em mim impressos,
possam teus beijos espalhados,
não serem mais apenas os versos
por este poeta aqui cantados
mas sim dessa paixão os reflexos
em meu corpo enfim eternizados.
Jorge Linhaça
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