amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Arquivos para Novembro 19th, 2007

HUMILDE APRENDIZADO

Publicado por amizadepoesia em Novembro 19, 2007

Se tiveres dúvidas, não te coíbas de perguntar
      A quem escutar te ouça e te possa assim ajudar.
      Ninguém nasce ensinado isto é mais que sabido,
      Só ao arrogante foge o verso que julga devido.

      Se a dúvida persistir não te sintas envergonhado
      Nem menos que os outros, a cada um seu legado.
      Tenta sempre rodear-te de quem ensinar esteja
      Pronto a fazê-lo sem que mal algum aqui se veja.

      Quem diz que sabe, sabe nada, é apenas altivez.
      Mas ao que é humilde, chegará, enfim, a sua vez,
      De mostrar a todos, que ao aprendizado chegou.

      Há os que estudam uma vida inteira, nada sabem.
      Nem numa conversa subtil entre amigos lá cabem.
      Que o estudo honre a quem ensinar não se furtou.

      Jorge Humberto

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Fragmentos 46

Publicado por amizadepoesia em Novembro 19, 2007

“Releio passivamente, recebendo o que sinto como uma inspiração e um
livramento, aquelas frases simples de Caeiro, na referência natural do que
resulta do pequeno tamanho de sua aldeia. Dali, diz ele, porque é pequena,
pode ver-se mais do mundo do que da cidade; e por isso a aldeia é maior que
a cidade…

 

“Porque eu sou do tamanho do que vejo

E não do tamanho da minha altura.”

 

Frases como estas, que parecem crescer sem vontade que as houvesse dito,
limpam-me de toda a metafísica que espontaneamente acrescento à vida. Depois
de as ler, chego à minha janela sobre a rua estreita, olho o grande céu e os
muitos astros, e sou livre com um esplendor alado cuja vibração me estremece
no corpo todo.

 

“Sou do tamanho do que vejo!” Cada vez que penso esta frase com toda a
atenção dos meus nervos, ela me parece mais destinada a reconstruir
consteladamente o universo. “Sou do tamanho do que vejo!” Que grande posse
mental vai desde o poço das emoções profundas até às altas estrelas que se
reflectem nele e, assim, em certo modo, ali estão.

 

E já agora, consciente de saber ver, olho a vasta metafísica objectiva dos
céus todos com uma segurança que me dá vontade de morrer cantando. “Sou do
tamanho do que vejo!” E o vago luar, inteiramente meu, começa a estragar de
vago o azul meio-negro do horizonte.

 

Tenho vontade de erguer os braços e gritar coisas de uma selvageria
ignorada, de dizer palavras aos mistérios altos, de afirmar uma nova
personalidade larga aos grandes espaços da matéria vazia.

 

Mas recolho-me e abrando-me. “Sou do tamanho do que vejo!” E a frase fica
sendo-me a alma inteira, encosto a ela todas as emoções que sinto, e sobre
mim, por dentro, como sobre a cidade por fora, cai a paz indecifrável do
luar duro que começa largo com o anoitecer.”

 

Bernardo Soares

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Ensaio (6)

Publicado por amizadepoesia em Novembro 19, 2007

Já sei
  Como fazer
  Pra que você
  Possa ler
  Sem óculos
  
  Já sei
  Posso as letras
  Aumentar de tamanho  
  Se esse for
  O tamanho ideal
  Avise-me  
  Se não for  
  Aumentarei  Ainda mais  
  Acho que agora
  Ficou legal
  Que tal
  
  Faça um teste
  E escreva-me
  Qual é o que mais gostou
  Um abraço
  ABittar
  

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Ensaio (5)

Publicado por amizadepoesia em Novembro 19, 2007

 Então vamos
  Sigamos eu e você
  Por entre a corrente
  De gente que segue
  Pela calçada
  Em busca de tudo
  E em busca de nada
  Olhando vitrines
  Parando conversando
  Entrando num bar
  Pedindo café
  Tomando pagando
  E saindo pra de novo
  Ir andando a pé
  Então sigamos
  Eu e você
  Em direção ao por do sol
  Quero ver ele cair
  Dentro do mar
  Pra depois voltar
  Com o amanhecer
  Vem vamos em direção
  Contrária ao nascer da lua
  Que é cheia
  E na qual você
  Pode se transformar
  Vem vamos sentar
  Em uma mesa no calçadão
  Tomar um “chopp”,
  Ou uma cerveja
  Enquanto a noite desce
  Enquanto o ar esfria
  Enquanto essa brisa leve
  Continua a vir do mar
  Vamos jogar conversa fora
  Enquanto podemos
  E temos tempo pra conversar
  Sorria
  Alguém nos filma
  Sorria
  Você fica mais linda sorrindo
  ABittar

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El Camino

Publicado por amizadepoesia em Novembro 19, 2007

El bien mas lindo y poderoso que Dios
  nos dio…fue  la imaginación…que nos concedió
  la tenemos, todos nosotros…
  mas geralmente no la poseemos
  Su inmensa vastitud…no dominamos…
  en ella contenida  la Fé…y el Amor….
  em toda su literal amplitud
  y si los dominamos…
  tenemos el Universo  a nuestros pies
  y podrás…soñar… fantasear…
  así como encontrar
  todos los caminos para realizar….
  Toda realidad..un día fue un sueño
  Toda felicidad…un día fue un deseo
  Todo suceso..un día tuve el primer paso
  …y el primer día de todo en la vida…
  el secreto… o auto-conocimiento.
  tus valores…tus talentos y
  limitaciones….en fin tu….y lo esencial…
  el conocimiento absoluto
   de la Fé  y el Amor…
  como Jesús nos enseñó

  Joe’A

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Alguém Sabe se Existiu?

Publicado por amizadepoesia em Novembro 19, 2007

Num plano que se estampa,
          como um portal que se abriu
          um grande olho revê,
          num tempo que já partiu,
          uma singela estrada
          que leva à beira de um rio…

          Um rio de largas margens,
          num lugar de águas serenas
          de temperaturas amenas
          onde medram às centenas
          floradas de cores mil!

          Se aninha em galhos e ramas
          a passarada gentil
          e, após a cantilena,
          sai em grande revoada,
          por sobre o leito do rio…

          Por entre esta ramagem,
          o grande olho entreviu,
          aquele ser tão amado,
          por quem fora apaixonado
          e esse amor refletiu
          em seu coração agora…
          Mas, esse amor, onde mora?
          É real? Ele existiu?
          Então, entrevê a casa
          e sabe que foi ali,
          que esse amor aconteceu
          …A casa branca… miragem…
          e se pergunta: onde viu?
          Onde mora esta saudade
          de um tempo que não viveu,
          num lugar que nunca viu?

          Fica a pergunta no ar:
          Entrando por esse caminho
          nesse portal que se abriu,
          há alguém que possa explicar,
          onde fica aquela casa ?
          E, o ser amado, alguém viu?
          Em que tempo?
          Em que lugar?
          Alguém sabe se existiu?

 Eme Paiva

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CUANDO SIN TI

Publicado por amizadepoesia em Novembro 19, 2007

Esta pasión que me consume sin piedad,
Este estar lejos de ti como una insurrección
Que sólo trae paz cuando junto el corazón
Se aproxima de mi, en toda su verdad,

Me deja loco sin saber que hacer de mi,
Perdido en fantasías, verdaderos deseos de  tenerte.
Verdad es que nada se hacer sin tenerte aquí,
Cambiando palabras, gestos de muy bien querer.

Y el tiempo pasa sin que tu vengas dilecta,
Para mis brazos te acogieren efusivamente,
Acotando tu regazo de una forma discreta.

Pasan gatos y sombras, luces de candeleros,
Y yo recuerdo sin esfuerzo, el rostro contento tuyo,
Abrazándonos complementados y tan enteros.

Jorge Humberto

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Contigo na Distancia

Publicado por amizadepoesia em Novembro 19, 2007

Não existe um momento do dia
      am que possa afastar-me de ti
      0 mundo parece distinto
      quando não estás junto a mim

      Não há bela melodía
      em que noa surjas tu
      nem eu  quero escuta-las
      se nao a escuta tu.

      É que  se converteste
      em parte de minha almaalma
      já nada me consola
      se não estás também.

      Mais além dos teus labios
      do sol e das estrelas
      contigo na distancia
      amada minha, estou.

      Em parte da minha alma
      nada me consola
      se não estás também

      Mais além dos teus labios
      do sol e das estrelas
      contigo na distancia
      amada minha, estou.

  Luis Miguel

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Caminhemos juntos

Publicado por amizadepoesia em Novembro 19, 2007

Dá-me tua mão
              Vamos buscar juntos
              O caminho da Aurora
              O despertar do Amor

              Caminhemos bem juntos
              Percorrendo o Verde
              Contemplando o Azul
              Contornando as Rochas

              E, se for possível,
              Evitemos o Crepúsculo
              Embora seja lindo
              Dolorosamente lindo!

              E desfrutemos da Rosa
              Da sua cor, do seu perfume
              Sem tocar nos espinhos
              Evitemos o Inevitável

José de Oliveira Nascimento

 

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Fragmentos 148

Publicado por amizadepoesia em Novembro 19, 2007

“O homem perfeito do pagão era a perfeição do homem que há; o homem perfeito
do cristão a perfeição do homem que não há; o homem perfeito do budista a
perfeição de não haver homem.”

“Tudo quanto o homem expõe ou exprime é uma nota à margem de um texto
apagado de todo. Mais ou menos, pelo sentido da nota, tiramos o sentido de
que havia de ser o do texto; mas fica sempre uma dúvida, e os sentidos
possíveis são muitos.”

  Bernardo Soares

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Poema em Linha Reta

Publicado por amizadepoesia em Novembro 19, 2007

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado,
Para fora da possiblidade do soco;
Eu que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu que verifico que não tenho par nisto neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo,
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu um enxovalho,
Nunca foi senão &mdash: princípe &mdash: todos eles princípes &mdash: na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana,
Quem confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó princípes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde há gente no mundo?

Então só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Fernando Pessoa

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MEMÓRIA INCONSCIENTE

Publicado por amizadepoesia em Novembro 19, 2007

Essa memória inconsciente e fria,

Tem me feito chorar constantemente

Ao colocar-me outra vez frente-a-frente,

Co’ músicas, pessoas, e a alegria…

 

Não a governo o tanto que eu queria,

Pois ela é forte e aos poucos, lentamente,

Vai me fazendo sentir novamente

Uma emoção que às vezes me feria.

 

Em troca dá-me coisas a bandida,

Que pela vida longa se perderam:

Ouvir na voz da bisavó querida,

 

Belas canções que sempre me prenderam…

Sentir a dor, a graça, enfim, a vida,

Que do destino as aranhas teceram.

 
Rosa Magaly Guimarães Lucas

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