Publicado por amizadepoesia em Novembro 23, 2007
Tenho para você
Uma pequena encomenda,
Eu ia lhe dizer,
Mas preciso que entenda,
Não é sempre que se vê
Um pacote tão diferente.
Os bombons de cupuaçu e bacuri
Estão embrulhados pra presente.
Tem também doce de buriti
Adornado de delicadeza.
Vai ser uma grande surpresa,
Quando você ler o cartão,
Pois o remetente é do Maranhão.
Elizabeth F de Oliveira
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 23, 2007
Eu te quero amor ..porque te quero
Não necessito
ser amante e nem posso saber-lo….
Eu realmente te quero porque te quero.
O amor em estado de graça
e com amor somente se paga
O amor é uma graça que vem no ar, no vento….
O amor ouve os dicionarios e varios regulamentos…
Eu te quero porque te quero. ,
Vivo por teu amor .
Porque o amor nao se o pode mudar…
Porque amor o amor,… não se compara a a nada… , é feliz e forte em si mesmo
Eileen
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 23, 2007
Mais uma vez
O sol se põe
Mais uma vez
Alguém
Com ele se vai
O sol sempre volta
Esse alguém
Não volta
Nunca mais
Triste ficou
À tarde
Que se vai
Mas triste
É à noite
Que vem
Triste sou eu
Chorando a partida
Desse alguém
ABittar
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 23, 2007
Não sou este nem o outro, algo de intermédio,
Desesperado então e procurando um remédio
Vasculho meu quarto na tentativa de conforto,
E quando me encontro vejo-me em novo porto.
Não sou de um lugar só, de uma única estação,
Sou um fiel seguidor, inflexível ao meu coração,
Por isso, ando de ponte em ponte, na aragem
Absorvida sub-repticiamente a cada passagem.
É o meu fado, o meu destino, andar sempre só,
Mas, creiam-me, quando vos digo, não tenho dó,
Pois é na procura constante que estão as riquezas.
E assim, de terra em terra, de mim sempre deixo,
O melhor que tenho para dar, e nunca me queixo,
Se comigo a sorte vã mais não deixa que tristezas.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 23, 2007
Mi ser conturbado no encuentra descanso
En cuanto no viera en el Hombre el remanso suyo
La paz tan deseada, por modesto contributo,
A que el se propone enteramente con intuición
De hacer de este un mundo mejor, providente
Tornándose y actuando con el y toda la gente
Como cosa única, que todos debemos cuidar
Y solemnemente cumplir con la palabra preservar.
Y son días de agonía y de fiebre, al torturarme,
En la inseguridad de las causas, de conciencia atroz
Pues tantas son las veces, que me hace dudar.
Sólo la esperanza que es siempre la última a morir
Libérame un poco, al fin, de este mi algoz,
Creer, que la humanidad sabrá sobrevivir.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 23, 2007
O ciúme e a inveja são filhos dos recalcados,
A tudo põe defeito, a ninguém o devido valor,
Na sua pequenez só temem ser expurgados,
Para os confins do vil inferno mais abrasador.
Sua cegueira é tanta que se há uma novidade
Com que mostrar a vizinhos e demais parentes,
Atarefados se mostram e escondem a raridade,
Em tudo se assemelhando a pobres dementes.
Fecham suas casas, janelas com todo o afinco,
Julgando-se coitados viver num mundo distinto,
Onde nada os atinge, presunçosos de sua valia.
A ninguém dirigem palavra ou sorriso contagioso,
Vivendo suas vidinhas de seu modo mais penoso
Mostrando à sociedade a sua gran e vã covardia.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 23, 2007
Porque é alta a roseira
que cresce sobre os mundos
Belas rosas que falam
aos corações puros :
Um saber silencioso
Grandeza antes da medida
Fisionomia do círculo
Beleza pressentida
Deitado à sua sombra
rajada, o homem dorme,
intumescido de silêncio,
despido de palavra
E ao acordar, na sua boca,
o gosto de pétalas ;
ao seu lado,
pegadas de pássaros ;
e seus cabelos
caem em linhas retas
até os ombros,
como duas asas abertas
Abaixo destas roseiras,
o homem que dorme
acorda o poeta
mdagraça ferraz
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 23, 2007
Minha alma revela sinais catastróficos.
Eu, ser obscuro! Ô alma menor do poeta!
Oh poema psicodélico, trazes as ilusões da vida,
O ermo e cavernoso abrigo.
A vida se encontra perdida, vazia,
Sem sonhos, infértil ao feto que medra todas as perspectivas!
A alma, porém, sonha esquecida,
Soerguendo-se no labirinto do que é a vida,
Um ser pálido e medroso…
Consternado em sua truculenta dor.
Para mim, tudo fenece… fenece, a flor
Que na primavera inspira renovação,
Fenece a esperança… a canção dos pássaros.
Minha alma ignota encova seus segredos.
A noite, porém, é norteadora
Ao albente luar e luto de minha alma
Com o sanguinolento pensamento de suicidar-me.
E este universo que crio é tão real
E quase tão puro quanto a minha própria vida.
Davys Sousa
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 23, 2007
Se existisse e ir eu pudesse
para algum canto lá no firmamento
talvez bem próximo ao infinito
ao lado, bem junto da paz
bem longe do sofrimento
que nem passasse da dor o vento
que não houvesse nem frio nem calor
bem distante das tormentas e tormentos
sem nuvens das tristezas
nem ventanias de angustias.
Um cantinho, não muito grande
onde coubesse muita felicidade
alegria se respirasse
cheio de sonhos e fantasias
sem pesadelos nos horizontes
Que nada ofuscasse nenhuma estrela
nas noites sem lua
Que o luar banhasse minha alma
Que o sol minha pele bronzeasse
e meu coração iluminasse
E somente o amor nele reinasse
E você como minha rainha se perpetuasse
Mas Deus me acha forte
para suportar, ainda, muito sofrimento…
Mas um dia , deve chegar
o meu sonhado momento.
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 23, 2007
Você acorda no meio de uma tempestade
Olha de lado distraida
Alguem dorme encolhido
Longe do ódio do mundo
O rádio-relógio desperta
O locutor fala do trânsito
Você levanta e se espreguiça
Lava o rosto
Escova os dentes
Faz sua higiene matinal
E vai fazer café
A rotina manipula as atitudes
Você não sabe se canta ou se dança
Ontem no silêncio da noite
Ele se ajoelhou no meio das suas pernas
A tocou como um santo ou um demônio
O desejo de homem a fez flutuar no colchão
As pontes entre os universos se ligaram
Você por alguns minutos esqueceu de Deus
E não se arrepende de não pensar em nada
De agradecer a vida
O copo quente nas mãos
O pão com manteiga na mesa
A roupa limpa cheirosa
A saia passada
O brinco de prata
O colar no pescoço
O perfume de sempre
Todo dia é manhã
Carlos Assis
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 23, 2007
Um dia… Um dia perdido no calendário…
Onde se debatem a dor e a saudade…
Haveremos de nos encontrar novamente,
Seguindo no nosso carinho e cumplicidade…
Agora fica em mim… O vácuo… O eco…
Dos tempos tão lindos que vivi ao teu lado…
A sensação de não ter dito tudo… Do tempo
Que correu desumano e apressado!…
Fica o teu sorriso gostoso e faceiro,
Ressoando na minha lembrança…
Levaste tantos segredinhos nossos…
Minha mão busca a tua e não alcança!
Ah… Pudesse eu saber antes o que viria!
Teria dito cem… Mil vezes do meu amor…
Do quanto te estimava… E queria bem…
Dedicar-te-ia um poema encantador!
Havia no ar… Algo que eu não decifrara…
Uma brisa estranhamente… Pacificadora…
Nos teus olhos. Uma tristeza inexplicável,
Tuas atitudes amorosas e conciliadoras.
E assim… Num dia inesperado…
Sem aviso… Sem eu poder compreender…
A manhã de sol se fez cinzenta e fria…
E nos meus olhos… Começou a chover!
Mary Trujillo
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