Arquivos para Novembro 24th, 2007
Publicado por amizadepoesia em Novembro 24, 2007
Quando ela nos meus olhos se passeia,
No seu jeito, bonito, de gazela,
Meus pensamentos vão logo atrás dela
Ardendo nas fogueiras que ela ateia.
Quando o seu corpo, a rir, se bamboleia,
Vejo-a do alto da minha janela,
Como sendo outra linda Cinderela
À meia-noite duma lua cheia.
E toda essa beleza concentrada
Vem sentar-se na minha esplanada
A lamber um sorvete cor do Céu.
E quando a língua passa no gelado
Fico a vê-la, inerte, siderado,
Como se esse sorvete fosse o meu.
Antonio Paiva
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 24, 2007
Nos jardins da vida…. ao nosso olhar se cruzar
o ambiente magnetico ficou, me eletrizou
em ondas vibrei…cativado fiquei
as palavras se envolveram…se acordaram
O primeiro toque…que me seduziu
e ao primeiro beijo..elementos das salivas
em reações…combinando elementos
provocados por reagentes perfumes
Processando….desejo intenso
fluindo..em veias sequiosas…contaminadas
e quando as secreçoes a reagir…combinar…
atração envolvente..candente a me dominar
Meu ar a tragar, meu coração descompassar
minha mente acorrentar…meu sangue viciar
por essa quimica que se chama paixão
que me seduz pelos cheiros e penetra pelos poros
Vontade, atração, desejo…necessidade
sem mais ser dono da vontade
entrega absoluta, a dona de minha verdade
minha paixão…pura alquimia em passionalidade …
Andar com os passos do coração
sem compromisso com a razão
amor da Natureza, em corpo,
na busca da preservação e perfeição
Corpos combinados…inoculados
ovulos gerados…Natureza feliz
paixão saciada…realizada…
A quimica e a vida preservada…
E dos rescaldos da paixão…as escorias, que no tempo,
nas caldeiras da vida…destiladas, com fulgor,
nas serpentinas do destino se purificadas…
se processa a Quimica……A quimica do Amor
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 24, 2007
Sim, amor, eu te amarei
Naturalmente…compassadamente
Como ditar o coração.
Sim, amor, eu te olharei
Te tocarei, igualmente
Ao teu tocar.
E à voz do amor exporei,
Juntos às tuas,
As minhas emoções…,
Entederemos, então
Que no êxtase final
Desde o momento inicial
Nada se falou
E tudo se falou, por igual…
Durante o amor.
Tu, a mim…
Eu, a ti…
E o amor
Falou, por si.
Cida Valadares
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 24, 2007
O amor dispensa palavras,
pois é um sentimento natural,
fala pelas batidas do coração,
que sempre transmitem a emoção
que levamos n’alma…
Olhos nos olhos, tudo falamos,
porque nos amamos…
Quando nossas mãos se tocam,
nos emocionamos,
porque nos amamos…
Ouvimos a voz do amor,
que nos transmite o calor
de mil palavras…
Quando minhas mãos te tocam,
tua pele arrepiada
responde ao mudo convite…
Conversamos sobre nossos desejos,
no silêncio de nossos beijos…
Nosso amor se comunica pela
muda linguagem do amor…
Marcial Salaverry
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 24, 2007
Está em nós, tudo pudemos, tudo conseguimos,
Da mais vã utopia à quimera, ao sonho tão real.
Para isso uma meta nos propomos a atingirmos,
Tratando-a com muito respeito e sendo-lhe leal.
Esforços serão então redobrados até ao infinito,
Encarando cada percalço como mais um passo,
Na demanda desenhada com assesto e afinco,
Cordame co cordame entrelaçando grande laço.
Haverão momentos de desânimo e desistência,
Pois não é fácil erigir do nada algo que se veja,
Então é que nós nos socorremos da persistência.
De volta à luta, já refeitos, voltamos ao caminho,
Como quem tudo quer e co mui trabalho almeja,
Mostrando a todos o cimentar dum novo vizinho.
Jorge Humberto
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 24, 2007
Em céu azul entre brancas nuvens,
buscar o sol, beijar a lua…
Planar sobre o mar,
mergulhar em rendadas espumas,
flutuar na marolha, olhar o céu.
Ouvir o canto da sereia,
apreciar o brilho das estrelas…
Voar … voar …
Esperar enfim, a viagem acabar
Ana Maria Brasiliense
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 24, 2007
Voar pelo céu azul
abraçar nuvens no céu
– flocos de algodão-
colher raios doirados de sol
-espigas de trigo-
Sentir a brisa no corpo,
-refrigério da alma -
Voar…Voar…Voar…
até a viagem, enfim, acabar
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 24, 2007
Agora parei p`ra pensar nisso…
Foram tantos os caminhos percorridos
e em cada um deles,
encontrei muitas outras vidas…
mil sonhares, em encontros tantas vezes ansiados,
escondidos em curvas de esquinas ou paralelas,
onde morrem os sonhos
por falta de coragem
de fazê-los reviver,
ou pelo cansaço da vida.
Mas há que se caminhar sempre,
ainda que o horizonte pareça distante
e as pedras precisem ser contornadas.
Ainda assim vale a pena prosseguir
e contar que o amanha desfaça
o medo e as incertezas
que qualquer desilusão possa trazer.
Somos senhores do destino,
ainda que nos pareça incerto.
No fim de qualquer trajeto,
há que se ter a certeza
de que procuramos
o sentido de tudo
e que nada foi em vão
Cada momento vivenciado.
valeu a pena
pela ventura e beleza
de fazermos do nosso sentir,
uma estória de amor,
independente do seu final.
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 24, 2007
Quem me dera a suavidade
das asas das borboletas
a tocar tua intimidade
com minhas pobres letras
Ter mais sensibilidade
e não o som das trombetas
Quem me dera a suavidade
das asas das borboletas
Ser poeta de verdade
não o clarão d’um cometa
Ser do luar claridade
iluminando saletas.
Quem me dera a suavidade…
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 24, 2007
Passatempo
Passatempo
…pachorrento
por mim
não passará…
Por ele passarei
faceira
eu sei!
Passa o tempo
Com ele passam
arrastantes
horas tardias
Muitas noites
Infinitos dias
Passa lento
…o vento
Em minha direção
nada em vão…
Em tempo
arrebóis
girassóis
O relógio
…atento!
…passa em mim
o pensamento
Enfim…
O tempo
não passa
por mim!
Estou aqui
Sou, o…
Passatempo
@
Ilka Bosse
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 24, 2007
Passa o tempo
passatempo
pensamentos…
tic-tac ; tic-tac…
relógio ou bomba?
Passa, tempo!
Passa lento…
Toma tento!
tic-tac …tic-tac
Luz ou sombras?
Passa o vento
Paz…tormento
Pachorrento!
tic-tac…tic-tac
Constróis ou escombras?
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 24, 2007
Passeie pelo jardim,
procurando violetas.
Num feitiço assim,
elas tem que ser perfeitas.
Cor de rosa deverão ser,
que é a cor do coração.
Com jeitinho irás colher,
colocando na palma da mão.
Olhar bem o miolinho,
e com muita fé desejar,
conhecer um amorzinho,
que ele logo há de chegar.
Mas se já está conquistado,
não esqueça de pedir,
que o amor seja sagrado
no tempo eterno, a reluzir.
Guida Linhares
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