amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Arquivos para Novembro 25th, 2007

Eu te quero

Publicado por amizadepoesia em Novembro 25, 2007

Eu te quero deitada no eterno

a esconder asperezas do chão,

a cobrir-te dos gelos de inverno,

a salvar-te das brasas do verão.

 

 

Eu te quero rodeada de estrelas

a beijar-te com beijos de lua,

a vestir-te de sol, depois vê-las

a entregar-me essa estrela que é tua.

 

 

Eu te quero a morar no infinito,

eu te quero a viver no meu peito,

eu te quero sem gesto e sem grito,

eu te quero no eterno em meu leito.

 

 

Eu te quero em descanso de vida,

riso aberto num sonho de calma,

em carícia a durar repetida

num eterno a sentir em minha alma.

 

 

João Marcos Gonçalves Ribeiro

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Anjo da Serenidade

Publicado por amizadepoesia em Novembro 25, 2007

” Vivo serenamente na plenitude
                                de cada momento presente.”

                                Estar sereno é deixar-se fluir com as circunstâncias de cada momento, conhecendo e saboreando cada instante e sabendo que nada é permanente. Essa serenidade vem da Alma e é dentro de nós o único centro permanente que nos nutre durante o processo de compreender que os bons e os maus momentos da vida passam e fazem parte do nosso crescimento espiritual.

mensagensangels

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AMOR // Amor é ser feliz // Amor é Felicidade

Publicado por amizadepoesia em Novembro 25, 2007

Quanto mais envelhecia, quanto mais insípidas

me pareciam as pequenas satisfações

que a vida me dava,

tanto mais claramente

compreendia onde eu deveria procurar a fonte

das alegrias da vida.

 

Aprendi que ser amado não é nada,

enquanto amar é tudo.

O dinheiro não era nada,

o poder não era nada.

 

Vi  tanta gente que tinha dinheiro e poder,

e mesmo assim era infeliz.

 

A beleza não era nada.

Vi homens e mulheres belos,

infelizes, apesar de sua beleza.

 

Também a saúde não contava tanto assim.

Cada um tem a saúde que sente.

Havia doentes cheios de vontade de viver

e havia sadios que definhavam angustiados

pelo medo de sofrer.

 

A felicidade é amor, só isto.

Feliz é quem sabe amar.

Feliz é quem pode amar muito.

 

Mas amar e desejar não é a mesma coisa.

O amor é o desejo que atingiu a sabedoria.

O amor não quer possuir.

O amor quer somente amar.

ad

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Amanhecer no Amor

Publicado por amizadepoesia em Novembro 25, 2007

Hoje amanheço amando-te mais!

As palavras vêm direto do coração.

Meu amor, quanta ternura transmite

Ao meu deleite existe

Para meu amor mais sincero corresponder.

E assim, vivemos nossos dias, nas mais doces melodias

Das canções que marcam nosso amor

A vida nos premeia, e reverências a esse amor fazemos,

Pois todos os dias o mantemos.

E assim forticado seja para todo o sempre!

Nessa união pura e sincera,

Onde dias difíceis já passamos

E que a bonanza se instale,

A cada novo amanhecer!

 

(Nanci Laurino)

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Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio

Publicado por amizadepoesia em Novembro 25, 2007

Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
                  (Enlacemos as mãos.)

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
                  Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
                  E sem desassosegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
                   E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
                   Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
                   Pagãos inocentes da decadencia.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-as de mim depois
sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
                    Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim – à beira-rio,
                    Pagã triste e com flores no regaço.     

Fernando Pessoa

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HARMONIA

Publicado por amizadepoesia em Novembro 25, 2007

Se, espalham as estrelas, no céu, luz e cor
      Iluminando assim a humaninade,
      amemos, sintamos, ainda não é tarde,
      deixemos n’alma florescer o amor.

      E nesse sentir que agora nos invade,
      deixemo-nos abrasar em suave calor.
      Dancemos um bolero, em nosso fervor,
      deixemos avivar a chama qu’inda arde.

      E a lua no céu será testemunha
      da harmonia de nosso sentimento,
      que não pod’apagar nem mesmo o tempo.

      E o amor, que a ser eterno se propunha,
      -e enfrenta hoje tempestades e ventos-
      assim renascerá em um nov’ alento.

Jorge Linhaça

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SINTONIA

Publicado por amizadepoesia em Novembro 25, 2007

Falar-te das estrelas, luares, vento,
      seria certo o reencontro, em cada canto,
      de um pouco de nós dois, num doce encanto
      em que de amor escoam-se os sentimentos…

      As estrelas, infindas bailarinas,
      luzem na eternidade dos amores,
      enquanto os luares encobrem pudores
      da mágica hora e brisa dançarinas!

      …E o olhar do Eterno se reflete manso,
      em coração embevecido no amor
      que no passo do tempo faz descanso!

      Abrandam-se as águas em seu furor,
      e alquebradas as ondas, em remanso,
      espelham estrelas, lua, em luz e cor!

Mercília Rodrigues

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O ENCONTRO

Publicado por amizadepoesia em Novembro 25, 2007

Nem sei porque insistes
                  em marcar este escontro.
                  Vais ficar à minha espera,
                  olhando para as estrelas,
                  sonhando com mundos mágicos.

                  Teus poucos sonhares
                  são muito diferentes dos meus.
                  Gostas de te refugiar sempre
                   em solitários castelos.
                  Sonho com movimentados jardins.

                  Talvez o que te atraiu,
                  seja justamente o que queres podar.
                  Contudo, para chegares a mim,
                  terás que se modificar.
                  Abrir as asas da vida e ousar.

                  Debaixo da luz do lampião,
                  ficarás sózinho a esperar.
                  Da distância te vejo buscando
                  algo que está em ti mesmo.
                  Achando, marques novo encontro.

    Guida Linhares

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Explode Coração

Publicado por amizadepoesia em Novembro 25, 2007

Explode coração, em choro desfeito;
derrama tuas lágrimas no meu leito,
faz-se assim, calar o meu clamor.

Fostes na minha amargura eleito
dono dos meus sofreres do meu peito,
que hoje inda rebentam tanta dor.

Grita á toda a gente o teu estio
de horrores, feito lobos no covil
uivando d’alma, todo o teu desamor.

Fizeram de ti, desesperado mar bravio,
em meio a tempestade, e um céu vazio
tiraram-lhe a voz; ó coração desertor.

padece então, num vagar triste e frio:
cansado e em vão na busca do amor.

©Anna Müller

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EXPLODE CORAÇÃO

Publicado por amizadepoesia em Novembro 25, 2007

Explode, coração, no meu peito
rasga-te em teus sonhos desfeitos,
desfaz-te em águas rubras de dor.

Não és predicado, nem sujeito,
extirpado foste desse pleito
inelegível na urna do amor.

Dilacera-te, ó coração vazio,
fustigado ao relento desse frio:
Viras-te um mero espectador.

Rasgaram-te os belos atavios,
desovaram-te nas águas do rio,
fizeram-te náufrago,ó viajor.

os lobos invadiram teu redil:
resta-te a sina de poeta cantor

Jorge Linhaça

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Bifurcação

Publicado por amizadepoesia em Novembro 25, 2007

Trago a alma dividida
      entre o amor e a razão
      A estrada desta vida
      é apenas bifurcação

      Meu castelo; ou casebre,
      ali, ao meio do caminho
      minha indecisão percebe
      mas hei d’escolher sozinho

      Se sigo, à direita, a razão
      mato ao amor no meu peito,
      mas se sigo à emoção
      fico, às dores, sujeito.

      Aonde irei desaguar?
      Só o tempo  pode dizer;
      Seja no rio, seja no mar,
      parte de mim há de morrer.

Jorge Linhaça

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Dispersão

Publicado por amizadepoesia em Novembro 25, 2007

Meus pensamentos disperso,
em rimas inconsequentes.
E assim, contigo converso!

Mergulho neste azul profundo,
os olhos fitos em você.
Tu és mais um sonho no mundo.

Queres amor , queres ternura,
mas algo te prende e vacilas…
Preferes estar na linha segura.

Não existe nenhuma certeza,
que se possa ter quanto ao outro.
Apenas os momentos de sutil realeza.

O tempo passa, tudo muda de lugar.
Em cada instante vivenciado,
a felicidade se mostra, é só observar.

Meus pensamentos disperso,
em rimas inconsequentes.
E assim, pareço sem nexo.

guidalinhares

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