Arquivos para Novembro 28th, 2007
Publicado por amizadepoesia em Novembro 28, 2007
Sim….aqui estou, tentando em vão
esquecer…
as lembranças laceram minha cabeça
me ferem, me causam muita dor…
tudo me ensinaste…menos a esquecer…
me ensinaste a sentir prazer…
a deixarme louca de paixão em teus brazos
a dormir em teu peito
a cheirar o perfume de tua pele
a sentir teu corpo de homem menino
quando brincava com minha menina mulher
Não…não ganho nada em tentar
esquecerte…
se te sinto a cada instante
e sei que por muito tempo
viverás em mim!
mas sei também que faças
o que fizer…EU também
viverei em ti..!!
CON TODO MI AMOR
by Licy
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 28, 2007
grito mudo
que garoa insistente
nos olhos da gente
Rosa Pena
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 28, 2007
Um leão dormiu comigo esta noite,
O leão da capa do meu atual caderno de poesia…
Selvagem, olhos amarelados,
Juba penteada pelo último vento que o alcançou
Antes da foto,
O leão me olha,
A mim, humana e mansa,
Sem garras,
Sem vontade de guerras…
Fito a sua vontade saciada de carne, de presa,
Porque leão é carnívoro,
Quando tem fome, tem pressa,
Sua fome é urgente,
E, nessa hora, come até gente!
Mas o meu, de papel, alimentado,
Está sossegado.
Nas arenas de Roma,
Leões devoraram cristãos.
Homens deram aos leões outros homens
Para serem atacados!
Que eu saiba,
Leões nunca deram aos homens outros leões,
Nem mesmo para serem domad os…
A natureza do homem tem uma parte mais que selvagem,
Uma parte cruel, que se chama desumanidade.
Leões de circo são cercados de cuidados, domados…
Esses, os homens entregam à curiosidade do público
Para serem consumidos vivos, mas só pelos olhos…
Euna Britto de Oliveira
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 28, 2007
Não tenho medo.
Posso lutar contra as trevas,
seguir em frente,
despencar das alturas,
quebrar as pedras que aparecem
em meu caminho,
tentando impedir-me
de prosseguir vivendo,
e dizer, com todas as letras,
que amo e creio na força
do poder divino
colocado em minhas mãos,
com a liberdade de usar a palavra
da verdade, e a emoção
de arriscar, errar e levantar,
sempre com a cabeça erguida,
honrando o mérito de ser quem sou.
Não tenho medo;
entretanto, receio
não saber se deixarei
ao meu legado a coragem
de não temer os espinhos
das rosas que plantei
na terra dos homens
sem paz , sem lei,
sem fé, sem justiça!
Schyrlei Pinheiro
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 28, 2007
Quando abri os olhos percebi tudo:
A tua passagem pela minha vida
Teve uma razão de ser, mudo
O tempo agora não quer passar,
Mas reconheço que estou decidida
A numa nova fase, por fim, entrar.
Era essa a tua missão e foi bem cumprida:
Trazer um novo tempo cheio de esperança.
Ficam assentadas as bases, hora da partida,
Não importa, em meu coração a lembrança
Está guardada e ali sempre há de estar.
Malu Otero
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 28, 2007
É hora de começar,
Deixe tudo para trás,
O tempo não pára.
Penso nos tempos de hoje,
Tudo têm o seu tempo.
Olho o passado com olhos no presente.
O futuro sem esquecer o passado
Ele é nosso companheiro,
Não devo temer,
Ele chega sem esperar.
Devo aceitar.
Tempo é Vida!
Luta!
Meditação!
… Recordação!
José Ernesto Ferraresso
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 28, 2007
Machuquei-me tanto
que preciso de um tempo
para me curar…
Imolei meu corpo,
entregando-me à dor do descaso,
ao teu amor por acaso,
à posse sem pedir licença…
Desilusões marcadas em chagas,
ainda doridas pela descrença…
Fiz-me altar
para te agradar,
ofertando-me como pão…
Dei-te a minha melhor porção,
cultivada em amor
e regada em oração…
Agora preciso fugir de ti,
recolhendo-me dentro de mim…
Deixar brotar o que não consegui:
um tempo de alento
e a semente de um novo momento…
Marise Ribeiro
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 28, 2007
Estão aí….tão nítidas,
que aprendi a respeitar!
Guardo as marcas do ter,
do não ser….
Sou credora do tempo
que sempre me falta,
um pouco mais…….
Estou inadimplente
com a felicidade
que tenho…
Ainda assim,quero em mim
o que sou e sei.
É fácil apagar as pegadas;
o difícil,
é caminhar sem pisar o chão!
Quero o calmo,
o doce,
o sempre.
Mas resta-me o nunca ,
permanente…..
O único inconveniente,
é que morrer
se faz aos poucos,
lentamente…..
São as marcas do tempo!
Ciducha
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 28, 2007
Haja sol, faça mau tempo,
me amola, e eu digo em tempo,
que o tempo não tenha tempo
pra nos dar um sobretempo,
a achar que do amor o tempo
seja um mero passatempo!
Humberto – Poeta
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 28, 2007
Aportei o corpo roto e minguante
em madrugadas de tristes sagas,
despi o silêncio em frias pedras
num tempo revolto e sem palavras.
Vida em escuro manto sombrio,
arrastando correntes de martírios
alma temente, sempre em sobressaltos,
caravana de alvoradas sem brilho.
Olhar voltado para as fendas do futuro,
entre curvas escondem-se secas fontes,
ladeadas por instransponíveis muros.
Não se tem mais como viver ou sonhar!
Há um tempo perdido no tempo,
que a humanidade não soube resgatar…
Anna Peralva
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 28, 2007
…contra o tempo caminho
precisando respirar
destravar coisas do âmago
frases soando como versos
sem lugar pra deixar
os jardins estão poluídos
as letras virando pó
as rochas nada querem gravar
só querem escutar
nada falar
não sei onde letras deixar
as folhas somem no soprar do vento
apodrecem virando vidas
abrindo poemas em terras famintas.
Maria Thereza Neves
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 28, 2007
Tenho medo do tempo
porque o mesmo tempo
não para no tempo…
e ingrato deixa marcas.
Com muito tempo sonhos
sonhei ..
No tempo amor busquei.
No tempo outros deixei…
O tempo me deu esperanças
e as tirou também.
Sonhei sonhos impossíveis
que no tempo ficaram perdidos.
No tempo deixei amor
decepção, tristezas,saudades,
mas deixei também felicidade.
Deixei a primavera da juventude
O tempo não perdoa esta
sempre juntinho calado.
Sutil vai nos tomando
momentos bons vividos
Vai nos presenteando com
algumas marcas doloridas,
Sinais de um tempo findo
nos trazendo dias outonais.
Já quase não sobra tempo
para sonhar…
Resta apenas a saudade do que
um dia fui e a esperança que
meus dias de inverno demore
a chegar…
Ana Maria Brasiliense
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 28, 2007
Já não tenho tempo
para semear sonhos
O tempo de viver
é o hoje…o agora.
Tarde demais
par abrir a cortina
do romper da aurora
Já não tenho tempo
para esperar o
reverdecer da esperança
De sorrir com o sorriso
das crianças que
sonham com o
carrossel da felicidade
Já não tenho tempo
para cronometrar
o relógio do tempo
sem chorar com
a chegada do trem das horas,
porque logo a alegria irá embora,
sem beijar a boca do tempo
Já não tenho tempo
para pensar na
imortalidade do tempo
O pensamento já
não viaja nas
asas do vento,
porque o tempo
foi simplesmente esgotado.
Zena Maciel
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Publicado por amizadepoesia em Novembro 28, 2007
Entender o tempo
o que foi feito dele,
as conquistas de seu passar,
a perda de seus momentos.
Buscar justiça no tempo
encontrar ingratidão,
querer retornar ao tempo,
relembrar decepção.
Tempo de frutas verdes,
tempo de duras escolhas
tempo de solidão
tempo das secas folhas,
Tempo de mais uma cena,
visão da primeira ruga,
contemplação do infinito
descansar de outra fuga.
Tempo da tempestade,
da força insana dos ventos,
de ocultar a verdade
da vontade e do lamento,
Tempo de lucidez,
de emoção incontida
de olhar mais uma vez
a luzes da avenida.
Tempo de silenciar
aguçando a percepção
para ouvir atentamente
o clamar do coração
Observar a estrada
em seus duplos sentidos
não prosseguir enganada
no tempo a ser vivido.
Beatriz por um triz
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