amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Arquivo para Dezembro 13th, 2007

Portas abertas

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 13, 2007

Quando sair, saia mas deixe a porta aberta
Você nunca vai saber se vai se arrepender
e querer, ou precisar voltar
Então pode até bater, mas não deixe a porta fechar

E por onde você passar
deixe sempre as portas abertas
para ser bem recebido quando voltar
Em qualquer situação,. em qualquer lugar

Para que as portas fiquem abertas
A ninguém ou a nada você não deve contrariar
A todos você deve respeitar
Nunca a ninguém maltratar

Seja transparente,
não engane, nem se deixe enganar
não se deixe iludir, nem iluda,
Sempre ao lado da verdade

Seja delicado, sempre educado
Ame para ser amado
Cuide para ser cuidado
Escute para ser escutado

E as portas se abrirão quando você chegar
Com sua volta todos vão se alegrar
E mesmo que de novo se vá, você pode voltar
Para quem sabe , respeitar,cuidar e amar,

As portas sempre sempre abertas, vão ficar

Joe’A

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REFLEXO

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 13, 2007

o passado condena…
   

em cada ponto de luz no céu

uma história inacabada

um começo sem fim

ao avesso o pensamento se expõe

impõe vestes de uma saudade

que não se explica com palavras

o a volta é ninho estranho

e como um banho o passado lava

despindo a alma, ré de si mesma

“Muitas são as verdades, mas, só uma brilha na escuridão.
Apague as luzes para vê-la.”

                                             Jurandir Argôlo

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Perco a alma mas sou feliz

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 13, 2007

E tudo acabou
Tão rápido
Que não percebemos
Preocupados que estavamos
Com desejos mesquinhos
O vazio foi ao fundo
Nasceu na angústia
Cresceu em silêncio
Entre nós ficou como uma sombra

O muro não existe mais
As lágrimas sempre buscam um perdão impossivel
Num chão de pedras
Perco a alma mas sou feliz
Sem ter o que falar
A voz se perde na garganta
Mãos tremem nos braços
Enquanto o metrô passa
Moedas caem dos bolsos das calças

E a noite gelou o coração
A poesia estalou na porta do quarto
Os olhos buscaram algum pecado perdido
Um anjo assustado pulou pela janela
Se escondendo nas asas de um coruja
O gato apenas espiou
O cachorro nem desconfiou
As coisas lá de cima são perigosas

Lá vem a dor cantando
Você é um grande idiota
Mas não eu não ligo
Ela esta errada
A vida não é um jogo
Um beijo vale um poema
Os pés descalços ainda sonham
Com milhões de caminhos

O verão é tão movimentado
Nuvens elétricas explodem no céu
Chuvas pesadas no telhado
Palavras choram feridas do passado
O dia dança na cortina do horizonte
A flor da esperança demora
Mas reaparece no pequeno jardim
Mais radiante que o próprio sol

E tudo acabou
Tão rápido
Que não percebemos
Preocupados que estavamos
Com desejos mesquinhos
O vazio foi ao fundo
Nasceu na angústia
Cresceu em silêncio
Entre nós ficou como uma sombra

Carlos Assis

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O DESFIGURAR DA ESPONTANEIDADE

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 13, 2007

Dos píncaros do meu observatório interior
  Cativo de uma brisa não só suave quanto amena
  Absorto contemplo o progresso sob a luz diáfana
  De conquistas energéticas de modo incolor
  Que facilitam questionamentos e respostas
  Aos avanços humanos mais com dor do que amor.
  
  E quando vejo desperdícios de talentos
  Jogados fora sob a força da ignorância, aos ventos
  Por objetos torpes, passageiros, efêmeros
  Como a estupidez da droga
  E da ignorância dos intentos
  Ao arrastar multidões ao desespero
  E aos arrependimentos.
  
  E como não tenho cansaço,
  Animo não me falta para adentrar
  A imensidão do espaço da Educação
  Na tentativa criativa de apanhar
  Palavras simples em séries de laços de imaginação
  Com as quais possa transmitir a  força do aço
  Aos núcleos conceptivos de outrem, já sem espaço
  E cheios de meios adotivos de fracassos.
  
  Não posso fechar os olhos aos avanços humanóides
  Nem deixar de me preocupar
  Por multidões que tem se tornado teratóides.
  Esta diferença do pensar e agir da mesma raça
  É que coloca não só a mim,
  Mas a muitos para refletir
  Sobre qual a concepção no cérebro veio a ruir
  E deixar em seu lugar a estupidez, já como doença
  Virótica e incurável do porvir.
  
  E ainda pelas ondas da aragem natural
  Vem as respostas que tem ferido
  A humana competência
  Do conhecimento, cabedal retido
  Não só de uma maneira geral
  Mas também, em todos os sentidos.
  
  É dureza, até para mim mesmo ouvir isso
  Como constatar a realidade
  Do abjurar da espontaneidade
  Que tem tanto desfigurado a raça humana,
  Por ter estado destruindo
  O maior de todos os seus patrimônios em si contido;
  O Dom da Solidariedade. 
  Porque não existe um sem o outro
  E o arremedo que na maioria das vezes vemos
  É tentativa de imposição de vontade.
  
  A Solidariedade para o mundo de hoje
  Está longe do dar ou ajudar a alguém.
  Mas sim o dividir conhecimentos também
  Que suportem os reveses do existir que sempre vêm.
  
  Isto não é fácil, nem brota da areia, ou cai do céu,
  É a conquista da percepção,
  Do acordar dos sentidos
  Que da ignorância, faz cair o véu,
  Embora quando alguém tenha fome,
  Ou necessidades físicas,
  Mãos estendidas, boa vontade
  E o ímpeto da sensibilidade
  Abrem as portas de algum tipo de prisão,
  Na maioria das vezes ao inconsciente réu.
  
  O dividir conhecimentos 
  É outra forma de solidariedade maior
  Que o mundo atual precisa exercer,
  Para resgatar reais sentimentos humanos
  Os quais, os mesmos tem estado a perder.
  E o “mais” pior ainda,
  Na silenciosa pobreza de ser,
  Usa hipocrisias e mascaras
  Para se esconder
  Com medo de perder, o que ninguém tira,
  A grandeza do que tenha podido aprender.
  
  Quando comparo os tempos idos de crescimento
  Me vejo em épocas,
  Na roda de amigos a discutir
  Formas e filosofias do firmemente evoluir.
  Enquanto cada um expunha suas dificuldades
  E todos vinham com o que dispunha  a acudir.
  Hoje até por e-mails não há
  Sincera interativa troca idéias
  Apesar do uso de “mensagers”,
  Ter se tornado outra droga
  Uma vez que a linguagem
  Pouco suporta expressões serias.
  
  Costumo dizer que a humana mediocridade
  Sobe pouco alto e desce muito rápido e baixo
  O que me leva a sempre a constatar
  Dificuldades nas atitudes do ser real
  E ainda assim esperam melhores vida conquistar.
  
  Concordo que “sorte” é se estar preparado
  Para apresentar-se a oportunidade
  E esperar ser abraçado
  Por aquilo que tenha conquistado.
  Diferente disso,
  Nada mais é do que uma viagem
  Sem volta,  ao desconhecido
  Pela incompetência
  De não ter na Terra validado
  De vida, sua própria experiência
  E se entregar a ela
  De todo à  sua implacável voragem.
   
  
Evilasio de Sousa

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Incendio amoroso

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 13, 2007

Seus labios  se
            despiram
            ao prazer
            e sua boca
            deixou
            a descoberto
            um forno de paixão.

            Nao são
            dos beijos
            que compartilhamos,
            são chamas
            de luxuria,
            ardendo
            no fogo
            de nossa
            loucura de amor.

            Nao sao
            meus braços
            o que
             te queima,
            sao as
             brasas
            de um
            corpo
            fervendo
            de desejo .

            Tão pouco é suor
            o que sua
            pele emana,
            pois é o nectar
            da alma
            que por
            seus poros,
            a satisfação
            brota.

            A hora
            chega
             em que
            a fogueira
            se extingue,
            mas
            suas cinzas
            manterão
            ardendo
            a esperança
            de outra
            noite
            como esta
            que vivemos
            hoje…. 

   Monstradamus

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Entrelinhas

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 13, 2007

Não mais importa,
  se meus versos leres,
  se a tua emoção não comporta,
  o que me vai na alma.
  Porisso escrevo em rimas tortas.

  Não esperes ver nas entrelinhas
  sutís recados do coração.
  A mais doce companhia,
  a que me faz vibrar inteira,
  simplesmente chama-se poesia.

  E nela debruço meu tempo,
  concateno as idéias,
  pincelo as verdades,
  colorindo os dias,
  satisfazendo as vontades.

  Se a felicidade do homem
  depende do momento,
  feliz pode ser o poeta,
  desfazendo-se em versos
  traduzidos do amor que o inquieta.

  Guida Linhares

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Pelas Entrelinhas

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 13, 2007

PRA QUE QUERER SABER,

  SE A DOR SE ENTRELAÇA COM O AMOR,

  QUE ATÉ AS RIMAS DE PRAZER

  FICAM TÃO CONCRETAS,

  AS CURVAS TÃO CERTAS

  QUE UM ESPINHO

  PARECE FAZER CARINHO,

  QUEM MAIS ENSINA É A FLOR.

  COM DINHEIRO SERIA FELIZ?

  EM SUAS MÃOS ELE TRÁS DOR,

  MAS TAMBÉM TRÁS FELICIDADE,

  ISSO A IDADE ME DIZ

  OS DESENGANOS DA REALIDADE

  QUE ME MOSTRAM O AMOR.

  PRA QUE MAIS BELEZA

  DO QUE O SORRISO DE UMA CRIANCINHA,

  MAS EU ESPERO QUE SUA TRISTEZA

  NUNCA SEJA EM VÃO

  E QUE UM PEDAÇO DE PÃO

  NÃO SEJA O TROCO DA SUA SOLIDÃO.

  AMIGO ESTEJA CERTO

  POETA NÃO É TÃO FELIZ

  LONGE NÃO É TÃO PERTO

  NEM AO POETA, NEM AO PAÍS.

  WalterBRios

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Rua na madrugada

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 13, 2007

Presente aceito,
toquemos
a campainha das casas,
chamando os poetas,
para a comunhão da alegria.
Que cada um traga
o melhor de si mesmo.
Que a boêmia se faça
de corações uníssonos,
entre os versos da melodia
e os passos da dança circular.
Sob a luz dos lampiões,
todos juntos,
cirandando emoções.

Guida Linhares

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Rua na madrugada

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 13, 2007

Hoje eu não quero uma rua triste
Escura e sem gente
Não quero um dia
Quero uma madrugada
Com gente na rua
Cantando
Dançando
Não precisa haver motivo
Muito menos razão
Apenas  uma alegria repentina
Explodindo no seu…no meu…
No coração de toda gente
Contente
Irreverente
Me dêem esse presente…

Marly Caldas

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CHAMEMOS-LHE SÁTIRA

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 13, 2007

Mas nem sempre falo das desgraças
Que proliferam por este mundo afora
Também conto minhas subtis graças
Dirigidas às gentes que vem de fora.

Não distingo de novos amigos raças,
Às crenças não dou vazão, embora
Seja prudente, na fusão das praças
Onde o ajuntamento nunca colabora.

E diz-se da guerra e das desuniões,
Crianças andando sem ter que comer,
Das ancestrais tribos sem soluções.

Quem fala assim apenas desconhece,
Que neste mundo, de belo prazer,
Tudo é só felicidade onde nada fenece.

Jorge Humberto

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Sem engov… in love!

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 13, 2007

Espuma da boca amada
cola com mais carinho
 que chope com colarinho
rosa pena

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Amor Cristalino

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 13, 2007

Nuestro amor es tan lindo
      tan puro, que hasta me da miedo
      que se fisure como una copa cristalina
      Miedo hasta de, con ella, nuestro amor brindar

      Y los sonidos de nuestros brindis son como
      un romántico violín que nos hace flotar
      Es un amor como algo etereo
      Sutil, fuerte, mucho más de lo que es natural

      Me da miedo, de que en el éter se pierda
      en medio de la luz y del calor
      pero que es la nada, es el vacío.
      Quiero la luz de sus ojos,

      Quiero el calor de sus abrazos.
      Porque esta sensación de pérdida
      que uno tiene de quien tanto ama
      Aprieta el corazón

      Cuando lejos, pasa por la imaginación
      perder a mi amor, a mi pasión,
      pero cuando la veo se va el temor
      me invade el calor que me domina, su amor

      Joe’A

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Fazendo as pazes com Papai Noel

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 13, 2007

Papai Noel, eu estou com remorso.
      Fui cruel demais, e sei: - Não posso!
      Por isso vim aqui para negociar,
      como fazem os homens do poder
      que sem direito algum, sem merecer
      estão sempre tentando barganhar.

      Quando lhe devotei a minha praga,
      estava muito triste e muito fraca;
      dezembro lembra muito o meu passado…
      tanta alegria tinha em minha casa
      tanta criança fazendo algazarra,
       hoje, só fado para ser lembrado.

      Mas o meu coração não é maldoso,
      e corta-se ao ver saco horroroso,
      pesando tanto em suas pobres costas,
      sem nem ouvir sequer um “obrigado”…
      que o povo agora é mal-educado
      e vivem como na bolsa de apostas.

      Portanto, se puder me perdoar
      eu vou ficar feliz e me alegrar
      e aproveitar esta oportunidade
      para trocar o amor do meu anseio
      pelos desejos que na alma enleio
      que talvez possa tornar realidade.

      Vou relacionar e com carinho
       meus pedidos, e seja bonzinho…
      O primeiro, eu não posso mudar:
      - Aquele moço de olhar antigo
      que por acaso é meu grande amigo
      precisa de um presente: - Se curar!

      Não julgue meus pedidos, disparates.
      Será um brilhante de muitos quilates,
      (e a minha gratidão será infinda)
      se eu puder ver aqui na minha porta,
      aquela antiga esperança morta,
      renascida em sua alma tão linda.

      E outros amigos que estão precisando,
      que a dor e o pranto estão adotando.
      Choro com eles sem compreender…
      Que na verdade eu bem que compreendo,
      sei o porquê de estar aqui vivendo,
      mas me parece muito esse sofrer.

      E as riquezas que andam pedindo,
      finja que está surdo, vai seguindo…
      Troque por aleluia de esperanças,
      que o meu povo está precisando
      já tão cansado e desanimando,
      espalhe sem miséria em suas andanças.

      Eu tenho visto aí pela calçada…
      Finjo que nada é da minha alçada,
      porque posso tão pouco, meu amigo!
      Mas sem demagogia, eu gostaria
      de não ver essa gente, todo dia
      vivendo esse horror que é tão antigo!

      Lutar tão bravamente e sem descanso,
      por um naco de pão, recheio ranço,
      como se fosse o mais rico banquete…
      Enquanto isso, os homens que os usaram
      que em eleições, deles se aproveitaram,
      os deixam ao léu, num rabo-de-foguete.

      Se no seu saco, tiver a justiça…
      por Deus, se desvencilhe da preguiça,
       semeie em abundância entre nós.
      Que essa chaga já virou cratera,
      no coração daqueles que a espera,
      já tão cansados das visões de Amós.

      Pelas crianças, eu nem vou pedir…
      Sei que o seu coração há de sentir,
      o quanto é triste ver os pequeninos,
      de sonhos e esperanças, desprovidos
      buscando arduamente, os sentidos
      pra tanta falta que têm em seus ninhos.

      Então é isso, caro Papai Noel…
      (Não sei como se chama, se é cordel…)
      Mas eu fiz estes versos com carinho
      da melhor parte do meu coração
      foi que saiu toda essa inspiração
      pois sei que nessa lida está sozinho.

      Mas não esqueça que a minha renúncia
      não tem da desistência, a pronúncia.
      O meu sonho é um réu absolvido!
      Portanto eu cobrarei em outra vida
      essa saga do amor, por mim, querida,
      que sem isso, viver não tem sentido!

      Tere Penhabe

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O quadro real

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 13, 2007

Enquanto roubas as cores crepusculares,

      sento à margem do rio, revivendo trajetos,

      palmilhados no pulsar das horas circulares,

      sentinelas acesas no redemoinho dos afetos.

      Com a gama de cores pintaste o teu quadro,

      usando as tintas dos sonhares idealizados.

      Soubeste manusear com mestria o esquadro,

      a cada ângulo do esboço,igual ao planejado.

      Com a sabedoria que a vida te concedeu,

      por tanto tempo aprendiz, mestre agora,

      agregaste tesouros que a natureza ofereceu

      nesta obra, onde o real ao ideal se incorpora.

      Quanto a mim, roubei apenas o calor do sol,

      e com ele aqueci o frio da alma que chorou,

      pelo arrastar das folhas secas no arrebol,

      quando no outono da vida, meu sonho acabou.

Guida Linhares

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O quadro ideal

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 13, 2007

 Roubo do crepúsculo o vermelho do sol

      coloco na tela como parte da pintura

      transformo em tiras parte do branco lençol

      uso como linhas, desenhando as criaturas

      

      Procuro penas de beija-flor e faço um  pincel

      mergulho no mar e risco traços verdes

      brotam as árvores apontando para o céu

      e surgem os rios onde os seres matam a sede

      

      Escavo a piçarra fazendo uma massa

      com as mãos nuas construo moradias

      insiro na tela e as ofereço de graça

      aos desabrigados para abrigarem suas famílias

      

      Penetro nas grutas e garimpo o metal dourado

      recolho os diamantes com o balanço da peneira

      de ouro e pedras faço a moldura do quadro

      finalizo a pintura dos sonhos da minha vida inteira.

 José Luiz Cristofoletti

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