amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Arquivo para Dezembro 17th, 2007

Graças vida por você existir

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 17, 2007

Graças devo dar a vida por voce existir
porque assim desfruto, de sua doce presença
vivo do seu sorriso, vibro com sua voz
o prazer do seu toque. Será isto o amor?
mas se não for,pertinho estar de ser,
somente com seus lábios, meu corpo estremece
devo dar  entao, graças por a ter
aproveitar o tempo, para nada perder
para ver seu corpo, para ouvir sua voz
para sentir seus beijos, para ter seu amor
que se nao fosse minha, enlouqueceria
graças dou então , a sua formosa existencia
com voce tenho tudo, sem voce nao poderia
desfrutar meu amor, sem voce nada haveria
graças repito, vida por existir
o amor de uma mulher, de um formoso ser
um ser que me dá, amor infinito
ela é generosa, a mais linda
belo é seu amor,  ela me acompanha
estimulante ouvir sua voz, todas as manhas
graças a vida, por have-la concebida,
por te-la toda, por viver, ser tão linda

 cris

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Ensina-me com teu Amor

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 17, 2007

Uma etapa que se cumpre
      Leva um corpo e solidão
      Antes fosse primavera
      Minha doce ilusão

      Um ciclo que se encerra
      Ensina uma lição
      Põe fim a dualidade
      Preenche um coração

      Que aprende com o verbo
      Torna-se parte do Universo
      Para sempre SER sincero
      Vez por outra tão Eterno

      Se ao pó agora volto
      Com esperança eu renasço
      Pois o SOL que me ilumina
      É o Amor manifestado.

dos Santos

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Deslumbramentos

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 17, 2007

O sonho eterno de voar
de as estrelas alcançar
O flutuar no ar, lá do alto
Se deslumbrar com a Terra e o Mar

Como o vôo de Icaro
que se encantou tanto
e com seu encantamento
O Sol derreteu  suas asas, incinerando seu encanto

Voou tão alto, tão próximo do sol
num vôo mortal, alucinante deslumbramento
em combustão, cinzas se tornou
Em queda vertiginosa , seu sonho acabou

Tantos sóis, ofuscam a visão
embriagam a mente, estonteiam o coração
Sóis do sucesso, Sóis do poder, Sóis da paixão
Sóis delirantes de tantas ilusões, inclementes decepções

Fulminam os sonhos delirantes de tanta gente
Podam as asas da imaginação cruelmente
Quedas nos espaços vazios das solidões
Incineram egoísmos , vaidades e presunções

Curtos vôos no céus da glória
Nos ventos das arrogantes prepotências
Deslumbramentos nos bafos dos delírios
Quedas em combustão, sem holofotes nem ilusão

Somente se incorpora a gloria
nas rotas das  competências
nos limites, nas alturas das humildades, harmonias
Cruzeiros do sucesso…sóis brilhantes no coração

Joe’A

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DESEJO

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 17, 2007

Desejo a você que encontre

    esse amor que no seu coração nasceu…

    A distância não é nada, não impede

    o encontro de duas pessoas que estão

    se amando, querendo unir suas

    almas e corações…

    Nada é tão maravilhoso quando o amor

    acontece, não o deixem fenecer…

    Nada acontece por acaso e ir a luta

    para conhecer o amor desejado é

    um sonho que se realiza…

 Naidaterra

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ENCONTRO DESEJADO

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 17, 2007

Palavras a serem ditas,

    mãos que poderão se encontrar…

    corpos que poderão se abraçar…

    Aquele forte desejo,

    de trocar um quente beijo…

    Aquela emoção,

    que poderá descontrolar o coração…

    Esse encontro, como será?

    Quando se realizará?

    Existe essa distância,

    que por vezes dá certa ânsia…

    Queremos nos ver,

    nos conhecer… nos saber…

    Quando possível for,

    será que explodirá o amor?

    Por vezes é difícil a comunicação…

    Nos deixa sem ação,

    meio que sem saber

    sequer o que fazer…

    Ficamos meio perdidos…

    nessa distância… nessa vontade

    de saber se essa será a felicidade…

    

    Marcial Salaverry

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Desejo

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 17, 2007

Desejo a você
    um palco iluminado!
    Um pedaço de céu,
    uma subida sem desânimo.
    Uma caminhada tranquila,
    um cantinho muito amado,
    com alguém  sempre ao seu lado!
    Um jardim, mar azul, um luar prateado,
     muita alegria no seu coração.
     Enfim… Desejo a voce,
    um amor verdadeiro,
    sincero e companheiro,
    (não anônimo), tão especial,
     que você jamais negue,
     ame com ternura,
     fazendo resplandecer
     sua
     alma forte e pura!  
Gildina Roriz

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DESEJO

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 17, 2007

O amor nunca é impossível,
    mesmo quando proibido…
     Eu lhe desejo sempre:
    paz no coração,
    alguem que lhe segure a mão
    que afaste seus medos
    e mande embora a solidão.
    Que sua cabeça esteja boa,
    que voce não tenha mau humor
    e,principalmente,
    nunca,jamais,esqueça de mim!
 Ilze Soares

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DESEJO

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 17, 2007

Ahh amor como desejo você…
    Apesar de saber que nunca te
     terei por inteiro,
     que nosso amor é um lindo e
     doce sonho, continuo te querendo,
     muito… mais que tudo.
    Fantasio, imagino teu
    corpo colado ao meu,
     teus beijos ardentes,
    tuas doces paravras de amor…

    Eliana Duarte

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Desejo

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 17, 2007

Sei nosso amor impossível…
    desejo à você:
    flores na primavera
    limonada no verão
    aconchego no outono
    e no inverno, antes que a neve caia
    uma paixão como foi a nossa…
Cássia Vicente

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DESFRUTE DOS ENGANOS

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 17, 2007

Indigno é o ser que destrói…

Constrói morada de abjeto desejo,

Sobre as áureas compartidas

De um lago sereno de amor.

Ainda por vir, se faz presente,

Na ausência de costume…

Sequioso de destruição,

Na pujança da ignomínia,

Impõe seu perfume sânie.

Adjacência pantanosa d’alma,

Que expurga um sentir diabólico,

Abrindo fendas de escuro pavor…

Laços de um horror maquiavélico,

Afogando no fel das aparições

Almas inocentes que, um dia,

Fizeram de Luz a morada dos anjos…

Mais condenável é o algoz,

que caminha ao lado,

Escravo dos sentidos da carne;

Néscio, não alcança em que limo

Afoga seus cantares que, um dia,

Foram de Luz e verdor encanto…

Na conjuntura desqualificada

Da apatia, dos que esquecem,

Prematuramente, o sabor do bom vinho.

Vistas de um anoitecer,

Que me faz chorosa na rima,

Que a lágrima tece sem premissa,

Constatando, apenas,

O perverso ser do humano,

Que me faz poeta sem norte…

 

 

Um dia, eu te amei, um dia desejei te cobrir de luzes…

E tu, com indiferença e egoísmo, virou-me as costas.

Fostes deitar em outros leitos, impondo cavar meu fim…

Pois te digo:

” Desgraçado é aquele que constrói sua morada,

Sobre a dor de um amor pisoteado, massacrado…

Não há perdão!… Não haverá felicidade…

Terás, por herança, o  nada!”

Carmen Cristal

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Amar, Dar Sentido a la Vida

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 17, 2007

Tu cambiaste mi vida,
      cambiaste el rumbo de mi historia,
      ocupaste mis pensamientos,
      pasaste a hacer parte de mis planos y momentos.

      Me hiciste notar otra vez mi corazón,
      sentir que no tengo apenas una vegetativa vida,
      lo hiciste palpitar con sentimientos de amor,
      vibrar con sensaciones y emociones olvidadas.

      Otra vez el sol me me da calor.
      La luna de repente se volvió romántica.
      La naturaleza tiene nuevo color.
      Y los jardines tienen nuevos perfumes.

      Pasé a sentir la belleza del día a día.
      Que mi horizonte tiene alvorada.
      Que mis noches son estrelladas.
      Que en la puesta del sol nace la luna.

      Siento del sol calor y ardor.
      Mi añoranza no es solitaria.
      Mi soledad tiene compañía,
      y en mis recuerdos hay fantasías.

      Mis sueños ahora sueñan,
      Mis esperanzas tienen vida
      Mi vida pasó a tener sentido
      tú a ella le diste vida, …

      Amar dió sentido a mi vida…
      Amarte…
      Joe’A

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À CRUZ VERMELHA

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 17, 2007

Solidariedade, palavra abrangente, mas solitária,
      Que digam, os da Cruz Vermelha, sua demanda,
      Filtrando a burocracia, em sua missão solidária,
      Socorrendo os que sofrem, dilacerados na cama.

      E é vê-los, no Teatro de guerra, sem protecção,
      A correr de um lado para o outro, levando f´ridos
      E os mui necessitados, fazendo o que o coração
      Lhes dita sem medo dos beligerantes, foragidos.

      O seu maior orgulho é estar perto dos doentes,
      Socorrer quem precisa de sua ajuda constante,
      E ter palavra de ânimo, para com os dementes.

      E a farda que envergam, a ninguém envergonha,
      Nem deixa mal visto, prontos a qualquer instante
      A partir, seguindo o rumo certo da gran cegonha. 

      Jorge Humberto

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Grandes São Os Desertos

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 17, 2007

Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
      Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto
      Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo.
      Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes
      Desertas porque não passa por elas senão elas mesmas,
      Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu.
      Grandes são os desertos, minha alma!
      Grandes são os desertos.
      Não tirei bilhete para a vida,
      Errei a porta do sentimento,
      Não houve vontade ou ocasião que eu não perdesse.
      Hoje não me resta, em vésperas de viagem,
      Com a mala aberta esperando a arrumação adiada,
      Sentado na cadeira em companhia com as camisas que não cabem,
      Hoje não me resta (à parte o incômodo de estar assim sentado)
      Senão saber isto:
      Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
      Grande é a vida, e não vale a pena haver vida,
      Arrumo melhor a mala com os olhos de pensar em arrumar
      Que com arrumação das mãos factícias (e creio que digo bem)
      Acendo o cigarro para adiar a viagem,
      Para adiar todas as viagens.
      Para adiar o universo inteiro.
      Volta amanhã, realidade!
      Basta por hoje, gentes!
      Adia-te, presente absoluto!
      Mais vale não ser que ser assim.
      Comprem chocolates à criança a quem sucedi por erro,
      E tirem a tabuleta porque amanhã é infinito.
      Mas tenho que arrumar mala,
      Tenho por força que arrumar a mala,
      A mala.
      Não posso levar as camisas na hipótese e a mala na razão.
      Sim, toda a vida tenho tido que arrumar a mala.
      Mas também, toda a vida, tenho ficado sentado sobre o canto das camisas empilhadas,
      A ruminar, como um boi que não chegou a Ápis, destino.
      Tenho que arrumar a mala de ser.
      Tenho que existir a arrumar malas.
      A cinza do cigarro cai sobre a camisa de cima do monte.
      Olho para o lado, verifico que estou a dormir.
      Sei só que tenho que arrumar a mala,
      E que os desertos são grandes e tudo é deserto,
      E qualquer parábola a respeito disto, mas dessa é que já me esqueci.
      Ergo-me de repente todos os Césares.
      Vou definitivamente arrumar a mala.
      Arre, hei de arrumá-la e fechá-la;
      Hei de vê-la levar de aqui,
      Hei de existir independentemente dela.
      Grandes são os desertos e tudo é deserto,
      Salvo erro, naturalmente.
      Pobre da alma humana com oásis só no deserto ao lado!
      Mais vale arrumar a mala.
Fernando Pessoa

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Saudade Dada

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 17, 2007

Em horas inda louras, lindas
Clorindas e Belindas, brandas,
Brincam no tempo das berlindas,
As vindas vendo das varandas.
De onde ouvem vir a rir as vindas
Fitam a fio as frias bandas.

Mas em torno à tarde se entorna
A atordoar o ar que arde
Que a eterna tarde já não torna!
E em tom de atoarda todo o alarde
Do adornado ardor transforma
No ar de torpor da tarda tarde.

E há nevoentos desencantos
Dos encantos dos pensamentos
Nos santos lentos dos recantos
Dos bentos cantos dos conventos…
Prantos de intentos, lentos, tantos
Que encantam os atentos ventos.

Fernando Pessoa   

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Glosa

Publicado por amizadepoesia em Dezembro 17, 2007

Quem me roubou a minha dor antiga,
E só a vida me deixou por dor?
Quem, entre o incêndio da alma em que o ser periga,
Me deixou só no fogo e no torpor?

Quem fez a fantasia minha amiga,
Negando o fruto e emurchecendo a flor?
Ninguém ou o Fado, e a fantasia siga
A seu infiel e irreal sabor…

Quem me dispôs para o que não pudesse?
Quem me fadou para o que não conheço
Na teia do real que ninguém tece?
Quem me arrancou ao sonho que me odiava
E me deu só a vida em que me esqueço,
“Onde a minha saudade a cor se trava?”

Fernando Pessoa   

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