Arquivos para Dezembro 25th, 2007
Publicado por amizadepoesia em Dezembro 25, 2007
Existe um nobre ensinamento
que relembro em todos os meus momentos:
Há coisas mutáveis
e há aquelas que não podemos mudar.
Saibamos diferenciar
umas das outras.
Que se seja forte e perseverante
para transformar
tudo aquilo que puder ser transformado.
Que se seja tolerante
para aceitar o que não pode ser mudado
e que se seja sábio o suficiente para diferenciar
um fato do outro.
Então,
se não podes mudar a direção dos ventos
e ele, de frente, te incomoda.
dá-lhe as costas.
Se te amarguram as curvas do destino.
melhor seria aprender a dançar em círculos.
Mas se anseias pelo beijo da noite,
pelos braços que escondem os abraços,
por respostas aos seus porquês,
por um coração credenciado, livre e franco,
pela libertação das tuas querências,
por achar teu pote de barro,
apalpar os sonhos
e sorrir sem disfarçar tristezas,
manda para os ares as mágoas e as descrenças,
por maiores que sejam…
Coloca-te ao lado da esperança,
amiga inseparável da fé.
E quando no espelho treinares o teu mais belo sorriso
olha a beleza de alma
que se esconde no teu interior.
Ela anseia pelas alegrias da vida
que só tu tens a decisão
de querê-las para ti.
Sê feliz
e faça disso tua obrigação diária.
Deixa falar alto
a doçura do teu coração!
Cleide Canton
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Publicado por amizadepoesia em Dezembro 25, 2007
Impossível atravessar a vida…
Sem que um trabalho saia mal feito,
Sem que uma amizade não cause decepção,
Sem padecer com alguma doença,
Sem que um amor nos abandone,
Sem que ninguém da família morra,
Sem que a gente se engane em um negócio.
Esse é o custo de viver.
O importante não é o que acontece,
mas, como você reage.
Você cresce…
Quando não perde a esperança,
nem diminue a vontade, nem perde a fé.
Quando aceita a realidade e tem orgulho de vivê-la.
Quando aceita seu destino, mas tem garra para mudá-lo.
Quando aceita o que deixa para trás, construindo o que tem pela frente e planejando o que está por vir.
Cresce quando supera, se valoriza e sabe dar frutos.
Cresce quando abre caminhos,
assimila experiências…
E semeia raízes…
Cresce quando se impõe metas,
sem se importar com comentários, nem julgamentos
quando dá exemplos, sem se importar com o desdém,
quando você cumpre com o seu trabalho…
Cresce quando é forte de caráter,
sustentado por sua formação,
sensível por temperamento…
E humano de nascimento!
Cresce quando enfrenta o inverno mesmo que perca as folhas, colhe flores mesmo que tenham espinhos e marca o caminho mesmo que se levante o pó.
Cresce quando é capaz de lidar com resíduos de ilusões,
É capaz de perfumar-se com flores…
E se elevar por amor!
Cresce ajudando a seus semelhantes, conhecendo a si mesmo e
Dando à vida mais do que recebe.
E assim se cresce
Susana Carizza
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Publicado por amizadepoesia em Dezembro 25, 2007
Que nossas mãos possam ser portadoras de paz..
De afagos..
De carinho…
Que escorra delas os mais límpidos sentimentos..
de bálsamos..
de alívio..
de força..
de luz…
Que possam ser espraiados na terra árida..
fazendo germinar o amor entre as pessoas..
Multiplicando cada melhor essência de nós..
Fazendo-nos fortes ao meio à tempestade..
Deixando-nos ver o sol que nasce..
Que rompe a noite..
Que se faz dia..
Que se faz belo..
Que se faz vida!
Que se chama Amor.
Jane Lagares
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Publicado por amizadepoesia em Dezembro 25, 2007
Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida.
É a nossa luz, não as nossas trevas, o que mais nos apavora.Nós nos perguntamos: quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso e fabuloso?
Na realidade, quem é você para não ser?
Você é filho do Universo. Você se fazer de pequeno não ajuda o mundo.
Não há iluminação em se encolher, para que os outros não se sintam inseguros quando estão perto de você.
Nascemos para manifestar a glória do Universo que está dentro de nós.
Não está apenas em um de nós: está em todos nós.
E conforme deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo.
E conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença, automaticamente, libera os outros.Nelson Mandela
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Publicado por amizadepoesia em Dezembro 25, 2007
É Natal quando toco as flores humílimas
De alma mais pura e interior
De todas as crianças que correm dentro de mim
Como a saudade infinita do eterno.
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Publicado por amizadepoesia em Dezembro 25, 2007
Todo ano
Ele nasce
E morre
E nasce
E morre
E nasce
Todo ano
Tudo é igual
Tanto o nascimento
Quanto a morte
Virou comércio
Mas a energia
Do espírito natalino
Paira no ar
Na confraternização
Ou mesmo ao se dizer
Um simples
“Feliz Natal”.
ABittar
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Publicado por amizadepoesia em Dezembro 25, 2007
Quando se ama com amor,
amor rima com flor…
Existe uma harmonia multicor…
Se existe o desamor,
amor rima com dor…
Se estamos perto de nosso amor,
sentindo seu calor…
o amor nos causa um gostoso torpor…
Se estamos longe de nosso amor…
seja porque motivo for,
o amor quase não tem cor…
Se está a nosso lado, ao nosso dispor…
vamos vivê-lo com muito ardor…
Vamos todas as barreiras transpor,
para não ficar mais longe de nosso amor…
Que chegue logo, não se demore, por favor…
Tire-me deste langor…
Vamos dar à nossa vida mais cor…
Vamos viver nosso lindo amor…
Marcial Salaverry
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Publicado por amizadepoesia em Dezembro 25, 2007
Que na noite de natal
O verdadeiro amor aconteça
Quando amaremos sem esperar recompensas
Respeitando raças e crenças
Olharemos pelos que têm fome
Daremos aos que nada têm
Lembraremos das nossas crianças
Buscando a paz do Amor verdadeiro
Mataremos todos os preconceitos
Cobiça, ódio e medo
Recomeçaremos com o amor estampado no peito
Peço então, Senhor,
Que olhe pelos teus filhos
Para que não tenhamos medo
De dizer ao mundo
Que o amor não tem preço
Fazendo dessa noite
Um novo recomeço,
de amor paz e respeito.
dos Santos
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Publicado por amizadepoesia em Dezembro 25, 2007
Minha alma debate-se, tentada à tristeza e seus requintes. Meu pai morto não
vai repetir este ano: “Nada como um frango com arroz depois da missa”. Minha
irmã chora porque seu marido é amarradinho com dinheiro e ela queria muito
comprar uns festões, uns presentinhos mais regalados, ô vida, e ele acha
tudo bobagem e só quer saber de encher a geladeira com mortadela e cerveja.
Talvez, por isto, ou porque me achei velha demais no espelho da loja, sinto
dificuldades em ajudar Corália. Queria muito chorar, deveras estou chorando,
às vésperas do nascimento do Senhor, eu que estremeço recém-nascidos. Estou
achando o mundo triste, querendo pai e mãe, eu também. Corália disse: você é
tão criativa! E sou mesmo, poderia inventar agora um sofrimento tão
insuportável que murcharia tudo à minha volta. Mas não quero. E ainda que
quisesse, por destino, não posso. Este musgo entre as pedras não consente, é
muito verde. E esta areia. São bonitos demais! À meia-noite o Menino vem, à
meia-noite em ponto. Forro o cocho de palha. Ele vem, as coisas sabem, pois
estão pulsando, os carneiros de gesso, a estrela de purpurina, a lagoa feita
de espelhos. Vou fazer as guirlandas para Corália enfeitar sua loja. A
radiação da “luz que não fere os olhos” abre caminho entre escombros, avança
imperceptível e os brutos, até os brutos, banhados. Desfoco um pouco o olhar
e lá está o halo, a expectante claridade, em Corália, em Joana com seu
marido e em mim, também em mim que escolho beber o vinho da alegria, porque
deste lugar, onde “o leão come a palha com o boi”, esta certeza me toma: “um
menino pequeno nos conduzirá”.
Adélia Prado
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Publicado por amizadepoesia em Dezembro 25, 2007
Natal, tempo de paz, de luz,
de alegria e gratas recordações.
Tempo em que relembramos nossa infância repleta de fantasias,
expectativas impregnadas de amor e saudades.
Tempo em que revivemos o carinho de nossos pais,
o aconchego da família e todas as pessoas queridas
que marcaram positivamente nossas vidas.
Vivamos a alegria do Natal e manifestemos a todos
a felicidade de nossa salvação em Cristo Jesus.
Desejo que neste Natal cada momento,
seja desfrutado com imensa alegria.
E que Papai Noel esconda em cada canto de sua
casa uma sementinha de paz, amor e esperança.
Feliz Natal!
Com carinho,
Mônica Neves
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Publicado por amizadepoesia em Dezembro 25, 2007
O que parecia ser já não o é!
Acreditar ter boa fé.
O tempo passa e não aprendemos…
Valor a quem não nos merece sempre temos.
Um dia ruim assim, nos faz refletir,
Quão valioso é sermos bons.
E se tudo isso vale o ser,
De bobos fazem nos parecer.
E a vida vem forte cobrando…
Nada deixa impune e a nós imune.
Que a força de sofrimentos nos faça crescer
Acreditar sempre que alguém como você
Merecerá amizade sincera
Que nada espera a não ser amor
Incondicional, como for!!
(Nanci Laurino)
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Publicado por amizadepoesia em Dezembro 25, 2007
Os seus olhos, fiscais do meu dia a dia…
espiões dos meus sentimentos.
Vigias inabaláveis de todos os meus gestos,
sentinelas dos meus pensares.
Cá estão…
Verdes, azuis, castanhos, cinzas….
Lindos,
grandes,
calados,
insinuantes!
Os seus olhos perseguidores,
Acusadores,
complacentes.
Bússolas que indicam,
apontam,
sugerem.
Os seus olhos,
janelas que se abrem,
se fecham.
Correntes que prendem,
sufocam.
Os seus olhos
que confessam sem nada dizer.
Espelhos d’ alma que não falam,
Mas dizem, riem, choram.
Esperam estatelados.
Portos de esperança!
Ciducha
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Publicado por amizadepoesia em Dezembro 25, 2007
Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.
É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…
Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…
E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…
E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.
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Publicado por amizadepoesia em Dezembro 25, 2007
Enfim é Natal, mais uma vez.
2007 vai se despedindo….
Tantas coisas aconteceram;
Algumas boas, outras nem tanto.
Me alegrei muitas vezes;
em outras me entristeci.
É o ciclo da vida , incessante,
nos mostrando caminhos,
nos salvando de descaminhos.
Mas enfim é natal…hora de refletir.
Quisera que o mundo fosse diferente,
sem intrigas e perseguições.
Quisera que o amor não fosse invejado,
que fosse sempre entronzado nos corações.
Quisera que amizades fossem sinceras,
que os erros fossem assumidos,
que o diálogo franco fosse luz e verdade.
Que não se escondesse a face crispada
que não se fingisse o amor.
Mas , enfim é Natal…renovam-se esperanças
quem sabe voltemos a ser crianças,
brinquemos com nossos amiguinhos
com quem ontem brigamos…
Quem sabe o amor refloresça….
Quem sabe , a lembrança do infante,
que nasceu numa manjedoura, sem posses,
nos faça ver que o dinheiro não é tudo.
Que a verdade não se compra nem se vende.
Quem sabe as luzes da árvore de natal,
saimbolizando a estrela de Belém ,
iluminem enfim os nosso corações.
Desejo a todos um Natal de muita luz,
que o Espírito Santo possa sussurrar
em nosso ouvidos cantos de paz e harmonia.
Que se derramem bençãos sobre todos os lares
e que cada um receba o presente do
discernimento, quer o amor prevaleça,
acima de qualquer desentendimento ou diferenças.
Obrigado por este ano de alegrias e incentivo.
Obrigado pelas palavras de apoio nos momentos
mais turbulentos.
Obrigado aos meus inimigos, por me mostrarem
que, para sentir o perfume das rosas, é preciso
muitas vezes arranhar-se nos espinhos.
FELIZ NATAL à TODOS !
Abraços fraternos
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Dezembro 25, 2007
Hoje amanheço amando-te mais!
As palavras vêm direto do coração.
Meu amor, quanta ternura transmites,
Ao meu deleite existe,
Para meu amor mais sincero corresponder.
E assim, vivemos nossos dias, nas mais doces melodias,
Das canções que marcam nosso amor.
A vida nos premeia, e reverências a esse amor fazemos,
Pois todos os dias o mantemos.
E assim forticado seja para todo o sempre!
Nessa união pura e sincera,
Onde dias difíceis já passamos
Que a bonanza se instale,
A cada novo amanhecer!
(Nanci Laurino)
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