Arquivos para Janeiro 14th, 2008
Publicado por amizadepoesia em Janeiro 14, 2008
Levanta e toca, sua viola, o menestrel
entra no palco e começa o burburinho
se suas palavras parecem destilar fel
é por que é duro se sentar nesse banquinho.
O seu nariz , não se enrosca na modinha,
nem o impede de guiar o seu jaguar
ainda pergunta: “por quem sonha Ana Maria”?
Por certo sonha em comer seu caviar.
O sol que arde, toda tarde, em itapuã,
é o mesmo sol que brilha lá pela manhã.
Se toca o bardo, o seu sonoro instrumento,
e a modinha vai compondo, apaixonada,
ou se a sátira vai surgindo de momento
do fomento dessa plebe escravizada.
Se a piada sai da boca, anasalada,
com o deboche que lhe é peculiar
Cai a platéia, em sonora gargalhada
em ondas fortes como fosse o bravio mar.
O sol que arde, toda tarde, em itapuã,
é o mesmo sol que brilha lá pela manhã.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 14, 2008
Existem pessoas
que usam o mal julgamento,
Distorcem a realidade
Acerca do real.
E não entendo, de onde tiram
tantos malfeitos!
Pessoas julgam,
sem mesmo conhecer,
A verdadeira história,
que leva em outro ser.
Passam meses,anos…
e de nada aprendem…
Só desenganos!
Corações ferem,
Magoam, sem mesmo pensar.
Por isso não devemos,
julgar, sem antes conhecer
Pessoas crucificam,
antes mesmo de saber!
A verdadeira intenção…
Nesse meu poema lamento,
É dizer que aprendi,
Que o amor verdadeiro,
nunca foi demais…
Continuarei acreditando
no ser Humano,
Pois que nem todos tem
a mente suja
e se acham soberanos.
(Nanci Laurino)
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 14, 2008
Meio à festa, lá no céu,
só retrato tranqüilidade,
e tanta paz,
que o chorinho
só fala a verdade.
Já vi anjo tocando cavaquinho,
cuica, bandolim e pandeiro,
sem perder a harmonia
de quem reconhece,
no bom som,
as melhores melodias.
Tem sururu na cidade
e festa no céu da poesia;
entre estrelas,
o mistério sobe e desce,
cantando a vã filosofia
de versos em versos.
Só os poetas vestem a fantasia,
misturando as letras
de uma nova sinfonia.
Schyrlei Pinheiro
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 14, 2008
Falo demais para um homem
Perdido num mundo insano
Longe de Buda e de Cristo
Cheio de pessoas com medo
Até parece que desprezo a vida
Poderosos mexem o caldeirão das bruxas
Os jornais se calam sangrando
A mentira enche os copos
Ameaças mortais chovem nas cabeças
Despertadores tocam serenatas tardias
Os ingênuos são interrogados pela polícia
Os distraídos são seguidos pelos federais
Os inocentes são perseguidos pelos fundamentalistas
Os professores e poetas são fuzilados pelo exército
Os sem sorte são executados pelos comunistas
Quadrilhas internacionais investem em políticos mercenários
Ongs multinacionais compram ativistas nacionalistas
Entidades religiosas enviam fanáticos missionários
Mafiosos e narcotraficantes se escondem em Copacabana
Turistas e banqueiros insaciáveis invadem santuários ecológicos
Estrupados Espancados Humilhados Difamados
Sequestrados Cuspidos Cruxificados Sodomizados
Traídos Emudecidos Lavados Injustiçados
Torturados Recenseados Fiscalizados Escaneados
Vacinados Desterrados Deportados Depauperados
Falo demais para um homem
Perdido num mundo insano
Longe de Buda e de Cristo
Cheio de pessoas com medo
Até parece que desprezo a vida
Carlos Assis
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 14, 2008
Como nada se cria nada se perde,
mas tudo se transforma segundo Lavoisier, então devo acreditar que o amor não se criou,
mas também não se perdeu,
mas sim se transformou.
E se o amor se transformou, espero e quero que tenha sido para melhor,
para bem maior que o ódio,
maior que as desigualdades,
superando as indiferenças.
Espero também que o amor tenha se transformado num todo geral,
mesmo onde não existindo o bem,
o amor tenha superado o mal.
Na sensatez do destino,
espero que o amor tenha se transformado de uma forma,
que a loucura de quem ama não pareça um desatino, e que o coração dos injustos tenha se transformado e voltado a ser como um coração de criança, ou de um feliz menino,
assim sem maldades, sem desigualdades,
sem mentiras.
Espero também que,
se nada se criou,
mas tudo se transformou que tenha havido uma transformação do amor,
e seja essa, sem transgressão dos direitos, das igualdades e dos preceitos,
mas que tenha se transformado para uma sociedade mais organizada,
onde todos se respeitem,
doando-se, dando-se e respeitando mutuamente seus legítimos direitos.
Espero também que a transformação tenha alcançado a internete,
de uma forma que,
os textos criados não sejam mudados por ninguém, não sejam surrupiados,
editados novamente com autoria de outro alguém, mas que permaneça e cresça os direitos autorais.
Só assim a transformação,
segundo Lavoisier, pode mudar os incautos arautos desiguais.
===Edmen===
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 14, 2008
Será…se tenho
nao concebo vc me amar
e em alguem materializar
a posse que voce me ofertou
é ciume… é inveja…
nao , é situação..
que me tortura
voce simulando em alguem
uma simulação, com corpo presente
simulação com carne premente
mesmo que fantasiei o cenário de mim
com todos os pensamentos centrados no meu eu
mas quem está entrelaçado em voce nao sou eu
seu corpo que nao me conhece…..
sua alma que é minha, seus sentimentos
possuidos por mim, mas
somos virtuais..amor de alma….
sem a força de carma…
no entanto amo voce, e nao admito
essa posse…………..envolvimento
Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 14, 2008
Se eu tivesse um coração
que não sofresse ante a desilusão…
Um coração que fosse assim…
Tão facilmente asserenado…
Se conformasse em não ser amado
e desistisse de buscar o amor…
Se eu tivesse um coração assim:
Tão devoluto, de ilusão sentida,
Imune à dor da solidão sofrida
e ainda sorrisse até da própria dor….
Ah! se eu tivesse um coração assim…
talvez passasse ilesa pela vida…
Mas, se eu tivesse um coração assim
tenho certeza que de tão desprovida
e sem sentido… sem sentir a vida
eu já teria chegado ao fim!
Ah! Quero meu próprio coração, assim:
feito a vela tensa de uma embarcação
estremecendo ao sabor do vento,
tal qual oscila o meu coração
quando invadido por tal sentimento
e o espírito cheio de emoção
faz do amor um barco a sotavento!
E, se o destino me reserva à frente
o barlavento da desilusão
Digo a mim mesma:
-Vale mais a vida,
quando se leva dentro alguma dor…
Um coração eivado de ferida,
à um coração vazio de amor!
Eme Paiva
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 14, 2008
A mulher que eu quero, não necessita
banhasse cada noite em água benta.
Tem muitos defeitos, diz minha mãe,
e demasiados ossos, diz meu pai.
Mas ela é mais verdadeira que o pão e que a terra.
Meu amor é um amor de antes da guerra..
para sabe-lo…
A mulher que eu quero, não necessita
desfolhar cada noite como uma margarida.
A mulher que eu quero, é uma fruta suculenta
grudada a minha alma sem qualquer coisa.
Como ela querem me dar meus amigos,
e se amargam da vida meus inimigos…
porque sem você querer te envolve seu sussurro
e sob seu calor se perde o orgulho
e a vergonha…
A mulher que eu quero, é uma fruta suculenta
amadurecendo feliz, doce e vaidosa.
A mulher que eu quero, me atou a sua cintura,
para semear a terra ponta a ponta
de um amor que nos fala com voz de sábio
e tem de mulher a pele e os lábios.
São todos seus meus companheiros de antes…
Meu cachorro, meu Scalextric e minhas amantes.
Pobre JUANITO…
A mulher que eu quero, me atou a sua cintura:
mas, por favor, que não se o diga nunca.
mas, por favor, que não se o diga nunca…
Letra y Música de J.M. Serrat
Tradução Joe’A
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 14, 2008
Estoy pensando en ti esta noche…
En tus ojos ardientes y apasionados.
La voz cálida, mil cariños en la madrugada,
Mi vida entregue a tus cuidados…
Estoy pensando en ti esta noche…
¿Dónde estarás, dónde andarás ahora?…
Estoy solo, hace frío, no tengo tu calor
El pecho alucinado, nostálgico, el tuyo implora…
Estoy pensando en ti esta noche…
Leyendo tus recados, tus cartas y poesías.
En la almohada, tu perfume, tu olor…
Siento las caricias, el éxtasis y la dulce calmaría…
Estoy pensando en ti esta noche…
¿Por qué no vuelves, por qué amor mío?
¡El amor aún vibra en mi ser, aún!
¿Será querido, que tu corazón me olvidó?…
¿Será que toda aquella pasión murió?…
Mary Trujillo
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 14, 2008
Estou pensando em você nesta noite…
Nos seus olhos ardentes e apaixonados.
A voz cálida, mil carinhos na madrugada,
Minha vida entregue aos seus cuidados…
Estou pensando em você nesta noite…
Onde estará, onde andará você agora?…
Estou só, faz frio, não tenho seu calor
O peito alucinado, saudoso, o seu implora…
Estou pensando em você nesta noite…
Lendo seus bilhetes, suas cartas e poesias.
No travesseiro, o seu perfume, seu cheiro…
Sinto as carícias, o êxtase e a doce calmaria…
Estou pensando em você nesta noite…
Por que não volta, por que amor meu?
O amor ainda vibra em meu ser, ainda!
Será querido, que você me esqueceu?…
Será que toda aquela paixão morreu?…
Mary Trujillo
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 14, 2008
Eu não sabia o que fazer e abri a blusa
mais tarde eu ia dizer foi sem pensar
ele me achou desnorteada, confusa
como acharia qualquer mulher que abre a blusa
e faz tudo o que fiz só pra agradar
minha cabeça não era mesmo muito certa
mulher esperta eu nunca fui, mas deveria
saber me colocar no meu lugar
não adiantava nada, eu era assim desatinada
o tipo da mulher que faz as coisas sem pensar
você agora me ouvindo contar essas histórias
talvez me ache, também, um pouco confusa
e eu, que faço tudo pra agradar
já sem saber o que fazer abro minha blusa
como faria qualquer mulher confusa em meu lugar
Bruna Lombardi
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 14, 2008
Num sono profundo cai… Submergi…
Um sono de séculos talvez, quem sabe…
Nasci.. Cresci… Me encontrei e me perdi,
Demorei demais… Cheguei muito tarde…
Enquanto a vida seguia seu natural curso,
Minha inocência, da boneca via o encanto,
Mas teus passos já percorriam o mundo…
Enfrentando a lida, engolindo desencantos…
Minha vida… Era pula… Sobe e desce…
A tua… Era seriedade… Luta já travada…
De manhã eu vestia da escola, o uniforme
E tu… Tu… já vestia terno… E gravata….
Depois… Depois cresci, deixei-me confundir,
Perdi-me em tantas veredas e desencontros…
Tua vida… Já era árvore de profundas raízes…
Pé fincado na terra, coração entre escombros.
Os tapas da vida… Feriram-me o rosto…
O coração se negava a outra vez amar…
Um cupido levado da breca…. Com o tal
Amigo destino… Fez-me te encontrar…
Minha alma liberta… Foi a tua acariciar…
A magia do teu verbo… Chegava para ficar,
O sol quente… Deitou-se sobre a lua nua…
As estrelas no céu, começaram a cintilar…
Já não havia tempo… E nem espaço…
Só dois corações no mesmo compasso,
Dois seres sem freio… Sem amarras…
Colados no louco beijo… E no abraço!…
Mary Trujillo
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 14, 2008
Vem de longe a brisa mansa,
toca meu corpo falando de amor.
Trazendo o aroma do bem,
em luz de infinita beleza
ilumina o caminho por onde for.
No encanto que tinge a manhã,
nas auroras que avistar,
navegarei e em ondas de paz,
como ilha o acolherei
no mesmo corpo querendo abraçar.
Existe! A fé avisa,
revelada no sim que proclamei
com a força da voz, uma alma
a mesma que em você encontrei
ansiando pelo corpo tão meu, habitei!
O que dizer então se ressuscito toda manhã
em desejo de amar, entregar-me ao prazer?
Em tempestade, agitando o mar, busco você
e irei, continuarei navegando,
barco a deriva buscando a rota onde possa lhe ter.
Vem nova aurora, novo céu em lua nova,
estrelas mostram o caminho, sigo então…
Na sombra da noite vejo os olhos
enxergando o amor que me vê também
e assim adormeço nos braços que me faz paixão.
Aisha
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 14, 2008
Entregue ao cansaço,
tristonha nesta carapaça,
a visão do passado ainda me domina.
Desde sempre,
buscando a beleza,
a bondade, o amor, a alegria,
o compartilhamento de idéias e ideais.
Tantos devaneios e quimeras,
ilusões jogadas ao léu,
tentativas de acertos.
Meus olhos pesados,
chamam a doçura do sono,
que embale meus tantos sonhos.
Caminhos descobertos,
rotas traçadas,
paralelas, bifurcações.
Por que eu?
Porque não segurei o amor?
Porque deixei que partisse?
Porque eu todo o tempo.
Porque não ele..o amado,
o homem da minha vida.
Porque não segui o seu sonho…
não larguei meu universo,
não lutei o suficiente.
Porque num dado momento,
quando já haviam todas as respostas,
Deus veio e fez novas perguntas…
Que não consigo mais responder…
Da razão perdi o enderêço,
vagando pelas esquinas da emoção,
de braço dado com a poesia.
Sei que bem lá no fundo,
meu coração ainda grita com força:
– eu sei que vou te amar, por toda a minha vida
e a volta tua seria talvez,
a resposta que tanto preciso agora.
Mas talvez seja tarde demais.
Nos tornamos pontos ambulantes
num horizonte em desencanto.
Porque eu! Porque você!
Perdidos e solitários!
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Janeiro 14, 2008
Ah! Poeta, o teu amanhecer me chama,
para juntos olharmos as flores do jardim.
Ao ler teus versos, minha alma em derrama,
custou a caber inteira dentro de mim.
Talvez seja um querer comum, a beleza
que envolve as criaturas que se afinam,
contemplando a exuberância da natureza,
em perfumes e cores que tanto fascinam.
Quem sabe o olhar do poeta mais aguçado,
deitando em versos, a emoção primaveril,
consiga rejuvenescer o coração machucado,
roçando nas palavras, tal qual um esmeril.
E nesta primavera renascendo forte o amor,
em seus cálidos contornos e sutís sensações,
seja a ternura suave como as pétalas de uma flor,
enternecendo a alma, na mais bela das estações.
Guida Linhares
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