Rasgo o peito,
retiro minhas frustrações…
Cada partícula de mágoa,
de ressentimento,
eu jogo no poço do esquecimento!
Procuro o vale do perdão
e, lá, deposito tudo,
que me fora feito de mal,
por aqueles que abusaram de mim…
Lanço-me nestes vales infinitos,
a fim de livre e de alma límpida
buscar a minha felicidade…
Meu amor que a minha espera estará!
E, como um pássaro liberto,
abro as portas d’onde estava aprisionado,
à espera de que você recobrasse
a memória de nosso amor…
E tomo distância,
sepultando de vez tua lembrança,
que, agora, já não faz mais coro
com os novos rumos, a mim apresentados…
Quero voar, gritar, sorrir, brincar!
Sei lá, quero amar, aqui, acolá…
Quero levar o sorriso ao rosto triste;
dar as mãos a meus irmãos;
andar sem medos…
Liberto-me desta escravidão
e das amarras que colocaste
em meu coração…
Fica, agora, tu aí no seu mundinho
“de faz de conta”…
Continua a mentir a ti mesma
e a quem contigo está…
Porque, em meu novo mundo,
tu já não cabes mais…
Agora, sou liberto deste sentimento,
que me corroía, a quem entreguei
juventude, vida e que me deu
como troco a mentira e a traição…
Agora, sou liberdade,
voando sem rumo,
a seguir a brisa da felicidade…
O sol da alegria, a lua dos apaixonados,
as estrelas da esperança,
que me apresentaram meu novo amor.
Vai, sai da minha frente:
quero voar!
Paulo Nunes Junior