amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Arquivos para Fevereiro 4th, 2008

ORAÇÃO PEREGRINA

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 4, 2008

senhor de todos os caminhos:

não remova esta montanha
dê-me pernas resistentes

não enfraqueça os ventos
dê-me orelhas de Vicente

não encurte o capim
dê-me braços com dentes

não esconda os atalhos
dê-me olhos inocentes

não desligue a inércia
dê-me músculos desobedientes

não ilumine as mil e uma noites
dê-me coração paciente

não aproxime o próximo passo
dê-me joelho suficiente

não junte as encruzilhadas
dê-me juízo indiferente

não revele meu destino
dê-me pés pra frente

FERRARI

Publicado em poesia | Leave a Comment »

O QUE HACER?

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 4, 2008

Yo quiero vivir feliz
            cerca de ti…
            Yo te quiero libre para
            amarlo siempre…
            en todos los momentos
            quiero estar contigo,
            mirando el nascer del sol
            en el mar…
            mirando las estrellas
            en una noche de luna…
            bailar sentendo tus braços
            me envolvendo con cariño y passión..
            besando tu boca,
            con tu cuerpo despido a mi lado…y
            mirar sus ojos e dizerte:
            Yo te amo, mi amor…
            Sueños impossíbles?
            Un amor impossible?
            O que hacer…?
            Pregunta mi corazón,
            en el silêncio de la noche…

          Clara da Costa

Publicado em poesia | Leave a Comment »

O Mar, A Mar.

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 4, 2008

 
  O mar, a mar
  La mer, le mer
  O mar
  Nunca não é homem
  O mar é mulher
  É água
  Logo é feminina
  Sendo doce ou salgada
  O mar é a mar
  E amar é tão bom
  Que o mar
  Bem pode ser a mar
  Como em Francês; La Mer.
  ABittar

Publicado em poesia | Leave a Comment »

Lejos de ti

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 4, 2008

Aqui, distante, soñando con tus cariños
      Poblados de caricias, besos..
      de entregas com mucho ardor
      En los brazos ardientes de las añoranzas
      que despiertas las fantasías
      Que incendian la imaginación
      Desabrochando nostalgias en el corazón
      Encendiendo las brasas de la soledad
      Cuanta falta me hace el calor de su pasión
      Mi abrazo sin tu cuerpo
      Mis labios sin tus besos
      Mis manos sin su piel
      Mi respiración suyo tuyo aire
      Mi aire sin tu aroma
      Mi silencio sin tus sonidos
      Mi alma sin tu amor
      Mi palpitar  sin tu vibrar
      Mi ardor sin tu calor
      Mi libido sin tu desejo
      Mi excitación sin tu cuello
      Mi deseo sin tu tesón
      Mi amor sin tu pasión
      Sin tu aconchego, sin tu cuello
      como duele estar lejos de tu amor
      No veo la hora de regresar
      A  mis brazos tenerte a ti
      Joe’A

Publicado em poesia | Leave a Comment »

Jazz is the blues

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 4, 2008

São as crises
Agora mais constantes
E o quarto
Mais escuro
E o sax
Cada vez mais baixo
É a foz nascente
Desde antes
E o poço
Com o buraco
Mais gozo
E o violino cada vez mais piano
São as crises
Agora mais longas
E as paredes
Mais próximas
E o sexo
Escorregando
Sobre mim
Cada vez mais contra-baixo
É o gozo
Cada vez mais pouco
E o celo
Ainda mais grosso
São as crises
Agora mais graves
É o rio que não corre
Nem fica ralo
Cada vez mais lodo
E a cama
Mais tudo
É a voz
Que canta do fundo
São as crises
Agora mais surdo
Mudo turvo e curto
Ainda mais tristes
As pessoas que dançam.

Ramon Alcântara

Publicado em poesia | Leave a Comment »

Poeta, vem à tardinha!

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 4, 2008

Terás música,  poesia
 e também podes contar
 com opíparo jantar!
 
 Espero-vos, amigos meus
 para que a nossa riqueza
 feita de terna pureza
 entrelaçando-se, cresça!
 
Maria Petronilho
 
 

Publicado em poesia | Leave a Comment »

ESTER

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 4, 2008

Oh! mulher, grito! Oh! mulher, liberdade!
        Teu cavalo de batalha longe soa verdade.
        Tuas palavras, são de puro ensinamento,
        Quem contigo está escuta da brisa vento.

        Oh! mulher, guerreira! mulher, sem idade!
        Nunca de tua boca usaste verso saudade.
        E quanto mais se prende aí o movimento,
        Mais tu nos trazes o silêncio de um alento.

        Quem és tu, mulher, que geraste um filho,
        Trazendo a todos nós outros tantos filhos,
        Ai, neste mundo de provação e pecadilho!

        A história conspurcou teu nome, ó mulher,
        Diziam-te prostituta cercada de andarilhos
        Na morte dele, não o abandonaste sequer.

        Jorge Humberto

Publicado em poesia | Leave a Comment »

Meus Poemas

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 4, 2008

Meus poemas vão saindo da escuridão onde nasceram
            Sem olhos, esbarravam-se nas pedras de radiação
            Tantos deles lindos, esmigalhados em ais ali morreram
            Outros vinham com doçura amaciar meu coração
            Na escuridão, diabos barulhentos me vinham visitar
            Meu destino me retirava para o lado, as pedras a cair
            Eu agarrava os diabos paro pelos rabos os atar
            Nessa escuridão para meus filhos tinha o pão a partir
            Minha mãe sorria com doçura em meu pensar
            Me avisava de todo o perigo, pedras soltas, a cair
            Esquecimento chegava, eu, meus poemas a cantar
            Missão comprida estava já na hora de sair
            Mente misteriosa, da minha saíam belos poemas
            Os empilhava na escuridão da fúnebre da mina
            Havia de amor, deuses e mentiras por temas
            Corria atrás do pão, era meu fado, a minha sina
            Tantos ficaram afogados nas águas límpidas dos lagos
            Como por encanto peixes se pendia ao ouvir cantar
            Limpava os pulmões, o peixe por quilo eram caros
            Guardei nas nuvens tantas vezes trechos poéticos
            Eram saudades dos amigos família e meu torrão
            Amigos e familiares sem trabalho e sem pão,
            Eu partia a radiação, para armamentos bélicos
            Venho desenterrando meus poemas de minha mente
            Dando-lhe luz, me dão alegria ao coração
            Espalhando paz e amor nesta minha semente
            Agora escrever e poetar é minha grande paixão.

            Armando C. Sousa

Publicado em poesia | 3 Comentários »

Eterno Amante

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 4, 2008

 É o rio, a embalar-se em seu leito
            Rola e alaga-se sobre as pedras esguias
            A margem os manguais, que dele se sacia
            Recebe o frescor de suas águas frias
            Deleita-se em seu braço, segue o seu destino
            Na impetuosa correnteza, que lhes lambe o dorso
            Escorrega em cataratas rígidas e trepidantes
            Aos tombos, arrebatado desce aos turbilhões
            Corre ao encontro do eterno amante
            Que o recebe farto, e abraçando-o entrega-se
            Amam-se fogosos, e disparatados excitam-se
            Num oceano infindo se acoitam, e se completam
            Alargam-se e devoram-se, dentro de si mesmos
            Multiplicando a vida de seus ancestrais
            Tornam-se uno, num amor inundável
            O velho mar, e o velho rio estão em paz
            Estarão juntos, entre algas e corais
            Traz na lembrança os seus trajetos, e os manguais
            Nos tons do alvorecer, na ternura das manhãs
            Em silêncio adormecem, em madrigais
            Escutando na mudez de seu sentir amante
            E nem as cheias, os apartará.

 Pequenina

Publicado em poesia | Leave a Comment »

É assim que te amo

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 4, 2008

Não te amo como um dia ja amei, e esse amor se foi
            nao  te amo como um cometa que passa
            te amo como uma estrela
            que borda eternamente o firmamento
            
            Não te amo como se fosse uma flor, que um dia murcha
            te amo como semente que tem em si
            o jardim florido do para sempre
            semente que brota voce no meu amor
            
            Te amo de jeito e forma que não sei,
            exatamente com és, do seu jeito 
            Sinto apenas de forma simples como preciso desse amor
            te amo, te amo assim desde o mais profundo de mim
            
            Sinto no meu peito seu toque me amar
            como um sol voce me envolve com o calor do seu amor
            te amo, quando sonho, quando desperto, ou
            quando simplesmente fecho os olhos
            
            Joe’A

Publicado em poesia | Leave a Comment »

DESCANSO DO AMOR

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 4, 2008

Mais um dia chega ao fim…

      Entreabre-se o palco estelar, descortinam-se no céu estrelas brancas a cintilar, buscando nas calmarias o amor e o motivo para amar…

      

      Mas o amor dorme sim o amor descansa no aconchego do berço da noite, de uma noite de luar…

      

      Solidão…

      Solidão é o acalanto da paz,

      é a quietude que nos leva a sonhar,

      é o abraço do amor buscando o coração no embalo da canção querendo nos amar…

      

      Amar, verbo intransitivo, quando fico pensativo na quietude de uma noite de luar…

      

      Amor é a constância do substantivo buscando o intransitivo conjugando o verbo amar.

       

      
===Edmen===

Publicado em poesia | Leave a Comment »

CAMINHO DE GADO

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 4, 2008

Como uma vaqueira, sigo por caminhos
            plangendo aboios sempre tão tristonhos:
            amooooorr!!!
            amooooorrrrr!!!
            onde está, amoorr???
            traz seus cariinnhos???
            Vou nesses caminhos, tangendo meus sonhos.

            Abandono!
            Qual  gado passivo, que por si caminha,
            como se a trilha, soubessem decor!
            Como uma marchante, distraída em dor,
            num carro de boi,
            e no passo lento, com que ele  me leva…
            Deixo ao boi de guia escolher caminho
            evitar estorvos, contornar as pedras…
            Porque meus lamentos se misturam aos sons
            da dolência morna do ranger das rodas
            e do sacolejo da carroça lerda…

            Assim minha vida…
            Assim minha entrega…
            Que as circunstâncias empurrem os dias…
            que por si se levem, transpassando meses..
            que estes se montem, formando os anos
            de vida vazia, só de desenganos…
            que do meu destino, já soltei as rédias…
            Como uma vaqueira apascentando  os sonhos
            Pascendo as mágoas
            Pensando feridas, buscando saídas…
            Na esperança amarga de encontrar você!

            Eme Paiva

Publicado em poesia | Leave a Comment »

AZULINA!!

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 4, 2008

 Bonita, a borboleta azulina voluteava, ia e voltava
      ondulando… aparecia e desaparecia na vidraça..
      Amava-a de longe: azulina, leve e grácil bailarina!

      De repente, vindo do nada, surge a ave e a fisga no ar!
      Oh! Estremeci! Por que tiveste que predar a vida de
      Minha estesia, tão leve, tão linda, que voluteava?
      Interrompeste a cor, as asas… a graça de minhas rimas!
      Nicaste assim, o efêmero encanto do meu tema! Mas,
      Galharda partiu, com meu tesouro… sem pena!
      Oh! -Digo à estesia :  Quem a pode condenar?
              Eu também, me alimento de poesia!

                                         Eme Paiva

Publicado em poesia | Leave a Comment »

Te quero assim

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 4, 2008

Como a noite chegando cálida e quente,
      abrigando nossos corpos madrugadores,
      impregnados de saudades e mil desejos,
      ávidos por toques, abraços e doces beijos.

      Te quero assim… 

        Com a suavidade da seda em lençóis de luz,
      cuja tessitura abriga um sôfrego coração, 
      que continua batendo forte, procurando
      materializar seus mais profundos anseios.

      Te quero assim…  

      Com o perfume das mais singelas flores,
      inebriando meus sentidos já encantados,
      com a tua respiração e fala entrecortada,
      revelando-se em tão deliciosas sensações.

      Te quero assim… 
        
      Amanhecendo preguiçoso, querendo carinho
      deitando teu olhar na ternura do momento,
      em que te olhas no meu espelho e encontras
      aquele oásis de felicidade em sutil miragem.

      Guida Linhares

Publicado em poesia | Leave a Comment »

Coincidências da vida

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 4, 2008

Coincidencias da vida , que sigas pensando em mim,

                  e que eu me recoste e em sonhos siga pensando em ti .

                  Coincidencias somente que tu estejas vivendo aqui

                  pisando a mesma terra e sob o mesmo céu que cobre a mim.

                  ********

                  Coincidencias da vida que não saibas nada de mim

                  e que nunca a meus ouvidos ninguém me fale de ti ….

                  Coincidencias somente , que ao despertar penses em mim

                  e que eu ao deitar-me só me lembre de ti .

                  ********

                  Coincidencias desta vida , uma que se dá em dez mil,

                  que ao ouvir teu nome , se comova algo dentro de mim.

                  Coincidencia é que a beleza , traga impregnada em si

                  a fragrancia dos bosques , de lavandas e de jasmim.

                  *******

                  Coincidencia é que a brisa nos beije a ti e a mim

                  executando com seus violinos  , uma melodia sem fim .

                  É um mistério ou um encanto , que tenhamos nascido aqui

                  os dois em um mesmo mundo afetados por um mesmo sentir ?

                  *******

                  Não me despertes do sonho , que quero repousar assim

                  sendo os dois cidadãos , com um mesmo caminho a seguir .

                  O vento me trará teus susurros , e tua voz chegará até os confins

                  e o eco como lobos uivando , dizendo, Sem ti nao posso existir!.

Libia Beatriz Carciofetti

Publicado em poesia | Leave a Comment »