amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Arquivo para Fevereiro 6th, 2008

VISITAÇÃO

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 6, 2008

Visito-te pela janela entreaberta
      dos sonhos sonhados de olhos abertos.
      Levo-te flores, nessa ânsia secreta,
      que sintas o olor, real e concreto.

      Sonhas e sentes esta minha presença,
      teu corpo se aquece em chama voraz,
      lembranças que o passado assim te traz,
      antídoto ou remédio pra tua doença.

      Sou esboço desenhado na tu’alma,
      sou rabisco que não consegues apagar,
      sou fogo a consumir-te  em noite incalma

      Sou raio na janela, sou a luz do luar.
      Sou o passado que em ti se espalma,
      sou onda persistente na beira do mar!

Jorge linhaça

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VELHO VIOLEIRO

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 6, 2008

Um cancioneiro
      velho velho violeiro
      na sua vida o ponteio
      no lagar das emoções

      Um reponteio
      velho velho violeiro
      na sua roupa traz o cheiro
      das cidades e sertões

      Num serpenteio
      velho velho
      nos seus versos o ponteio
      no dedilhar das canções.

      No reponteio
      velho velho violeiro
      vai correndo o mundo inteiro
      encantando multidões

      Um violeiro
      velho velho cancioneiro
      na sua vida o ponteio
      no lagar das emoções

      Jorge Linhaça

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Vamos fazer

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 6, 2008

A revolução
  Liberte
  O seu coração
  Vamos nos amar
  Até o dia nascer
  Vamos ver
  O sol raiar
  Vamos deixar
  A onda
  Nossos pés beijar
  Não importa
  O que pode acontecer
  Vamos esquecer
  Do mundo
  Vamos enlouquecer
  E nos perdermos
  Um nos braços do outro
  Vamos viver de amor
  Só eu e você
  Vamos eternizar
  Esse instante
  Ao menos
  Em nossos corações
  Enquanto o mar
  Vem e vai
  Enquanto
  A tarde cai
  ABittar

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Sonho e rancor

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 6, 2008

por mais que tente
por mais que queira
por mais que se esforce

o homem não consegue
destruir o seu passado

por mais que se exceda
por mais que erre
por mais que minta

o homem só não consegue
destruir o seu passado

Carlos Assis

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SOBRE LA ALZADA TUYA

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 6, 2008

No se que cosa es esta que me quita el sueño
            Ansiando por ti, a cualquier momento del día
            Sueño no es, que ya ni de mi, soy dueño
            Pero que cosa es esta, que me crea disfasia?

            Algures, en alguna parte, estará la verdad
            Que ahora, no distingo, ni veo ya salida,
            Y se que viniste para mi con tal la voluntad
            Que yo me sentí adormecer, con nodules en la barriga

            Al tercer día éramos ya uno y una persona
            Los cielos se abrirán para dejar pasar el sol
            Y nosotros corremos libres sonriendo sobre la garúa

            Que en un de repente nos quiso brindar con el agua
            Que entonces nos mojaba regando un girassol
            Mostrándonos que no hay en el mundo amargura

            Jorge Humberto

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SEMPRE TU

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 6, 2008

Sentir o calor de tua presença,
É quase como nova nascença,
Pois ela traz-me: tranquilidade,
Esperança. e mui serenidade

E enquanto escuto, de tua voz,
Palavras aí bem medidas, sós
Sei que não estaremos jamais,
E que viveremos, como iguais.

Somos apenas amor firmado,
Porque já o foi aí contestado:
E se dúvidas não coubessem,

Tudo seria uma tal inanidade,
Onde não caberia a amizade.
Eis que as palavras fenecem.

Jorge Humberto

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SEDUÇÃO

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 6, 2008

Um perfume de peras maduras,
      um olor almiscarado no ar…
      cheiro de amor, sexo, travessuras,
      dois corpos prontos para se amar.

      Mãos que percorrem os caminhos
      descobrindo pontos de ebulição
      beijos trocados, ardentes carinhos,
      noite de pura e calma sedução.

      Ao som de Chopin, as fantasias,
      dão lugar à esperada realidade,
      Sonhos de amor em utopias.

      Ansiedade prisioneira da saudade.
      Universo, desencanto, nostalgia…
      queimados na fogueira da vaidade.

Jorge Linhaça

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SAUDADE SEMPRE VEM

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 6, 2008

por muito que se busque
o que se quer
sem saber
se o que se quer
quer mesmo a gente

os dedos escrevem 
não há mal nenhum em escrever
em dizer tartarugas dúvidas
rasos pensamentos
pequenos sentimentos

as palavras vão enchendo as folhas
os olhos vão tendo de ler
a mente vai sugando as frases
espremendo as letras
tentando entender o poema

a vida não engana as pessoas
passo o dia pensando
no que poderia ter sido
arrependendo-me de algo
que não tem mais sentido

o coração sofre mas isto é provisório
não recordo o outrora
o passado uma grande borracha
deixa apenas fragmentos
um pouco disto ou daquilo

uma noite sem estrelas
observa sem muito interesse
não tenho brilho nem encanto
apenas amargo o acúcar que temos na boca
o homem é a antítese da criação

separo as horas do tempo
desvio o vento do ar
ontem sonhei sendo motorista
de um onibus articulado
que andava por ruas estreitas

toda mulher tem o bem que lhe quer
toda mulher é assim
assado
nem vem a noite já esta na folia
toda mulher tem o bem que lhe quer

CARLOS ASSIS

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Quem sou

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 6, 2008

De onde venho
  Pra onde vou
  
  Quero saber
  De tudo
  Porque
  Quero saber
  
  Você também
  Já se perguntou
  Ainda não
  Mas sei que um dia
  Você também
  Vai se perguntar
  
  Responder
  Eu não consegui
  Talvez você
  Consiga em meu lugar
  
  É só tentar
  Não desistir
  Não se entregar
  
  Quem sou
  De onde vim
  Pra onde vou
  ABittar

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O SONHO E A VIDA

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 6, 2008

 
“Foram sonhos apenas e mais nada”
Levados pelas quimeras do vento,
Sementes buscando sem desalento
O húmus quente duma terra arada…
 
Voando noite escura em debandada,
Conservam bem firmes o sentimento
De germinar majestoso portento
Em orvalho doce, na madrugada.
 
O céu rasgou-se em sol, que belo dia
Espelhando oásis em arrebol…
Fantasia, amor e fraternidade
 
No fértil chão a mágoa cobria,
Mas abre o ventre à luz, tal girassol,
À semente fecunda da amizade!
O segundo caiu espontaneamente e sem emendas sobre a toalha de papel do
Favas Contadas”, onde era ciente habitual quando podia exercer a liberdade
de fumar que não tenciono perder…
ÉBANO
A minha deusa é negra
tem a cor do Sol  escuro…
Não conhece lei nem regra…
Por isso sempre a procuro…
Quando o mundo começou
o Amor não existia
e foi ela que plantou
o amor  em cada dia…
Havia todas as cores
que o arco-íris já teve
mas ela, das suas dores,
criou então a cor linda
com que sempre me escreve…
Amo essa cor ainda…
Joaquim Evonio

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LETRAS & PALAVRAS

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 6, 2008

Os poemas não são deuses 
que eu tenha de adorar
por isso não digo nada
dou às letras liberdade
 
comecei a escrever
sem saber como acabava
pois as palavras caíam
como lágrimas choradas
 
e quase a chegar ao fim
com grande surpresa minha
elas lá se entenderam
 
e numa dança anarquista
as letras e as palavras
de poema se vestiram
 
joaquim evónio

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CRESCE-TE A VIDA NAS PALAVRAS

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 6, 2008

Dizes não crer em Cristo nem em Deus.
Porém cresce-te a vida nas palavras
e nas noites de incêndios em delírio
inquietam-se no vidro as sensações
toldando de infinito as incertezas.
 
E Deus é o mendigo ali na esquina
com a morte nos olhos
uma ausência de tudo: de desejos
de gestos   de ternura   que a cidade
no vazio das ruas adormece
e a quem estendes a mão   como fez Cristo
saciando assim de Deus a tua fome.
 
Nesse teu deambular contra a cidade
em horas de sossego
agitam-se as papoilas pelas veias
onde até Deus estremece   tremulando
sedento dessa água que murmura
um náufrago de estrelas.
 
Julião Bernardes

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DESCOBRINDO A AMIZADE

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 6, 2008

Não tínhamo-nos porque nos preocupar,
                    Nem sofrer agressões ou desigualdades
                    Se cada um soubesse outro bem cuidar,
                    Como o melhor de si, sem disparidades.

                    Diz-se que o tempo é pouco, a rodopiar,
                    E que não há espaço, só as inanidades,
                    Que nos cria vazios e faz-nos preocupar
                    Com o passado, com ele vãs saudades.

                    Descuramos em demasia, a sã amizade,
                    Preocupados com o tempo a valorização
                    Pessoal, não perpetuando a honestidade

                    Nem o afecto tenaz com nossos amigos.
                    Então aconselho doravante mais atenção
                    Por todos aqueles que nos são queridos.

                    Jorge Humberto

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BRANQUINHO

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 6, 2008

Alvo como a neve meu p?ssaro t?o estimado
Canta de manh? à noite canç?es de embalar
Nunca se cansa de cantar, de t?o estimulado
Que est?, em cumprir o seu fado de encantar

E quando acorda, de seu sono fico extasiado
Ao vê-lo banhar-se, com as penas a da a dar
Pra assim molhar e conseguir, de lado a lado
Banhar todo o seu corpo que gosta de limpar

Ent?o observ?-lo a esticar as penas, lisinhas
Me deixo ficar, com certo gosto de coisa boa
Estica daqui e estica dali, abrindo as asinhas

E depois vai comer, que o trabalho o obrigou
A despender muitas energias entoando a loa
Baixinho, enquanto come a comida qual grou

Jorge Humberto

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A MORADA DO AMOR!

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 6, 2008

A morada do amor é o coração.
Nele habita as mais fortes paixões,
Arrebatadoras que sejam,
Unem corpos em ardentes desejos!
Nele também habita o amor mais terno
Seguro, calmo, sereno,
confiante no amor que conquistou…

A morada do amor é o coração,
que sofre desilusões, por amor não correspondido,
E de tantas emoções contidas nesse vasto mundo,
É o coração que aguenta e segue firme quente pulsante,
Confiante em cada dia mais acreditar que possa ter…
Amor para que seja feita a morada,
E ao amado sempre corresponder….

Nanci Laurino

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