amizade e poesia

Alguém que faz você rir…Alguém que faz você acreditar em coisas boas…Alguém que convence você …De que existe uma porta destrancada…Só esperando para que você abra. Esta é a Amizade Para Sempre.

Arquivos para Fevereiro 18th, 2008

Minha infância!

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 18, 2008

Vivida como todas as crianças, em cidade pequena.
      Morando nessa beira do rio,
      que maravilha…!!!
      Bem diferente de hoje, claro.
      Nos dois lados da rua, só mangueiras e goiabeiras, não tinha asfalto e as lojinhas,
      de madeira era tudo que havia (agora virou patrimônio histório) por isto está
      lindo assim…!
      Quando o rio enchia, ficava bem pertinho da casa, podem imaginar o que
      faziam as crianças?
      Tudo era festa e alegria,
      para a criança que sonhava, cantava, flertava,
      e esperava seu príncipe encantado.
      Jogava bola na praia,
      petecas nas calçadas,
      parecia uma moleca
      de tão danada que era.
      A vida era bela, até os
      13 anos, quando tudo
      mudava para ela.
      Logo trocou as bonecas,
      para ser mãe e fazer do
      filho seu boneco, já que tinha cabeça de criança.
      Não estava preparada para tal aventura e nem pensava que o mundo, com filho, seria o mesmo.
      Ah, como tudo foi difícil!
      Vida totalmente diferente
      dos sonhos de criança, mulher
      e mãe!
      Meu Deus, como foi difícil!
      Lembranças doídas nesse coração
      sofrido, mas com esperanças
      de poder um dia ser feliz!

Vera Jarude

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Fora da Realidade

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 18, 2008

Te amei de verdade,
mais que fora da realidade,
posso eu agora entender…
Meu caração teimoso,
batia feito doido ao sentir você partir
E você foi….nada mais tive…
Apenas lembranças amargas,
 frutos de um amor que não deu em nada!
Dias me dediquei,
lágrimas rolaram,
 e de nada adiantaram….
O amor então matei!

Nanci Laurino

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QUERES SER MINHA NAMORADA ?

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 18, 2008

   Se queres ser minha namorada

            apaga do teu peito o ciúme

            esquece o medo em revoada

            deixa  arder o amor em lume.

            Se queres ser minha namorada,

            ouve a voz do teu coração,

            queiras o homem, o poeta, mais nada

            entrega-te de verdade à paixão.

            Não queiras me partir ao meio,

            separar o poeta do vivo homem,

            aparta de ti os infrutíferos receios,

            que a alma e o amor consomem.

            Se queres ser minha namorada

            aceita meus defeitos e virtudes

            anda comigo pela longa estrada

            onde a inveja grassa amiúde…

            Não te deixes ser enganada,

            pelo doce falar, de gente insegura,

            se queres ser minha namorada,

            caminha no sol, deixa a noite escura.

            Pois de amor para entender,

            como diz a canção tão popular,

            é preciso iludir o falso sofrer,

            é preciso querer, realamente, amar.

Jorge Linhaça

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MEUS SONETOS IMPERFEITOS

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 18, 2008

 A imperfeição de meus sonetos
      Não seguindo quaisquer regras
      São em geral os complementos
      Com que soletro a palavra terra.

      Meus sonetos, são tais historias
      Que contadas ninguém acredita;
      Mas, como não pretendo glórias
      Conto a vida como quem medita.

      E como faço eu isso: por maioria
      De razão falo da minha vivência,
      Do muito que li e não se extravia.

      Seguindo minhas ideias e ideais
      Sempre tento levar competência
      Ao que aprendi incautos animais

      Jorge Humberto

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INDIGNAÇÃO

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 18, 2008

Maldigo todos, que entregam ao abandono
              E à mendicidade, velhos e pobres crianças
              Roubando-lhes desde cedo as esperanças
              Duma vida melhor, sem algozes nem dono

              Como é triste de se ver aí pobre compondo
              O seu carrinho de lixo, aludindo às alianças
              Lá vai ele cabelo desgrenhado com tranças
              Que por onde passa causam gran estrondo

              E os meninos de rua seguem-lhe os passos
              Mordiscando bocado de pão, caído no chão
              Quereis velos nas lixeiras estão seus traços

              Os meninos pedem para pais alcoólatras vis
              Os velhos, largados plos filhos, sem coração
              Andam cá e acolá, parando junto aos jardins

              Jorge Humberto

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TANKA QUE TANKA!

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 18, 2008

Pensar custa tanto
e eu já tanto pensei
penso  no entanto
 
que os mares e os céus
são o meu maior encanto
 
joaquim evónio
 

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DILEMA

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 18, 2008

Venho de alguma dimensão do Universo!
      Sou a incógnita de minha própria parábola.
      Ando buscando a fórmula secreta,
      que desvende o meu Eu,
      folha por folha, verso por verso….

      Nas quimeras dos meus sonhos,
      tal como Vênus, tento desvencilhar-me
      dos véus que me ocultam de mim mesma.
      Formulo em metáforas a minha
      “bio-mitologia”que fez pacto com
      ilusões, devaneios, sortilégios:
      pulsações do inconsciente, que só
      se pode ver mesmo nos sonhos

      Como parteira de mim mesma
      dolorida,
      sofro as contrações da vida
      para me dar alento,
      para me ver surgir,
      -plena
      -saudável
      -íntegra

      Esse o grande dilema do viver:
      gerir a própria gestação…
      gerar a si mesmo, em essência…
      Ser parteira e parturiente
      do próprio eu, sempre em mutação!

      Pelo hábito da Evolução, paga-se
      um ônus alto.
      Mas, este é o preço do livre arbítrio.

      Eme Paiva

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CAMPO MINADO

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 18, 2008

Teu amor é campo minado
      entre as flores do teu jardim
      perigoso é ficar parado
      e mover-se pode ser o fim

      Não sei qual o meu pecado
      que me fez ficar preso assim
      Teu amor é campo minado
      entre as flores do teu jardim.

      Ando sempre atordoado
      não sei se fico, ou vou, enfim
      se sonho ou fico acordado
      entre as flores do teu jardim
      Teu amor é campo minado.

 Jorge Linhaça

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Calúnia

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 18, 2008

Se fosse o sol, da lua, vil amante
      (tanto apregoa toda língua impura)
      diante de tão bela formosura,
      onde estarão as jóias de brilhante?

      Eu vejo a realidade tão constante,
      dôo meu pranto à sua desventura,
      que já vivi dobrado tal agrura,
      de meu marido, nunca ser a amante!

      Entende-se que o sol seja casado,
      tão distante, ausente, afastado,
      brilhando a todos sem regatear…

      Enquanto a lua espera, conformada,
      sempre tão triste, só e abandonada…
      no amor de poesia a se esbaldar!

Tere Penhabe

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BENDITA ENTRE AS BENDITAS

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 18, 2008

  Não há neste mundo quem contigo
                  Se compare, ou tenha semelhança
                  Tal o teu sorriso, ei-lo aqui, comigo
                  Vitorioso, terno, assim a esperança

                  Nem há neste mundo quem comigo
                  Se assemelhe, vede aqui, a aliança
                  De quem muito mais que teu amigo
                  Procura o teu colo, oh, qual criança

                  E não há neste mundo, tal a alegria
                  Que preserve tanto, tua companhia
                  Quando é minha tua doce presença

                  Ah, bendita, a hora, que te conheci
                  De tão perdido, que estava de mim
                  Pra logo firmamos, nossa sentença. 

                  Jorge Humberto

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Muitas em mim ll Acordei…

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 18, 2008

Acordei e busquei por mim na casa toda.
      No quarto… na varanda… no espelho…
      Não encontrei, nada mais achei de mim…
      Só meu cérebro dando seu velho conselho.
      
      Percebi que um pedacinho de mim ficou
      Na primeira lágrima da incompreensão…
      Outro maior foi atirado na noite de espera,
      Outro pela desconfiança grande e sem razão.
      
      Acordei e só encontrei minha sombra…
      Vagando num vale escuro e tenebroso,
      Pedindo aos deuses uma nova chance,
      Poder fugir, sair do castigo impiedoso…
      
      Acordei buscando todas que fui…
      A otimista… a pacifista… a egoísta,
      A mulher fatal, a carente, a passional,
      A que perdeu de vez o tino, a artista…
      
      Hoje acordei e lamentei ter acordado…
      O sol brilhava, era meu pranto verdadeiro,
      As desilusões, montanhas de gelo em mim,
      Desenhando em fogo… o adeus derradeiro…
      
      Quantas de mim amaram até a loucura?
      Todas, eu bem sei… todas foram amor…
      Ainda que rebeldes, não aceitando ordens,
      Mas feras dóceis e sensuais até na dor…
      
      Acordei e notei que a minha criança soluçava,
      Pobre… carente… isolada… desamparada…
      Seu riso franco não mais ecoava pela casa…
      Minha criança estava numa tristeza danada…
      
      Mas a vida pedia o retorno de todas em mim…
      Lavei o rosto, enxuguei a lágrima, peguei o baton.
      Era a volta da cigana arretada, sensual, corajosa…
      E a casa escura… vestiu-se de festa e luz néon…
      
      Finalmente…  todas voltaram sorrindo…
      Era chegado o tempo… – Tempo de viver
       O amor verdadeiro, ainda que clandestino…
      E amadas, todas se deixaram amanhecer…
      Mary Trujillo

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Muitas em mim l

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 18, 2008

Quem me acompanha nesta noite?
      Quem está do lado de fora de mim…
      Quem está dentro do meu peito?…
      Quem irá curar esta tristeza sem fim?
      
      Alegrias e emoções tão confusas…
      Saudade penetrando os ossos…
      Decepções tão devastadoras…
      Que carregar… já não posso…
      
      Quem sou eu… – Quem sou afinal?
      Procuro tanto e não me encontro…
      Tantas fustigam a minha memória,
      Muitas faleceram no vil confronto…
      
      Quem é esta do espelho…- Quem é?
      Não reconheço esta pessoa, seu olhar…
      Ela não se parece comigo… em nada…
      Já não sorri, só traz lágrimas a bailar…
      
      Quantas mais irão morrer aqui dentro?
      Que comédia ou drama irei representar?
      Chega… basta… de dores… de solidão…
      De nuvens negras, quero dormir e sonhar!
      
      Sonhar que posso, que tudo é perfeito,
      Que a ternura existe, que o amor é real,
      Que toda a maldade será da terra banida,
      E poderei ser feliz como qualquer mortal!…
      Mary Trujillo

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AMAPOLA

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 18, 2008

Por amor,
        nas malhas de tua rede
        de amor
        escutei a triste queixa
        de amor
        que tocou em meu coração
        dizendo-me assim
        com sua doce canção.

        Amapola,
        lindíssima Amapola
        sera sempre minha alma tua sómente.
        Eu te quero
        amada menina minha
        como quem ama uma flôr
        à luz do dia.

        Amapola,
        lindíssima Amapola
        não sejas tão ingrata e ama-me
        Amapola, Amapola
        como podes viver tão só.

        ……

        Eu te quero
        amada menina minha
        como quem ama uma flôr
        à luz do dia.

        Amapola
         lindísima Amapola
        não sejas tão ingrata e ama-me
        Amapola, Amapola
        como podes viver tão só.
Joe’A

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A chuva caindo lá fora

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 18, 2008

A chuva caindo lá fora   Faz-me pensar em você  Entristeço só de pensar
  No que me separa de você
  
  Sei que perdoar
  É muito fácil
  Como sei também
  Que o difícil é esquecer
  
  Podemos nos falar
  Mas nada falamos
  Quando no vemos
  
  Desconversamos
  E seguimos
  Cada um
  Pro seu lado
  
  Seguimos
  Em linhas paralelas
  Que andam juntas
  Mas nunca se cruzam
  ABittar

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SINFONIA DO POENTE

Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 18, 2008

O ocaso, me traz, a suave melodia,
      a luz suave em tons rubro-alaranjados,
      longínquos pássaros  soltam os seus trinados,
      numa terna despedida , ao fim do dia.

      A sinfonia a lembrar-me o meu fado,
      minh’alma a enlevar-se na melancolia,
      a esperança a tornar-se mais fugidia,
      a silhueta dos outeiros esfumados.

      No pentagrama da vida, assim escritas,
      as notas repetem o contínuo dó,
      o sol se oculta nas minhas desditas

      Lá adiante, “mifássol” como um bemol,
      dou ré nas minhas ansiedades proscritas,
      baixo a cabeça, como um girassol.

Jorge Linhaça

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