Arquivo para Fevereiro 24th, 2008
Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 24, 2008
Vencer a si
Enfraquece o corpo
Derrotar o lado humano
É crer em lendas Jainas
Forjar debaixo da língua
Uma espada sedenta de sangue
Operário do silêncio
O sol, as preces queima
O peso da vida
Faz baixar os olhos
A humildade caça ascetas
No vale dos esquecidos
O espírito reciclavel
É o primeiro que mente
Mente para nossa mente
Não decifrando o indecifravel
Para nada servem
As ilusões do travesseiro
Se os sonhos são leves
Penas traiçoeiras
O vento cospe a chuva
Histórias do passado
A poesia me faz flutuar
Flutuar sobre os mortos
Carlos Assis
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 24, 2008
Recorro mis desvelos por
cada arista de mi caja,
impregnada de secretos,
hacedora de locuras.
Acicalo sueños a mi antojo,
en mi barco de burbuja,
de acero el capitán,
mi cintura su timón.
Su anzuelo me captura,
me asfixia su pasión,
encallado en mi cuerpo,
varado en alta mar.
Indiscreta es la ranura,
enceguece con su luz.
Madruga un nuevo día…
quebranta mis desvelos.
©SKORPIONA
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 24, 2008
Amor, te digo esta palavra mil vezes repetida
Ao acaso sem pensa-la, como um soluço
Amor, te digo esta palabra que se faz vazia
A força de nomea-la, nao sei o que significa.
Amor, porque hei de pronuncia-la sintindo esta agonía
Se nao me diz nada nada, a digo por rotina.
Amor, que enfebrecida magia ardendo em tuas pupilas
Me arranca essa palavra, se já nao sei dize-la
Amor, porque hei de pronuncia-la sintindo esta agonía
Se nao me diz nada nada,
a digo por rotina.
Amor…
Luis Eduardo Aute
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 24, 2008
Ah, esses meus dedos!
Tão sérios… Tão ateus!
Velhos e órfãos os vejo
no cansaço dos enredos
da monotonia… e medos
do desencontro aos teus.
Eliane Triska
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 24, 2008
Para tocar-te no escuro
encontro muitos caminhos,
até mesmo os dos segredos.
Se nada entre nós é impuro,
para trocarmos carinhos
acendes luz em meus dedos…
Clevane Pessoa de Araújo Lopes
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 24, 2008
Faz-se um balanço das perdas e danos.
Seguindo o traçado da tempestade passada,
recolhemos respostas do mal,
no tempo, plantadas,
que agora, lavadas e purificadas,
no silêncio se calam,
sem ter o sabor do pecado
brotando, como lírios
transbordando sentimentos puros,
permitindo o renascer do amor
ainda mais forte que a dor,
desfeita nas cascatas cristalinas
das amargas lágrimas doces do perdão,
contendo a harmonia e a beleza,
que, dentro do outro,
grita, muda,
contando as perdas,
sentindo, à sós, os danos,
Porque a tempestade passou!!!
Schyrlei Pinheiro
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 24, 2008
Dentro ou fora de mim
você sempre está neste meu imenso oceano..
Um oceano com amor em abundância
com carinhos intermináveis
com uma paixão exuberante….
Quer seja em alto mar , em turbulências
em calmarias ou espraiado como agora…
Á mercê do meu desejo que quase me afoga…
Você totalmente mergulha
nessas águas abundantes
onde se lança sem medo ,
porque conhece todos os segredos
e, sempre será envolvido
pelas águas do meu intenso amor….
Em você existe um fogo que parece sempre aceso
mas que queima muito doce sem qualquer dor…
Que o torna incandescente para me tomar
e, deixar o seu desejo em mim rolar…
Eu me fiz bem macia para sentir seu tato….
Perfumei-me para aguçar o seu olfato…
Tornei-me iluminada para quando se sentir no escuro…
E, uma musica nos seus dias tornando-os somente alegria…
E, nesta sua vida vou colocar muita cor,
Vou ser sua musa somente de amor….
Vou ser fada ou feiticeira
Sua bússola emocional…
Apaixonada, consciente, namorada…
A sua mulher sempre apaixonada….
Penhah Castro
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 24, 2008
Meu amor não há distância entre nós
que nossas almas não possam superar…
Deixa-me cantar o seu encanto
enxugar o seu pranto,
falar docemente de alma para alma
o que sentimos,o que com carinhos dela exala..
Deixa-me esta noite traçar um roteiro infindo
do nosso amor mais lindo
que sempre retorna ao ninho
cantando e se encantando com o nosso carinho…
Vamos arregimentar nossa coragem
acender as tochas da nossa paixão
para uma luz profunda clarear, então,
as qualidades que temos arquivadas
no nosso valente coração…
Vamos partir à conquista de um novo mundo
mergulhando em nós mesmos, no mais profundo,
para encontrar os tesouros que ali guardamos:
nossa ALEGRIA, nosso RISO FELIZ,
as BRINCADEIRAS ,nossas CRENÇAS POSITIVAS,
o AMOR que cultivamos, o PERDÃO que semeamos….
O nosso PODER INTERIOR…..
Penhah Castro
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 24, 2008
Vinha cansada da vida,
de tudo quanto me rodeava.
Queria me esconder em algum canto,
não ver mais nada nem sonhar.
Chegaste como quem nada quer,
e trazias um doce morango
que recebi com um prazer
indescritível.
E foram dias e dias
de intensa prosa e alegria.
Parecia que um túnel
havia se aberto e a luz
penetrava toda a atmosfera
desenrolando sonhares
ativando a imaginação
e mil sensações
percorriam o nosso coração.
Foram tempos curtos,
porém memoráveis!
Mas de repente,
nos desentendemos…
e depois de novo..
e mais uma vez!
Agora estamos
no mais completo silêncio.
Não haverão mais passos,
a serem dados
um na direção do outro.
Vou indo
cansada da vida
de tudo quanto me rodeia.
Quero me esconder em algum canto
não ver mais nada nem sonhar,
com doces morangos
enfeitiçando
alma
corpo
coração!
Guida Linhares
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 24, 2008
No cubo da vida, o olho do destino,
nas arestas e quinas , a nossa razão,
no centro do cubo, vive nossa emoção,
cercada pelos nossos atos cristalinos.
O olho do destino, à tudo assiste,
nas oito facetas dos dados desta vida,
rolamos os dados, em apostas perdidas,
mas, em ser vencedor, o coração insiste.
No pano verde, do cassino esperança,
peitamos o destino, probabilidades,
no âmago dos dados, as doces lembranças,
O crupiê, mostrando a hora da verdade,
O olho do destino,eterna criança,
a brincar com a dor e a felicidade .
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 24, 2008
LÁ VAI A ROLINHA
VAI TODA FACEIRA
LÁ VAI A ROLINHA
NA SUA BRINCADEIRA
A ROLINHA QUE EU FALO
É UM BELO PASSARINHO
QUE LÁ DENTRO DO BURACO
FOI QUE ELA FEZ SEU NINHO
A ROLINHA ENTRA E SAI
A ROLINHA ENTRA E SAI
A ROLINHA ENTRA E SAI
DE DENTRO DO BURAQUINHO
A ROLINHA ENTRA E SAI
A ROLINHA ENTRA E SAI
A ROLINHA ENTRA E SAI
VAI E VEM DEVAGARINHO..
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 24, 2008
Quando o outono chega ás nossas vidas
caem as folhas de muitas tristezas
caem todos os vestígios de raiva
desaparece o medo irracional,
dando lugar à toda a beleza
contida em profusão dentro do coração
que se renova em cores e canções….
As folhas secas caem e mudam nossas vidas
pois, tristezas são levadas pelo vento do esquecimento
que as leva para a terra do triturador
onde são destruídas e deletadas
dando espaço para uma terra tratada e renovada
com carinho, experiência e muito amor…
Á medida que o vento leva as folhas
busco entrar em sintonia
com esta Natureza por Deus criada…
Deixo-me invadir por um amor renovado
que de dentro de mim está como um poder
que se recicla nas estações da vida…
Que explode em alegria dentro de mim contida….
Outono é época de renovação
Vai embora todo o velho , o desgastado
deixando um espaço inusitado
Limpamos todo o lodo de tristezas
Abrindo espaço para muitas e muitas belezas….
Um campo com AMOR ADUBADO…
Penhah Castro
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 24, 2008
acordo cedo os versos latentes
esqueço medos encobertos de desejos
liberto braços cheios de abraços
deixando voar minhas cortinas
e no luar dos teus beijos
deserto minhas fragilidades
acendo tochas e chamas
alheio-me dispersa nas tuas teias
tento não sucumbir ao teu clamor
fogo em que me exalto
mas deixo-me levar no ardor
levando risos de louca no olhar
e para fundir-me ao teu arco-íris
faço de mim nua
nesta poesia nua tão tua
Maria Thereza Neves
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 24, 2008
Ah! a lua que espreita silente,
teu bailar desnudo sob a luz,
teu belo versejar que me seduz,
num apelo de alma, envolvente.
Os gritos que ouves,são a semente,
do amor que um dia feneceu,
que na mortalha fria se envolveu,
tornando turvos futuro e presente.
Mas se queres teu corpo aquecer,
nas chamas abrasivas do amor,
e abres as frestas do teu querer
Serão mil versos de amor a compor,
se ao meu lado queres adormecer:
Deixa-me ser, então, teu cobertor.
Jorge Linhaça
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Publicado por amizadepoesia em Fevereiro 24, 2008
Em desespero, encontro-me descoberta
sem o véu colorido da poesia… estou nua.
Assim como o céu em noite encoberta,
sem estrelas e sem lua.
Quero louvar corações enamorados,
mas só ouço gritos desesperados…
Anseio rimar os sons adocicados,
mas só ecoam ruídos desafinados.
Venha, poeta! Venha… me possua!
Amadureça essa idéia crua,
busque no infinito da substância,
uma luz à minha ignorância.
Como pássaro ferido no húmus da floresta,
esperando o ocaso que lhe resta,
assim estou a albergar o receio
de que o abutre me devore a poesia do seio.
Poeta, fique ao redor, à espreita!
Quando uma fresta se abrir,
deite na minha alma desfeita,
retome o véu e venha me cobrir.
Marise Ribeiro
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